segunda-feira, 2 de maio de 2016

Esfrie os calores da menopausa

Esfrie os calores da menopausa

Um fogacho com duração de dois a três minutos pode fazer uma mulher suar cinco vezes mais do que o normal, efeito similar a pedalar por meia hora em um ritmo moderado. Mas não pense, baseado nesses dados, que os exercícios alastram os calorões no organismo feminino. Pelo contrário. Na Liverpool John Moores University, cientistas ingleses observaram o efeito de quatro meses de treino físico em 14 voluntárias na pós-menopausa. Analisando o antes e o depois - e também comparando os resultados com o de outras sete participantes que seguiram no sedentarismo -, eles notaram que a malhação reduziu bastante a frequência de fogachos. "A prática aprimora o sistema termorregulatório do corpo", resume a fisiologista Helen Jones, orientadora do trabalho.
Até por isso, mesmo quando aparecia, a onda de calor se tornou menos intensa do que no início da investigação. Traduzindo isso em números, houve uma diminuição de 9% na dilatação de vasos localizados na pele do peitoral e de 7% na do antebraço durante uma crise. Isso quer dizer que menos sangue, um líquido quente, passou por essas regiões para escaldá-las.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Dificuldade para se localizar pode ser sinal precoce de Alzheimer

Dificuldade para se localizar pode ser sinal precoce de Alzheimer

Como você se sai quando precisa visitar um lugar desconhecido sem o auxílio de um GPS? Tem dificuldade para traçar a melhor rota? Pois um estudo da Universidade Washington, nos Estados Unidos, sugere que as respostas para essas perguntas podem agilizar um eventual diagnóstico de Alzheimer. 
Para chegar a essa conclusão, eles analisaram o desempenho de 71 pessoas enquanto elas realizavam algumas tarefas dentro de um labirinto virtual. Entre elas, 42 eram clinicamente saudáveis e não tinham marcadores para a doença (moléculas que indicam maior propensão a desenvolvê-la). Outros 13 também eram saudáveis, porém, possuíam os tais marcadores. Os 16 participantes restantes, por outro lado, já demonstravam sintomas comportamentais de estágio precoce de Alzheimer.
Esses indivíduos passaram duas horas em um labirinto virtual. Daí, foram testados em relação a duas habilidades: o quão bem eles aprenderiam e seguiriam uma rota pré-definida nesse espaço, e como eles poderiam formar e usar um mapa mental do meio ambiente para chegar até determinado ponto. 
No fim das contas, as pessoas com uma predisposição ao Alzheimer enfrentaram dificuldades significativas para criar um mapa mental do ambiente. Contudo, conseguiram tranquilamente seguir uma rota predeterminada. Enquanto isso, os voluntários que já apresentavam lapsos de memória e outros problemas comportamentais associados à doença se deram mal nas duas situações – ou seja, aprender uma rota já estabelecida e também encontrar seu próprio caminho. A parcela considerada saudável e sem indícios de possível declínio cognitivo não enfrentou perrengues em nenhum dos dois momentos. 

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Exercitar-se pode driblar problemas genéticos

Exercitar-se pode driblar problemas genéticos

O destino das artérias não se restringe às determinações do código genético - e um levantamento finalista do Prêmio SAÚDE de 2015 dá uma mostra clara disso. Ancorados em um banco de dados de 1 009 adolescentes europeus, estudiosos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo puderam comparar o efeito do exercício físico frente a mutações nos genes que estimulam a constrição dos vasos. Aí veio a boa surpresa: mesmo os meninos e meninas que carregavam um DNA desfavorável exibiam níveis ideais depressão quando se mexiam de maneira vigorosa por 60 minutos ao dia (quantidade recomendada para essa fase da vida). "Eles inclusive apresentaram índices mais baixos do que sedentários sem as alterações genéticas", comenta o profissional de educação física Augusto Cesar Ferreira de Moraes, que assina o artigo. "O DNA tem um papel no surgimento da hipertensão, mas ele é menos importante do que os hábitos", conclui.
E não pense que isso se limita aos jovens. Embora manter um cotidiano ativo desde a infância traga benefícios aos montes, abandonar o marasmo quando adulto já auxilia a relaxar as artérias - e a se prevenir contra diabete, câncer...
 
