quarta-feira, 23 de março de 2016

HIV é removido de células por meio de edição genética

Imagine pegar uma célula humana, tirá-la do corpo, alterar sua função e colocá-la de volta para evitar a multiplicação de uma doença. Foi isso que pesquisadores da Universidade Temple, EUA, fizeram para remover células da aids. Eles eliminaram o HIV a partir do genoma de células humanas. E o melhor, quando essas células foram expostas ao vírus, estavam protegidas contra a reinfecção.
O método utilizado pelos cientistas é o CRISPR/Cas9. A técnica consiste em direcionar proteínas "editoras" para seções específicas do DNA de uma célula. O nome CRISPR refere-se a uma sequência específica de DNA retirado de um organismo unicelular – como uma bactéria – que faz par com uma enzima guiada por RNA.
Passo-a-passo
Para editar o DNA do vírus dentro de uma célula humana, coloca-se uma bactéria para identificá-lo e produzir uma fita de RNA idêntica ao código do DNA viral. Esse RNA-guia vai se juntar à enzima Cas9 para caçar os vírus com o DNA codificado e destruí-los.
Usando essa técnica, os pesquisadores eliminaram o DNA HIV-1 do genoma de linfócitos T (glóbulos brancos que atuam na imunidade do organismo) humanos cultivadas em laboratório. E quando essas células foram expostas novamente ao vírus, estavam protegidas contra reinfecção.
Apesar dos cientistas já terem testado outras formas de edição genética antes, esta é a primeira vez que se descobre como evitar novas infecções. E quando se fala de HIV, isso é fundamental para melhorar os tratamentos e desenvolver medicamentos anti-retrovirais, porque quando os pacientes param de tomar esses remédios, o HIV volta a sobrecarregar as células - com o CRISPR/Cas9, esse processo pode ser barrado sem efeitos tóxicos.
No Reino Unido, o uso da CRISPR/Cas9 foi aprovado recentemente em embriões humanos para melhorar a qualidade das fertilizações in vitro e reduzir o número de abortos.
No início deste ano, pesquisadores norte-americanos utilizaram a técnica em ratos de laboratório para tratar uma doença genética rara, a Distrofia Muscular de Duchenne. A pesquisa foi o primeiro caso de sucesso da CRISPR/Cas9 em mamíferos vivos e indica o potencial do tratamento para o HIV no futuro.

Fonte:
http://super.abril.com.br/ciencia

Por que mulheres precisam de mais horas de sono do que homens?

Mulher dormindo


Uma pesquisa realizada por acadêmicos da Universidade de Duke, na Califórnia do Norte constatou que mulheres insones, ou que possuem alguma dificuldade para dormir, ficam mais zangadas pela manhã, quando comparadas com homens que descansam a mesma carga horária. O estudo analisou os hábitos noturnos de uma amostragem de 210 pessoas e a explicação para a descoberta é mais clara do que a gente imagina: isso se deve a diferença hormonal entre ambos os sexos, o que implica numa necessidade de mais horas de repouso para elas. O esforço para manter equilibradas as cargas hormonais é muito maior quando nós não somos agraciadas com uma noite tranquila de sono, segundo os estudiosos.
Um cochilo mal tirado pode ainda ser medido segundo a persistência de três fatores-chave: pela quantidade de horas de repouso, vezes em que despertamos e o tempo estimado para adormecer. As consequências também são mais graves para a saúde feminina, podendo deixá-las mais aflitas, hostis, depressivas e irritadas. Também temos uma tendência maior a desenvolver complicações cardíacas, quadros depressivos e distúrbios psíquicos, caso não coloquemos tranquilamente, ao longo da vida, a cabeça no travesseiro. Acho que agora vocês poderiam reavaliar o pedido de suas companheiras para ficar mais quinze minutinhos na cama, não é mesmo? 

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

terça-feira, 22 de março de 2016

Ter o coração saudável é bom para o cérebro

Ter o coração saudável é bom para o cérebro

Em algumas pessoas, habilidades como aprendizado, memória e outras tarefas mentais são abaladas com o passar do tempo. É o chamado declínio cognitivo. Mas, segundo um estudo da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, uma das soluções para evitar o problema é manter o coração firme e forte. Os cientistas realizaram, em 1 033 adultos, uma série de testes para avaliar a rapidez de raciocínio, a memória e a concentração. Seis anos depois, 722 indivíduos repetiram os mesmos testes. A equipe descobriu, então, que os voluntários com uma boa saúde cardiovascular no início da investigação alcançaram resultados melhores na segunda etapa da análise, apresentando menor risco de desenvolver declínio cognitivo. E essa relação foi ainda mais forte tanto para os que não fumavam como para aqueles no peso ideal e com níveis de glicose sanguínea normais. Apesar da boa notícia, os pesquisadores afirmam que ainda faltam estudos para determinar quais fatores específicos são responsáveis pelo benefício. Mas uma coisa é certa: cuidar do coração só traz vantagens.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Benefícios da batata doce


Batata doce é um dos tubérculos mais consumidos no Brasil. E não é a toa, Por ser rica em fibras, ela é considerada um alimento com médio índice glicêmico, ou seja, aumenta gradualmente a glicemia. Dessa forma os carboidratos são digeridos mais lentamente, fornecendo energia ao organismo de forma gradual não elevando os níveis de insulina e assim podem auxiliar na perda de peso, pois os picos de insulina no sangue estimulam o organismo a estocar gordura localizada.
O fato de ser uma fonte gradual de energia faz com que a batata doce seja um alimento essencial para quem pratica atividade física. Isso porque ela possibilita que esses indivíduos tenham energia para disponibilizar para os músculos durante a atividade física, não levando-os à hipoglicemia de rebote, queda brusca dos níveis de glicose quando consumimos alimentos com alto índice glicêmico no pré treino - levando a tontura, náuseas e até mesmo desmaios durante a prática de atividade física. Além disso a batata doce pode ser consumida com a intenção de ressíntese de glicogênio muscular - estoque de glicose dos músculos.

