quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tudo o que você queria saber sobre suplementação

Tudo o que você queria saber sobre suplementação


Na correria do dia a dia, nem sempre nos alimentamos da maneira mais adequada. Basta chegar em casa um pouco mais cansada para apelar para aquele fast foodque fica bem na esquina.
Ferro: presente no cardápio. Sempre!
Ou então passar por períodos de estresse e/ou ansiedade e descontar tudo na fritura e no doce, esquecendo das verduras e dos legumes, repletos de nutrientes que nossa saúde tanto necessita.
“A má alimentação é o principal fator para a indicação da suplementação. Além disso, há casos específicos que também causam a necessidade do uso de vitaminas, como atletas de alto nível, idosos e gestantes”, explica a nutricionista Fernanda Lancelotti.
O bê-á-bá da suplementação
A suplementação nutricional é indicada quando precisamos complementar calorias e/ou nutrientes à dieta diária em casos que apenas a alimentação, por si só, não consegue suprir as necessidades do corpo de vitaminas e minerais.
Segundo Fernanda, tais necessidades de nutrientes variam de acordo com a idade e o sexo.
“A recomendação de ferro, por exemplo, para uma menina de 8 anos é de 7 mg/dia. Enquanto para uma mulher adulta é de 18 mg/dia. Dessa forma, se houver necessidade de suplementação, a dose será diferente”, explica.
Os suplementos mais comuns são:
  • os multivitamínicos, complexos de vitaminas e minerais utilizados para suprir as necessidades desses nutrientes, quando somente a dieta, por algum motivo, não é suficiente;
  • os suplementos de proteína, muito utilizados por atletas e praticantes de atividade física, uma vez que a proteína é responsável pelo crescimento muscular;
  • os suplementos de carboidratos, utilizados durante treinos para evitar hipoglicemia (queda do açúcar no sangue), fadiga muscular e redução da intensidade do exercício.

Para saber se há necessidade da suplementação, é necessário realizar a dosagem do nutriente no sangue.
A especialista conta que a carência de determinado nutriente pode se manifestar através de sintomas específicos. Por exemplo, a deficiência de ferro causa a anemia, caracterizada por falta de apetite, fraqueza, unhas e cabelos quebradiços, entre outros. 
“Alguns grupos de pessoas, como as gestantes, também podem necessitar de suplementação, pois têm suas necessidades aumentadas no período. Um nutriente suplementado, nesse caso, é o ácido fólico, extremamente importante para a formação do sistema nervoso do bebê”, diz ela.
Já a suplementação de cálcio em pessoas que não consomem a quantidade recomendada de leite e derivados ajuda a prevenir ou retardar a osteoporose.
Uma atenção especial deve ser dada à vitamina D, cujas fontes alimentares (óleo de fígado de bacalhau, peixes e frutos do mar) nem sempre fazem parte da dieta habitual.
Nesse caso, quem não se expõe ao sol regularmente para sintetizá-la deve procurar fazer a suplementação.
A médica Vanessa Campos teve de suplementar a nutrição dos dois filhos, Guilherme, 3 anos, e Eduardo, 7 meses, com vitamina D. “O Gui tomou desde recém-nascido até completar 1 ano e o Dudu toma desde os primeiros dias até hoje. É bom para fortalecer os ossos nesse período de crescimento”, conta ela. 
Diversas faces da suplementação
A suplementação é muito utilizada por atletas ou até mesmo praticantes de atividades física, uma vez que a nutrição é um dos fatores que podem otimizar o desempenho.
Uma nutrição adequada e equilibrada pode reduzir a fadiga e a ocorrência de lesões e otimizar a reserva energética. “No entanto, cada nutriente tem um papel diferente no nosso organismo e deve ser suplementado na dose adequada, a depender do resultado desejado”, aconselha Fernanda Lancelotti.
A suplementação também pode ser uma aliada da estética e da beleza, pois a deficiência de alguns nutrientes pode causar manifestações na pele, cabelos e unhas.
“O zinco tem ação antioxidante e a ingestão adequada desse mineral garante proteção contra radicais livres”, ilustra.
Nos casos em que a suplementação é realizada devido a uma carência nutricional ocorre uma melhora na disposição, uma vez que muitos micronutrientes (vitaminas e minerais), embora não possuam calorias, participam do processo de geração de energia dentro das células de nosso organismo.
Dicas e cuidados da suplementação
Fernanda explica que o uso sem recomendação de suplementação, dependendo da dose consumida, pode acarretar alguns efeitos adversos. No caso da proteína, por exemplo, o excesso pode causar sobrecarga renal.
Já multivitamínicos ingeridos em doses muito altas podem causar hipervitaminose, que, assim como a deficiência, também gera sintomas e prejudica o organismo.
Apesar da crença popular, a utilização de complementos vitamínicos e minerais não engorda. “Já os suplementos de carboidratos podem causar aumento da gordura corporal e ganho de peso”, ressalta.
A nutricionista alerta para o risco de priorizar a suplementação e esquecer que uma alimentação balanceada fornece todos os nutrientes que precisamos.
“Ela serve como um complemento a uma alimentação variada e balanceada. A falta da educação nutricional pode acarretar outros problemas de saúde, que não podem ser evitados com a suplementação”, diz.
Segundo a especialista, uma alimentação saudável, completa e balanceada, deve ser a mais variada possível, com grande quantidade de frutas, legumes e verduras.
Ela também indica dar preferência aos alimentos integrais (pães, massas, arroz), que possuem maior quantidade de nutrientes e fibras. Vale lembrar que o excesso de gordura é prejudicial. Ou seja: evite frituras e alimentos gordurosos, em geral.

Fonte:
http://disneybabble.uol.com.br

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