A avaliação
O que foi medido na pesquisa
 
Pressão arterial
As aferições consideravam particularidades como a idade, o sexo e até a estatura.
Carga genética
Um teste completo flagrava a presença de mutações ligadas à hipertensão em três genes.
Atividade física
Para ser considerado ativo, o adolescente tinha que realizar uma hora de exercício por dia. 


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Durante a amamentação, as mães podem tomar qualquer tipo de remédio?

Bebê Mamando

Ao longo dos nove meses, é necessário que as grávidas tenham cuidado em relação aos medicamentos. Existe ainda uma série de substâncias perigosas que podem causar malformações no feto - é o caso da cortisona, da isotretinoína e do ácido retinoico, por exemplo - e devem ser evitadas durante a gestação. Já no período da lactação, algumas drogas, dependendo do tipo e da dose, podem ser excretadas pelo leite materno. Por isso, pode ser necessária a suspensão ou o ajuste da dose (e até dos horários), para que componentes não afetem o bebê. O ácido acetil salicílico (aspirina), por exemplo, está entre os fármacos de uso criterioso durante a amamentação, ao contrário da dipirona e do paracetamol, que têm o uso compatível com essa fase - de acordo com o manual "Amamentação e Uso de Medicamentos e Outras Substâncias", disponibilizado aos profissionais de saúde pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). De qualquer forma, a automedicação é sempre contraindicada. “Caso você faça uso de qualquer remédio durante a gestação ou no período da amamentação, é muito importante conversar com o seu médico para que uma avaliação correta seja feita e você receba as orientações adequadas”, esclarece Rossana Pulcineli Vieira Francisco, professora associada da disciplina de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da USP.


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http://mdemulher.abril.com.br/saude

Hormônios da gravidez potencializam riscos do vírus H1N1, aponta estudo

Mulher assoando o nariz e segurando guarda-chuva


O H1N1 não para de provocar estragos: até o último dia 16 de abril, o Ministério da Saúde contabilizou 1 365 casos de síndrome respiratória aguda grave provocados pelo vírus, um dos causadores da gripe. Entre os grupos de risco para a doença estão as gestantes, que devem se vacinar para se proteger da infecção. A ação do micro-organismo no corpo da grávida ainda está sendo investigada pela ciência, mas uma pesquisa recente trouxe novos - e importantes - achados sobre o comportamento do H1N1 na gestação.
O estudo, feito por especialistas brasileiros, americanos e indianos, foi publicado no periódico International Journal of Health & Allied Sciences. Os cientistas descobriram que a alteração hormonal típica da gravidez favorece a ação do vírus, levando a um agravamento do quadro gripal e propiciando outras complicações. Para chegar a essa conclusão, os estudiosos recrutaram, entre os anos de 2009 e 2010, oito grávidas com diagnóstico de gripe causada pelo H1N1, oito gestantes que não contavam com qualquer infecção e dez mulheres que não esperavam um bebê. As voluntárias foram submetidas a exames de sangue, que dosaram os anticorpos de cada uma.  
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As grávidas apresentaram uma quantidade maior das células que constituem o exército de defesa do nosso corpo em comparação àquelas que não estavam gestantes. Mas essa situação é normal, pois se trata de uma consequência da ação mais significativa dos hormônios na gestação. O que surpreendeu os pesquisadores foi que as gestantes contaminadas pelo H1N1 contavam com um número ainda mais significativo das estruturas que formam o sistema imunológico.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o imunologista Marcello Bossois, um dos autores do estudo, explica que isso é um problema porque a presença exagerada de anticorpos gera um desequilíbrio na imunidade. É que aumenta o número de estruturas celulares responsáveis por disparar um processo alérgico e cai a quantidade de células de defesa - e o ideal é que esses dois grupos estejam balanceados. O resultado é uma paciente mais suscetível a doenças alérgicas, como asma e sinusite.
De acordo com Bossois, esse achado demonstra que, além de desestabilizar o sistema imune, a gravidez também abre portas para que o vírus aja de forma ainda mais grave. "Se esse estudo obtiver a atenção de cientistas, ele pode ter múltiplas utilidades não só para a gripe suína (causada pelo H1N1) ou para a gripe comum, mas também para outras doenças em gestantes", dizem os autores do trabalho.
Campanha nacional
Neste sábado (30), começa a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Além das gestantes, devem receber a dose crianças com idades entre 6 meses e 5 anos, idosos, mulheres que ainda estão no período de até 45 dias após o parto, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde. A ação vai até o dia 20 de maio e a expectativa do Ministério da Saúde é que 49,8 milhões de brasileiros sejam imunizados. 

