terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Descoberta enzima que anula os efeitos nocivos do açúcar em excesso


Açúcar é tão bom, pena que faz mal! É muito difícil aliar sabor e saúde quando o assunto são os carboidratos refinados, nutrientes diretamente ligados à problemas de saúde metabólicos como o diabetes tipo 2, a obesidade e a síndrome metabólica. No entanto, cientistas do centro de pesquisa da Universidade de Montreal (Canadá) encontraram uma enzima que pode ser a solução para estes problemas.
A glicerol-3-fosfato-fosfatasa, ou simplesmente G3PP, é uma enzima envolvida no metabolismo de energia dentro da célula, que tem a glicose como um dos combustíveis. A expressão dessa enzima pode controlar a quebra da glicose nas células beta do pâncreas. Dessa forma, ela também influencia na produção da insulina, hormônio que coloca o açúcar para dentro das células.
Além disso, o G3PP pode proteger os órgãos, inclusive o pâncreas, dos efeitos tóxicos do excesso de glicose no organismo, ao degradar o glicerol-3-fosfato, substância que aumenta quando há muito açúcar no sangue e pode degradar os tecidos do corpo.
Por fim, ela também, regula outros processos fisiológicos, como o acúmulo de lipídios nas camadas de gordura no corpo e o metabolismo dos nutrientes. Quando esses processos não funcionam direito, a pessoa pode ter obesidade, diabetes tipo 2 ou mesmo doenças cardiovasculares. Portanto, descobrir e conhecer melhor essa enzima ajudará a oferecer novas alternativas para tratamento de doenças metabólicas.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

sábado, 9 de janeiro de 2016

Homens também podem ter câncer de mama?


O câncer de mama masculino é evento raro. Somente 1% dos cânceres de mama acontecem no homem, ou seja, a cada 100 diagnósticos novos de câncer de mama 99 são em mulheres e apenas um em homens. Quando pensamos em todos os tipos de câncer que ocorrem na população masculina, o câncer de mama representa apenas 0,2% do total, com incidência média global de um caso para cada 100 mil homens por ano.

Visão geral

Esta incidência varia entre os países, apresentando altas taxas em Uganda e em outros países africanos, com presença de cinco casos por 100 mil homens. Isto se deve possivelmente à presença da hepatopatia crônica infecciosa e da cirrose hepática, que promovem um aumento dos níveis de hormônios sexuais femininos nos homens (hiperestrogenismo). O contraste neste sentido é com o Japão, que apresenta taxa de 0,5 por 100 mil homens, uma das menores do mundo.
Para o ano de 2015, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde estima a ocorrência de cerca de 57 mil novos casos de câncer de mama para a população feminina, com uma incidência de 56 casos para cada grupo de 100 mil mulheres. Na população masculina são esperados cerca de 570 casos novos de câncer neste mesmo ano, o que corresponde a 1% do número de casos de câncer de mama nas mulheres.
Segundo a Sociedade Americana de Câncer, em 2008 ocorreram cerca de 2 mil novos casos de câncer de mama na população masculina dos Estados Unidos, com 450 mortes relatadas por esta doença. Entre as mulheres ocorreram 182.460 casos novos de câncer de mama invasivo e 40.480 mortes neste mesmo ano.
Apesar de se apresentar clinicamente de forma similar nos homens e nas mulheres, os homens frequentemente descobrem a doença em fases mais avançadas. Isso acontece por desconhecerem a possibilidade de desenvolverem câncer de mama e também por questões socioculturais, o que leva a uma demora na busca por auxílio médico de um mastologista.

Fatores de risco para câncer de mama em homens

Os principais fatores de risco para o aparecimento de câncer de mama no homem são:
Idade/envelhecimento
O risco de desenvolver câncer de mama é diretamente proporcional à idade. Como no caso das mulheres, quanto maior a idade maior é risco.
História familiar de câncer de mama
História familiar com parentes de primeiro grau com câncer de mama é um importante fator de risco. Quanto maior o número de parentes de primeiro grau com câncer de mama maior é o risco. Aproximadamente 20% dos homens com câncer de mama têm um parente de primeiro grau também com câncer de mama.
Mutação genética hereditária
Alterações genéticas estão presentes no câncer de mama masculino mais frequentemente que nas mulheres, variando de 4% a 40%. Estão envolvidos os genes BRCA2, BRCA1, CHEK2, PTEN dentre outros.
A maioria dos casos de câncer de mama masculino relacionados à alterações genéticas tem mutação do gene BRCA2, o que difere do encontrado no câncer de mama feminino, onde se observa como principal mutação genética a do BRCA1. A mutação do BRCA2 está presente em aproximadamente 10% de todos os casos de câncer de mama masculino e está relacionada ao aparecimento do câncer de mama em idade mais jovem (60 anos) e com características mais agressivas, além de aumentar a predisposição para câncer de próstata.
Descendência Judaica Ashkenazi
Os homens judeus Ashkenazi apresentam uma maior probabilidade de desenvolver câncer de mama, com uma incidência de três casos para 100 mil homens desta etnia, assim como no caso das mulheres. Isso decorre também devido ao fato de apresentarem maior risco de mutação do BRCA1 e BRCA2.
Exposição à radioterapia
Pacientes que sofreram irradiação torácica previa, como a usada para o tratamento de linfoma, apresentam um risco maior de desenvolvimento de câncer de mama.

Outros fatores

Várias doenças que causam hiperestrogenismo (aumento dos níveis do hormônio sexual feminino no corpo do homem) e diminuição dos níveis de andrógenos (hormônio sexual masculino) estão relacionadas ao desenvolvimento de câncer de mama masculino. Dentre elas:
  • Cirrose hepática - o fígado exerce importante função no metabolismo dos hormônios sexuais e sua disfunção está relacionada ao aumento dos níveis de estrogênio circulante
  • Obesidade - ingestão de alimentos gordurosos e vida sedentária também são fatores relacionados ao desenvolvimento de câncer de mama, pois a gordura periférica converte andrógenos em estrógenos através do processo de aromatização
No geral, pacientes com ginecomastia não apresentam maiores chances de desenvolver câncer de mama. No entanto, é importante frisar que a ginecomastia também deve ser investigada e realizada pesquisa para o entendimento da sua causa através de uma avaliação com o mastologista.

Sintomas

Os principais sintomas relacionados ao câncer de mama no homem são:
  • Presença de nódulo palpável na mama
  • Altercação da pele, como edema (aspecto de casca de laranja) ou vermelhidão
  • Retração da pele ou da aréola
  • Ulceração (ferida na mama)
  • Presença de gânglio na axila
  • Saída de secreção sanguinolenta pela papila mamária - o que é um evento bastante raro no homem

Tratamento

O tratamento do câncer de mama masculino, em linhas gerais, segue o que é realizado para as mulheres. Ou seja, através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonoterapia.
A cirurgia é o principal tratamento do câncer de mama masculino. Em geral é realizada a mastectomia uma vez que a mama masculina é pequena sendo muito difícil a cirurgia conservadora, que pode ser feira em alguns casos de tumores bem iniciais.
A axila também é avaliada, em geral através da pesquisa do gânglio sentinela, que consiste na remoção do gânglio principal da axila mediante um mapeamento prévio. Esta técnica de pesquisa de gânglio sentinela só é aplicada quando os gânglios estão negativos ao exame físico do médico e nos exames de imagem. Para os casos que o gânglio já está clinicamente comprometido o tratamento adequado é a remoção de vários gânglios da axila (o que chamamos de esvaziamento axilar).
A quimioterapia para o câncer de mama masculino segue também os mesmos princípios que para as mulheres, devendo ser avaliado o tipo tumoral e seu imunofenótipo, bem como o tamanho tumoral e o grau de comprometimento linfonodal axilar.
A radioterapia exerce importante papel no controle locorregional do câncer de mama. Semelhante ao tratamento do câncer de mama feminino são candidatos à radioterapia os seguintes pacientes:
  • Irradiação da mama remanescente - para os pacientes submetidos à cirurgia conservadora da mama (nos raros casos em que isso é possível).
  • Irradiação da parede torácica pós mastectomia para os casos em que o tumor maior que 5 cm, há infiltração tumoral de pele ou presença de gânglio comprometido.
A hormonoterapia antiestrogênica é considerada como tratamento padrão adjuvante no câncer de mama masculino, uma vez que é bastante elevada a taxa de receptores estrogênicos positivos (90%). O tamoxifeno é a droga de escolha nesta modalidade de tratamento, que desempenha um importante papel no controle local com aumento no intervalo livre de doença e de sobrevida global.

Orientação familiar

Todo homem com câncer de mama deve se submeter à pesquisa de mutação genética dos genes BRCA 1 e BRCA2. Todos os familiares diretos deste homem, principalmente as do sexo feminino, devem passar por uma avaliação com um médico mastologista, pois apresentam um maior risco para o desenvolvimento de câncer de mama de origem genética/hereditária.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Quando é seguro requentar a comida?



Depois de uma boa refeição, a gente costuma se deparar com sobras da comida, e seria uma pena jogá-las fora. Alguns desses alimentos, por incrível que pareça, podem até ser mais saudáveis após requentados.

No entanto, ninguém quer correr o risco de passar por uma intoxicação alimentar. Se você já enfrentou uma, sabe do que estou falando: são comuns sintomas desagradáveis como vômito, diarreia e cólicas estomacais.

Cerca de 1 milhão de pessoas sofrem com intoxicação alimentar todos os anos no Reino Unido. Em metade dos casos, o alimento que causou o problema foi preparado por elas mesmas — churrascos no verão e comidas requentadas do Natal são as principais culpadas.

Cerca de 100 pessoas morrem anualmente por intoxicação alimentar no país — geralmente muito novas ou muito idosas.

Mas então, qual é a regra? Como e quando é seguro requentar sua comida?

Perigo no frango

A intoxicação é geralmente causada por uma bactéria que contamina sua comida. A maior culpada é uma chamada Campylobacter (ou bactéria retorcida). De acordo com a agência de segurança alimentar (Food Standars Agency), ela está presente em mais de 65% dos frangos à venda no Reino Unido.

Essa bactéria pode sobreviver algumas horas em superfícies da cozinha e se espalha facilmente. É por isso que não é uma boa ideia lavar o frango antes de cozinhá-lo: o melhor é colocá-lo direto no forno após temperá-lo – e lavar bem as mãos depois disso.

A chave para matar bactérias é usar o calor. Por isso, cozinhar totalmente o frango (sem deixar partes cruas) é fundamental.

Espere esfriar

Agora falando em casos gerais: o que fazer quando sobrou um pouco da sua deliciosa refeição?

Primeiro de tudo, você precisa esperar ela esfriar antes de colocá-la na geladeira.

Colocar comida quente no refrigerador faz com que sua temperatura interna aumente, criando assim uma incubadora perfeita para bactérias e afins.

Já fiz testes e a temperatura da minha geladeira chegou a aumentar em mais de 5 graus.

Então, cubra o recipiente da comida, espere que ela chegue em temperatura ambiente (mas não deixe mais de quatro horas sem refrigeração) e só então coloque na geladeira.

Quantas vezes posso requentar a mesma comida?


A agência britânica recomenda que se requente uma refeição apenas uma vez. Porém, a verdade é que é seguro fazer isso várias vezes, desde que a comida tenha sido colocada no refrigerador conforme explicado acima.

Mas tenha em mente que o sabor do prato não vai melhorar a cada reaquecimento.

Outro segredo é requentar totalmente sua comida. Nós costumamos fazer isso no micro-ondas, o que pode ser um problema.

Isso porque ele esquenta a comida de maneira desigual, deixando áreas frias, onde as bactérias podem prosperar.

Assim é importante que, ao usar o micro-ondas, você retire o alimento no meio do processo, dê uma boa mexida e depois coloque para esquentar novamente.

Arroz indefeso? Talvez não

No caso do arroz, a coisa pode ser mais complexa. Isso porque ele pode ser contaminado por uma bactéria chamada Bacillus cereus.

A bactéria em si é morta com o calor, mas alguns esporos produzidos por ela não são apenas tóxicos, como também extremamente resistentes a altas temperaturas.

E isso pode causar o que conhecemos como "síndrome do arroz frito", batizada com esse nome porque antigamente era comum as pessoas ficarem doentes depois de comerem em bufês de comida chinesa, onde o prato era deixado em temperatura ambiente por várias horas.

Atualmente, os padrões de higiene nesses restaurantes melhoraram bastante.

Apesar desse temor, é seguro requentar o arroz. Eu mesmo costumo usar sobras de arroz do dia anterior para fazer um "stir fry" (método que envolve fritura rápida em fogo alto em um panelão tipo wok).

Mas não deixe o arroz fora da geladeira durante a noite. Assim como a carne, é preciso deixá-lo refrigerado o quanto antes – sempre deixando esfriar antes de colocá-lo na geladeira.

Quais os pratos mais arriscados?

As comidas que são frequentemente requentadas e que a agência britânica lista como potencialmente perigosas são:

- Carne cozida ou aquelas que contenham carne, como ensopados e lasanhas

- Molhos à base de leite ou cremes

- Pratos com peixes e frutos do mar

- Arroz e massas

- Alimentos com ovo, feijão, castanhas e outros alimentos ricos em proteínas, como quiches, produtos com soja e hambúrguer de lentilha


Fonte:
http://noticias.r7.com/saude

Saiba quais são os alimentos que deixam seus dentes mais feios

Alguns alimentos comprometem a beleza dos seus dentes



O segredo do sorriso perfeito não está somente na escovação e na visita regular ao dentista. O cardápio também pode comprometer não só a saúde, como a beleza dos dentes. 

Dentes amarelados

Segundo a dentista Juliana Ayoub, todos os alimentos que contêm corantes, sejam naturais ou artificiais, podem amarelar os dentes se forem consumidos em excesso. "Alguns exemplos que temos é a beterraba, molhos como de tomate, catchup, molhos escuros (como molho madeira), suco de ameixa e de uva e vinho. Lembrando que o consumo da fruta em si não mancha", diz a profissional. Outras bebidas como café, refrigerantes de cola e chás podem escurecer os dentes por conter substâncias que colorem o produto.

Aparência desgastada

Juliano Jacinto, gerente de odontologia da clínica Care Plus, afirma que alimentos ácidos podem corroer o esmalte dentário. Entre eles estão os refrigerantes, bebidas energéticas, molho de tomate e sucos de frutas industrializados. Juliana acrescenta ainda os alimentos em conservas, que contêm vinagre altamente ácido. Frutas cítricas também podem danificar a estrutura dos dentes.

Limpeza difícil

Alguns alimentos são considerados vilões por ficarem grudados ou por seus pedaços entrarem em locais mais difíceis de limpar. Exemplo disso são os doces, balas e bolachas. Além disso, esses produtos são ricos em açúcar e fazem com que as bactérias existentes na boca produzam ácidos que ajudam no aparecimento de cáries.

O que fazer?

Prevenção e consultas regulares ao dentista ainda são as melhores opções para manter o sorriso bonito. "Vale lembrar que não precisa eliminar totalmente esses alimentos da rotina para ter um lindo sorriso, eles apenas devem ser consumidos com moderação", diz Juliana. Jacinto lembra ainda que existem alimentos "amigos" dos dentes, tais como a maçã (é fibrosa e limpa o dente) e derivados do leite (fortalecedores do esmalte, visto a concentração de cálcio).


Fonte:
http://mulher.uol.com.br/beleza

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Osteoporose tem cura?


A osteoporose é um problema de saúde pública mundial, que se agrava conforme a longevidade da população aumenta. Acomete cerca de 200 milhões de pessoas em todo Mundo, sendo 4 mulheres para cada homem, e está associada à ocorrência de fraturas principalmente da coluna, quadril e punho.
Caracterizada pela perda quantitativa de massa e arquitetura ósseas, a osteoporose tem relação direta com o metabolismo ósseo, ou seja, equilíbrio entre a produção e reabsorção óssea - processos que são controlados pela ação dos osteoblastos e osteoclastos, respectivamente. A osteopenia nada mais é que um grau anterior ao que ocorre na osteoporose, ou seja, classificação intermediária de perda de massa óssea localizada entre o normal e a osteoporose.
O diagnóstico é clínico radiográfico, complementado através de densitometria óssea, exame que mede a densidade óssea. A avaliação da densidade óssea é feita em dois locais distintos, a coluna lombar e o quadril. A análise dos resultados se dá através da comparação entre o paciente testado com os padrões para adulto jovem do mesmo sexo e de indivíduos da mesma idade, representados nos resultados pelo T-score e Z-score. A quantidade de desvios padrão em relação aos valores de referência irão determinar o diagnóstico. Pacientes normais apresentam resultados entre 0 e -1 desvios-padrão. Entre -1 e -2,5 desvios padrão encontram-se os pacientes com osteopenia, enquanto pacientes com osteoporose encontram-se na faixa de < -2,5 desvios-padrão.
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A osteoporose é uma condição que exige atenção. Pacientes acima dos 50 anos, incluindo homens e mulheres, devem observar fatores de risco e sinais que acompanham esta doença. Entre eles estão menopausa, perda de peso, dor lombar, uso de corticosteroides sistêmicos, doenças gastrointestinais que interfiram na absorção do cálcio e da vitamina D, sedentarismo, anemia e fraturas por traumas de baixa energia, como quedas ao solo. É importante procurar assistência médica para um diagnóstico preciso.
O sucesso do tratamento da osteopenia/osteoporose depende diretamente de um diagnóstico precoce. A perda óssea decorrente das alterações do metabolismo, mudanças hormonais (principalmente as que ocorrem no período da menopausa) e mudança de hábitos como diminuição da prática de exercícios são fatores importantes na evolução da doença.
O tratamento irá depender da fase e grau da doença. Basicamente é composto por medidas de mudança de hábitos como alimentação e exercícios físicos, prevenção de fraturas, parar de fumar, complementação de cálcio e vitamina D e tratamento medicamentoso que se dá basicamente através dos bifosfonados (Alendronato, Risendronato e Pamidronato são exemplos de bifosfonados).
Portanto responder a pergunta "osteoporose tem cura?" não é tão simples quanto parece e irá depender do que nós entendemos por cura. Se formos pensar em cura como um tratamento único - medicamentoso ou não - que o paciente faz e pronto, o problema está resolvido, então não temos a cura. No entanto, se pensarmos que mudanças de velhos hábitos, complementada ou não pelo controle medicamentoso da osteoporose, possa permitir a estes pacientes terem uma qualidade de vida equivalente aos indivíduos sem osteoporose, teremos então uma perspectiva muito boa para o tratamento dessa cada vez mais prevalente na população.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

Bolhas nos pés: veja como evitar e tratar esse problema


Existem várias razões para bolhas se formarem nos pés. A maioria se forma por atrito dos pés com o chão, sapatos ou meias. Com o atrito, a camada mais superficial da pele, a epiderme, se descola da segunda camada, a derme, ficando, uma coleção de líquido entre elas, que vem dos vasos sanguíneos da derme. Para prevenir estas bolhas por atrito, vaselina pode ser aplicada no local de atrito entre os sapatos e os pés. Existem produtos disponíveis comercialmente, na farmácia, á base de vaselina. Outra opção é proteger a área com esparadrapo. 
Além disso, queimaduras por frio ou calor também podem causar bolhas, bem como micoses, que são infecções por fungos. As micoses podem ser diagnosticadas através da raspagem superficial da descamação da pele e análise deste material no microscópio, ou exame de cultura para fungos, feita em laboratório. 
Outra doença que se apresenta com bolhas nos pés é a disidrose. É uma doença comum, que cursa com bolhas nas mãos e nos pés e muita coceira. Pode acompanhar uma micose, ou até mesmo ser uma reação a substâncias ou medicamentos usados local ou sistemicamente. Atinge especialmente a face lateral dos dedos, as palmas das mãos e as plantas dos pés. O prurido pode ser tão intenso que o ato de coçar rompe as bolhas que eliminam um fluído transparente. Ocorre em surtos que terminam com descamação da pele. Deve ser tratada com cremes ou comprimidos de corticosteroides, que na maioria dos casos, resolvem o problema. 
Doenças mais raras, genéticas, como as epidermólises bolhosas, onde há um defeito na adesão entre as camadas da pele, podem cursar com bolhas. 
Outras doenças autoimunes, em que o próprio sistema de defesa do organismo ataca a pele, como lúpus eritematoso, penfigóide bolhoso, epidermólise bolhosa adquirida, e outras, da mesma forma se manifestam com bolhas. Infecções bacterianas da pele como o impetigo bolhoso também. Portanto, é muito importante que o dermatologista examine o paciente para identificar a causa precisa da bolha em questão. 
Algumas pessoas são mais propensas a apresentarem bolhas nos pés, pelo formato dos pés, por deformidades ortopédicas, como joanetes, por exemplo, que atritam mais com os sapatos, por doenças que a pessoa já tenha, ou até mesmo porque a pessoa tem facilidade em contrair micoses.  

Tratando as bolhas nos pés

Se as bolhas ainda não estouraram, o ideal é não estourá-las, uma vez que o teto da bolha é o curativo ideal para seu assoalho cicatrizar bem, impedindo que haja infecção. É importante proteger a bolha com um curativo que não grude, que pode ser gaze coberta por vaselina liquida, por exemplo, ou curativos especiais chamados hidrocolóides, para manter a área longe de mais atrito e contaminação.  
Com o tempo, a pele cicatriza, a bolha vira uma casquinha e uma pele nova aparece no local. No entanto, quando a bolha é muito grande, torna-se dolorosa. Neste caso é melhor estourá-la com uma agulha estéril, para que o líquido saia e deixe de distender a pele, causando dor. Mas mesmo assim, o teto da bolha não deve ser retirado, pois ajudará a evitar que a área infeccione. Quando a bolha infecciona, ela fica cheia de pus, o médico deve ser procurado e, neste caso, o tratamento passa a ser baseado em antibióticos. 

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/beleza

6 Formas de Aliviar as Dores Musculares

Rolo de espuma

Quem tem o hábito de praticar exercícios físicos certamente já deve ter experimentado as dores musculares pós-treinamento. Elas ocorrem por conta das microrrupturas que acontecem no tecido muscular durante a prática de exercícios. Isso causa as chamadas microlesões musculares, devido ao esforço feito durante essas atividades.
É normal que alguns dias após os treinos a dor passe, já que durante os períodos de descanso, ocorre a cicatrização e os tecidos musculares são reconstruídos com maior tamanho e força do que tinham anteriormente.
Existem também táticas que ajudam a acelerar esse processo de recuperação dos músculos e contribuem para o alívio dessas dores musculares. É justamente algumas deles que nós iremos conhecer hoje:

1. Exercícios com o rolo de espuma

Apesar de serem doloridos, os exercícios com o rolo de espuma são mais efetivos para a diminuição de dores musculares do que simplesmente se alongar. A compressão feita sob o tecido durante a técnica ajuda a estimular o movimento fluido e o processo de recuperação na região e, dessa maneira, melhora a flexibilidade dos músculos.
Ao fazer os exercícios com o rolo de espuma é importante dar preferência à região das coxas, ter cuidado e ir devagar nas áreas que estejam mais sensíveis e não deixar as técnicas de respiração de lado.

2. Alimente-se após os treinos
12bboaforma - alimentaçãoSabendo que os músculos precisam de nutrientes para se recuperar, é de fundamental importância não esquecer de se alimentar depois de uma sessão de treinamentos. A recomendação é esperar de 30 a 40 minutos depois da malhação e consumir uma refeição rica em proteínas e carboidratos – como as carnes magras – e horas mais tarde comer um prato rico em proteínas e gordura.

3. Aplique gelo

12cboaforma - geloAlém de aliviar a dor, aplicar gelo na região muscular dolorida ajuda a prevenir danos mais graves e pode fazer com que o processo de recuperação das micro lesões seja mais acelerado. 

4. Tome um banho quente com sais

12dboaforma - saisDepois que terminar a aplicação de gelo, a dica é tomar um bom banho quente, se possível com sais, que ajudam os músculos a ficarem mais relaxados. A água quente contribui para a aceleração do fluxo sanguíneo e ao utilizar um sal de banho que tenha magnésio na solução, essa substância será absorvida pela pele, auxiliando assim a na redução das dores musculares e melhorando a função muscular.

5. Durma mais


Apesar de ser uma parte fundamental do processo de recuperação, o sono acaba sendo negligenciado. Enquanto os atletas que fazem treinamentos de intensidade mais moderada precisam dormir de sete a oito horas por noite, a recomendação para aqueles que treinam mais intensamente é que o sono dure 10 horas.
Além de dormir mais, para dormir melhor vale a pena aprender a respirar fundo e devagar, desligar aparelhos eletrônicos como computador e celular uma hora antes de ir para a cama e tomar banhos relaxantes.

6. Massagem relaxante


Fazer uma massagem relaxante na região dolorida após os exercícios ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo e acelera a remoção de substâncias inflamatórias, que são causadoras da dor. A indicação é massagear as áreas acima e abaixo da parte que dói e somente depois fazer a massagem nos músculos.
Caso você não tenha acesso a um profissional e nem outra pessoa para lhe fazer a massagem, é possível usar um aparelho de auto massagem ou uma bola de tênis.

Atenção quanto à permanência da dor

Quando as dores musculares persistem e permanecem por uma semana, isso pode ser um sinal de que a pessoa treinou de forma exagerada e inadequada, obtendo um número de microlesões acima da capacidade de recuperação de seu organismo. Como o processo de recuperação ocorre quando o praticante está no período de descanso que os músculos efetivamente crescem, isso é um sinal que a intensidade da malhação não foi apropriada e que precisa ser revista.

Fonte:
http://www.mundoboaforma.com.br

Teste do pezinho: tire suas dúvidas sobre o exame


O teste do pezinho é um exame feito a partir de sangue coletado do calcanhar do bebê. Ele permite identificar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e hemoglobinopatias (doenças que afetam o sangue). É importante fazer o teste do pezinho em todos os bebês recém-nascidos, uma vez que as doenças identificadas pelo exame não apresentam sintomas no nascimento e, se não forem tratadas cedo, podem causar sérios danos à saúde.
O teste do pezinho básico é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), podendo ser feito gratuitamente em qualquer unidade de saúde. Entretanto, alguns hospitais disponibilizam versões mais completas do teste, que pode rastrear mais de 30 doenças, desde problemas genéticos e metabólicos até doenças infecciosas como a toxoplasmose
Hoje em dia, o teste do pezinho básico é obrigatório por lei em todo o território nacional. Alguns municípios, inclusive, não permitem que a criança seja registrada em cartório se não tiver feito o teste do pezinho anteriormente.

Diversas maternidades já fazem o teste rotineiramente, antes da alta hospitalar, após o parto. Procure saber se isto é feito na maternidade onde nasceu o bebê. Caso o teste ainda não tenha sido feito, você poderá procurar Postos de Saúde do seu município.

Sinônimos
Triagem neonatal


Quem deve fazer o teste?


Todas as crianças recém-nascidas, a partir de 48 horas de vida até 30 dias do nascimento. O ideal, no entanto, é entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Deve-se esperar esses dias porque algumas doenças podem não estar sensíveis ao teste nas primeiras horas de vida do bebê.


Contraindicações

Não há contraindicação para a realização do teste do pezinho.


Preparo para o exame

O bebê precisa ter sido amamentado antes do exame, pois o leite materno deixa problemas metabólicos do organismo mais evidentes.


Como é feito

Para o teste do pezinho, é coletada uma amostra de sangue a partir do calcanhar do bebê. Com uma agulha pequena, é feito um furo no pé do bebê e são retiradas algumas gotinhas de sangue para análise. O exame é feito no calcanhar porque é a uma região rica em vasos sanguíneos, facilitando a coleta.

Geralmente o bebê chora durante o teste do pezinho, mas as mães não devem se preocupar. O exame é quase indolor, mas a criança acaba chorando por ser uma sensação totalmente nova para ela.

Caso o teste seja feito nas primeiras 24 horas de vida, pode precisar ser repetido uma ou duas semanas mais tarde. Alguns estados rotineiramente fazer dois testes em todas as crianças.


Tempo de duração do exame

O teste do pezinho dura alguns minutos, tempo da amostra de sangue ser coletada.


Periodicidade do exame

O exame é feito apenas uma vez após o nascimento da criança. Em alguns casos o teste do pezinho pode ser repetido, conforme orientação do hospital.


Riscos e efeitos colaterais

O teste do pezinho não traz nenhum risco ou efeito colateral para o bebê.


Resultados

O teste do pezinho básico pode dar positivo para essas doenças:

Fenilcetonúria
Hipotireoidismo
congênito
Fibrose cística
Hemoglobinopatias (doenças de sangue, como a anemia falciforme).


Já as triagens mais ampliadas podem diagnosticar as doenças já citadas e outras, como:

Hiperplasia adrenal congênita
Galactosemia
Deficiência de biotinidase
Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD)
Toxoplasmose congênita
Distúrbios do ciclo da ureia
Distúrbio dos ácidos orgânicos
Distúrbios de beta-oxidação dos ácidos graxos.

A quantidade e especificação das doenças investigadas pelos testes mais avançados dependerão do hospital. Além disso, em alguns casos o teste do pezinho pode incluir o diagnóstico de doenças como Aids, doença de Chagas, rubéola, sífilis e citomegalovírus. Quais dessas serão incluídas no teste dependerão do laboratório ou hospital que disponibiliza o exame.

Caso o teste do pezinho dê positivo para alguma das doenças investigadas, a mãe deverá ser orientada sobre o tratamento e cuidados a partir daquele momento. Em alguns casos, o hospital ou laboratório pode requerer a repetição do teste para confirmar o diagnóstico.


Referências

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) - organização sem fins lucrativos que promove a prevenção e a inclusão da pessoa com Deficiência Intelectual, produzindo e difundindo conhecimento.


Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Exercícios na piscina com boia espaguete fortalecem a musculatura

Aproveite os dias de calor na piscina para aliar diversão e exercícios físicos. Você só vai precisar de disposição e daquelas boias tipo espaguete para começar. 

"Os exercícios feitos com o espaguete melhoram nosso condicionamento cardiovascular e neuro vascular, além de queimar cerca de 400 calorias em apenas uma hora de exercício com intensidade moderada", diz a personal trainer Martha Marcondes. 

A atividade aquática é uma das mais completas, pois trabalhamos todos os grupos musculares e também a respiração. A modalidade, inclusive, é um ótimo exercício para os idosos. "Exercícios feitos na água não tem impacto, o que diminui os riscos de lesões musculares", aponta o personal trainer Flávio Bueno.  
Idosos na piscina - Foto Getty Images
Idosos na piscina
Pés no chão e musculatura a toda 
Exercícios com espaguetes feitos com os pés no chão, ou seja, sem boiar, costumam combinar movimentos com os braços e pernas, pois o aproveitamento é maior e não exige condicionamento físico muito elevado - ou seja, mesmo aqueles que não praticam exercícios com frequência podem fazer.

Existem diversos movimentos, e você pode combinar braços e pernas da forma que preferir. 

Braços 
Os movimentos com os braços trabalham a musculatura superior do nosso corpo, que são os braços, ombros, costas e peitoral. Eles podem ser feitos segurando o espaguete de duas formas: 

1) Com as duas mãos, na largura dos ombros, mantendo os braços e mãos sempre dentro da água: 
- Movimentar o espaguete para cima e para baixo. 
- Iniciar o exercício com o espaguete junto ao corpo, um pouco abaixo do peito, e fazer movimento para frente e para trás, trazendo o espaguete para junto do corpo novamente. 
- Fazer movimentos para a esquerda e para direita, rotacionando o tronco. 
Exercícios boia espaguete - Foto Getty Images
Exercícios boia espaguete
2) Com as duas mãos, pelas pontas, formando um arco. 
As mãos ficam dentro da água e o arco, fora. Segundo Martha, os exercícios feitos dessa forma têm uma intensidade mais baixa, pois você movimenta uma massa menor da boia dentro da água. 

- Fazer movimentos para frente e para trás 
- Fazer movimentos circulares para frente 
- Para a esquerda e para a direita, rotacionando o tronco 
- Para cima e para baixo 

Pernas 
Enquanto as mãos seguram o espaguete e fazem os movimentos, suas pernas também devem trabalhar. Os movimentos trabalham os músculos da coxa, glúteos e abdômen, e devem ser feitos sempre alternando as pernas:

- Flexionar os joelhos levando o calcanhar até os glúteos 
- Elevar os joelhos à frente, deixando-os na linha do quadril. 
- Dar pequenos chutes 
- Dar pulinhos, elevando uma perna para o lado 
- Elevar a perna para frente, mantendo-a estendida
Espaguete suspensão - Foto Getty Images
Espaguete suspensão
Exercícios de suspensão 
Os exercícios de suspensão são aqueles feitos com o espaguete em baixo dos braços, permitindo que a pessoa deixe as pernas livres, meio boiando. 

"Por exigir mais do abdômen, que vai trabalhar para manter o corpo suspenso, recomenda-se fazer movimentos só com as pernas", diz Martha. 

Porém, para aqueles que têm mais resistência e praticam atividade física com frequência, vale arriscar uma combinação. Nesse caso, Martha conta que os braços podem fazer um movimento estilo "nado cachorrinho", com o espaguete embaixo dos braços e virado para frente. 

Você também pode praticar movimentos de pernas em suspensão:

- Bater as pernas, completamente dentro da água ou dando saltinhos para fora 
- Abrir e fechar as pernas, fazendo um movimento estilo tesoura 
- Pedalar na água, como se estivesse em uma bicicleta 

Hora de relaxar! 
Terminados os exercícios, nada como aproveitar a piscina para relaxar um pouco. Deite a cabeça no espaguete e aproveite para descansar a musculatura. 

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/fitness

10 sintomas de doença que jamais devemos ignorar

Muitos de nós adiamos a ida ao médico quando notamos alguma coisa diferente no corpo, ou até mesmo ignoramos a situação.

O problema é que, às vezes, tais mudanças podem significar algo mais sério.

O Dr. Gill Jenkins, médico e diretor do “Wings Medical Group in Bristol”, Reino Unido, dá dicas dos sintomas que nunca devemos ignorar.

A lista abaixo conta com 10 sinais que você não deve deixar passar.


Confira:


Muitos de nós adiamos a ida ao médico quando notamos alguma coisa diferente no corpo. Lista traz 10 sintomas que nunca devemos ignorar por poder se tratar de doenças.

1 – Perda de peso repentina: pode ser doença celíaca, problemas de tireoide ou até mesmo câncer.

2 – Sangramento após a menopausa (mesmo que apenas mancha): pode ser uma infecção, mas também câncer.

3 – Desconforto na mandíbula: pode apenas uma infecção nos dentes, mas também um sinal de doença cardíaca.

4 – Um inchaço no estômago: Para a maioria das pessoas com menos de 40 anos de idade, esta é mais provavelmente causada pela ansiedade, pela síndrome do intestino irritável ou mesmo uma dieta pobre.

5 – Cansaço: Se você se sente constantemente sem energia, pode estar com deficiência de ferro. Dr. Jenkins aconselha a comer mais carne vermelha, legumes e feijão. Mas isto também pode ser sinal de problemas cardíacos ou pulmonares, entre outras condições médicas.

6 – Tonturas: “A vertigem é um sintoma muito vago e difícil de controlar”, relatou o médico. Ela pode sinal de uma doença cardíaca.

7 – Uma ferida que não cicatriza: Canceres de pele, tais como melanomas ou carcinomas, muitas vezes começam assim, de acordo com o Dr. Jenkins. Mas isto também pode se dar devido a um sistema imunológico deficiente ou mesmo diabetes.

8 – Prisão de ventre: pode ser resultado de câncer de cólon. Outros sintomas incluem diarreia, perda de peso, inchaço, sangramento e uma sensação de que você não foi ao banheiro, mesmo depois de ter ido.

9 – Alterações para as unhas: Nossas unhas, assim como os olhos, podem nos dizer muito a respeito de nossa saúde. Podem nos indicar se estamos anêmicos ou se temos outros distúrbios graves como problemas pulmonares, por exemplo. “Coágulos sanguíneos minúsculos sob as unhas podem sugerir infecções do sangue, enquanto marcas pretas ou marrons prolongados poderiam se tratar de câncer de pele”, afirmou o doutor.

10 – Formigamento na ponta dos dedos: pode significar artrite reumatoide, diabetes, a deficiência de vitamina B12, problemas de tireoide ou Síndrome do Túnel do Carpo, condição que geralmente causa formigamento nos dedos médios.


Fonte:
http://www.gadoo.com.br/saude

Dieta para Refluxo – Melhores Alimentos e Dicas

Refluxo


Atualmente cerca de 20% dos brasileiros sofrem com refluxo gastroesofágico, um problema digestivo que costuma vir acompanhado de muita azia e queimação. Ainda que exista uma fator hereditário ligado à condição, grande parte dos casos de refluxo está relacionada aos maus hábitos alimentares.
Uma dieta que consista de refrigerantes, alimentos processados, gordura e açúcar em excesso pode facilmente provocar refluxo, principalmente em pessoas que já tenham predisposição à condição. Além de, é claro, piorar e muito os sintomas de quem esteja sofrendo com o problema mesmo sem tê-lo herdado da família.
Por outro lado, modificar os hábitos alimentares e excluir determinados alimentos do cardápio pode melhorar e até mesmo curar o refluxo.
Confira então uma sugestão de dieta para refluxo ou então para quem está tentando evitar a doença.

Entenda o que é o Refluxo



Através da figura acima, é possível entender que os alimentos que nós ingerimos passam pelo esôfago antes de chegar ao estômago.
Para impedir que ocorra o fluxo inverso – ou seja, que o conteúdo estomacal volte em direção à boca – há na porção inferior do esôfago uma espécie de válvula, conhecida como cárdia ou esfíncter esofágico inferior.
Em condições normais, a cárdia se fecha logo após a passagem dos alimentos do esôfago para o estômago, e assim permanece durante todo o processo digestivo.
Há algumas situações, no entanto, que provocam um enfraquecimento da musculatura dessa válvula. Como resultado, passa a haver um retorno de parte do ácido gástrico e dos alimentos em direção ao esôfago.
Como a parede do esôfago não está preparada para tamanho nível de acidez, a presença constante do ácido estomacal provoca inflamações e queimação no local. Esse é o popular refluxo, que como veremos abaixo tem diversas causas, sendo a dieta inadequada a principal delas.

Causas do Refluxo

A genética não é nem de longe a única culpada pelo refluxo esofágico. Tabagismo, alcoolismo, obesidade, excesso de gordura e açúcar na dieta e o hábito de dormir logo após se alimentar são outros fatores que podem contribuir diretamente para o surgimento da doença.
Outra causa menos comum do refluxo é a hérnia de hiato, condição que se caracteriza por um deslocamento da porção mais alta do estômago para dentro do tórax (como na segunda figura abaixo):
Hernia-de-hiato-antes-e-depois1Refluxo x Gastrite
Uma dúvida bastante comum é a diferença entre refluxo e gastrite. De maneira simplificada, podemos dizer que gastrite é uma inflamação da mucosa (parede) do estômago, que pode ser causada por estresse, ansiedade, má alimentação, alguns tipos de medicamento ou até mesmo pela bactériaH.pylori.
Alguns dos sintomas da gastrite incluem dor na boca do estômago e dores abdominais.
Já o refluxo, como acabamos de ver, ocorre quando há uma dificuldade em manter o conteúdo digestivo dentro do estômago. O retorno do alimento em direção ao esôfago causa sintomas como a azia, queimação e dores no peito.
Muito embora os sintomas das duas doenças não sejam sempre os mesmos, a dieta para gastrite é bastante semelhante à dieta para refluxo. Ou seja, ambas devem ser ricas em alimentos naturais (como verduras, legumes, frutas e cereais integrais), e conter muito pouco (ou quase nada de) açúcar, gordura, refrigerante e condimentos.

Dieta para Refluxo

Além de controlar os fatores de risco citados anteriormente, modificar a alimentação é fundamental para melhorar os sintomas do refluxo, pois é sabido que alguns alimentos podem afetar a produção de suco gástrico pelo estômago.
Veja então quais são os melhores alimentos para refluxo e também aqueles que devem passar longe dieta para quem tem refluxo:
Alimentos Para Refluxo
– Fibras
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Diversas pesquisas têm demonstrado que o consumo de fibra alimentar pode ser um grande aliado na proteção contra uma série de problemas digestivos, sendo um deles o refluxo.
Dê preferência para as fibras de fontes naturais, como as verduras e legumes, cereais (arroz, aveia) e grãos integrais. Ou seja, a dieta para quem tem refluxo deve substituir o arroz e o pão branco pelas versões integrais preparadas sem gordura.
– Frutas e verduras
À exceção das frutas ácidas (como o limão, laranja, abacaxi, etc.), todas as outras frutas estão liberadas na dieta para refluxo. Banana, maçã, pêssego, melão, pera, mamão são algumas das opções que podem entrar no seu cardápio.
O mesmo vale para as verduras e legumes, que estão todos liberados – com a exceção ficando por conta do tomate, que deve ser evitado por ser muito ácido.
– Carnes magras
Filé de peito de frango ou de peru, carne vermelha magra e peixes pouco gordurosos podem fazer parte da dieta para refluxo em quantidades moderadas. A quantidade aqui faz diferença, afinal, ainda que em baixa concentração, esses cortes contêm gordura e podem deixar a digestão mais lenta.
Ou seja, nada de churrasco ou vários bifes ao mesmo tempo. O segredo é consumir pequenas porções de cada vez (uma boa medida seria a palma da mão).
– Remédios caseiros 
Além de uma alimentação leve, você pode incluir no seu dia a dia remédios naturais para o refluxo, como:
  • suco de babosa;
  • olmo-vermelho;
  • chá de gengibre (algumas pessoas não o toleram muito bem, então interrompa o uso da raiz caso sinta algum desconforto no estômago);
  • chá de alface;
  • vinagre de maçã;
  • salsinha.
Alimentos Proibidos
Quem tem refluxo esofágico deve a todo custo evitar os seguintes alimentos:
– Gordura em excesso
Você não precisa abolir a gordura da dieta, mas certamente deverá diminuir ao máximo seu consumo diário.
Alimentos gordurosos, como os sanduíches de fast food, a batata frita e os embutidos têm digestão lenta, o que pode causar um aumento na pressão dentro do estômago e forçar a abertura da cárdia. E nós já sabemos que, se a cárdia se abre, o conteúdo do estômago sobe em direção ao esôfago.
E ainda por cima, opções ricas em gordura como algumas carnes e frituras podem relaxar o esfíncter, exacerbando o já prejudicial efeito das gorduras sobre o estômago e a válvula.
Ou seja: comer muita gordura aumenta a probabilidade do conteúdo digestivo “escapar” do estômago em direção à boca, causando as desconfortáveis sensações de azia e queimação.
– Doces
Ao lado da gordura, o açúcar é um dos piores alimentos para quem tem refluxo. E a explicação é a mesma utilizada para a gordura: o açúcar relaxa o esfíncter esofágico inferior, dificultando a contenção dos alimentos e do ácido digestivo no estômago.
– Café, chás e refrigerantes
Assim como o café, o chá verde e o chá preto também contêm cafeína, estimulante que eleva a acidez estomacal e pode causar refluxo.
As bebidas gasosas por sua vez causam distensão abdominal, efeito esse que aumenta a pressão sobre o estômago e facilita a abertura do esfíncter esofágico.
E embora não contenha cafeína, o chá de hortelã também deve ser evitado, pois seu consumo habitual pode provocar queimação e azia em algumas pessoas.
– Chocolate
São quatro os motivos para você limitar seu consumo de chocolate na dieta para refluxo: o alimento é rico em açúcar, gorduras, cacau e cafeína. Se isolados esses ingredientes já causam prejuízos à digestão, em conjunto eles podem potencializar seus efeitos negativos e piorar ainda mais os sintomas do refluxo.
– Álcool
Embora nem todas bebidas alcoólicas sejam ácidas, quase que todas elas podem causar relaxamento do esfíncter esofágico, levando ao refluxo.
Algumas opções – como a cerveja – podem ser ainda piores para quem tem refluxo, pois causam grande distensão abdominal e facilitam a abertura do esfíncter.
– Laticínios
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O queijo, leite e iogurte integral devem ser evitados devido ao alto teor de gordura, e em algumas pessoas também devido à intolerância à lactose. Quem não digere o açúcar do leite pode sofrer com distensão abdominal, que como já vimos aumenta a pressão sobre o estômago e causa refluxo.
Ainda que você seja um dos cerca de 30% de brasileiros que não apresentam intolerância à lactose, dê preferência aos laticínios magros para fugir do excesso de gordura (que ainda por cima é saturada e pode fazer mal ao coração).
– Molhos e condimentos
Mostarda, ketchup, pimenta, shoyu, curry, picles, molho inglês – e para algumas pessoas até mesmo o alho e a cebola – podem causar refluxo e também devem ser evitados.
– Cítricos
A laranja, limão, abacaxi e demais frutas cítricas também devem ser limitadas na dieta para quem tem refluxo. O mesmo vale para o tomate (tanto in natura como na forma de molho ou suco), como já afirmamos acima, que pode causar refluxo.

Cardápio

Não existe um cardápio de dieta para refluxo que sirva para todas as pessoas, porque alimentos que são bem tolerados por uma pessoa podem trazer desconforto gástrico a outras. Enquanto há pessoas que relatam uma melhora dos sintomas do refluxo com chá de gengibre, há quem afirme exatamente o contrário.
O plano alimentar citado abaixo é, portanto, apenas uma sugestão de consumo para quem sofre com a condição, e pode ser modificado de acordo com as necessidades de cada um.
Café da manhã
Opção 1
  • ½ mamão papaia com 1 colher de café de mel;
  • 1 tigela pequena de cereal com um pouco de leite de soja ou suco de fruta não-ácida.
Opção 2
  • 2 torradas integrais;
  • 1 fatia de tofu;
  • 1 xícara pequena de chá de gengibre sem açúcar ou adoçante.
Opção 3
  • 1 copo de suco verde detox com couve, alface e linhaça;
  • 1 tapioca recheada com omelete de duas claras.
Lanche da Manhã
Opção 1
  • 1 copo de água de coco;
  • 1 maçã ou pera.
Opção 2
  • 1 copo de suco de melão.
Opção 3
  • 1 iogurte desnatado.
Almoço
Opção 1
  • Filé de frango grelhado;
  • Couve ou outras verduras refogadas sem óleo;
  • Arroz integral.
Opção 2
  • 1 porção pequena de carne vermelha magra grelhada, assada ou cozida sem óleo;
  • Salada de folhas e beterraba;
  • Purê de batata ou mandioquinha.
Opção 3
  • 1 filé de tilápia sem pele (ou outro peixe com baixo teor de gordura);
  • Salada de milho, cenoura e salsinha;
  • Arroz integral ou 3 colheres de grão de bico preparado sem óleo ou azeite.
Lanche da tarde
Opção 1
  • 1 xícara de chá de camomila sem açúcar;
  • 1 fruta fresca ou uma tapioca pequena com sementes de chia.
Opção 2
  • 1 suco de mamão com água.
Opção 3
  • 1 fatia de bolo integral light;
  • 1 xícara de chá de erva doce.
Jantar
Opção 1
  • Salada com folhas verdes, erva doce fatiada e ½ lata de atum em água;
  • 1 colher de chia deixada de molho por 30 minutos em ½ copo de água.
Opção 2
  • 1 prato raso de sopa de legumes com carne magra.
Opção 3
  • Sanduíche com 2 fatias de pão integral light, 2 folhas de alface e 1 colher de queijo cottage light;
  • 1 xícara de chá de erva doce.

Por que fazer a dieta para refluxo?

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A dieta para refluxo não serve somente para aliviar os sintomas da doença. Mudar a maneira de se alimentar também evita que o problema evolua para uma esofagite, condição que se caracteriza por machucados no esôfago.
O refluxo não tratado também pode se converter no Esôfago de Barret, complicação em que as alterações no tecido do órgão podem causar câncer.

Dicas

  • A primeira e mais importante das dicas para evitar os sintomas do refluxo é relaxar e fazer as refeições com calma. Se você está sem tempo, é preferível dividir a refeição maior em porções menores ao longo do dia a encher o prato e comer de maneira apressada e sem mastigar corretamente todos os alimentos;
  • Ainda que você esteja sem pressa e tenha tempo para sentar e fazer uma refeição com calma, evite ao máximo exagerar nas porções. A dica é comer até que você esteja confortavelmente saciado – mas nunca cheio demais a ponto de se sentir estufado;
  • A dieta para refluxo deve ser dividida em três refeições moderadas e dois lanches pequenos durante o dia. Evite ficar mais de 3 horas sem se alimentar;
  • Para quem tem dificuldade para conseguir comer devagar, uma sugestão é colocar os talheres sobre o prato durante a mastigação;
  • Evite ao máximo tomar líquido durante as refeições, pois estes podem causar uma distensão do estômago. E quanto mais cheio ele está, maior será a pressão que irá exercer sobre a cárdia, aumentando o risco de um refluxo esofágico;
  • Se a sede estiver incontrolável, tome pequenos goles de água e deixe para tomar mais líquido entre as refeições;
  • Faça sua última refeição no máximo 3 horas antes de ir para a cama. Esse é o tempo mínimo para fazer a digestão completa (dependendo do que você comeu) e evitar o refluxo gástrico;
  • Coloque calços de madeira (ou outro material) sob sua cama a fim de elevar a sua cabeça em alguns centímetros. É importante que você eleve o móvel, já que somente levantar a cabeça com a ajuda de travesseiros não tem o mesmo efeito;
  • Caso esteja acima do peso, trace um plano com sua nutricionista para emagrecer aos poucos, sem colocar a saúde em risco;
  • Mantenha um diário com tudo o que come para descobrir os alimentos que pareçam causar uma piora dos sintomas do refluxo;
  • Além de todos os prejuízos que o cigarro traz à saúde, o tabagismo ainda agrava os sintomas do refluxo. Isso ocorre porque algumas substâncias presentes no cigarro (como o tabaco) provocam um aumento na produção de ácido gástrico e prejudicam o funcionamento adequado do esfíncter esofágico;
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  • Todo mundo gosta de uma boa soneca após o almoço, mas essa pode não ser uma boa opção para quem sofre com refluxo. Ao deitarmos, a pressão dentro do abdômen e do estômago aumenta significativamente, o que não é um problema quando estamos com a barriga vazia. Quando no entanto vamos dormir logo após comer, essa pressão pode facilitar o retorno do conteúdo estomacal para o esôfago. Portanto, nada de comer e dormir: espere que pelo menos uma parte da digestão tenha se iniciado antes de cair no sono;
  • Pratique exercícios moderados, que ajudem a melhorar a digestão e também a perder peso. Caso não tenha o hábito de fazer atividade física, comece com exercícios mais leves, como a caminhada;
  • Dê preferência a roupas leves e confortáveis, pois peças que apertam a região abdominal colocam ainda mais pressão sobre o estômago, piorando o incômodo causado pelo refluxo;
  • Assim como comer rápido demais faz com que você acabe engolindo ar em excesso, mastigar chicletes ou chupar bala tem o mesmo efeito e pode piorar o quadro de refluxo;
  • Converse com seu médico ou nutricionista sobre uma possível suplementação com vitamina C, pois a eliminação de alimentos como a laranja e o tomate da dieta pode causar uma deficiência da vitamina.

Fonte:
http://www.mundoboaforma.com.br