Benefícios da batata doce para pacientes diabéticos

Com relação a patologias indicamos seu consumo a pacientes diabéticos uma vez que possui alto teor de amido resistente - fibra digerida lentamente. A batata doce em si, não previne ou cura a doença mas pode ajudar a diminuir os riscos de picos de glicose sanguínea. Esse mecanismo é de extrema importância ao organismo uma vez que poupamos mais o pâncreas, produzindo quantidades baixas de insulina, hormônio que capta a glicose para combustível celular, podendo assim diminuir o risco de diabetes.
Estudos mostram a comparação do teor de amido resistente da farinha de mandioca e da farinha de batata doce. A primeira, em 100g de farinha, possui 10% de amido, enquanto a batata doce apresenta 17%. Este amido resistente auxilia ainda mais na lenta digestão auxiliando o aumento da saciedade do indivíduo.

Vitaminas e nutrientes da batata doce

A batata doce é originária da América tropical, sua forma, tamanho e cor variam de acordo com sua espécie. Por aqui, temos a batata doce branca, amarela e roxa. A versão amarelada, devido ao seu pigmento, é rica em betacaroteno, que uma vez ingerido transforma-se em vitamina A, responsável pela saúde ocular, da pele, pelo aumento da imunidade e pode auxiliar no ganho de massa muscular. Além disso, a batata doce é rica em Ferro, Cálcio, e possui propriedades imunomodulatórias, que atuam modulando e ativando os componentes celulares e seus mediadores químicos, aumentando assim a efetividade do sistema imunológico.
Já a batata de coloração roxa possui maior teor de antocianinas, sendo assim são uma excelente fonte de antioxidantes, evitando a ação dos radicai livres ao organismo.
Recomenda-se o consumo desse tubérculo cozido ou assado em forma de purês, sopas, picadinhos. Se ainda quiser aumentar a propriedade funcional deste tubérculo ele pode ser consumido com especiarias como canela, curry, açafrão, alecrim, tomilho, dentre outras.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/alimentacao

sábado, 19 de março de 2016

Não ignore sua dor nas costas



O que é Espondilite anquilosante?


Espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica, que ainda não tem cura e que afeta as articulações do esqueleto axial, especialmente as da coluna, quadril, joelhos e ombros. A inflamação também pode atingir outras partes do corpo, como os olhos.

Ela faz com que as vértebras na coluna se fundam, fazendo com que ela fique menos flexível podendo resultar numa postura curvada para a frente. Além disso, se as costelas são afetadas, pode ser difícil respirar profundamente.

A espondilite anquilosante afeta mais homens que mulheres. Os sinais e sintomas da doença normalmente começam logo no início da fase adulta. Apesar de ainda não existir cura para espondilite anquilosante, com o tratamento adequado é possível diminuir a dor e minimizar os demais sinais e sintomas da doença.

Causas

A causa da espondilite anquilosante ainda é desconhecida, havendo um fator genético facilitador, denominado HLA-B27. O percentual de pessoas com espondilite anquilosante que possuem esse marcador genético chega a 90% nos países escandinavos. No Brasil, pela miscigenação étnica encontra-se em torno de 76%.

Nestes casos (em que a pessoa possui o HLA-B27), a teoria mais aceita é a de que a espondilite anquilosante pode ser desencadeada por uma infecção intestinal, justamente por elas já estarem geneticamente predispostas a desenvolver a doença.

A espondilite anquilosante não é transmitida por transfusão de sangue ou contágio. A chance dos pais com a doença a passarem para os seus filhos não é maior do que 15%, contra os 85% de gerar crianças sem essa condição.

Fatores de risco

Os principais fatores predisponentes para o desenvolvimento da espondilite anquilosante são:
Ser do sexo masculino, uma vez que a incidência da doença é maior entre os homens
Ser adolescente ou adulto jovem
Ter herdado o marcador genético HLA-B27. Mas, atenção, ter o marcador não quer dizer que a pessoa obrigatoriamente desenvolverá espondilite anquilosante

Sintomas de Espondilite anquilosante


Dentre os sinais e sintomas de espondilite anquilosante estão:
Dor na lombar que vem e vai
Dor na coluna (inteira ou parte dela)
Dor e inchaço nas articulações dos ombros, joelhos e tornozelos
Dor e rigidez no quadril
Dor e rigidez que pioram com a falta de movimento
Dor nas articulações sacrilíacas (entre a pelve e a coluna vertebral)
Dor no calcanhar
Rigidez matinal

A dor costuma melhorar com atividades ou exercícios físicos
Dificuldade para expandir completamente o tórax (respirando fundo, por exemplo)
Fadiga
Febre baixa
Inflamação nos olhos ou uveíte (inflamação nas estruturas internas do globo ocular)
Perda de movimentos ou mobilidade na parte inferior da coluna
Perda não intencional de peso

Buscando ajuda médica


Você deve procurar ajuda médica se apresentar os sintomas de espondilite anquilosante, especialmente se tiver dor na lombar ou região glútea que piora após o período de repouso e melhora com atividades ou exercícios. Da mesma forma se você já foi diagnosticado com espondilite anquilosante e começar a desenvolver outros sintomas, como dor e vermelhidão ocular, sensibilidade severa a luz ou visão embaçada.