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http://mdemulher.abril.com.br/saude

As novas regras da cirurgia bariátrica

Mudanças cirurgia bariátrica

A recente mudança aprovada pelo Conselho Federal de Medicina em relação ao tratamento cirúrgico de obesos graves é um grande passo. Ela amplia para 21 o número de doenças que, em uma pessoa com índice de massa corporal (IMC) maior do que 35 kg/m2, abrem as portas para a cirurgia bariátrica. Entre esses problemas agora estão asma não controlada, esteatose hepática, disfunção erétil e depressão — eles se juntam a diabete, hipertensão e outros. Isso mostra que esse não é um procedimento estético, mas uma opção que, se bem prescrita, leva a uma grande melhora nas comorbidades relacionadas à obesidade.
Veja o caso do diabete tipo 2. A técnica mais indicada, conhecida como bypass gástrico, modifica o caminho do alimento pelo tubo digestivo. Ao evitar sua passagem pela parte inicial do intestino, gera uma diminuição da resistência à insulina, o que pode ajudar parte dos 11 milhões de diabéticos no Brasil. Outra contribuição da nova resolução é que ela aperfeiçoou as descrições das vantagens e desvantagens de cada tipo de cirurgia, o que serve até para que leigos compreendam melhor esses procedimentos. E foi criado um conjunto de indicadores que, quando somados, definirão o perfil do paciente a se submeter a esse método invasivo. Mas quero tocar em outro ponto fundamental sobre o tema.
Desde que iniciei, em 1988, o desafio de montar uma equipe multidisciplinar para o tratamento cirúrgico de obesos, sabia da grande missão que tinha em mãos. Nessa época, a cirurgia bariátrica começava a se expandir, mas eu já estava convencido de que era só uma parte do tratamento — outras medidas deveriam andar juntas para chegarmos a um bom resultado. Afinal, o paciente tinha (e tem) a necessidade de mudar seus hábitos para essa estratégia funcionar direito. Dessa forma nasceu o conceito de multidisciplinaridade. Hoje, depois de quase 20 anos atuando na área, sei que a tecnologia avançou, mas o tratamento multiprofissional continua primordial. O sujeito que passou por uma operação deve ser acompanhado por toda a vida para não voltar a engordar. Indivíduos muito acima do peso chegam a esse estado devido a uma dieta inadequada e um padrão de atividade física insuficiente.
E tanto a má alimentação quanto o sedentarismo são maus hábitos adquiridos ao longo dos anos. O mais importante, no fim das contas, é que essas pessoas saibam que a obesidade grave é uma doença na qual elas sempre têm um papel ativo no tratamento.
Dr. Cláudio Corá Mottin é cirurgião bariátrico e diretor do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

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http://mdemulher.abril.com.br/saude

