quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Crianças severamente obesas podem estar em maior risco de doença cardíaca e diabetes



Mais de três milhões de crianças nos Estados Unidos que são severamente obesas podem estar em maior risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes do que as crianças com sobrepeso, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Wake Forest Baptist Medical Center e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel hill. E esses problemas médicos poderiam custar bilhões.

O estudo descobriu que crianças com as formas mais graves de obesidade mostraram sinais precoces de doença cardíaca e diabetes, com as diferenças mais notáveis nos meninos.

"Hoje estamos a gastar cerca de $ 160.000.000.000 em um ano para cuidar de obesidade relacionada com problemas de saúde em adultos", disse Joseph Skelton, MD, professor associado de pediatria na Wake Forest Baptist e autor sênior do estudo. "Se a tendência continuar e nós levarmos em consideração o número crescente de crianças com obesidade grave, são estimados gastos de até US $ 300 bilhões até 2030."

No estudo, os pesquisadores analisaram dados do National Health and Nutrition Examination Survey, uma pesquisa com crianças com sobrepeso ou obesas com idades entre 3 a 19 anos para avaliar a prevalência de fatores de risco cardiometabólicos de acordo com a gravidade da obesidade, utilizando novas classificações desenvolvidas ao longo dos últimos anos.

Entre 8.579 crianças com um índice de massa corporal (IMC) no percentil 85 ou superior, 46,9% tinham sobrepeso, 36,4% tinham obesidade na Classe I, 11,9% tinham obesidade na Classe II e 4,8% tinham obesidade na classe III. As formas mais graves de obesidade - Classe II e Classe III - foram definidos como um IMC superior a 120% do percentil 95 para a Classe II e superior a 140% do percentil 95 para a Classe III.

O estudo mostrou que quanto maior o grau de obesidade, maior o risco de um baixo índice de colestero HDL, alta pressão arterial sistólica e diastólica, e índices elevados de triglicérides e hemoglobina A1c - todos esses marcadores para doença cardíaca e diabetes.

"Nossos resultados mostram claramente que as crianças com índices mais elevados de obesidade têm maiores fatores de risco cardiometabólico que podem levar a doenças cardíacas e diabetes no futuro", disse Asheley Cockrell Skinner, Ph.D., professor associado de pediatria na Escola de Medicina na Universidade da Carolina do Norte e investigador principal do estudo.

No entanto, a confluência de riscos e recursos limitados deixa muitas crianças com obesidade severa e estabelece os fatores de risco, sem opções eficazes, de acordo com o estudo. A implementação de um sistema de classificação mais complexo para identificar aqueles que apresentam maior risco poderia ajudar nas intervenções e nos tratamentos para as crianças e trazer menos prejuízos.




Fonte: http://www.emedix.com.br/not/not2015/15set30med-nejm-soc-obesidade.php

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Dez dicas para prevenir osteoporose - SBR






Evitar Quedas e Acidentes Domésticos
Como:
  • conferir a graduação das lentes dos óculos
  • melhorar o equilíbrio com exercícios, tomando cuidado com uso de medicamentos que possam causar tonturas ou mexer com o labirinto
  • evitar objetos em casa que facilitem as quedas ou escorregões como tapetes, pisos encerados etc.
  • usar bengala se achar que o equilíbrio está ruim ü tomar cuidado ao subir escadas e preferir as que tiverem corrimão
  • não pegar objetos pesados
* Evitar o sedentarismo
Como:
  • Fazer exercícios com orientação especializada, pois atividade física de forma errada ou excessiva também pode causar fraturas
  • Estimular todos da família a realizarem exercícios, principalmente os mais jovens, como forma e prevenir a perda da massa óssea futuramente
  • Não realizar atividade física acima de suas possibilidades
* Dieta equilibrada
Como:
  • Dieta rica em laticínios, peixe, vegetais verdes, legumes, frutas
  • Estimular sempre que possível a amamentação com leite materno
  • Não fazer dieta para emagrecimento sem orientação médica, que possa levar à magreza excessiva, anorexia e bulimia
  • Evitar o excesso de café e refrigerantes à base de cola
* Exponha-se ao sol
Como:
  • no inicio da manhã ou final da tarde, por 15 a 30 minutos
* Evitar o fumo
Porque:
  • O cigarro acelera a perda da massa óssea
* Evitar bebidas alcoólicas
Porque:
  • O uso excessivo de álcool acelera a perda da massa óssea
* Densitometria Óssea
Como:
  • A partir dos 40 anos, realizar uma vez por ano a densitometria, exame que mede a massa óssea, principalmente se tiver familiares com osteoporose
* Prevenção na Menopausa
Como:
  • Na ocasião da menopausa, conversar com o ginecologista ou especialista em osteoporose sobre a necessidade do uso de suplementação hormonal, de cálcio e vitamina D
* Suplementação Oral de Cálcio e Vitamina D
Como:
  • Caso use medicamentos que estimulem o aparecimento da osteoporose, como corticóide, anticoagulantes, hormônio tireoideano, antiácidos, anticonvulsivantes, converse com seu médico sobre a necessidade de iniciar um tratamento preventivo da osteoporose, pelo menos com a suplementação oral de cálcio e vitamina D
* Amamentação
  • Estimular a amamentação com leite materno pois o mesmo garantirá melhor massa óssea no futuro
Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Brasil testa robô para remover câncer de útero com incisão única

Técnica pioneira realizada na última quarta-feira permite aos médicos trabalhar com cortes de apenas 2,5 centímetros

Na quarta-feira (29), o Brasil testou, de forma pioneira, uma técnica minimamente invasiva no tratamento do câncer de colo de útero. Pela primeira vez nas Américas, a cirurgia de remoção do tumor e dos órgãos afetados pela doença foi feita com o auxílio de um robô por meio de uma única incisão no abdome da paciente.


Robô consegue fazer incisão única de apenas 2,5 centímetros para remover câncer de útero

Batizada de single-port ou single-site (entrada única), a cirurgia permite que o médico faça todo o procedimento inserindo uma câmera e duas pinças do robô em uma incisão de apenas 2,5 centímetros feita no umbigo da paciente. Tradicionalmente, a cirurgia robótica exige pelo menos cinco incisões na barriga da paciente, uma para a inserção de cada instrumento.
"A cirurgia robótica, por si só, já tem mais benefícios do que a videolaparoscopia porque nos dá mais precisão no procedimento. O grande diferencial do robô é a visão em três dimensões, que dá noção de profundidade. Tudo isso com uma câmera Full HD que aumenta em até 20 vezes o local operado e pinças capazes de fazer mais movimentos do que a mão humana", explica Alexandre Silva e Silva, oncoginecologista do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, onde a cirurgia foi feita.
"Essa precisão diminui o risco de, durante a cirurgia, lesarmos nervos e grandes vasos localizados próximos dos órgãos que devem ser removidos", diz o cirurgião.
Em relação aos benefícios da técnica de incisão única, o especialista ressalta que é um método pouco invasivo e evita a criação de inúmeras cicatrizes no abdome da mulher. Ele propicia ainda rápida recuperação da paciente.
Na operação feita na última quarta-feira, em uma mulher de 41 anos com tumor em estágio inicial, foram retirados o útero, as trompas e os gânglios linfáticos. Todo o material operado foi removido do corpo pelo canal vaginal.
Alta com rapidez
A cirurgia teve duração de quase sete horas e contou com cinco profissionais. Além de Silva, responsável pelo controle do robô e, portanto, pela operação da paciente, participaram dois médicos assistentes, um anestesista e uma instrumentadora. Apesar da complexidade da técnica, a paciente teve alta no dia seguinte e já estará liberada para fazer atividades corriqueiras como dirigir, sete dias depois da operação.
O treinamento para o controle de robôs para esse tipo de cirurgia só é oferecido fora do País e custa cerca de US$ 30 mil. Para ser capaz de aplicar a técnica, Silva passou por um treinamento em Atlanta, nos Estados Unidos, em maio. A experiência deverá ser relatada pela equipe do Hospital Oswaldo Cruz em periódicos científicos nacionais e internacionais. "É uma técnica que ainda não foi tão difundida porque tanto o treinamento quanto os equipamentos são muito caros e complexos", diz.
Indicação
O médico ressalta, no entanto, que as cirurgias para o tratamento de câncer de colo de útero - tanto as técnicas tradicionais quanto as robóticas - são indicadas apenas para pacientes com tumores iniciais. Para os casos em que a doença está mais avançada, o tratamento preferencial costuma ser feito com base em quimioterapia e radioterapia. 
Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2016-07-02/brasil-testa-robo-para-remover-cancer-de-utero-com-incisao-unica.html

sábado, 20 de agosto de 2016

PÍLULA ANTICONCEPCIONAL, TIPOS, TRATAMENTOS E CUIDADOS.



O anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) ou pílula anticoncepcional é um comprimido que tem em sua base a utilização de uma combinação de hormônios, geralmente estrogênio e progesterona sintéticos, que inibe a ovulação. O anticoncepcional oral também modifica o muco cervical, tornando-o hostil ao espermatozoide.

O uso desse método contraceptivo deve ser indicado pelo médico ginecologista, pois somente após análise é possível indicar qual a pílula adequada ao seu organismo.

Recentemente, com o avanço científico, surgiram pílulas com hormônios bioidênticos. Os hormônios bioidênticos são substâncias que têm estrutura química e molecular igual à dos gerados pelo organismo humano. Produzidos em laboratório, a partir de diversas matérias-primas, servem para desempenhar as funções dos hormônios do corpo – desde o controle do ciclo menstrual e do metabolismo até o tratamento da menopausa – e como anticoncepcional.

O hormônio sintético é uma substância processada e manipulada em laboratório e pode gerar mais efeitos colaterais que o hormônio natural ou bioidêntico . O anticoncepcional hormonal combinado oral (AHCO) é considerado um medicamento eficiente na prevenção da gravidez e seu índice de falha é de 0,1%.

Tipos de pílulas

Dentre os diversos tipos de pílulas existentes, as mais receitadas são:

Pílula Monofásica:

A pílula monofásica possui em sua fórmula estrogênio e progesterona com a mesma dosagem. É o comprimido anticoncepcional mais conhecido pelas mulheres. A utilização deve ter início entre o primeiro e o quinto dia da menstruação e termina quando a cartela acabar. Depois, é necessário parar por 7 dias.

Minipílula:

A minipílula ou pílula sem estrogênio possui em sua base somente progesterona. É a pílula indicada para mulheres que estão amamentando e querem evitar uma nova gravidez. Para essas mulheres, a pílula deve ser tomada todos os dias, sem interrupção.

Pílula Multifásica:

A pílula multifásica tem combinação de hormônios com diferentes dosagens conforme a fase do ciclo reprodutivo. Essas pílulas causam menos efeitos colaterais e possuem cores diferentes, para diferenciar a dosagem e o ciclo. A ordem da cartela deve ser respeitada.

Em 2007, foi lançada no Brasil a pílula anticoncepcional que contém em sua fórmula drosperinona e etinilestradiol. Essa nova pílula é mais eficiente por amenizar os sintomas físicos e emocionais causados pelos hormônios femininos, como tensão pré-menstrual, acne e síndrome dos ovários policísticos.

Trata-se de uma cartela de 24 pílulas, cada uma 3mg de drosperinona e 0,02mg de etinilestradiol. Para que o medicamento tenha eficiência, é preciso tomar uma pílula por dia durante 24 dias e 4 dias de intervalo.

Há também a pílula do dia seguinte, que deve ser usada somente em situação de emergência.

TRATAMENTOS E CUIDADOS


O método contraceptivo oral é a prática de prevenção mais utilizada atualmente. Além da contracepção, a pílula anticoncepcional também é utilizada na terapia de algumas doenças que acometem uma parcela das mulheres.

Na parte clínica, os métodos contraceptivos são usados para o tratamento de sintomas de patologias, tais como sangramentos irregulares, cólicas menstruais, TPM, diminuição do fluxo menstrual, endometriose e síndrome dos ovários policísticos.

Existem estudos que apontam que a pílula anticoncepcional pode diminuir a incidência de câncer de ovário e de endométrio, doença benigna da mama, o desenvolvimento de cistos ovarianos funcionais, artrite reumatoide, doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica e anemia por deficiência de ferro.

A terapia com contraceptivos orais também é utilizada no tratamento contra sangramento irregular ou excessivo, acne, hirsutismo (aumento de pelos em locais não comumente femininos), dismenorreia e endometriose. Para evitar alguns desses problemas, têm-se oferecido regimes alternativos de uso dos anticoncepcionais chamados de regime contínuo, quando a mulher não para de usar o anticoncepcional, e regime estendido, quando a mulher o usa por períodos prolongados, geralmente de 84 dias seguidos de 7 dias de pausa.

Esses regimes mostraram que há benefícios e efeitos colaterais nessa nova maneira de usar o anticoncepcional. Um dos efeitos colaterais é o “spotting” ou a perda de sangue (em pequena quantidade) durante o uso do anticoncepcional.

A maioria das pacientes não está consciente desses benefícios à saúde, bem como do uso terapêutico dos contraceptivos orais. Orientação e educação são necessárias para ajudar as mulheres a ficarem bem informadas a respeito de decisões de cuidados com a saúde e aderência aos tratamentos.

Confira como proceder no uso da pílula em caso de esquecimento, conforme o seu tipo de contraceptivo (21 ou 24 comprimidos), na sessão esqueci de tomar a pílula.
CONVIVENDO

Apesar de muitas mulheres conhecerem a pílula anticoncepcional, ainda há a falta de informações corretas sobre esse método contraceptivo. Confira abaixo as principais dúvidas sobre a pílula.

Qual a melhor pílula para mim?

Existem diversos tipos de pílulas porque existem diversos tipos de mulheres. Somente seu médico poderá identificar a pílula mais indicada para você.

Quando iniciar uma cartela de pílula pela primeira vez?

Na maioria das pílulas disponíveis no mercado com 21 drágeas/comprimidos, a maneira correta é iniciar com a primeira pílula no primeiro dia da menstruação. Tomar uma pílula por dia durante 21 dias, fazer uma pausa de 7 dias sem tomar e recomeçar. A menstruação vem durante essa pausa. Outras pílulas podem ser tomadas de formas diferentes, por isso é necessário consultar o médico. No caso da pílula sem estrogênio, ela deve ser iniciada no primeiro dia da menstruação e tomada sem interrupção.

A partir de qual dia a pílula começa a fazer efeito?

Se tomada corretamente, a pílula fará efeito a partir do primeiro dia em que foi tomada.

Na pausa entre uma cartela e outra posso ter relações sem chances de engravidar?

Sim, nos dias de pausa da pílula elas continuam a funcionar, ou seja, a proteção contra a gravidez continua e o risco de falha é de 0,1%.

E se eu esquecer de tomar um dia?

A pílula deve ser tomada diariamente e, aproximadamente, no mesmo horário. Isso quer dizer que se eu tomar à noite, devo continuar tomando à noite. Se esquecer e lembrar de tomar dentro de 12 horas, a pílula continuará funcionando. Se esquecer por mais de doze horas, verifique as instruções com seu médico ou na bula do produto. Tome a pílula que esqueceu assim que lembrar e a pílula do dia no seu horário habitual. Verifique sempre na bula do produto e com seu médico informações detalhadas e específicas sobre o tipo de pílula que você está tomando.

Quero atrasar ou adiantar minha menstruação; posso continuar a tomar a pílula sem parada?

Não deve. A pílula foi projetada para ser tomada por 21 dias. Se continuar tomando, poderá ter uma menstruação fora de época. Nesses casos é conveniente que você consulte seu médico para ele lhe oferecer uma maneira mais segura de não menstruar.

E se eu não tiver relações por um grande período?

Mesmo assim é preferível continuar tomando.

Pílula previne contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)?

O uso da pílula não previne a mulher e o parceiro contra as DSTs.

É verdade que a pílula engorda?

Não. Na maioria das mulheres a pílula não aumenta o peso, nem dá celulite ou estrias, conforme estudos científicos apontam.

Qual pílula engorda mais ou tem maiores efeitos colaterais?

Existem diversos tipos de pílulas porque existem diversos tipos de mulheres. Os efeitos colaterais variam de acordo com o organismo da pessoa, como aumento de risco de doenças cardiovasculares em mulheres hipertensas e aumento de enxaquecas e problemas vasculares em pessoas com histórico familiar dessas doenças. Entretanto, somente o próprio médico poderá identificar a pílula mais adequada para você e qual tem menos efeitos colaterais.

Pílula faz mal?

A pílula anticoncepcional é um dos medicamentos mais usados (e estudados) no mundo todo. Além de ser usada para evitar gravidez, ela pode proteger mulheres contra algumas infecções genitais, câncer de ovário e alguns tipos de câncer de útero. Assim como qualquer outro medicamento, a pílula possui contraindicações e efeitos colaterais. O uso de anticoncepcionais por algumas mulheres, contudo, pode aumentar o risco de complicações vasculares como trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso a importância de consultar um médico antes de optar por determinada pílula.

Pílula serve para tratar doenças?

A pílula tem sido usada com sucesso no tratamento da síndrome dos ovários policísticos e no tratamento conservador da endometriose. Também é muito utilizada no tratamento da acne (espinhas), hirsutismo (aumento de pelos), cólicas e distúrbios da menstruação, tais como tensão pré-menstrual e cólica menstrual.

É verdade que é necessário parar a pílula de tempos em tempos para o organismo descansar?

Não. Estudos recentes indicam que não é preciso parar para descanso.
Hormônios biodênticos estão presentes no dia a dia da mulher

Ao contrário dos homens, que só tomam hormônio em casos excepcionais – para tratar alguma doença ou distúrbio –, as mulheres convivem diariamente com esse tipo de medicamento. Mesmo versões modernas dessas substâncias, como os hormônios bioidênticos (cuja estrutura é igual à dos produzidos pelo organismo), estão presentes em produtos voltados para o público feminino, inclusive algumas formulações de anticoncepcionais.

Os estrogênios e os progestagênios, em conjunto, ajudam a regular o ciclo menstrual. Baixos níveis desse hormônio podem resultar em problemas de pele, insônia e falta de desejo sexual.

Em sua forma bioidêntica, quando combinada em pílulas com a progesterona, formam um contraceptivo muito eficiente.

Segundo alguns especialistas, o uso do estradiol bioidêntico em um contraceptivo (um dos estrógenos presentes no corpo feminino) destaca-se por ser uma substância que o organismo feminino já está acostumado, o que melhora sua atuação e diminui os impactos no metabolismo. É uma forma de mesclar a segurança necessária a um anticoncepcional com um equilíbrio hormonal mais natural.
Conheça alguns usos dos hormônios bioidênticos

Como têm várias finalidades, os hormônios bioidênticos – aqueles cuja estrutura química e molecular é igual à dos gerados pelo organismo humano – costumam ser usados por mulheres de perfis diversos, diferentes idades e passando por tratamentos diferentes.

Inicialmente, os produtos com bioidênticos só estavam disponíveis na forma de injeções ou adesivos cutâneos, mas recentemente foram lançadas pílulas com esse tipo de fórmula.

Segundo o ginecologista Dr. Marco Aurelio Pinho de Oliveira, chefe da ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e responsável pelo ambulatório de endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, um dos casos em que se usam essas substâncias é o que, em linguagem médica, chama-se anovulação crônica ou síndrome dos ovários policísticos (quando a mulher não ovula ou ovula com pouca frequência).

“Por conta da anovulação, existe excesso de estrogênio e menor quantidade de progestagênio, causando ciclos menstruais com intervalo longo e fluxo menstrual aumentado [hemorragia]. O estrogênio em excesso aumenta o crescimento da camada interna do útero (o endométrio) e pode causar ciclos menstruais mais intensos e prolongados”, explica. “Assim, a mulher fica meses sem menstruar – e, quando menstrua, vem muito sangue”. O uso da progesterona, que não é produzida adequadamente nos casos de anovulação, é uma opção, porque corrige em parte o desequilíbrio hormonal causado pela síndrome. Neste caso, pode ser usado um hormônio bioidêntico ao da progesterona.

A mesma substância pode ser complementada em outros quadros, ligados a estilos de vida que afetam o ritmo da ovulação e prejudicam a produção de progesterona. “As atletas de alta performance podem ter um bloqueio do estrogênio pelo excesso de exercícios e, com isso, a mulher para de menstruar. A anorexia nervosa também leva à depressão dos hormônios e altera o ritmo da ovulação”, explica Oliveira. Já nos casos de sobrepeso e/ou obesidade que causam anovulação pelo aumento da resistência à insulina, há muito estrogênio e pouca progesterona. Em ambas as situações citadas, uma pílula anticoncepcional com estradiol bioidêntico combinada a um progestagênio sintético, além de regular a menstruação, servirá como método contraceptivo.

Além de produzir os mesmos efeitos contraceptivos que os anticoncepcionais feitos com hormônios sintéticos, os produtos com substâncias bioidênticas também têm propriedades terapêuticas semelhantes e causam menos efeitos colaterais.

Fonte: http://www.gineco.com.br/saude-feminina/metodos-contraceptivos/pilula-anticoncepcional/

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A alimentação antes do treino é a mais importante. Segundo especialista, ela deve ser ajustada para o tipo de atividade


Quando ciclistas colombianos viajaram à França para competir pela primeira vez no famoso Tour de France, em 1984, levaram consigo um suplemento energético que nunca tinha sido visto naquelas estradas: a rapadura.
Esse alimento chamou tanta atenção que os colegas de outras equipes – e outras nacionalidades –, vendo os colombianos escalarem as montanhas "como se estivessem descendo", começaram a pedir um pedaço dos "tijolos" que eles comiam.
A utilização do açúcar como um aliado dos ciclistas é apenas uma anedota, mas revela uma verdade bem conhecida: alimentação é essencial para os atletas, especialmente porque é a fonte de energia para a competição.
Por isso, é importante saber qual é a melhor maneira de se alimentar na hora de fazer um exercício.

"O equívoco mais comum é acreditar que, para melhorar fisicamente, deve-se parar de comer", disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, o treinador esportivo Jesus Madrid Mateu, coordenador na Mocri, empresa que trabalha com atletas de Fórmula 1 e golfe.
"O que precisa mudar é a composição corporal. Não se trata apenas de reduzir a ingestão de calorias, é necessário melhorar a qualidade e quantidade dos alimentos", acrescentou.
E quais são os alimentos que devem ser consumidos antes, durante e depois de qualquer esporte?

"É muito importante a comida antes e depois do treinamento. Ela deve ser de qualidade e ajustada para o tipo de atividade física", disse o especialista.
Antes do exercício
Para a nutricionista argentina Cynthia Zyngier, especialista em esportes, o principal é a alimentação antes do exercício.
Estima-se que um treino cardiovascular normal em uma academia gaste cerca de 900 calorias.
"É aconselhável comer carboidratos complexos, como massas, arroz, batatas, pão e vegetais cerca de duas horas antes da prática", disse.
A ideia é que esse tipo de alimento é digerido rapidamente e fornece ao corpo a energia necessária para o movimento.
No entanto, muitas pessoas não possuem duas horas, especialmente na parte da manhã, para digerir um prato de macarrão ou de legumes com arroz.

"Essas pessoas são aconselhadas a consumir carboidratos simples, como leite ou iogurte, que são digeridos mais rapidamente", disse Zyngier.

Thinkstock/Getty Images

Frutas dão muita energia ao corpo, mas as cascas, que têm digestão demorada, devem ser evitadas

Digestão lenta

Mas o que você não deve comer antes de ir para a academia?
Acima de tudo, qualquer alimento que mantenha o estômago ocupado.
"Duas coisas importantes: não comer alto teor de gordura ou de fibra. Esses geralmente demoram cinco ou seis horas para serem digeridos", disse Zyngier.

Pão integral, cascas de frutas e outros alimentos integrais são considerados parte do grupo.
"Quando você está fazendo a digestão, o sangue se concentra nesse processo e não na necessidade de dar ao corpo o necessário para se mover", disse ele.
"Essa combinação geralmente produz desconforto gastrointestinal durante o exercício", disse a nutricionista.

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Primeira máxima do atleta é manter uma boa hidratação, dizem especialistas

Hidratação

É raro ver atletas comerem no meio de uma competição, embora em longas sessões, como uma corrida de bicicleta ou uma maratona, há desde a rapadura dos ciclistas colombianos até as bananas consumidas por vários competidores.

No entanto, há uma coisa que não pode faltar, segundo os especialistas: água. A primeira máxima do atleta é manter uma boa hidratação.
"Se a atividade não dura mais de uma hora, o melhor é tomar entre meio litro e um litro de água. Nada mais", disse ele.
"Se durar mais tempo, então você tem que começar combinando hidratação com açúcares, que geralmente vêm em bebidas esportivas ", acrescentou Zyngier.

E apesar de existirem vários mitos sobre o que comer depois de fazer algum exercício, o garantido é que a nutrição é essencial para a recuperação física.

"É aconselhável que seja o mais rápido possível após o exercício. É ideal tentar recuperar todo o peso líquido que foi perdido durante a competição ou na academia.""Para evitar ficar nesse estado de cansaço e exaustão, o ideal é consumir novamente algum tipo de carboidrato, como leite com chocolate, pão branco e alguma proteína"

Fonte:http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2016-04-30/o-que-se-deve-comer-antes-e-depois-de-fazer-exercicios.html

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

6 coisas que o bebê faz dentro da barriga da mãe

BOCEJAR, FAZER XIXI E ATÉ SONHAR. ACREDITE, O BEBÊ TEM MUITO O QUE FAZER NO ÚTERO


Sonhar
Os bebês dentro da barriga dormem a maior parte do tempo, cerca de 16 horas por dia para 8 horas acordados. Enquanto estão dormindo, eles sonham com as vivências que tiveram durante o dia. “As experiências da mãe também são associadas pelo bebê enquanto estão sonhando, como sustos ou stress”, explica o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli.
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FECHAR
Por isso, para que o bebê tenha boas experiências na barriga da mãe, é importante conversar com ele, transmitir amor e procurar não se estressar durante a gestação.
Os sonhos costumam se intensificar no final da gestação, momento em que acontece a maior quantidade de sinapses, transmissões entre os neurônios.
Bocejar
Já que eles passam tanto tempo dormindo, nada mais comum do que bocejar. Uma pesquisa realizada pela Universidade Durham, na Inglaterra, mostra que os bebês bocejam no útero da mãe. Os cientistas observaram os movimentos de 15 fetos saudáveis entre a 24ª e 36ª semana e analisaram as vezes que eles abriram a boca. Eles distinguiram os bocejos de outras aberturas de boca pelo tempo de duração do movimento. Segundo a pesquisa, o bocejo é 50% mais demorado.  
De acordo com o médico do Delboni Medicina Diagnóstica Jurandir Passos, pai de Isabela e Natália, a partir do quinto mês o feto já começa a manifestar movimentos faciais, como franzir a testa, abrir a boca e bocejar.
Fazer xixi
90% do líquido amniótico é composto pela urina do bebê. Calma, não é o mesmo xixi que um recém-nascido faz. A urina do feto é composta quase toda por água.  A partir do quinto mês, o bebê já consegue digerir o líquido amniótico que engole. Ou seja, vira um ciclo sem fim: ele faz xixi, o engole, fax xixi de novo, engole de novo…
Chupar o dedo
A partir do terceiro trimestre de gravidez o bebê também começa a chupar o dedo. Eles fazem isso para fortalecer a musculatura relacionada ao movimento de sucção.
Mostrar a língua
Ao final da gravidez, o bebê realiza movimentos e expressões semelhantes aos de um recém-nascido. Torça para você conseguir ver esse momento no ultrassom.
Reconhecer a voz da mãe
Sim, essa talvez seja uma das grandes belezas da gravidez. Mesmo antes de nascer, o feto consegue reconhecer a voz e os batimentos cardíacos da mãe. Essa capacidade pode ser evidenciada a partir do terceiro trimestre de gravidez.
Fonte:http://www.paisefilhos.com.br/gravidez/6-coisas-que-o-bebe-faz-dentro-da-barriga-da-mae/

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Sono ajuda na “limpeza” do cérebro, diz pesquisa.



Ao longo da história da humanidade, filósofos, e mais recentemente cientistas, vêm se perguntando a razão pela qual as pessoas dormem e como isso afetaria nossa saúde e, especialmente, nosso cérebro.
Mais recentemente pesquisadores mostraram que o sono é, na verdade, muito importante para o armazenamento de memórias, entretanto, um novo estudo do Centro Médico da Universidade de Rochester (Nova York), publicado na Revista Science, constatou que o sono pode ser também um período no qual o cérebro se desfaz das moléculas tóxicas.
Assim sendo, uma boa noite de sono pode, literalmente, limpar a nossa mente.
Usando ratos, os pesquisadores mostraram pela primeira vez que o espaço entre as células do cérebro pode aumentar durante o sono, permitindo que sejam eliminadas as toxinas acumuladas.
Os resultados mostraram que durante o sono, um sistema de “encanamento'' chamado sistema glinfático pode abrir e assim “liberar a passagem” (encolhendo o tamanho das células) para que exista um maior espaço para a limpeza.
A pesquisa inseriu eletrodos no cérebro dos ratos e observou que as células neste período de descanso encolheram em até 60% de seu tamanho original, permitindo que um líquido cérebro-espinhal “enxaguasse” o tecido cerebral, liberando assim os resíduos acumulados no sistema circulatório durante as horas de vigília.
Isso pode explicar por que o cérebro utiliza quase tanta energia durante as horas de sono quanto nas horas em que estamos acordados.
Estes resultados sugerem, portanto, um novo papel para o sono na saúde e na doença. Lembremos que estudos anteriores já indicam que as moléculas tóxicas envolvidas em algumas doenças neurodegenerativas se acumulam no espaço entre as células do cérebro, criando algumas implicações.
Imagine então o que deve acontecer àquelas pessoas que apresentam um sono entrecortado (acordando várias vezes durante a noite) ou ainda as que desenvolvem algum tipo de transtornos de sono. É possível que este processo de “limpeza” possa ficar, de alguma maneira então, prejudicado.
Bem sabemos que todos, indistintamente, querem ter uma boa noite de sono e acordar relaxado no dia seguinte, mas para os brasileiros, dormir bem ainda é um privilégio a ser alcançado. Segundo dados do Instituto do Sono, 63% da população adulta do país têm alguma queixa relacionada ao sono. Aqui em São Paulo, por exemplo, 25% da população apresentam dificuldade para dormir, enquanto que 27% acordam precocemente e, finalmente, 36% têm dificuldade de manter o sono.
Como essas informações em mãos, que tal procurar cuidar um pouco mais da “limpeza” de seu cérebro?…
Uma boa noite de sono pode, literalmente, limpar a nossa mente. Por isso confira, a seguir, cinco dicas para dormir melhor
1-Pelo menos de quatro a seis horas antes de dormir, evite ingerir álcool e bebidas com cafeína
2-Dê tempo à digestão. O processo digestivo demora de duas a três horas. Tente alimentos mais leves no período noturno. Se você comeu pesado, espere para deitar
3-Procure criar uma "rotina" e tentar dormir sempre no mesmo horário. O metabolismo demora alguns dias para se acostumar com as oscilações decorrentes dos diferentes horários de irmos para a cama
4-Ficar longe da luminosidade das telas do computador ou do celular é outra ótima iniciativa, pois ajuda o cérebro a entender que já é momento de "desligar"
5-Se não conseguir adormecer nos primeiros 30 minutos, não fique deitado(a), pois isso traz mais ansiedade e estresse. Desta forma, saia da cama e procure realizar algum tipo de atividade relaxante, como ler, por exemplo. Além de acalmar, a leitura ajuda a não pensar nos problemas cotidianos
Fonte:http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Colesterol: sintomas, tratamentos e causas


O que é Colesterol?

O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo. O colesterol está presente em alimentos de origem animal (carne, leite integral, ovos etc.). Em nosso organismo, o colesterol desempenha funções essenciais, como produção de hormônio e vitamina D. No entanto, o excesso de colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Em nosso sangue, existem dois tipos de colesterol:
  • LDL colesterol: conhecido como "ruim", ele pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento
  • HDL colesterol: conhecido como "bom", retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.

Tipos

Podemos dizer que existem vários tipos de colesterol circulando no sangue. O total da soma de todos eles chama-se "Colesterol Total". Como visto, colesterol é uma espécie de "gordura do sangue" e, como gorduras não se misturam com líquidos, o colesterol é insolúvel no sangue. Por isso, o colesterol precisa da "carona" de certas proteínas para cumprir as suas funções.
A associação entre proteínas e colesterol dá origem às chamadas lipoproteínas. Essas, sim, são aptas a viajar por todo o organismo via corrente sanguínea. As lipoproteínas - ou apenas colesterol - assumem algumas formas, sendo divididas em "bom colesterol" (HDL - high density, ou alta densidade) e "mau colesterol" (LDL - low density ou baixa densidade).
Pesquisas provaram que o bom colesterol (HDL) retira o colesterol das células e facilita a sua eliminação do organismo. Por isso, é benéfico. Já o mau colesterol (LDL) faz o inverso: ajuda o colesterol a entrar nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura. Justamente por isso, traz diversos malefícios.

Fatores de risco

Muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade e atividade física reduzida. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta.
A dieta rica em colesterol inclui grandes quantidades de alimentos de origem animal: óleos, leite não desnatado e ovos. As gorduras, sobretudo as saturadas, contribuem para o problema do colesterol elevado.
    A gordura saturada é um tipo de gordura que, quando ingerida, aumenta a quantidade de colesterol no organismo. Está presente, principalmente, em alimentos de origem animal. A carne vermelha, mesmo quando aparentemente "magra", possui moléculas de colesterol entre as suas fibras e deve ser evitada. As margarinas light ou diet devem ser as escolhidas em substituição à manteiga.
    As gorduras insaturadas estão presentes, principalmente, em alimentos de origem vegetal. Elas são essenciais ao organismo, mas o corpo humano não tem condição de produzi-las. É por isso que é necessário consumi-las na alimentação. A substituição de gorduras saturadas por insaturadas na dieta pode auxiliar a reduzir o colesterol no sangue. Quando quiser preparar um pão mais saboroso, prefira margarina light ou diet à manteiga.

    Sintomas de Colesterol

    O colesterol alto não apresenta sintomas, por isso, quem tem aterosclerose e obesidade, possui história de morte na família por infarto, é sedentário e/ou alimenta-se com ingestão exagerada de gorduras saturadas tem mais chances de ter colesterol alto. A aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que ocorra a obstrução de uma ou mais artérias.

    Diagnóstico de Colesterol

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os níveis ideais de colesterol no sangue devem ser:
    • Pacientes de alto risco: LDL abaixo de 70 mg/dL
    • Pacientes de risco intermediário: LDL abaixo de 100 mg/dL
    • Pacientes com baixo risco devem ter seus limites de colesterol individualizados pelo médico.
    São condições de alto risco:
    • Doença aterosclerótica arterial coronária, cerebrovascular ou obstrutiva periférica, com manifestações clínicas (eventos CV).
    • Ateroclerose na forma subclínica, significativa, documentada por metodologia diagnóstica.
    • Procedimentos de revascularização arterial.
    • Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2.
    • Doença renal crônica.
    • Hipercolesterolemia familiar (HF).
    São considerados como de baixo risco aqueles com probabilidade menor que 5% de apresentarem os principais eventos cardiovasculares (doença arterial coronariana, AVC, doença arterial obstrutiva periférica ou insuficiência cardíaca) em 10 anos. Os pacientes classificados nessa categoria e que apresentem histórico familiar de doença cardiovascular prematura serão reclassificados para risco intermediário.
    São considerados como de risco intermediário homens com risco calculado entre 5% e 20% e mulheres com risco calculado entre 5% e 10% de ocorrência de algum dos eventos citados.
    São considerados de alto risco aqueles probabilidade de evento cardiovascular acima de 20% para homens e acima de 10% para mulheres no período de 10 anos.
    Nos indivíduos de risco intermediário deve-se utilizar os fatores agravantes, que quando presentes (pelo menos um desses) reclassificam o indivíduo para a condição de alto risco:
    • História Familiar de doença arterial coronária prematura (parente de primeiro grau masculino com menor de 55 anos ou feminino com menos de 65 anos)
    • Critérios de Síndrome metabólica de acordo com a International Diabetes Federation (IDF)
    • Microalbuminúria (30-300 µg/min) ou macroalbuminúria (>300 µg/min)
    • Hipertrofia Ventricular Esquerda
    • Proteína-C-Reativa de alta sensibilidade acima de 2 mg/dL
    • Espessura íntima-média de carótidas acima de 100
    • Escore de cálcio coronário acima de 100
    • Índice tornozelo-braquial (ITB) abaixo de 0,9.

    Tratamento de Colesterol

    Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas a aterosclerose só melhora com uma mudança mais significativa no estilo de vida. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, manter a pressão arterial estável e o peso sob controle, são fundamentais para controlar o colesterol. As pessoas que tem diabetes devem ficar mais atentas.

    Medicamentos para Colesterol

    Os medicamentos mais usados para o tratamento de colesterol são:
    Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

    Complicações possíveis

    Níveis elevados de colesterol estão associados a doenças coronarianas e aterosclerose. As recomendações habituais são para uma ingestão diária de colesterol inferior a 300 mg, quantidade que representa cerca de 50% da quantidade ingerida pelos norte-americanos.
      O colesterol, popularmente chamado de gordura do sangue, é uma substância gordurosa, esbranquiçada e sem odor. Não existe nos vegetais, apenas no organismo dos animais. Em pequenas quantidades, é necessário para algumas funções do organismo; em excesso, causa problemas.
      Encontrado em todas as células do organismo, o colesterol é utilizado para a produção de muitas substâncias importantes, incluindo alguns hormônios e ácidos biliares.

      Aterosclerose

      É o endurecimento das paredes dos vasos causado pela deposição de gordura e colesterol. Existe uma predisposição genética que, combinada com o fumo, o estresse, a vida sedentária e a pressão alta, pode levar à doença.

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      Na aterosclerose, placas de gordura diminuem o diâmetro dos vasos sanguíneos e podem levar à obstrução total

      Prevenção

      Além de uma alimentação equilibrada, há outras maneiras de evitar o aumento do colesterol e, até mesmo, diminuí-lo:
      • Fazer exercícios físicos: a atividade física pode ajudálo a emagrecer e a diminuir as tensões. Controlando o peso, fazendo exercício ou praticando esporte, você se sente melhor e diminui o risco de infarto e os níveis de colesterol no sangue
      • Não fumar: o cigarro é um fator de risco para doença coronária. Aliado ao colesterol, multiplica os riscos
      • Evitar o estresse: uma vida menos estressada também diminui o risco de infarto e redução do colesterol. Procure transformar as suas atividades diárias em algo que lhe dê satisfação
      • Fazer uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol: seja rigoroso no controle da alimentação.
      Lembre-se de que todos os alimentos de origem animal têm colesterol. Portanto, dê preferência a alimentos de origem vegetal: frutas, verduras, legumes e grãos. Quem tem predisposição ao colesterol alto deve seguir as mesmas recomendações descritas no tratamento: manter hábitos de vida saudáveis, evitar o fumo e controlar o colesterol e a pressão arterial. Sugestões de hábitos:
      • Coma mais frutas e vegetais
      • Coma mais peixe grelhado ou assado e menos carnes fritas
      • Coma uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs. As fibras ajudam a reduzir as taxas de colesterol
      • Limite a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados de leite
      • Limite os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado
      • Utilize derivados de leite pobres em gordura: leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light
      • Evite frituras.
      Os cuidados com a alimentação devem ser redobrados por pessoas com diabetes, pois estas apresentam riscos de manifestações da aterosclerose de três a quatro vezes maior que as pessoas não-diabéticas. Há alimentos que ajudam a reduzir as taxas de colesterol no sangue, assim como também existem os que devem ser evitados. Para isso, preste atenção nas duas listas abaixo:

      Alimentos ricos em colesterol:

      • Bacon
      • Chantilly
      • Ovas de peixes
      • Biscoitos amanteigados
      • Doces cremosos
      • Pele de aves
      • Camarão
      • Queijos amarelos
      • Carnes vermelhas "gordas"
      • Gema de ovos
      • Sorvetes cremosos
      • Creme de leite
      • Lagosta
      • Vísceras.

      Alimentos que ajudam a reduzir o colesterol:

      • Aipo
      • Couve-de-bruxelas
      • Bagaço da laranja
      • Ameixa preta
      • Ameixa preta
      • Couve-flor
      • Mamão
      • Amora
      • Damasco
      • Mandioca
      • Azeite de oliva
      • Ervilha
      • Pão integral
      • Aveia
      • Farelo de aveia
      • Pêra
      • Cenoura
      • Farelo de trigo
      • Pêssego
      • Cereais integrais
      • Feijão
      • Quiabo
      • Cevada
      • Figo
      • Vegetais folhosos.
      Pronto, você já sabe o que é o colesterol e como evitá-lo. Na próxima vez que for fazer suas compras, opte por alimentos que ajudem a diminuir o colesterol e pense duas vezes antes de faltar à academia. Seu corpo agradece duplamente.

      Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/colesterol

      segunda-feira, 15 de agosto de 2016

      Vitaminas e Minerais para os Cabelos

      Está com queda de cabelo? Seus cabelos estão fracos, quebradiços, ressecados, porosos, ou até mesmo muito oleosos? Gostamos de acreditar que bons produtos podem resolver, mas você já pensou que esses problemas podem ser resolvidos com reposição adequada de vitaminas e minerais?

      Hoje em dia, com o solo empobrecido em minerais, por mais que você se alimente bem, dificilmente conseguirá tudo o que o corpo precisa através apenas da alimentação. E, quando a ingestão de vitaminas e minerais é insuficiente, o cabelo é sempre o mais prejudicado, pois é sempre o último item do corpo a receber os nutrientes.
      Uma dieta equilibrada é fundamental então, pois a carência de vitaminas e minerais pode gerar a perda do aspecto saudável da pele e dos cabelos. Porém, no caso dos cabelos, é importante salientar que, dependendo do caso, os danos físicos (pela temperatura de secador ou prancha) e o dano químico (por tinturas, alisamentos, relaxamentos etc.) não são revertidos pelo o que se adquire pela dieta ou pela suplementação.
      Abaixo você confere informações sobre vitaminas e minerais que contribuem para manter os cabelos mais saudáveis e fortes.

      Vitamina A

       A vitamina A é um antioxidante conhecido como retinol. Sua função é principalmente promover a saúde dos olhos.  No entanto, é também amplamente utilizada para promover o cabelo saudável. A vitamina A ajuda a produzir  um sebo saudável, uma substância oleosa secretada pelo couro cabeludo, que mantém o cabelo hidratado. Além disso, a vitamina A combate os radicais livres que contribuem para queda.
      Enquanto vitamina A é essencial para o cabelo saudável, você deve ter cautela, como muita vitamina A pode levar à toxicidade e pode trazer problemas e resultar no efeito oposto.

      Vitaminas do Complexo B

      O complexo B como um todo é importante para os cabelos, porém três vitaminas são essenciais: a biotina, o ácido pantotênico e o inositol; importantes para o crescimento capilar e na recuperação da saúde do couro cabeludo.

      Biotina (Vitamina B7)

      A principal função da biotina nos cabelos é ajudar a evitar a queda. Suplementos de biotina também pode ser usados para fortalecer as unhas, diminuir a caspa e hidratar a pele. A ausência da biotina, além de poder causar a queda de cabelos, pode também fazer com que os fios fiquem enfraquecidos. Na verdade, essa relação entre o nutriente e os cabelos ainda não é 100% comprovada, mas muitos especialistas acreditam que a biotina tem forte relação com a produção de queratina, proteína que compõe o cabelo.

      Ácido Pantotênico (Vitamina B5)

      Ácido pantotênico, também chamado de vitamina B5, pode ajudar a reduzir a perda natural de cabelo devido ao envelhecimento. O ácido pantotênico ajuda a fortalecer os folículos de cabelo e as suas células, o que lhes permite funcionar adequadamente. Além disso, o ácido pantotênico também ajuda o couro cabeludo a se livrar de pele morta, abrindo caminho para um novo crescimento a ocorrer.

      Inositol (Vitamina B7)

      É excelente para os fios e previne a calvície. A falta de inositol pode também causar irritação da pele, eczema e problemas nos nervos. Inositol é considerado um dos principais nutrientes para estimular o crescimento do cabelo.

      Vitamina C

      A vitamina C é uma vitamina solúvel em água com propriedades antioxidantes. A vitamina C é importante para a produção do colágeno, proteína que representa cerca de um terço do seu corpo, incluindo a pele, ligamentos e cabelo. Como antioxidante, a vitamina C ajuda a proteger contra os danos que os radicais livres causam aos tecidos do corpo. Os radicais livres danificam o cabelo, tornando-os frágeis e fracos.

      Vitamina E

      A vitamina E pode ajudar a prevenir cabelos brancos e queda de cabelo. Este antioxidante também promove o fluxo sanguíneo saudável, que pode ajudar a manter a circulação de sangue no couro cabeludo. Com isso, ajuda na produção de cabelos novos, especialmente útil em casos de recuperação de uma queda de cabelo. Saiba mais sobre a vitamina E.

      Zinco

       O zinco ajuda no equilíbrio hormonal, incluindo os níveis de DHT em seu couro cabeludo.  Zinco ajuda seu corpo a produzir e reparar tecidos, assim como seu cabelo, e mantém as glândulas sebáceas em torno de seus folículos capilares funcionando como devem.

      Magnésio

       O magnésio é benéfico também para o cabelo e unhas, prevenindo calvície, além de deixar os fios mais fortes e saudáveis. De acordo com alguns especialistas, a alopecia e a calvície, estão diretamente ligadas á deficiência de magnésio no organismo.
      A deficiência de magnésio pode resultar em inflamação e depósitos de cálcio nos folículos pilosos. A calcificação do couro cabeludo contrai o fornecimento de sangue para os folículos pilosos, causando redução do fluxo de nutrientes. O magnésio tem a ação de dissolver os depósitos de cálcio, devolvendo a oxigenação e alimentação ao fio de cabelo.

      Ácidos Graxos Ômega 3 e Ômega 6

      O ômega 3 é excelente para os fios. Esses óleos ajudam no crescimento do cabelo e promover a força ao cabelo. Isso ocorre de diferentes formas: ao fornecer umidade para o seu cabelo (que é essencial tanto para cabelo e folículo), ao estimular nutrientes para o folículo através de um fluxo sanguíneo saudável e ao combater, de alguma forma, o "temido" hormônio DHT responsável por perda de cabelo.

      Vitamina D

      O suplemento alimentar com vitamina D pode ser utilizado contra queda de cabelo, pois ajuda na recuperação da estrutura capilar. A falta de vitamina D pode deixar os cabelos mais finos e fracos.  Nas últimas décadas, novos conhecimentos permitiram aprofundar a ligação da vitamina D com saúde e queda de cabelo. Os especialistas começaram a perceber que, além de cabelos finos e unhas quebradiças, mesmo pessoas com uma deficiência pequena de vitamina D tendem a ter uma aparência frágil e um pior desempenho atlético do que aqueles que têm os níveis recomendados da vitamina.
      Os cientistas acreditam que isso acontece porque a vitamina D ajuda a direcionar mais testosterona para o músculo em vez de ser armazenada no couro cabeludo, onde seria convertida em DHT. A vitamina D é uma das vitaminas mais importantes no tratamento para a queda de cabelo. Saiba mais sobre deficiência e suplementação de vitamina D.

      Preciso suplementar essas vitaminas?

      Se você tiver com problemas no crescimento dos cabelos, se eles estão frágeis e quebradiços ou até mesmo caindo, uma suplementação ajuda muito, especialmente se você usa alimentação estiver deficiente. Se você decidir suplementar, existem algumas orientações sobre suplementação, porém é importante consultar um profissional para saber as doses adequadas para seu caso.
      E você, toma alguma suplementação? Percebeu melhorias significativas em seu cabelo?
      Fonte: http://belezaesaude.com/vitaminas-minerais-cabelos/