Na consulta médica


Especialistas que podem diagnosticar espondilite anquilosante são:

- Clínico geral; Reumatologista; Ortopedista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar tempo. Desta forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
Informações sobre os problemas de saúde de seus pais ou irmãos
Se possível, leve um acompanhante

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
Quando seus sintomas começaram?
Você sente dores? Em qual região? Com qual intensidade?
Você tomou alguma medida para aliviar os sintomas?
Você sente dores mais fortes em algum momento específico do dia?
A sua dor melhora com alguma atividade ou exercício?

Também é importante levar suas dúvidas para o consultório por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar.

Diagnóstico de Espondilite anquilosante


O diagnóstico de espondilite anquilosante é clinico, podendo ser auxiliado por provas laboratoriais e de imagem como os raios x - que permitem ao médico verificar mudanças nas articulações e ossos. Contudo, as alterações não costumam estar visíveis na fase precoce podendo ser necessária uma ressonância magnética da coluna vertebral para conseguir uma análise mais detalhada dos ossos e tecidos, a fim de revelar dados sugestivos ainda na fase inicial.


Tratamento de Espondilite anquilosante



O tratamento da espondilite anquilosante é clínico, com o objetivo de controlar a doença - reduzindo o risco de deformidades decorrentes de suas complicações - e aliviar as dores e outros sintomas do paciente.

Cirurgias não são indicadas com a finalidade de tratar a espondilite anquilosante, apenas quando a pessoa tem alguma outra complicação ou problema na coluna cervical, mas são casos mais raros.

Além do tratamento medicamentoso, é indicado fisioterapia para que a pessoa com espondilite anquilosante mantenha um programa de exercícios posturais e respiratórios, com a finalidade de fortalecer os músculos e favorecer a mobilidade das juntas.

É importante ressaltar que os medicamentos expostos aqui são os mais comumente usados para tratar espondilite anquilosante, mas apenas o médico que está acompanhando o paciente poderá prescrever essas ou outras medicações, assim como combinações de remédios indicados para seu caso clínico. A automedicação atrapalha o tratamento, pode piorar os sintomas e interfere no diagnóstico correto.


Entre os medicamentos de primeira linha estão os anti-inflamatórios não hormonais. Na falha ou contra indicação destes, existe a necessidade de utilizarmos as medicações biológicas, que são proteínas que lutam contra algumas substâncias, como o fator de necrose tumoral, mantendo conjuntamente ou não os anti-inflamatórios não hormonais.

Convivendo/ Prognóstico

Desde que a espondilite anquilosante seja tratada cedo, e se faça bastante fisioterapia, o prognóstico é muito bom, sendo possível controlar a sua progressão e manter o paciente apto no exercício das suas funções.

Complicações possíveis


São várias as complicações que a espondilite anquilosante pode causar, especialmente caso não seja tratada ou o diagnóstico seja muito tardio. O curso natural da doença não tratada pode fazer com que a pessoa fique com a coluna completamente fundida, dura, perdendo toda a sua mobilidade, além de ficar com uma deformidade importante na região.

Algumas pessoas podem apresentar problemas na válvula aórtica (insuficiência aórtica) e problemas nos batimentos cardíacos. Outros pacientes podem desenvolver fibrose pulmonar ou doença pulmonar restritiva.

Expectativas


A evolução da espondilite anquilosante é variável conforme a sua apresentação em surto isolado, vários surtos ou um surto continuo atingindo diversos segmentos da coluna de forma progressiva.

O principal para um bom prognóstico é o diagnóstico correto precoce e a aderência ao tratamento medicamentoso e fisioterápico, podendo ocorrer controle total ou parcial da progressão da doença e ou remissão clínica - ou seja, que a doença volte - evitando sequelas e limitação funcional. Porém o retardo no diagnostico ou falha no tratamento, seja por má resposta terapêutica e ou aderência, poderá levar um jovem à incapacidade física precoce.



Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

Dicas para ter saciedade por mais tempo



A recomendação de médicos e nutricionistas é bastante conhecida: comer de três em três horasé importante para o organismo, pois ajuda a manter o metabolismo trabalhando, os níveis de saciedade atingidos e, de quebra, auxilia no emagrecimento.

Apesar desses benefícios, sabemos que colocar o conselho em prática é uma tarefa árdua. Com o excesso de trabalho e compromissos, muitas mulheres não conseguem parar para um lanchinho no meio do dia. Uma das maneiras de driblar o problema é investindo em refeições principais mais balanceadas, evitando que você sinta fome nos intervalos.

Planeje a refeição

Karina Valentim, nutricionista da Patricia Bertolucci Consultoria em Nutrição (SP), explica que, quando a alimentação é desequilibrada, a digestão pode ser mais rápida, e pouco tempo depois de comer, a pessoa já sente fome. ”Isso acontece quando se ingere um prato de massa a base de farinha branca, que não tem fibras na composição. A digestão no estômago é facilitada, pois há uma liberação muito rápida de insulina que faz com que os níveis de glicose se esgotem rapidamente”, explica.

Combine nutrientes

Mas, afinal, o que uma refeição deve ter para ser classificada como equilibrada e indicada para manter a saciedade por mais tempo? Em primeiro lugar, ela precisa combinar carboidratos complexos de baixo índice glicêmico, que incluem batata-doce, arroz integral, arroz preto, quinoa, grão-de-bico, entre outros alimentos; proteína magra, como frango, peixe ou carne; e gorduras saudáveis, a exemplo de azeite ou óleo de coco. ”As gorduras são essenciais para a alimentação, mesmo quando a pessoa está de dieta, pois ajudam na produção
de hormônios que aumentam a saciedade e controlam a compulsão alimentar; porém, deve-se dar prioridade para gorduras mais saudáveis, como oleaginosas, azeite, óleo de coco, abacate e peixes fontes de ômega 3″, orienta Karina.

Proteínas também são fundamentais. Estudos apontam que elas também auxiliam nesse processo, quando comparadas ao carboidrato. “Sabe-se que a saciedade é regulada pela complexa interação de mecanismos fisiológicos, psicológicos e comportamentais, porém, indivíduos que realizaram dieta com maior quantidade proteína tiveram um consumo 17% menor, quando comparados aos indivíduos com dieta com mais carboidratos”, afirma a nutricionista.

Mais fibras no prato

As fibras também não podem ficar de fora. Divididas em dois grupos – solúveis e insolúveis –, devem estar sempre presentes no prato, especialmente de quem quer sentir menos fome ao longo do dia. Carla Cotta, nutricionista funcional (RJ), explica que as primeiras, presentes em aveia, casca de frutas, feijões, ervilha e cevada, por exemplo, têm a propriedade de se misturar com a água, formando um bolo alimentar que ajuda a reduzir a absorção de glicose e gorduras. Já as insolúveis propiciam o aumento do bolo fecal, estimulam o bom funcionamento do intestino. “Elas ainda ajudam na prevenção de algumas doenças como o câncer colo-retal e podem ser encontradas em verduras, farelo de trigo, cereais, soja e grãos integrais”, ensina.


Fonte:

http://dietaja.uol.com.br

Chá de hibisco: a bebida que combate a gordura da barriga e quadris

Chá de hibisco evita o acúmulo de gordura - Foto: Getty Images

O chá de hibisco é preparado com o cálice do botão seco da flor chamada Hibiscus Sabdariffa, que não é aquela espécie de hibisco normalmente encontrada nos jardins. Devido a esta planta, a bebida é rica em substâncias antioxidantes como flavonoides e ácidos orgânicos. Estes nutrientes proporcionam diversos efeitos benéficos, entre eles, a ação diurética, impedindo a retenção de líquidos, e a capacidade de evitar o acúmulo de gorduras, principalmente na região da barriga e quadris.  
Este último ocorre porque o chá reduz a adipogênese, processo no qual ocorre a maturação de células pré-adipócitas que se convertem em adipócitos maduros, capazes de acumular gordura no corpo. 
Outros estudos apontam que alguns flavonoides presentes na bebida possuem um efeito cardioprotetor e vasodilatador. Assim, as substâncias ajudam a aumentar o colesterol bom, HDL, diminuir o colesterol ruim, LDL, triglicerídeos e a pressão arterial. 
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada, 200 ml (um copo), deste chá carrega: 
  • 213% de vitamina B1
  • 123% de ferro
  • 82% de vitamina C
  • 15% da vitamina B2
  • 5% de vitamina A
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. 
O cálice da flor utilizado para elaborar o chá de hibisco é rico em vitamina B2 (riboflavina), que auxilia na saúde da pele, ossos e cabelos, e a vitamina B1 (tiamina). Todas vitaminas pertencentes ao complexo B ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular. A B1, ainda por cima, tem essa ação principalmente nos neurônios, células que formam nosso cérebro. 
O chá ainda possui boas quantidades de ferro, que atua no transporte de oxigênio no organismo e previne problemas como anemia, dor de cabeça e cansaço. A Vitamina A, que conta com um efeito antioxidante e é necessária para a visão, sistema imunológico, pele e saúde óssea, e a vitamina C, que protege o organismo contra a baixa imunidade, doenças cardiovasculares, doenças dos olhos e até envelhecimento da pele, também estão presentes na bebida.  
A bebida conta com diversas substâncias antioxidantes, como os flavonoides, especialmente as antocianinas, que possuem efeito cardioprotetor, vasodilatador e contribuem para evitar o acúmulo de gorduras. 
Outro flavonoide interessante é a quercetina que ajuda a proporcionar uma ação diurética. Os ácidos orgânicos, como os ácidos cítricos, hibístico e málico, também possuem ação antioxidante e estão presentes em boas quantidades no chá de hibisco. 
Ação diurética: O chá de hibisco tem efeito diurético, por isso é um aliado para evitar a retenção de líquidos. Um estudo publicado no Journal of Ethnopharmacology da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia observou que o flavonoide quercetina presente na bebida é um dos nutrientes que ajuda a proporcionar esta ação.