quinta-feira, 28 de abril de 2016

9 segredos de ouro da reeducação alimentar bem sucedida

Dieta saudável

Se a palavra reeducação alimentar te assusta, pense novamente. Bem diferente de dietas restritivas que você encontra por aí, o processo é pensado a longo prazo e não te impede de comer nada que você gosta. 
É pensar na qualidade da sua refeição, saber o que você come e fazer sempre uma escolha consciente. E a síntese do que isso significa é isso:
1. Fuja das dietas muito restritivas
O grande problema da maioria das pessoas que decidem mudar o estilo da alimentação é que, normalmente, elas buscam opções mais radicais.
Quando se busca uma solução imediata (ou de emergência) isso pode funcionar muito bem, mas não serve para quem quer mantê-la.
"O fracasso vem porque a pessoa não consegue manter aquilo que foi orientado por um longo período - e aí ela volta a comer como antigamente", explica o nutricionista Gabriel Cairo Nunes, especialista em obesidade e emagrecimento.
2. Faça, no mínimo, duas refeições de qualidade
Outro vício alimentar comum é que a qualidade das refeições são péssimas - e quando boa, não passa de uma por dia.
"Fazer restrição de lácteos, ingerie poucas verdura e vegetais e comer sem se sentir saciado pioram a qualidade da alimentação", alerta Gabriel.
O mínimo indicado pelo nutricionista é de duas boas refeições: pode ser o seu café da manhã, o lanche da tarde, almoço, lanche da noite...
3. Monte um diário das suas refeições
Um dos problemas constantes nos consultórios é que os pacientes, muitas vezes, não têm ideia do que eles comem. Fale a verdade: você conseguiria se lembrar do seu jantar da quinta-feira passada?
Além de ajudar você a descobrir a quantas anda a qualidade da sua alimentação, isso serve de bússola para os profissionais traçarem o melhor caminho da reeducação.
"A primeira prescrição é feita pensando, primeiramente, em melhorar a qualidade dos alimentos. A ideia é que o(a) paciente passe a sentir maior saciedade, evitando os impulsos. Após essa fase entram as restrições, sempre mantendo a regra da saciedade. O objetivo é combinar a alimentação com o volume que te satisfaz, ou seja, inibir o impulso de procurar outros alimentos."
4. Aumente o número de frutas, verduras, vegetais e lácteos
Essa você já deve ter ouvido milhares de vezes, mas tem um bom motivo. A ingestão desse tipo de alimento age em várias frentes no organismo: tem fibras, vitaminas, ácidos graxos e saciam a sua fome.
Se esse não é um hábito corriqueiro da sua vida, experimente começar incluindo uma fruta por dia (em uma refeição) e tentar deixar o prato mais coloridinho no almoço.
5. Naturalize sua alimentação
Como saber se aquele ingrediente que você escolheu colocar no prato é de qualidade? Simples: pense se você o encontraria na natureza. Evite refinados, industrializados e prefira vegetais crus.
"Consumindo alimentos in natura você tem uma digestão diferenciada e eles chegam melhor ao intestino, além de produzir mais saciedade", ensina Gabriel.
6. Procure medir o seu nível de saciedade em cada refeição
Após cada refeição pense que nota você daria para sua saciedade, de 0 a 10. Esse é o segredo para descobrir o que precisa ser ajustado no cardápio para que a vontade louca de "comer algo gostoso" não aconteça com tanta frequência.
"Por exemplo as pessoas costumam seguir uma dieta restritiva durante a semana, mas acabam comendo a mais no final de semana por não se sentirem satisfeitas", afirma o nutricionista.
Já sabe porque você quer tanto comer aquele hambúrguer no sábado, né?
7. Readeque seu corpo ao açúcar
Há quem prefira eliminar de vez o refinado e tudo que o contenha, deixando na dieta somente aqueles naturais, como o das frutas.
Para o especialista a melhor maneira é eliminar no início e depois reinserir no cardápio.
A sua vida não precisa ser uma eterna batalha contra a sobremesa!
8. Dedique-se de verdade
Todo processo que envolve um recomeço é difícil. Você passou anos da sua vida seguindo um hábito e, de repente, quer mudar tudo o que seu corpo e cérebro já conheciam (e estavam acostumados) tão bem.
Aliás, a organização é uma aliada poderosa nessas horas: com um pouco de disciplina e planejamento você pode preparar a salada da semana e deixar em potes por exemplo.
Dificilmente aquele pão de queijo vai te tentar tanto quanto iria se não tivesse nenhuma outra opção para comer no trabalho.
9. Só comece quando estiver pronta
É um pouco estranho pensar isso, mas só comece quando realmente quiser começar.
Lembre-se que você vai ser a pessoa que recusará o convite da pizza, do chope, do happy hour e do brigadeiro de festa infantil dos seus amigos - e eles vão te encher muito por isso. Para mudar, basta querer começar!

Fonte:
http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida

Como a pílula do dia seguinte age no corpo




A primeira versão do medicamento de contracepção de emergência chegou ao Brasil em julho de 1999, quase 40 anos após o surgimento da primeira pílula anticoncepcional oral. Quando esse remédio chegou ao mundo, na década de 1960, vinha com o nome de Enovid, composta por 150mg estrogênio sintético e 9,85mg de um derivado de progesterona. Dentre as mais utilizadas hoje em dia, a dosagem gira em torno de 30mg e 0,1mg - cinco vezes menor do que a primeira lançada.

E a pílula do dia seguinte, forma pela qual é conhecida o contraceptivo de emergência, é uma versão diferente dessas. Como o próprio nome diz, sua ação é para casos excepcionais, sendo uma medicação que contém uma concentração mais alta de um sintético da progesterona, um hormônio bem importante para o ciclo menstrual da mulher. Aliás, você sabe como esse remédio age no seu corpo?

A ovulação

Antes de mais nada, é preciso compreender como funciona a ovulação. É um processo complexo do nosso organismo, mas dá para simplificar. Olha só:

Durante os primeiros sete dias do ciclo menstrual (considerando 28 dias), os folículos que ficam dentro do ovário começam a amadurecer, liberando o hormônio chamado estrogênio no sangue. Ele é o responsável por "preparar" a parede do útero para receber um possível óvulo fecundado. Dos folículos amadurecidos, apenas um continua nutrindo o óvulo que está se desenvolvendo dentro dele - os restantes são degenerados. Por volta do 14º dia, um hormônio luteinizante acelera esse processo, levando ao rompimento do óvulo maduro do ovário para as trompas (ou tubas uterinas). Entre 12 e 24 horas, este óvulo poderá ser fecundado por um espermatozoide, ainda na tuba. Se isso não ocorre, ele se dissolve e é eliminado junto com as paredes do útero, causando a menstruação.

A ação da pílula do dia seguinte

"As opções que existem atualmente no mercado são de levonogestrel, tanto em dose única (1,5mg) ou de duas tomadas (0,75mg), que é um tipo de progesterona sintética", explica Bárbara Murayama, coordenadora da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho. Dependendo do período do ciclo em que for ingerida, o contraceptivo pode ter diferentes efeitos. "Ela pode inibir ou apenas atrasar a ovulação. Isso acontece porque esse hormônio atrasa a movimentação das tubas, que é por onde o óvulo vai do ovário ao útero em encontro ao espermatozoide - e o espermatozoide vem do útero pela tuba ao encontro do óvulo. Com isso, ela também dificulta a penetração do espermatozoide no muco cervical, já que a progesterona altera a consistência do muco, tornando o ambiente hostil ao espermatozoide."

O muco cervical é um fator importante na fecundação (ou não) do óvulo, que reflete diretamente as variações hormonais. Tanto que, para quem usa anticoncepcional, a consistência já é diferente de que não usa. "O muco tem como uma de suas funções normais tornar a travessia do espermatozoide ao encontro do óvulo mais fácil. E em quem usa métodos hormonais, essa combinação deixa o muco mais espesso e dificulta o trânsito dos espermatozoides por ele", elucida a médica.

Possíveis efeitos colaterais

De acordo com a médica, esses sintomas são comuns em quem faz uso do medicamento:

Tonturas;
Vômitos;
Enjôo;
Dor de cabeça;
Inchaço;
Dor nas mamas;

Irregularidade menstrual: a menstruação será adiantada quando se toma a PDS, sendo possível que, em alguns casos, a menstruação atrase ou o fluxo seja mais intenso. A regularização do ciclo pode levar alguns meses para se reorganizar.

Quando usar?



Em qualquer um dos casos listados pela médica, há a indicação de uso da PDS. Só é bom lembrar que a combinação de anticoncepcional contínua com elapode ter efeitos colaterais bem ruins. "Se a mulher já faz uso de um anticoncepcional regular ela não precisa tomar a pílula do dia seguinte. Mas se esqueceu duas pílulas ou mais e não usou preservativo, pode ser indicado o uso de pílula de emergência, mas é preciso falar com seu ginecologista para uma orientação individualizada." Se não foi usado nenhum tipo de contraceptivo (hormonal ou não) durante as relações sexuais das últimas 120 horas é indicado usar a PDS. Ou se ocorreu alguma dessas falhas com o método ou ele não foi utilizado corretamente dentro de 120 horas:
Se você usa anticoncepcional exclusivamente de progesterona e atrasa a ingestão em mais de três horas;
Ou mais de duas semanas de atraso no injetável de acetato de medroxiprogesterona;
Se acontecer deslocamento, quebra, remoção precoce ou atraso da colocação de diafragma (ou capuz cervical), adesivo ou anel vaginal;
Se a camisinha estourou ou não foi bem colocada;
Expulsão de contracepção intra-uterina, os chamados DIU's.

As contraindicações

A ginecologista alerta para que o uso seja feito de forma correta, com orientação médica para evitar problemas futuros. Se você tiver alguma das indicações abaixo, é melhor procurar seu/sua médico(a) antes de tomar a pílula.
Estar grávida ou com suspeita de gestação;
Usar medicações contra epilepsia ou antirretrovirais;
Para quem toma remédios para HIV, eles reduzem os efeitos hormonais do anticoncepcional, então é melhor conversar com um especialista antes;
Há estudos, ainda não conclusivos, que relacionam a eficácia da pílula em mulheres obesas (IMC acima de 30).

"A pílula do dia seguinte não deve ser usada sempre. Se a mulher está tendo relações desprotegidas com alta frequência, é porque tem indicação para usufruir de um método regular. É preciso agendar consulta com ginecologista para avaliação de qual seria o melhor método para ela. Tomar rotineiramente causa irregularidade menstrual, além dos outros sintomas, e se não está usando preservativo, dessa maneira também está exposta às DST's", aconselha a médica.


Relação com a fertilidade


Parte do grande debate sobre o uso desse tipo de contraceptivo não está centrado no simples fato de colocar um hormônio sintético (ou mais hormônios) no corpo da mulher - está em considerá-lo um método abortivo. "O levonorgestrel não interrompe uma gravidez já existente, ele apenas dificulta a fecundação", afirma Bárbara.

Mesmo utilizando o método, ainda há a possibilidade de engravidar. "Quanto mais próximo do dia da ovulação, menor a chance da pílula ter o efeito esperado. Outro ponto relevante é quanto tempo após a relação sexual ela tomou a pílula de emergência: quanto mais longe, menor a eficácia. Por isso, métodos regulares tem maior chance de proteger a mulher de uma gestação indesejada e ainda não causam irregularidade menstrual", pontua a coordenadora.

Por mais que funciona em um caso isolado de qualquer uma das indicações mencionadas, a pílula do dia seguinte não afeta diretamente a fertilidade feminina. "Ela também pode causar irregularidade do ciclo por alguns meses, o que dificulta a fecundação, mas não causa infertilidade em longo prazo. Nosso ciclo tem a primeira fase, que começa no primeiro dia da menstruação e termina antes da ovulação. Depois da ovulação vem a segunda fase, que acaba com a menstruação quando não acontece a gestação. Quando tomamos uma dose alta de progesterona capaz de impedir ou retardar a ovulação, como é o caso da pílula de emergência, atrapalhamos toda a sequência normal", afirma Bárbara.


Fonte:

http://mdemulher.abril.com.br/saude

terça-feira, 26 de abril de 2016

Couve-flor inibe o crescimento de células cancerígenas


Você conhece todo o potencial da couve-flor? Ela abriga vários nutrientes e a lista é generosa: cálcio, aliado dos dentes e ossos, potássio, que controla a pressão arterial e previne o AVC, sódio, aliado do coração e dos músculos, fósforo, enxofre, magnésio, bom para quem tem diabetes, silício, cloro e ferro, que previne anemia. A vitamina C, boa para a imunidade, vitaminas do complexo B, aliadas do cérebro, e as fibras, que melhoram o trânsito intestinal e proporcionam saciedade, também estão presentes em boas quantidades na couve-flor. 
Sem dúvida a couve-flor reforça o nosso sistema imunológico e contribui bastante para uma vida mais saudável, prevenindo gripes resfriados. Elas possuem também sulforafanos, que contém enxofre. Eles são conhecidos por serem úteis como contra o câncer e inibem o crescimento das células cancerígenas de pulmão, mama e o câncer de bexiga. 
A ação anti-inflamatória da couve-flor mantém o vaso sanguíneo flexível e eficiente. O sulforafano ajuda também a reverter danos nos vasos sanguíneos. A alicina, também presente, reduz as chances de ataques cardíacos e derrames. O potássio presente no alimento também irá ajudar a regular a pressão arterial. 
Devido ao alto teor de fibras a couve-flor melhora a microbiota intestinal. Com a microbiota mais saudável o trânsito intestinal fica mais eficiente e até mesmo o sistema imunológico fica mais forte. Estas fibras também farão com que a pessoa sinta mais saciedade e então pode contribuir para a perda de peso. 
Entretanto, algumas pessoas tem a produção de gases aumentada após o consumo da couve-flor, podendo diminuir este efeito com o consumo de chá de camomila. 
Outro grande benefício de se consumir couve-flor é que é um alimento rico em antioxidantes. Portanto, ela é eficaz no combate aos radicais livres. Ao fazer isso, ela irá prevenir cânceres, diminuir os riscos de doenças cerebrais degenerativas e também do envelhecimento celular. 
A couve-flor pode ser consumida refogada, cozida, gratinada ou em forma de salada. Você também pode cozinha-la ao vapor, preservando nutrientes. O recomendável para se obter os benefícios nutritivos da couve-flor é consumir de um a dois buquês por dia. Evite combiná-la com alimentos mais calóricos, como um molho branco com creme de leite. 

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Primeiro medicamento biossimilar contra a artrite reumatoide é aprovado

Primeiro medicamento biossimilar contra a artrite reumatoide é aprovado

O Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula a comercialização de remédios nos Estados Unidos, acaba de liberar um novo remédio para combater artrite reumatoide, espondilite anquilosante, psoríase, artrite psoriática, doença de Crohn, colite e retocolite ulcerativa. Desenvolvido pela farmacêutica Celltrion, o infliximabe é o primeiro anticorpo biossimilar autorizado em terras americanas, um marco na chegada dessa nova classe a pacientes de todo o mundo. 
Mas calma lá: você sabe o que é um biossimilar? Para entendê-lo, é preciso conhecer primeiro os medicamentos biológicos. Ao contrário dos fármacos comuns, que são obtidos pela combinação de determinados ingredientes sintéticos, os biológicos são produzidos através de organismos vivos, como bactérias e leveduras. As células desses micro-organismos são “programadas” pelos laboratórios. Em outras palavras, seus genes sofrem alterações para que eles produzam determinadas substâncias, que serão utilizadas no combate de diversas doenças. A insulina, utilizada no tratamento do diabete, é um exemplo de droga biológica. 
Todo esse processo com unidades vivas é bem complicado e geralmente carece de anos de pesquisas e altos investimentos. Por isso, o preço desses produtos costuma ser bem salgado. E é aí que entram os biossimilares. Eles são feitos a partir de um medicamento biológico já existente. O composto não é idêntico à sua matriz, mas tem os mesmos efeitos no organismo. E a promessa é que eles sejam um pouco mais baratos que as versões originais. Esse é o caso da nova droga produzida pela Celltrion para o tratamento da artrite reumatoide e outros seis problemas de saúde. No Brasil, o infliximabe já ganhou o ok pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aguarda atualmente o parecer do Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CTE/CMED) sobre a forma mais apropriada de determinar seu valor de venda.

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4 notícias sobre o vírus zika que você precisa saber

Aedes aegypti


1. Epidemia perde força no Brasil – mas pode se intensificar lá fora

Nesta segunda-feira (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a epidemia de zika está em queda no Brasil, provavelmente devido ao fim do verão. A entidade estima que 1,5 milhão de brasileiros já foram infectados pelo micro-organismo transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Por outro lado, a OMS alerta que o número de casos deve aumentar nos próximos meses ao redor do mundo. Isso porque a temporada de calor no Hemisfério Norte está começando - só nos Estados Unidos, por exemplo, são esperadas até 4 milhões de infecções por zika. Ainda não dá para saber, contudo, se haverá uma reativação do vírus no futuro ou se ele chegará a zonas ainda não afetadas.

2. Mais casos de transmissão sexual

Em um relatório divulgado no último dia 21 de abril, a OMS divulgou que oito países já registraram transmissão por via sexual do vírus zika. São eles: Argentina, Chile, França, Itália, Nova Zelândia, Peru, Portugal e Estados Unidos. O dado reforça a orientação da própria OMS e do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) de que mulheres grávidas e seus parceiros usem preservativo, principalmente aqueles que vivem em áreas endêmicas ou que visitaram essas regiões. No dia 19, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde também adotou a recomendação, enfatizando que a camisinha (masculina ou feminina) é importante para prevenir que a futura mãe e seu bebê sejam infectados pelo micro-organismo.

3. Oferta de repelentes a gestantes

Na sexta-feira (22), a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que institui o programa de prevenção e proteção a gestantes em situações de vulnerabilidade socioeconômica contra o Aedes aegypti, que além da zika, transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya. As beneficiárias serão as grávidas que integram o programa Bolsa Família. Entre as ações previstas está a distribuição de repelentes de uso tópico a essas mulheres.

4. Zika no cérebro de bebês

Em um estudo publicado no dia 22 de abril na revista científica Cell, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, reforçaram a relação entre o zika e a microcefalia. Utilizando organoides cerebrais - estruturas criadas em laboratório que imitam o cérebro -, os cientistas avaliaram como o vírus afeta as células da massa cinzenta. Os resultados demonstram que esse micro-organismo tem preferência por células nervosas e que a gravidade da infecção depende de quando ela ocorre - se no início ou no final da gravidez. Segundo os achados da pesquisa, a probabilidade de o zika causar danos ao cérebro do bebê é maior no primeiro trimestre de gestação. 


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude