terça-feira, 14 de julho de 2015

Operação resgate: três jeitos muito fáceis de revitalizar os cabelos

O cabelo enfraquecido, quebradiço e que cai o tempo todo está com os dias contados. E nem é preciso ir ao melhor salão de beleza ou comprar a máscara capilar mais cara do mercado. Siga a risca três etapas mágicas para garantir o fortalecimento e revitalização das madeixas: lavar, hidratar e cortar. 

Hora de lavar
Os cabelos acumulam grande parte da sujeira a qual somos expostos diariamente. A higienização, neste caso, é o primeiro passo para livrar os fios das agressões para que eles não fiquem com a aparência danificada.

De acordo com o cabeleireiro Ernani Fernandes, do salão MGet, uma boa lavagem exige cuidados simples. Em primeiro lugar, ensina o profissional, a cabeça deve estar bem molhada para receber o xampu recomendado ao seu tipo de cabelo.

A aplicação deve ser feita no topo, seguida de movimentos em zig-zag com a ponta dos dedos (não esfregue com as unhas) para espalhar o produto no couro cabeludo. 

Depois do enxágue, o processo deve ser repetido, com atenção à aplicação do xampu, que agora deve ser passado do topo até as pontas, de cima para baixo, e esfregado por mechas. "Não adianta cumprir as etapas e descuidar do enxague", alerta o profissional. 

Os resíduos de cosméticos abrem precedentes para o ressecamento e eletricidade dos fios. Depois, aplique o condicionador, mas com o cuidado de não deixá-los no cabelo. Principalmente quem pena com os fios secos, é tentada a cada banho. 

O cabelo fica macio e escorre pelo pente debaixo do chuveiro, e você sonha em manter aquela sensação pelo dia todo. Mas não pense que deixar o creme no cabelo é melhor maneira de conseguir isso. "Os condicionadores conseguem penetrar e tratar os cabelos, fechando as escamas dos fios", afirma o cabeleireiro Paulo César Schettini Paulo César. 

Mas deixar o produto depois do banho é péssimo, porque as escamas não se fecham, o cabelo fica elástico e acaba se quebrando à toa . Por isso, também é fundamental usar um creme hidratante ou leave-in após a lavagem.  
Hidratação - Foto Getty Images
Hidratação
Hidratação a cada 15 dias 
As máscaras capilares, mesmo que não sejam de uso profissional, trazem ótimos resultados. Sem dúvida, você pode apelar para as máscaras quando o cabelo ressecar demais. O problema vai amenizar e a quebra dos fios diminui. Mas, mantendo uma rotina de hidratação cada quinze dias, os efeitos dos produtos são muito mais duradouros. 

Quando os fios ressecam, a tendência é buscar produtos para cabelos secos. Mas é preciso diferenciar: seus cabelos são secos ou estão ressecados? "Se você tem cabelo oleoso ou normal e está sofrendo com o ressecamento por falta de cuidados, precisa usar uma máscara hidratante específica para o seu tipo de cabelo, e não apara condição que ele apresenta" , afirma o cabeleireiro Peterson Marrichi. 

Do contrário, os fios podem ficar oleosos demais, com aparência de sujos e sem vitalidade. Além disso, como ficam mais porosos, os cabelos enfraquecem e podem até cair. 

Outro detalhe importante: os fios devem ser lavados antes da aplicação. Com os cabelos limpos, os ativos hidratantes penetram mais profundamente nos fios.

Faça uma massagem com as pontas dos dedos (e não com as unhas) e deixe o produto agir segundo as indicações do fabricante. "A máscara continua agindo mesmo depois que é enxaguada. Se você deixa para lavar o cabelo depois de aplicá-la, o xampu leva embora boa parte do produto" , diz Peterson.  
Cortar o cabelo - Foto Getty Images
Cortar o cabelo
Preserve a raiz do cabelo. A máscara deve ser aplicada mecha por mecha, do meio dos fios até as pontas. Se for aplicada no topo, o cabelo ficará com aspecto de sujo, mesmo que tenha acabado de ser lavado. 

A raiz solta um óleo natural que, se misturado com qualquer tipo de creme, deixa o cabelo com aspecto pesado. E não adianta achar que pode ficar com a máscara o dia todo. Normalmente, o limite de ação dos produtos não excede os 10 minutos. 

A máscara abre as cutículas dos fios, por isso é importante retirar bem passado este tempo, diz Peterson Marrichi. Deixando resíduos da máscara dos fios, eles ficam mais suscetíveis às agressões, como poluição e o jato quente do secador. Nesses casos, a máscara mais prejudica do que ajuda a saúde do cabelo, finaliza o cabeleireiro. 
Corte de três em três meses 
Para muita gente, isso é papo de cabeleireiro. Mas não é, fique certa. 

A não ser que seu cabelo demore muito para crescer, este é o tempo médio de duração de um corte. 

"Passada essa fase, as pontas começam a abrir e os fios quebram-se com facilidade. Os arrepiados aumentam o volume e os fios fracos começam a cair", explica o cabeleireiro Paulo César Schettini. 

Fonte: 
http://www.minhavida.com.br/beleza/materias/12883-operacao-resgate-tres-jeitos-muito-faceis-de-revitalizar-os-cabelos

Bicicleta: evite as lesões e incômodos mais comuns

Pedalar parece muito simples para aqueles que andam de bicicleta desde criança. Basta pegar sua magrela e passear por aí, seja com um grupo de ciclismo ou sozinho pelas ruas e ciclovias. Certo? Errado. Inúmeros aventureiros da bike sofrem com lesões e incômodos dos mais diversos tipos, cujas causas variam desde as quedas, o uso inadequado dos equipamentos até a má postura e acidentes sérios.

"Em ciclistas é comum observarmos problemas nas rótulas e tendinites nos joelhos e no tendão de aquiles. Muitos relatam dores no pescoço, na lombar, e ao redor dos ombros na região dos músculos do trapézio", de acordo com o ortopedista Fabio Ravaglia. 

O empresário Raphael Pazos pratica triátlon, modalidade que envolve natação, ciclismo e corrida, há seis anos. Apesar de não utilizar o esporte como profissão, ele leva os treinos e competições bastante a sério, mas já teve problemas de saúde por conta do esporte. "Em uma queda, acabei machucando o ombro. A ferida não cicatrizava, mas não dei muita importância na hora. Tempos depois, descobri um câncer de pele, relacionado à exposição ao sol e a falta de cuidado que tive com esse machucado". Uma boa dica que o esportista dá para aqueles que encaram competições ou longos percursos é não utilizar equipamentos diferentes daqueles utilizados nos treinos: "não invente de usar uma bermuda nova, que pode lhe causar machucados. Também é bom evitar comer durante a prova um lanche que você nunca ingeriu antes, por exemplo". Outro ponto importante é ter cuidado com a lombar, preocupando-se em fortalecê-la com exercícios de musculação. 

Previna assaduras

Bicicleta - Foto: Getty Images
Bicicleta
As assaduras são também um problema frequente, porém fácil de serem resolvidas. O posicionamento correto do selim (assento) é fundamental, pois se ele estiver muito alto (em relação ao pedal) vai exigir maior movimentação das pernas e aumentar o atrito, favorecendo a irritação da pele. Além disso, o mais indicado é que o selim esteja em posição reta ou levemente abaixada. Os selins com amortecedor e com uma abertura central ajudam a evitar as assaduras. E vale usar bermudas de ciclismo que mantêm a pele livre de umidade.

Mantenha a pose

Bicicleta - Foto: Getty Images
Bicicleta
A postura é fundamental para evitar dores e até lesões a longo prazo. "O guidão deve estar em uma altura que permita que você mantenha as costas eretas e os braços relaxados, mas não muito próximos ao corpo para não sobrecarregar as articulações", explica Fabio Ravaglia. 

Há um truque simples para saber a altura correta do assento: "fique em pé do lado da bicicleta - o assento deverá estar na altura do seu quadril", diz Fabio. É importante manter a cabeça alinhada, além de coluna e pescoços relaxados. "Relaxe também as mãos, os cotovelos e os ombros. Mantenha o joelho em uma altura inferior às mãos durante as pedaladas", diz o ortopedista.  

Cuide da lombar

"Fique em pé do lado da bicicleta - o assento deverá estar na altura do seu quadril."
As dores lombares são uma reclamação frequente e costuma também ser decorrente da má postura do ciclista sobre a bike. "Fortalecer o abdômen é um truque importante para a sustentação do corpo do ciclista sobre a bike e evitar as dores". Na academia ou em casa, capriche nos exercícios de musculação e abdominais para fortalecer o "core" ou cinturão de força, que é a região muscular que envolve essa região da coluna vertebral. É fundamental fazer alongamentos antes e depois de pedalar. E para quem está começando, vale pedalar por um período de tempo que não cause dores nas costas e ir aumentando o tempo gradativamente.  

Proteja os joelhos

Outro cuidado é que pedalar de maneira incorreta ou a sobrecarga pode causar tendinite nos joelhos ou problemas nas rótulas. "Manter o pedal muito frouxo contribui para esses problemas, além de aumentar as chances de estiramento no tornozelo", diz Fabio. No entanto, também é importante não jogar o peso do corpo todo sobre os membros superiores. Outra dica importante é não movimentar o quadril para os lados, como se estivesse rebolando, evitando problemas na articulação dos quadris. 

Pequeno ciclista


Não é só gente grande que deve se proteger contra lesões e acidentes. Os pequenos também. Um estudo realizado pela Faculdade de Odontologia da Unicamp, em Piracicaba, acompanhou 757 pacientes e concluiu que, nos casos de fratura facial, 98% das crianças não usavam acessórios de segurança ao andar de bicicleta, como o capacete.

Os meninos eram os maiores atingidos: 70% dos casos. Ou seja, vale lembrar aos pais que, mesmo na hora da brincadeira, é importante o uso, pelo menos, do capacete, que evita quase que por completo as lesões em casos de quedas e batidas leves. 


Fonte:
http://www.minhavida.com.br/fitness/materias/11923-bicicleta-evite-as-lesoes-e-incomodos-mais-comuns

Capoeira: arte marcial trabalha flexibilidade e coordenação motora

A capoeira é uma luta disfarçada de dança gingada em seus primórdios por escravos angolanos em solo brasileiro. Eles se reuniam em grupos próximos às senzalas em locais que exibiam um tipo de vegetação baixa, a chamada capoeira. Utilizando música e movimentos ritmados, os escravos faziam mais do que se manter aptos a lutar. Através da atividade se mantinham unidos e sadios, tanto física quando emocionalmente. 

Apesar de ser uma luta e seus golpes conterem o potencial de agredir seriamente o adversário, a capoeira geralmente é praticada no estilo de dança, como forma de preservar uma herança cultural. Como todo exercício físico, a capoeira oferece benefícios a quem a pratica. 
Capoeira: arte marcial trabalha flexibilidade e coordenação motora - Foto: Getty Images
Capoeira: arte marcial trabalha flexibilidade e coordenação motora
Gilson Barcelos, praticante e amante das artes marciais, afirma: "É uma das melhores para se manter a forma e desenhar o corpo, por isso as mulheres apreciam muito. Trabalha a flexibilidade e a coordenação motora?. Para quem precisa perder peso ou quer investir definir a forma, o lutador acrescenta: "Sem dúvida, os movimentos acrobáticos da capoeira e sua intensa queima de calorias é perfeito para quem quer emagrecer". 

A predominância ainda é masculina, mas as mulheres também começam a ser seduzidas pelos benefícios físicos e pelo seu ritmo. Assim como as artes marciais em geral, a capoeira exige e proporciona flexibilidade, agilidade, atenção, foco e concentração. "Os grandes mestres sugerem que sempre que possível o lutador deve manter pelo menos dois pontos de apoio no chão em cada golpe, desta forma, quando se chuta, as mãos apoiam o equilíbrio do corpo tocando no chão", comenta Barcelos.  
Se, além de chutar é preciso equilibrar, todo tecido muscular acaba ficando definido já que o corpo todo faz esforço. "Ainda que aparentemente trabalhe apenas as pernas, na verdade, a capoeira trabalha todos os grupos musculares. Os braços dão apoio a praticamente todos os movimentos", diz. 

Para começar a modalidade não é preciso conhecimento prévio, mas é sempre bom consultar um médico. Por ser um exercício altamente aeróbico, é indicado consultar um cardiologista e se certificar de que vai tudo bem com o coração. 

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/fitness/materias/12787-capoeira-arte-marcial-trabalha-flexibilidade-e-coordenacao-motora

Entenda as causas da puberdade precoce em meninos e meninas

puberdade é uma fase comum na vida de qualquer pessoa, quando o corpo da criança começa a se desenvolver no corpo de um adulto. No entanto, esse período pode ser bem confusa, pois o corpo passa por diversas transformações e o adolescente não sabe. E o processo pode ser ainda mais delicado quando essas mudanças acabam ocorrendo mais cedo do que o previsto. Esse quadro é chamado de puberdade precoce.

"A puberdade precoce é caracterizada quando a puberdade se inicia antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove anos nos meninos", define o endocrinologista pediatra Felipe Monti Lora, membro do Centro de Excelência em Obesidade Infantil do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Os primeiros sinais da puberdade são o crescimento inicial dos seios nas meninas e o aumento do volume dos testículos nos meninos. Em ambos, também apareceram pelos pubianos, aqueles mais grossos e encaracolados. Quando isso ocorre antes dessas idades, é sinal de que algo está errado.

Em geral, a puberdade precoce é dividida em dois tipos: "o quadro é classificado como central quando a causa tem origem no cérebro. Quando o problema é causado por algum problema em outras regiões do corpo, ai é chamado de puberdade precoce periférica", explica a hebiatra Andrea Hercowitz, pediatra especialista em adolescentes, do Hospital Israelita Albert Einstein. Em geral, a puberdade precoce periférica pode estar relacionada a problemas nas glândulas sexuais, nos ovários e nos testículos, e é bem mais rara do que o quadro central.

Veja a seguir as principais causas e fatores de risco para a puberdade precoce e entenda como cada um deles influencia no aparecimento precoce das mudanças da adolescência: 



Pediatra tirando medidas de menina - Foto: Getty Images

Problemas hormonais

A puberdade é um processo desencadeado pela ação de diversos hormônios, e todo o processo é comandado pela hipófise, uma glândula de um centímetro de diâmetro localizada no cérebro. "Os principais hormônios envolvidos são o GnRH, produzido pelo hipotálamo, o LH e o FSH, produzidos pela hipófise e o estrógeno e os andrógenos, produzidos por testículos, ovários e adrenais. Cada um deles age de uma forma diferente, estimulando o aparecimento dos caracteres sexuais secundários", enumera a hebiatra Andrea Hercowitz, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Qualquer problema na relação entre esses hormônios pode causar o desenvolvimento precoce da puberdade, ensina o endocrinologista pediatra Felipe Monti Lora, membro do Centro de Excelência em Obesidade Infantil do Hospital Infantil Sabará. Na maioria dos casos, não há uma causa específica para essa alteração, o que os especialistas chamam de puberdade precoce idiopática. 
DNA humano - Foto: Getty Images

Fatores genéticos

É muito comum que a puberdade precoce seja algo familiar. "A puberdade precoce pode ser uma característica familiar, geralmente de causa idiopática, ou seja, sem nenhuma patologia associada", considera a hebiatra Andrea. Provavelmente há algum gene envolvido, mas ainda não se sabe ainda qual é. Isso é muito comum nas meninas, já que elas tendem a menstruar com a mesma idade da mãe. 

Cabeça de uma criança - Foto: Getty Images

Tumores

Em algumas raras ocasiões a puberdade precoce pode ser causada pelo aparecimento de algum tumor, principalmente na hipófise. "O tumor que mais frequentemente provoca a puberdade central é um tumor benigno chamado hamartoma, mas ela pode ser causada também por astrocitomas, gliomas e outros tipos de tumores", explica Andrea Hercowitz. Além disso, pode haver tumores adrenal, testículos e ovários. Mas de modo geral a incidência de tumores em crianças e adolescentes é bem baixa, principalmente tumores desse tipo. 

Menina gordinha comendo doce - Foto: Getty Images

Obesidade infantil

A obesidade infantil é considerada um fator de risco para puberdade precoce, de acordo com alguns estudos. Um deles foi feito pelo Cincinnati Children's Hospital Medical Center (EUA) e publicado em novembro de 2013 na revista científica Pediatrics. Os pesquisadores verificaram 1200 meninas de três cidades nos Estados Unidos e descobriram que, entre 2004 e 2011, as americanas normalmente começaram a desenvolver os seios em torno dos nove anos de idade. E aquelas que estavam acima do peso ou obesas começaram mais cedo - geralmente com cerca de oito anos.

Para o endocrinologista pediátrico Felipe Monti Lora, a principal relação ocorre em meninas e está associada ao quadro de resistência à insulina, condição clínica em que o corpo se torna resistente a ação desse hormônio, responsável por levar a glicose para dentro das células. "Quando esse quadro ocorre na infância, o ovário acaba sendo bombardeado por hormônios, o que o leva a produzir os hormônios sexuais mais cedo, resultando em uma puberdade precoce periférica", descreve o especialista. 
Bebê sendo pesado - Foto: Getty Images

Baixo peso ao nascer

O baixo a peso ao nascer também é um fator de risco para puberdade precoce. "Aparentemente a aceleração que estes bebês apresentam para a recuperação do peso nos primeiros anos de vida está associado ao maior risco de desenvolver a puberdade precoce em relação à população geral", pondera a hebiatra Andrea Hercowitz.

Para Felipe Lora, a relação é bem semelhante à obesidade infantil. "A programação metabólica de quem teve baixo peso ao nascer faz com que o organismo tenda a ser poupador de energia, portanto essas pessoas têm mais risco de ter sobrepeso ou obesidade no futuro", considera o endocrinologista pediátrico. 
Criança estressada com os pais brigando - Foto: Getty Images

Condições familiares e de ambiente

Alguns estudos também apontam a relação entre o ambiente familiar e o aparecimento precoce dos sintomas da puberdade. "Um estudo de 2011 mostra que situações como adoção, ausência materna, baixa condição socioeconômica, conflitos familiares, severidade materna e maus tratos na infância podem acelerar a puberdade em alguns meses", explica a hebiatra Andrea Hercowitz. Porém, ainda não se sabe ao certo o que causa essa relação. Os pesquisadores do Bristol, que conduziram esse estudo, acreditam que é o convívio em um ambiente estressante que desperta um mecanismo de defesa no corpo das meninas, fazendo com que se desenvolvam mais rápido para que saiam desse ambiente e também para que os genes dela sejam passados adiante mais cedo.
 Morangos - Foto: Getty Images

Contato com hormônios externos

A puberdade precoce pode ser desencadeada através do contato com disruptores endócrinos, substâncias que causam uma antecipação da liberação dos hormônios ligados à puberdade. "Isso pode ocorrer se a criança tiver contato com agrotóxicos, com o bisfenol A, substância que compõe utensílios plásticos, ou mesmo a soja", explica o endocrinologista e pediatra Felipe Lora. No entanto, a exposição precisa ocorrer em grandes quantidades, não se sabe ao certo quanto. "Não é possível fazer testes desse tipo, mas alguns levantamentos mostram que, em populações com maior contato com esses fatores, a porcentagem de puberdade precoce é maior que em outros locais, apesar de ainda ser uma ocorrência pequena", ressalta o especialista. 

Menino em consulta ao pediatra - Foto: Getty Images

Outras condições de saúde

Outras condições de saúde também pode desencadear a puberdade precoce, principalmente se ocorrerem no cérebro e na hipófise. "Traumas na cabeça e infecções neurocentrais pode causar o desenvolvimento prematuro das crianças", considera Felipe Lora.

Além disso, existem algumas doenças raras que afetam o sistema endócrino. Uma delas é a hiperplasia adrenal congênita, uma doença que aumenta a quantidade de hormônios no corpo e eles podem acabar dando início antes da hora ao eixo hormonal que provoca a puberdade. Já a síndrome de McCune-Albrigh é uma doença genética rara que causa a excitação das glândulas do corpo. Quando a hipófise é hiperestimulada, ela pode causar a puberdade precoce. 

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/familia/galerias/18108-entenda-as-causas-da-puberdade-precoce-em-meninos-e-meninas/8

LABIRINTO


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Labirinto é a região do ouvido interno ligada à audição, noção de equilíbrio e percepção de posição do corpo. É dividido em duas partes: o labirinto posterior e o labirinto anterior. Constituído por um tecido ósseo e outro membranoso, tem formato de ‘caracol’ e abriga um líquido viscoso (endolinfa) entre as duas camadas.

O labirinto posterior é responsável por fornecer nossa noção de equilíbrio; nele se localizam a endolinfa e células nervosas que informam a posição da cabeça em relação ao corpo. O labirinto anterior acomoda as estruturas nervosas que transmitem os impulsos auditivos.



Fonte:
http://drauziovarella.com.br/corpo-humano/labirinto/

MEMÓRIA


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Há duas maneiras pelas quais o cérebro adquire e armazena informações: a memória de procedimento e a memória declarativa. Essas duas formas divergem tanto no que diz respeito aos mecanismos cerebrais envolvidos, como nas estruturas anatômicas.
A memória de procedimento (também chamada implícita) armazena dados relacionados à aquisição de habilidades mediante a repetição de uma atividade que segue sempre o mesmo padrão. Nela se incluem todas as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais, bem como toda forma de condicionamento. A capacidade assim adquirida não depende da consciência. Somos capazes de executar tarefas, por vezes complexas, com nosso pensamento voltado para algo completamente diferente.
Por outro lado, a memória declarativa (também chamada explícita) armazena e evoca informação de fatos e de dados levados ao nosso conhecimento através dos sentidos e de processos internos do cérebro, como associação de dados, dedução e criação de ideias. Esse tipo de memória é levado ao nível consciente através de proposições verbais, imagens, sons, etc. A memória declarativa inclui a memória de fatos vivenciados pela pessoa (memória episódica) e de informações adquiridas pela transmissão do saber de forma escrita, visual e sonora (memória semântica).
Analisando a memória quanto ao tempo de armazenamento das informações, pode-se classificá-la em memória de trabalho, memória de curto prazo e memória de longo prazo.
A memória de trabalho, que alguns acreditam ser parte da memória de curto prazo, atua no momento em que a informação está sendo adquirida, retém essa informação por alguns segundos e, então, a destina para ser guardada por períodos mais longos, ou a descarta. Quando alguém nos diz um número de telefone para ser discado, essa informação pode ser guardada, se for um número que nos interessará no futuro, ou ser prontamente descartada após o uso. A memória de trabalho pode, ainda, armazenar dados por via inconsciente.
A memória de curto prazo trabalha com dados por algumas horas até que sejam gravados de forma definitiva. Este tipo de memória é particularmente importante nos dados de cunho declarativo. Em caso de algum tipo de agressão ao cérebro, enquanto as informações estão armazenadas neste estágio da memória, ocorrerá sua perda irreparável.
A memória de longo prazo é a que retém de forma definitiva a informação, permitindo sua recuperação ou evocação. Nela estão contidos todos os nossos dados autobiográficos e todo nosso conhecimento. Sua capacidade é praticamente ilimitada.
Não há uma estrutura ou uma determinada porção do cérebro reconhecidamente depositária de informações, embora se acredite que o lobo temporal esteja envolvido com a memória dos eventos do passado. Entretanto, são conhecidas várias estruturas cerebrais envolvidas com a aquisição e o processo de armazenamento de dados.
MECANISMOS DA MEMÓRIA
Ainda não se conhece definitivamente o mecanismo, ou os mecanismos, pelo qual o cérebro adquire, armazena e evoca as informações.
Não obstante, alguns modelos são propostos para explicar essa função do cérebro humano.
O primeiro dos modelos propostos, tem como base a atividade elétrica cerebral. Assim, a informação seria guardada em circuitos elétricos, ditos reverberantes. Evidência desse mecanismo é obtida pela existência de conexões neuronais recorrentes, ou seja, por ramificações da célula nervosa (neurônio) que voltam ao seu próprio corpo, reestimulando-a. É possível que esse mecanismo esteja presente na manutenção das informações nas memórias de trabalho e de curto prazo.
O segundo modelo baseia-se na produção de substâncias químicas que conteriam um código relacionado às informações. Esse modelo supõe que os neurônios possam sintetizar ARN (ácido ribonucleico) e que essa substância conteria um código da memória da mesma forma que o ADN (ácido desoxirribonucleico) contém a codificação genética. Embora se tenha verificado aumento da síntese de ARN em fases de aprendizado, atualmente acredita-se que essa síntese seja responsável mais pelo funcionamento celular do que pela criação de um código químico, de forma a ter-se relegado a um segundo plano essa hipótese.
Outro modelo, conhecido por modelo conexionista, pressupõe a alteração das conexões entre os neurônios. Todos os neurônios emitem ramificações que se comunicam com as de outros neurônios, tendo umas, caráter estimulante e outras, caráter inibitório para a célula a que se destinam. A transmissão do impulso nervoso é feita no ponto de encontro dessas ramificações com a célula alvo, ponto esse denominado sinapse. A hipótese é que haveria alteração da função sináptica criando novos circuitos neuronais e seriam esses circuitos que codificariam as informações. Esse modelo tornou-se bastante plausível depois que se comprovou, experimentalmente, o aumento da resposta sináptica com a aplicação de estímulos repetitivos.
Assim, acredita-se que o substrato da memória é o aumento da função sináptica (hipertrofia) ou a criação de novas sinapses. Esse modelo é bastante interessante, pois, além de esclarecer como são guardadas as informações, permite explicar, também, a atenuação das lembranças, fenômeno conhecido por todos, e que ocorreria em virtude da diminuição da função sináptica causada pelo desuso.
AMNÉSIA
A amnésia é uma entidade patológica provocada por diversas causas em que o indivíduo perde a capacidade de reter informações novas (amnésia anterógrada) ou de evocar as antigas (amnésia retrógrada).
As amnésias são sempre causadas por agressões ao cérebro e podem ter caráter transitório ou permanente, sendo algumas delas destacadas a seguir:
1) Síndrome de Korsakoff – Doença descrita como decorrência do alcoolismo crônico pode, no entanto, ter outras causas. A amnésia é o sintoma predominante nessa síndrome, sendo caracteristicamente do tipo anterógrado.
2) Amnésia traumática –  Mesmo que não percam a consciência, pessoas que sofrem um trauma de crânio de certa intensidade, muito frequentemente, esquecem-se dos fatos que ocorreram minutos antes do trauma (amnésia retrógrada) e também, dos fatos que ocorreram após o trauma (amnésia anterógrada). Existe certa relação de proporcionalidade entre a intensidade do trauma e o tempo de amnésia.
3) Amnésia global – Esse tipo de amnésia está correlacionado com grave e difuso comprometimento cerebral. De forma definitiva, instala-se a amnésia tanto anterógrada quanto retrógrada, ou seja, o indivíduo perde a capacidade de reter novas informações e de evocar seu estoque antigo de informações. Tal situação ocorre em demências, traumas muito graves e intoxicações por monóxido de carbono.
4) Amnésia global transitória – Nessa situação, a amnésia dura algumas horas, não ultrapassando um dia, e a recuperação é completa. O indivíduo tem comportamento normal, mas não retém nenhuma informação durante o episódio, ou seja, apresenta amnésia anterógrada completa e essa lacuna na memória da pessoa permanece depois da recuperação. A causa desse distúrbio não está, ainda, totalmente esclarecida, mas parece estar ligada a uma isquemia transitória que afeta as partes internas do lobo temporal. Essa patologia tem curso benigno, sendo excepcional um segundo episódio.
5) Amnésia pós-operatória – Há cerca de 50 anos, um neurocirurgião americano, para poder tratar um paciente com crises convulsivas que não respondia ao tratamento com remédios, fez uma cirurgia para retirar, de ambos os lados, certas partes do lobo temporal (hipocampo e porção medial). Esse paciente obteve controle das crises, mas ficou com amnésia anterógrada muito intensa, Por isso, até hoje, existe a dúvida de que o benefício obtido tenha compensado, se considerarmos o déficit adquirido. Quanto à lembrança de fatos e conhecimentos anteriores à cirurgia, esse paciente não sofreu alteração.
ESQUECIMENTO
Ao contrário da amnésia em que há perda de uma capacidade, o esquecimento é uma falha na retenção ou na evocação dos dados da memória.
Trata-se de fenômeno muito comum que, em maior ou menor grau, ocorre com qualquer pessoa.
No entanto, é cada vez maior o número de pessoas que se sente incomodado com o problema e que busca solução.
A principal questão, no que se refere ao esquecimento, é determinar sua causa. Alguns postulam que ocorre uma debilitação dos traços de memória com o passar dos anos. Outros, no entanto, acreditam que novos conhecimentos podem interferir e prejudicar a memória.
O desuso provocaria um enfraquecimento dos circuitos da memória, conforme o modelo conexionista, tornando cada vez mais difícil o acesso a essas informações. Isso pode explicar parte do problema, mas não todo ele. É fato que, com o passar da idade, as pessoas têm mais dificuldade para lembrar fatos passados, mas essa dificuldade é mais intensa em relação aos fatos recentes, enquanto fatos remotos marcantes, ainda que não utilizados com frequência, podem ser lembrados facilmente, inclusive em detalhes.
Considerando-se o processo de interferência, sabe-se que um novo aprendizado pode interferir com um antigo que lhe guarde alguma semelhança ou que lhe possa ser associado. Assim, a cada nova informação haveria modificação naquelas já sedimentadas. O acúmulo de informações, ao longo do tempo, faria com que pessoas de mais idade tivessem maior dificuldade em relação à evocação da memória.
Nenhuma dessas causas explica totalmente a ocorrência do esquecimento, mas não podem ser descartadas como componentes do problema.Há, no entanto, outro aspecto importante a ser considerado.
Não é possível evocar uma informação, se ela não foi devidamente arquivada. Para que o ser humano possa reter na memória  determinada informação, é necessário que sua atenção esteja voltada para isso. Sem atenção, não há qualquer possibilidade de guardar-se um fato e, sem guardá-lo, não há como recuperá-lo depois.
O combate ao esquecimento deve levar em conta a atenção e o poder de concentração, bem como os fatores que o facilitam ou o dificultam. Também se deve atentar para os fenômenos do desuso e da interferência de novos aprendizados.
FATORES INTERFERENTES
O cérebro humano está sujeito a estímulos externos através dos sentidos, a estímulos internos advindos do organismo e a estímulos de ordem emocional. Há quem acredite que o ser humano só consegue pensar, porque há interação desses estímulos.Com a atenção e o poder de concentração não é diferente. Assim, há fatores externos e internos que facilitam ou dificultam a atenção.
O interesse pessoal sobre determinado assunto faz com que certas pessoas possam quase que decorar informações com uma única e simples leitura. É de conhecimento geral que quanto maior o interesse, mais facilmente se aprende.
A vivência de fatos com alta carga emocional faz com que os mesmos permaneçam para sempre na memória. São os chamados fatos marcantes na vida de uma pessoa que, mesmo ocorrendo uma única vez, não são jamais esquecidos.
Por outro lado, as preocupações com os problemas diários, a ansiedade e, em muitos casos, a depressão, são fatores que turvam a atenção e, como consequência, impedem a retenção de informações novas, gerando a impressão de que a “memória está falhando”.
Esses fatores, em geral, não afetam diretamente a memória, mas, sim, a atenção e a concentração. No entanto, quando muito intensos, podem provocar alterações temporárias da memória. É o caso dos conhecidos “brancos” que ocorrem em situações de ansiedade intensa.
Há, ainda, um outro fator ao qual se começa a dar atenção. Trata-se da relação e possível interferência entre as memórias explícitas e implícitas.
Toda atividade humana, inclusive as puramente intelectuais, tendem a ser automatizadas. Muitas de nossas atividades são repetidas diariamente e, ao longo do tempo, vão deixando de ser conscientes, passando a ser executadas sem que dediquemos a elas a menor atenção. Com o avançar da idade, a maioria das pessoas começa a executar só atividades e tarefas que já realizou um sem-número de vezes. Isso, evidentemente, dificulta manter a atenção e, consequentemente, a retenção na memória dos fatos ocorridos e das informações veiculadas nesse período.
Esse fenômeno é mais comum do que se imagina, e tem como exemplo a leitura automática, em que o leitor ao cabo de uma página não consegue se lembrar de uma linha sequer.
A maioria das pessoas com problema de esquecimento, na realidade, nada tem de errado com sua memória, mas, sim, com os mecanismos que levam a informação até a memória.
A MEMORIA HUMANA E A ESCRITA
O ser humano desenvolveu a capacidade de transmitir conhecimento a seus semelhantes. Talvez tenha sido essa capacidade que permitiu sua sobrevivência como espécie e, certamente, foi ela que lhe deu a supremacia na escala evolutiva.
Nos primórdios da civilização, bastou que esse conhecimento fosse transmitido por uma linguagem que misturava sons e gestos. Como isso era transmitido de geração em geração e como quem conta um conto aumenta um ponto, criaram-se histórias fantásticas. Surgiram as lendas das quais até hoje temos notícia.
Durante a era do gelo, a humanidade sobreviveu graças à caça de grandes animais, mas essa fase terminou. O ambiente mudou radicalmente e o ser humano foi obrigado a encontrar outras fontes de alimentação. Daí, surgiu a agricultura e, com ela, a sedentarização, a organização social em cidades e o acúmulo de riquezas.
A humanidade percebeu que não havia mais como confiar somente na memória e, por volta do ano 3.100 a.C., surgiu a escrita. No princípio, era um simples rol de riquezas estocadas em armazéns, mas logo o homem começou a usá-la com finalidade religiosa, cultural e comercial.
Com o grande salto cultural dado pelos gregos no período clássico, a escrita tornou-se o principal instrumento na transmissão do saber e, paralelamente, um instrumento de poder político.
No entanto, a escrita não foi aceita por todos. Platão, através de Sócrates em seu diálogo com Fedro, nos traz ao conhecimento uma lenda egípcia. Thot, deus a quem era consagrada a ave íbis, inventou os números e o cálculo, a geometria e a astronomia, o jogo de damas, os dados e a escrita. Durante o reinado de Tamuz, o deus ofereceu-lhe suas invenções, dizendo-lhe para ensiná-las a todos os egípcios. Mas Tamuz quis saber de suas utilidades e, enquanto o deus explicava, o faraó censurava ou elogiava, conforme essas artes lhe parecessem boas ou más.
Quando chegaram à escrita, Thot disse que aquela arte tornaria os egípcios mais sábios e lhes fortaleceria a memória. No entanto, Tamuz respondeu-lhe que a escrita tornaria os homens esquecidos, pois deixariam de cultivar a memória. Ao confiar apenas nos livros, só se lembrariam de um assunto exteriormente e por meio de sinais, e não em si mesmos. Os homens tornar-se-iam sábios imaginários.
Nesse mesmo diálogo, Sócrates considera a escrita como algo que limita o pensamento, que engessa as ideias. Um discurso escrito, dizia ele, será sempre o mesmo, repetido inúmeras vezes sem que se lhe possa agregar novas ideias.
Ironicamente, se hoje sabemos muito da filosofia de Sócrates, é porque Platão a escreveu.
Analisando a questão frente a nossos conhecimentos sobre a memória humana, podemos, no entanto, afirmar que escrever é uma forma salutar de ampliar nosso banco de dados. Salutar, porque é preciso esquecer para poder lembrar. Explicando: nossa memória não pode guardar absolutamente todas as informações que lhe chegam, sob risco de bloqueio. É armazenando somente o que interessa e associando convenientemente os dados estocados que a memória pode ser evocada.
De qualquer forma, a escrita está aí, imutável ao longo do tempo (a não ser, claro, em algumas dessas péssimas traduções com que por vezes nos deparamos), pronta para ser consultada quando precisamos e, sobretudo, liberando o cérebro humano para a associação dos conhecimentos armazenados e a criação de novas ideias.
A título de ilustração, sabe-se que, com treinamento intenso e adequado, uma pessoa pode reter uma sequência de 50, 100 algarismos. No entanto, com papel e lápis, qualquer um terá a mesma sequência guardada, com um mínimo de esforço.
Finalizando, não podemos nos esquecer do que dizia Confúcio… Bem, ele dizia… O que mesmo ele dizia?… Acho que me esqueci, teria sido melhor escrever.

Fonte:
http://drauziovarella.com.br/corpo-humano/memoria/