Benefícios do chá de hibisco

Chá de hibisco tem ação diurética - Foto: Getty Images
Chá de hibisco tem ação diurética
Evita o acúmulo de gordura: Uma pesquisa publicada no Journal of Ethnopharmacology da Sociedade Internacional de Etnofarmacologia concluiu que o chá de hibisco é capaz de reduzir a adipogênese. Este processo consiste na maturação celular no qual as células pré-adipócitas se convertem em adipócitos maduros capazes de acumular gordura no corpo. 

Ao diminuir este processo, o chá de hibisco contribui para que menos gordura fique acumulada na região do abdômen e nos quadris. Ainda não está claro qual é a substância presente na bebida que é responsável pelo benefício. Porém, acredita-se que a ação antioxidantes dos flavonoides antocianina e quercetina contribuem para reduzir o depósito de gordura.

Outra pesquisa publicada pela Planta Medica, da Society for Medicinal Plant and Natural Product Research, concluiu que o chá age na aldosterona, hormônio secretado pelas suprarrenais que regulam o balanço eletrolítico do organismo favorecendo a ação diurética. Ainda não foram identificados quais os nutrientes que proporcionam o benefício. 
Controla o colesterol: Um estudo publicado no Journal of Alternative and Complementary Medicine feito com 53 pacientes portadores de diabetes concluiu que o consumo do chá de hibisco contribui para a diminuição do colesterol ruim, LDL, e aumento do colesterol bom, HDL. A bebida diminuiu o colesterol LDL em 8% e aumentou o HDL em 16,7%. 

O mesmo estudo comparou o chá de hibisco com o chá preto e observou que o primeiro é mais eficiente para o combate do colesterol do que o segundo. Isto porque o preto apenas aumentou o HDL, mas diminuiu o LDL. O chá de hibisco é tão interessante para pessoas que possuem problemas com os níveis de colesterol por ser rica em substâncias com ação antioxidante.  

Controla a pressão arterial: Um estudo publicado no Journal of Nutrition concluiu que o chá de hibisco ajuda a baixar a pressão arterial. A pesquisa contou com 65 pacientes que tiveram os níveis de pressão arterial reduzidos. Os estudiosos acreditam que alguns flavonoides presentes na bebida proporcionariam este benefício ao diminuir uma enzima que atua sobre a pressão arterial. 

Bom para o cérebro: O chá de hibisco conta com boas quantidades de vitaminas B1 e B2. Todas as vitaminas pertencentes ao complexo B ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular. A B1, ainda por cima, tem essa ação principalmente nos neurônios, células que formam nosso cérebro. 

Quantidade recomendada do chá de hibisco

Chá de hibisco controla o colesterol - Foto: Getty Images
Chá de hibisco controla o colesterol
A orientação é consumir um copo de 200 ml de chá de hibisco. Para cada copo deve ser utilizado de 4 a 6 gramas da flor seca, equivalente a uma colher de chá, ou dois a três pacotinhos de chá.  

Como consumir o chá de hibisco

Caso utilize a flor a granel, procure aquecê-la o mínimo possível para não perder as propriedades. Separe 200 ml de água, deixe ferver e após isso adicione de 4 a 6 gramas, equivalente a uma colher de chá, da flor seca. Mantenha a bebida por três minutos no fogo e após isso ela pode ser consumida. 

O chá de hibisco possui quantidades do flavonoide antocianina, um poderoso antioxidante, tão relevantes quanto as frutas vermelhas e roxas, como a amora, morango e mirtilo (blue berry). Comparado com outros chás, o de hibisco é rico em vitaminas A e C e em ferro, enquanto o preto e o mate não possuem estes nutrientes. 

Combinando o chá de hibisco

Chá de hibisco + alimentos termogênicos: Pessoas que pretendem emagrecer podem combinar o chá de hibisco com um alimento termogênico. Isto porque o primeiro irá evitar que a gordura se acumule na região do abdômen e quadris enquanto o segundo será capaz de aumentar o gasto energético. Uma boa opção de bebida termogênica é o chá verde. 

Contraindicações

É interessante que gestantes e lactantes evitem o chá de hibisco. Isto porque alguns estudos preliminares apontaram que a bebida possui ação mutagênica, ou seja pode interferir na estrutura dos genes do bebê, trazendo problemas. 

Riscos do consumo excessivo

Por ter ação diurética, o consumo em excesso do chá de hibisco pode fazer com que a pessoa elimine muito eletrólitos, nutrientes essenciais para o funcionamento do organismo composto principalmente por cálcio, potássio, sódio e magnésio. A falta destas substâncias pode levar à desidratação. 

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/alimentacao

Sete cuidados para melhorar seu desempenho na caminhada


Caminhar é uma das melhores atividades físicas que existe. É fácil, já que faz parte da vida cotidiana da maioria das pessoas, e não precisa ser aprendida. É prática, porque pode ser executada em quase qualquer lugar. É democrática, visto que toda pessoa saudável pode praticá-la sem custo. E é completa, pois inclui exercícios aeróbicos e trabalhos musculares. Para ser aproveitada ao máximo, recomenda o personal trainer Eduardo Colmanetti, deve ser feita com um bom tênis e uma roupa confortável, além de acompanhada de consumo adequado de água e alimentação balanceada.

Benefícios para o corpo
Realizada de 20 a 60 minutos de três a seis vezes por semana, a caminhada traz inúmeros benefícios para o bem-estar físico e mental. Alguns deles são melhora da circulação e do funcionamento do intestino, controle do colesterol, perda de peso, redução dos riscos trazidos pelo diabetes, aumento da qualidade do sono, alívio da depressão e diminuição do estresse e da ansiedade. 
 
Queimando calorias


Apesar de ter um gasto calórico inferior ao da corrida (700 calorias por hora) ou da natação (550 calorias por hora), por exemplo, a caminhada é considerada um bom exercício aeróbico. Com perda média de 250 calorias por hora, a atividade, diz o especialista, é suficiente para ter gerar a redução de quilos quando conciliada com uma dieta equilibrada de emagrecimento. 

Trabalha os músculos


Andar também trabalha a musculatura. "Quando a caminhada é realizada em uma superfície plana, são mais exigidos músculos dos membros inferiores como glúteos, panturrilhas e quadríceps. Em um aclive, o glúteo e a panturrilha são mais solicitados e o principal esforço fica com o quadríceps. Os músculos do tronco são exercitados em todos os casos", explica Colmanetti.

Na esteira ou na rua?

A atividade, em reta, subida ou descida, pode ser realizada na esteira de uma academia ou na rua. A diferença está nos benefícios, segundo o personal trainer. Na esteira, o amortecimento é melhor, a temperatura à qual a pessoa se expõe permanece estável, a superfície é sempre igual, sem buracos, o ritmo de caminhada fica constante e a medição de distância e tempo é mais precisa.

Já na rua, a contemplação da paisagem e a sensação de liberdade são os diferenciais. "A escolha depende do objetivo de cada um. Se a pessoa quer se sentir livre, ficar em contato com a natureza, sentir o cheiro das plantas, relaxar e aliviar o estresse, a melhor opção é a rua. Deve-se considerar que os benefícios físicos são mais ou menos os mesmos", orienta Colmanetti. Na rua, só é preciso prestar mais atenção aos obstáculos, que podem causar quedas e traumas como entorses, luxações e fraturas. 

Hidrate-se e coma bem

Outros cuidados que precisam ser tomados são com relação à hidratação e à alimentação. "Durante o exercício é aconselhável beber 30 ml de água a cada 20 minutos", diz o treinador. É importante comer algo leve, como pão com geleia, biscoitos água e sal e sucos, uma hora antes de sair para caminhar. Alimentos à base de leite não devem ser consumidos, pois a digestão da lactose, assim como a sua absorção, é lenta, podendo levar a desconforto estomacal. Depois da atividade, deve-se seguir uma alimentação balanceada e saudável. 

Como se vestir?

Usar roupas leves, protetor solar e calçados adequados também é importante. "Hoje, existem no mercado tênis para todo tipo de pé. Procure um profissional que possa avaliar o tipo de sua pisada e as possíveis alterações. Escolha um tênis com bom amortecimento e estabilidade e que não seja muito justo, pois, após um tempo de caminhada, o pé incha", recomenda Colmanetti.

Deixe o treino divertido


Deixe o treino mais divertido Alongar antes e depois é outro hábito que deve ser cultivado. Fora isso, atitudes, como escutar música, levar o cachorro junto ou ir com um amigo ajudam a aumentar a motivação e tornar a atividade mais agradável.




Fonte:

http://www.minhavida.com.br/fitness

Excesso de sal engorda

Excesso de sal engorda

Exagerar no sal é reconhecidamente um fator de risco para o aumento da pressão arterial. Mas pesquisas indicam que, se usado sem parcimônia, o perigo vai além. Um trabalho já apontou, por exemplo, que pesar a mão no tempero abre as portas para o câncer. Agora, um estudo da Universidade Denik, na Austrália, reforça a relação entre sal e ganho de peso. Os cientistas pediram a 49 participantes, de 18 a 54 anos, que provassem alguns tipos de sopas de tomate, preparadas com diferentes concentrações de gordura e de sal. Após o consumo, os voluntários avaliaram os caldos de acordo com o desejo de saboreá-los e a percepção de “salgado” e “gorduroso”.
Primeiro achado do trabalho: há gente que percebe com maior precisão a diferença no teor de gordura — e, curiosamente, são justamente elas que tendem a optar por refeições menos gordurosas. Agora, mesmo essa turma não conseguia distinguir entre a sopa mais light e mais pesada quando o sal entrava na jogada. Isso quer dizer que o excesso de sódio pode mascarar a gordura, levando as pessoas a optarem por itens mais engordativos. 
Vale lembrar que outra investigação, dessa vez da Universidade Queen Mary, na Inglaterra, e da Universidade de Pequim, na China, chegou a calcular o impacto da influência do ingrediente salgado no ganho de peso. Segundo os experts, o aumento de 1 grama na ingestão de sal por dia eleva em 28% o risco de engordar nas crianças e em 26% nos adultos. É ou não mais um grande motivo para maneirar nas pitadas?

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

sexta-feira, 18 de março de 2016

Mexer o corpo protege contra o Alzheimer

Mexer o corpo protege contra o Alzheimer

Pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, ambas nos Estados Unidos, analisaram por um bom tempo os hábitos e a memória de 876 pessoas, que hoje têm uma média de 78 anos de idade.  Além disso, os voluntários se submeteram a exames, como o de ressonância magnética. 
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Toda essa investigação revelou, então, que a turma que se exercitava mais tinha um cérebro maior, sobretudo em áreas associadas à memória e ao Alzheimer, a exemplo do hipocampo. Inclusive, os experts calcularam que o risco de desenvolver a doença caiu pela metade nesse pessoal. E tem mais: os indivíduos que já apresentavam um comprometimento leve das funções cognitivas também foram beneficiados ao mexer o corpo. E olha que notícia boa: vale qualquer tipo de movimentação. Além de ginástica e caminhadas, até jardinagem já traria vantagens para a cabeça.  

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

10 fatores que prejudicam a fertilidade da mulher

Fatores que causam infertilidade na mulher


Se antigamente casar e formar uma família era o plano da maioria das jovens que estavam chegando à vida adulta, atualmente esse projeto tem perdido cada vez mais espaço para outros desejos, como conquistar a independência financeira e ter uma carreira bem sucedida. Assim, quando finalmente chega a hora de tentar engravidar, muitas mulheres enfrentam problemas de infertilidade ligados à idade - são os óvulos que envelhecem, as doenças ginecológicas que ficam mais comuns... mas não são apenas os anos que dificultam a gestação. Fumar, beber muito álcool e se manter acima do peso também diminuem a fertilidade da mulher - e isso acontece em qualquer época da vida.
Para ajudá-la a entender melhor essa questão, elencamos 10 fatores que podem atrasar os seus planos de ser mãe e explicamos o que eles fazem com o seu organismo. 

1. Estresse
Manter-se longe do estresse é um dos hábitos mais saudáveis que se pode ter, especialmente para quem está tentando engravidar. Mas não é uma tarefa fácil! São os pepinos do trabalho, as contas para pagar, a reunião de condomínio, o trânsito parado... O problema é que, para quem está com dificuldades para se tornar mãe, esse pode, sim, ser um dos fatores que devem ser levados em conta.
Uma pesquisa feita pela Ohio State University College of Medicine, publicada em 2014 pela revista Human Reproduction, apontou que mulheres com altos níveis da enzima alfa-amilase (que é secretada na boca e indica a presença de estresse no organismo) têm 29% menos chance de engravidar em comparação às mulheres que apresentam baixo nível dessa enzima. Ou seja, mesmo com o mundo caindo ao seu redor, procure uma forma de se acalmar. Ouvir música no carro, respirar fundo, fazer um alongamento na hora do almoço... Não importa como, a ideia é escolher as técnicas de relaxamento que funcionam para você!


2. Idade

Embora esperar o momento "certo" para engravidar seja o plano de muitas mulheres, o tão temido relógio biológico não está preparado para acompanhar tantos projetos a longo prazo. Quando nascemos, temos uma espécie de estoque de óvulos que nunca aumenta; muito pelo contrário: esses óvulos só vão diminuindo em quantidade e em qualidade, em razão do envelhecimento - o que aumenta o risco de doenças cromossômicas, como a Síndrome de Down, de abortamentos e de infertilidade.
"Estima-se que, no nascimento, uma menina tenha entre 1 e 2 milhões de óvulos e, na primeira menstruação, cerca de 400 mil. A partir de então, a mulher gasta cerca de 1000 óvulos por mês para que apenas um seja liberado, ou seja, essa reserva diminui a cada mês", explica Tomyo Arazawa, ginecologista e obstetra graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e especialista em Endoscopia Ginecológica pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). 

3. Doenças no aparelho reprodutor

"Toda alteração em qualquer parte do aparelho reprodutor feminino interfere de alguma forma na fertilidade da mulher, sendo que as mais comuns são no útero, nas tubas uterinas e nos ovários", ressalta o especialista. No útero, são mais frequentes os miomas e os pólipos, que aumentam as contrações e dificultam a implantação dos embriões no endométrio. "Os miomas são nódulos que aparecem por volta dos 30 anos de idade e crescem com o tempo. Aproximadamente, metade de todas as mulheres no mundo terão pelo menos um mioma até a menopausa", destaca.
Já os ovários sofrem com a presença de cistos, que atrapalham a ovulação, também reduzindo as chances de gravidez. Vale lembrar ainda a endometriose, doença ginecológica mais associada à infertilidade - aproximadamente 40% das mulheres com dificuldade para engravidar têm esse problema que, além de causar dor, pode danificar as tubas uterinas e ovários, prejudicando o transporte de óvulos e reduzindo a reserva ovariana. A endometriose também pode provocar uma inflamação crônica na pelve que dificulta a implantação do embrião no útero.

4. Cigarro

Conhecido vilão da saúde, o cigarro também é muito prejudicial para quem planeja ter filhos. De acordo com dados da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, 13% dos casos de infertilidade estão ligados ao fumo. Isso acontece porque o tabaco deteriora os óvulos, aumentando os riscos de aborto, de menopausa precoce e de gravidez ectópica. Além disso, se você deseja ter um bebê, é importante lembrar que o cigarro também será prejudicial para o seu pequeno, já que todas as substâncias nocivas serão passadas a ele pela placenta. Então, que tal cortar o mal pela raiz?

5. Obesidade

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais problemas dos países desenvolvidos, a obesidade também se apresenta em números significativos no Brasil - de acordo com o Ministério da Saúde, atualmente 51% da população tem excesso de peso. Diante deste cenário, é importante lembrar que esse também é um mal que afeta a fertilidade da mulher. Além de influenciar a longevidade e a qualidade dos óvulos, a produção de células gordurosas pode levar à irregularidade do ciclo menstrual e à ovulação não efetiva.
Segundo um estudo publicado na Obstetrics and Gynecology Clinics of North America, o tecido adiposo trabalha na produção de adipocinas, que são substâncias que influenciam na comunicação entre as células do corpo. O que acontece é que, se esse processo não se der de forma adequada, as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório podem ser afetadas.


6. Problemas hormonais

Ah, os hormônios... Sempre eles! Responsáveis por controlar a mentruação da mulher, eles podem atrapalhar (e muito!) suas tentativas de engravidar se estiverem descontrolados. Por isso, é essencial fazer uma dosagem hormonal de tempos em tempos. "E o problema não precisa estar necessariamente relacionado aos hormônios sexuais femininos. Uma das alterações mais frequentes é a da tireoide (hipotireoidismo e o hipertireoidismo), que pode prejudicar o ciclo menstrual", destaca Arazawa.
Ele aponta ainda o aumento da prolactina como outro problema hormonal que pode afetar a ovulação. "Sintomas como saída de secreção leitosa das mamas fora do período de amamentação associados a dores de cabeça e alteração da visão e do olfato podem ser sugestivos desse tipo de alteração", explica.

7. Ansiedade

Você fica ansiosa esperando a mensagem ser visualizada, o telefone tocar, o dia da viagem chegar... Por que não ficaria na expectativa por algo que deverá mudar a sua vida para sempre, não é mesmo? É claro que para os casais que começaram a tentar agora, essa sensação é normal e faz parte do processo. Mas para aqueles que já estão tentando se tornar pais há anos, a ansiedade pode se tornar um fator a mais quando o assunto é infertilidade. De qualquer forma, o importante é não dar ouvidos aos palpites que surgem aos montes e tentar não se importar tanto com as cobranças que vêm dos amigos e familiares.

8. Medicamentos
Ajuda aqui, atrapalha ali. Que mundo ótimo seria aquele em que os remédios resolvessem um problema sem causar outro. Mas como ele ainda não existe, é bom ficar atenta e relatar ao seu médico todos os medicamentos que você toma antes de começar a tentar uma gravidez. "Certamente, o uso de alguns remédios pode diminuir as chances de engravidar. Contudo, é preciso avaliar com cautela qual o risco real e o benefício deles antes de pensar em suspender o uso. Por exemplo, alguns medicamentos para epilepsia, depressão e ansiedade podem alterar o ciclo menstrual, mas parar de tomá-los pode expor a mulher a outros riscos", explica o especialista.

9.  Álcool e cafeína em excesso

Sabe aquela história de que tudo que é demais faz mal? A frase pode ser velha, mas faz todo o sentido quando o assunto é consumo de álcool e cafeína, principalmente quando se está tentando engravidar. As bebidas alcoólicas em excesso podem prejudicar a fertilidade da mulher, embora ainda não esteja claro quais são os fatores que levam a isso. De acordo com um estudo de 2013 da Reproductive Medicine Associates of New York, a fertilização in vitro também tem menos chances de sucesso quando há consumo de álcool associado - mesmo que em quantidade moderada. Segundo os resultados, as mulheres que bebiam apenas três taças de vinho por semana tinham a capacidade de conseguir uma gravidez bem sucedida em até três anos reduzida para 30%, em comparação a 90% entre as que não consumiam bebidas alcoólicas.
A cafeína, tão presente no dia a dia das pessoas, também pode afetar a ovulação, tornando mais difícil engravidar. "Os estudos sugerem que o efeito sobre a fertilidade depende da dose que a mulher ingere de cafeína, por isso recomenda-se a ingestão de, no máximo, duas xícaras de café por dia (o que corresponde a uma quantidade entre 100 e 200 mg)", explica o especialista. Mas é bom lembrar que tanto o consumo de álcool quanto o de cafeína durante a gravidez são prejudiciais ao bebê, portanto, ir se acostumando a ficar mais longe de bebidas com essas substâncias pode ser um bom começo para não sofrer tanto com a vontade depois.


10. Estilo de vida

Alimentar-se mal, estar muito acima do peso, viver estressada... Tudo isso está ligado a um estilo de vida desequilibrado, que acaba interferindo na sua saúde e impedindo seu corpo de estar preparado para receber um bebê. "Ter uma alimentação saudável, praticar atividades esportivas moderadas regularmente, procurar ter uma boa qualidade de sono e ficar atenta à balança não só garante uma chance maior de gravidez, como também pode levar a uma gestação mais tranquila, com menor risco de complicações como diabetes gestacional e hipertensão arterial", finaliza o médico.


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude