quinta-feira, 9 de julho de 2015

Idosos que comem peixes têm maior expectativa de vida

peixe cozido - Foto Getty Images

Uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com mais de 65 anos que têm o hábito de comer peixes ricos em ômega 3, têm menor risco de morrer por doenças cardiovasculares e por qualquer outra causa de morte, melhorando sua expectativa de vida. O trabalho foi publicado dia 01 de Abril no periódico Annals of Internal Medicine.

Os autores avaliaram dados de 2.700 americanos com 65 anos ou mais, colhidos ao longo de 16 anos. Nenhum participante do estudo fazia uso de suplementos de óleo de peixe. Segundo os resultados, as pessoas com os maiores níveis de ácidos graxos ômega 3 no organismo apresentaram um risco 27% menor de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa, se comparados com quem apresentava os níveis mais baixos do nutriente. São aproximadamente 2,2 anos a mais de vida do que aqueles que não consomem o nutriente. Essas pessoas também tiveram uma chance 35% menor de morrer por doenças cardiovasculares no geral - benefício já conhecido do ômega 3. 

Após ajustes como estilo de vida, risco cardiovascular e outros hábitos alimentares, eles descobriram que três ácidos graxos ômega 3 específicos - os ácidos docosa-hexaenoico, eicosapentaenoico e docosapentaenoico - foram associados a um risco significativamente menor de mortalidade, se presentes no sangue de forma individual ou combinada. O docosahexanoico (DHA) foi mais fortemente relacionado ao menor risco de morte por doença cardíaca coronária (40%) ou manifestação de arritmia cardíaca (45%). O ácido eicosapentaenoico (EPA) foi ligado a um menor risco de ataque cardíaco não fatal, e o ácido docosapentaenoico (DPA) foi mais associado a um menor risco de morte pode AVC. Para saber se você está com os níveis corretos desse nutrientes, procure um médico nutrólogo e solicite exames.

Os estudiosos declaram que, embora diversos estudos já tenham associado o ômega 3 a uma melhor saúde cardíaca, esse é o primeiro estudo que faz uma relação entre os níveis do nutriente no sangue à mortalidade por qualquer causa. Para obter tais benefícios, eles recomendam a ingestão de cerca de duas porções de peixes ricos em ácidos graxos - como salmão, atum e sardinha - por semana.

Benefícios para a saúde cardiovascular
Os ácidos graxos ômega 3 possuem propriedades anti-inflamatórias, antitrombóticas, antirreumáticas e reduzem a concentração dos lipídeos do sangue, favorecendo a vasodilatação. O ômega-3 é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade dos vasos sanguíneos, afastando o risco de doenças como infarto, hipertensão, aterosclerose e derrames. Além disso, esses ácidos graxos modificam a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim). Ele também consegue reduzir os níveis de triglicerídeos do sangue. "O organismo também utiliza o ômega 3 para produzir prostaglandinas, substâncias químicas que têm participação em muitos processos, inclusive no combate às inflamações dos vasos sanguíneos", explica a nutricionista Fabiana Honda, de São Paulo.

Prepare peixes de forma saudável
Campeões em disparada quando o assunto é ômega 3 e outras gorduras benéficas à saúde, os peixes não podem faltar no prato de quem procura manter uma alimentação saudável. "Eles são excelentes para prevenir doenças cardiovasculares e estimular o cérebro a funcionar melhor", conta a nutricionista Flávia Ferazzo, de Goiânia. Os peixes são muito versáteis e podem ser preparados de diversas formas, agradando quase todos os paladares. Contudo, é preciso ter cuidado - algumas preparações são mais calóricas e podem colocar a sua dieta em risco.


Fonte:
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16209-idosos-que-comem-peixes-tem-maior-expectativa-de-vida/2

ALBINISMO

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O albinismo é uma condição genética que se caracteriza pela ausência total ou parcial de uma enzima, a tirosinase, envolvida na síntese da melanina, pigmento marrom-escuro produzido nos melanócitos, que confere cor à pele, cabelos, pelos e olhos, e funciona como agente protetor contra os raios ultravioleta do sol.


Dependendo da quantidade de melanina fabricada pelo organismo, o albinismo pode ser classificado em tirosinase-negativo, quando não há produção de melanina, e tirosinase-positivo, quando a produção é pequena. O certo é que quanto menos melanina for sintetizada, maior será o risco de ocorrerem queimaduras e câncer de pele.
O albinismo é um distúrbio hereditário de caráter recessivo. Segundo estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos, o transtorno afeta uma em cada 17 mil pessoas no mundo, sem distinção de sexo, etnia ou classe social. Para que se manifeste, os genes defeituosos precisam ser transmitidos pelo pai e pela mãe (herança autossômica recessiva), que são portadores das mutações, mas não apresentam a doença

Sinais e sintomas

O espectro clínico do albinismo pode variar muito de uma pessoa para outra.
Embora o que chame mais atenção seja a pele branca e rosada e os cabelos e pelos muito claros, esses não são os únicos sinais nem precisam estar sempre presentes. Nos albinos, a coloração da pele pode oscilar entre o branco leitoso e o marrom, dependendo da quantidade de melanina que alguns passam a produzir durante a infância e adolescência. Isso explica o surgimento de manchas na pele, com ou sem pigmento, quando essas pessoas tomam sol, e as alterações da cor dos cabelos, que podem adquirir tonalidades, que vão do loiro ao vermelho, e escurecer na vida adulta.
É importante destacar que os sinais do albinismo vão além da cor da pele e dos cabelos. Em geral, todos os portadores do transtorno apresentam comprometimento da visão provocado pela falta de melanina, uma proteína fundamental para o desenvolvimento dos olhos e a anatomia dos nervos óticos, que levam a imagem para ser decodificada no cérebro.
Estrabismomiopiahipermetropia, fotofobia, astigmatismo e nistagmo (movimento descontrolado dos olhos em várias direções, que dificulta focalizar a imagem) são outras condições que prejudicam a visão no albinismo.
Albinos possuem olhos azuis ou castanhos muito claros e um pouco translúcidos. O fato de a íris e a retina serem transparentes permite enxergar os vasos sanguíneos localizados na parte de trás do globo ocular, o que muitas vezes passa a falsa impressão de que eles são vermelhos ou rosados.

Tipos

O albinismo pode ser classificado de acordo com os genes que sofreram a mutação em:
  • Albinismo oculocutâneo – é provocado pela ausência completa de melanina ao nascer (tirosina negativo) ou pela baixa produção de melanina (tirosina- positivo) ao longo da vida. Em maior ou menor grau, a doença que interfere na pigmentação da pele, dos cabelos, dos olhos e compromete a visão, pode ser classificada em subclasses diferentes de acordo com os genes envolvidos;
  • Albinismo ocular – só os olhos são afetados pela despigmentação. Na maior parte dos casos, os portadores do transtorno apresentam problemas graves de visão, enquanto a cor da pele e dos cabelos se mantém semelhante à dos membros da família sem a doença;
  • Albinismo ocular ligado a cromossoma X – a mutação genética ocorre no cromossoma X. As mulheres são portadoras do distúrbio, mas só os homens manifestam a doença;
Observação: o albinismo pode estar correlacionado com algumas síndromes raras, como a Síndrome de Hermansky-Pudlak e a Síndrome de Chediac-Higashi, que têm como causa primeira outros fatores patológicos.

Diagnóstico      

Muitos casos de albinismo são diagnosticados nos primeiros dias de vida, levando em conta as alterações na pigmentação da pele, dos cabelos, cílios e sobrancelhas.  No entanto, o exame oftalmológico minucioso é o instrumento mais importante para o diagnóstico de albinismo, uma vez que, em menor ou maior grau, a anatomia dos olhos e a visão são afetadas em todos os tipos do distúrbio.
Outros exames podem ser requisitados a fim de determinar as mutações genéticas da doença e estabelecer o diagnóstico diferencial com algumas síndromes que têm o albinismo como manifestação colateral.

Tratamento

O albinismo é uma desordem genética para a qual não se conhece cura nem técnicas de prevenção, por que ainda não se descobriu uma fórmula para compensar a falta de melanina no organismo.  No entanto, existem algumas medidas que ajudam a evitar complicações graves da doença, como o câncer de pele e a cegueira. Bem cuidados, os albinos conseguem levar vida praticamente normal.
O acompanhamento por um oftalmologista, iniciado precocemente, é essencial para detectar os sinais de anormalidades e melhorar a visão. Os recursos terapêuticos são vários: uso de óculos ou lentes de contato, tampões para corrigir o estrabismo, óculos escuros com proteção UHV para controle da fotofobia e para proteger a retina dos raios ultravioleta. Existem lentes especiais que escurecem à medida que a claridade aumenta. Essas podem ser muito úteis no dia a dia dos albinos.
Pelo menos uma vez por ano, portadores de albinismo devem passar pela avaliação de um dermatologista, mas os cuidados com a pele precisam ser permanentes. É fundamental evitar a exposição solar especialmente entre 10 e 16 horas, usar protetor solar (no mínimo FPS 30) que deve ser reaplicado várias vezes por dia mesmo nos dias nublados.

Recomendações

O albinismo não é contagioso, não compromete o desenvolvimento físico e mental nem a inteligência de seus portadores. Infelizmente, muitos são cercados de mitos e preconceitos que têm impacto negativo sobre sua autoestima e sociabilidade.
Por isso, é preciso que a criança albina desde pequena aprenda:
  • a cuidar do próprio corpo, evitando a exposição ao sol e usando protetor solar o tempo todo;
  • a lidar com os desafios que pode enfrentar nos relacionamentos;
  • a desenvolver habilidades que a ajudem a superar a deficiência visual. Por exemplo, sentar-se nas carteiras da frente da sala de aula, longe de focos de luz muito fortes, usar lupas para aumentar o tamanho das letras são estratégias que revertem em benefício do aluno e em seu rendimento escolar.

Fonte:
http://drauziovarella.com.br/destaque2/albinismo/

RONCO

O ronco é considerado um evento normal do sono a menos que o ruído seja tão alto a ponto de incomodar não só quem dorme no mesmo quarto, mas as pessoas da casa e, em certos casos, até os moradores da vizinhança. Nessas situações, o problema maior do ronco não é o desconforto que provoca nos outros. É a possibilidade de ocorrerem interrupções na respiração que podem ter como consequência quadros mais graves de sobrecarga cardiopulmonar, sonolência durante o dia, baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço e irritabilidade persistente.


RONCO NORMAL E RONCO PATOLÓGICO
  Na verdade, muitas pessoas roncam. O ronco real e patológico, porém, é restrito a uma faixa específica da população. Existem pessoas que ressonam à noite, principalmente se estiverem deitadas em decúbito dorsal, isto é, de barriga para cima, porque a língua cai um pouquinho para trás e, nessa posição, a tendência é gerar um leve ruído.
O ronco patológico caracteriza-se por grandes vibrações e ruído intenso e não apenas pelo ressonar. O grande roncador precisa ser estudado para avaliar a possibilidade de ter outra patologia associada.
A diferença entre ressonar e roncar está apenas na intensidade do som? O mecanismo envolvido é o mesmo?
O mecanismo é o mesmo, mas existem algumas síndromes que são particularidades de pessoas com problemas respiratórios noturnos. O ronco pode ser sinal de que esses problemas estão se instalando.
PRINCIPAIS CAUSAS DO RONCO
É fácil entender. Imagine um tubo que se estreite e pelo qual o ar tenha de passar para ser expirado. Segundo as propriedades físicas dos fluidos, ocorre um turbilhonamento quando o ar percorre esse tubo.
O ronco é o efeito sonoro dessa vibração causada pelo afunilamento por que passa a coluna de ar na faringe.
 A imagem 1 reproduz uma face cortada ao meio. Nela, pode-se ver o ar entrando pela boca e entrando pelas narinas . O volume que entra pela boca é menor do que o que entra pelas narinas como está Representado nessa figura?
É menor. Apenas uma fração pequena de ar pode ser inalada pela boca. Por isso, a respiração bucal é classificada como imprópria qualquer  que seja a fase da vida.
O nariz não existe a toa. Ele foi concebido para filtrar, esquentar e umedecer o ar a fim de que passasse pela faringe, traqueia, brônquios e chegasse aos pulmões numa temperatura adequada. O fato é que a natureza projetou o ser humano para respirar pelo nariz.
Onde se forma o ronco?
O ronco se forma bem atrás da base da língua. Essa é considerada a região crítica. No entanto, em pessoas com problema nasal importante, como o nariz semiobstruído, ele pode ocorrer em outras áreas ligadas á respiração.
Quer dizer que o ronco se forma na região constituída pela base da língua e parte superior da faringe?
A anatomia dessa região crítica pode ser modificada por muitos fatores. Pelo menos dez deles estão relacionados à redução do calibre do segmento da faringe na base da língua. Convém dizer que essa estrutura não tem esqueleto ósseo: é flácida e maleável. Nessa região, também se localizam as amídalas, que nada mais são do que conglomerados de tecido linfoide. Elas são maiores nas crianças de 9 a 11 anos. Depois, tendem a diminuir, mas isso leva bastante tempo e há adultos com amídalas grandes. Amídalas hipertrofiadas atrapalham a respiração e constituem outra causa possível de ronco.
Crianças com amídalas grandes roncam?
Não só roncam como muitas delas acabam apresentando episódios de apneia e  dificuldade de oxigenação do sangue.
APNEIA DO SONO
Apneia é uma parada respiratória provocada pelo fechamento da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando.
A pessoa normal pode ressonar um pouquinho. Entretanto há algumas que roncam muito por causa da força que fazem para o ar passar pelo tubo faríngeo de calibre reduzido e há as que apresentam a doença em estágio avançado – a apneia – na qual ocorre o colabamento das paredes da faringe, provocando a obstrução total desse tubo.
Quanto tempo costuma durar a crise de apneia?
No adulto, classifica-se como apneia uma parada respiratória superior a dez segundos. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, a apneia pode ocorrer depois de dois ou três segundos, uma vez que nesse tempo  seu sangue já se mostra empobrecido de oxigênio.
Aí está o problema. Nós fomos desenhados pela natureza para oxigenar o sangue ente 90 e 100 de saturação. Em apneia, oxigenamos menos o sangue e isso tem consequências sérias a longo prazo. Portanto, o ronco pode ser um sinal de alerta importante para diagnóstico da doença.
É claro que, durante a apneia, o paciente para de roncar, porque bloqueia a passagem do ar. Não é raro a esposa notar que, embora o marido esteja roncando menos, parece que não respira direito durante o sono e passa o dia sonolento. Nesses casos, o quadro está mais grave do que aparenta e o paciente pior de saúde, apesar de o ronco ter diminuído, enquanto ele dorme.
FATORES AGRAVANTES
É considerado normal o ronco discreto, um ressonar suave, principalmente quando a pessoa dorme de barriga para cima, pois a língua cai um pouco para trás. O ronco ruidoso mostra que a passagem está ligeiramente fechada e o ar entra em reverberação. Quando a parede dessa passagem colaba (desaba), a pessoa para de respirar e apresenta a apneia do sono. O que leva a tudo isso?
Alguns fatores contribuem para o aparecimento do ronco: amídalas e adenoides muito grandes, tumores, desvio de septo, hipertrofia dos cornetos, pólipos nasais, etc. Diversas patologias provocam a obstrução crônica do nariz, o que obriga a pessoa a respirar pela boca. Até mesmo obstruções menores podem obrigá-la a respirar por essa via alternada, o que sempre representa uma alternativa ruim.
De maneira geral, dormir de lado favorece a respiração nasal. Por isso, outro fator de risco para o ronco é dormir de barriga para cima. Nessa posição, a tendência é abrir um pouco a cavidade oral, a mandíbula deslocar-se para baixo e para trás, pressionando a faringe, e a língua cair de lado. Algumas pessoas têm, ainda, o queixo projetado um pouco para trás, o que faz recuar também a base da língua e favorece a manifestação do ronco.
Vamos supor, então, um paciente que tenha o costume de dormir de barriga para cima e com a boca aberta, porque tem algum problema no nariz e o queixo projetado um pouco para trás. Como existe sinergismo entre esses fatores, a soma dos três é igual a quatro, porque eles se potencializam entre si e o paciente apresenta tendência maior ao estreitamento da faringe.
Existem outros fatores que devam ser mencionados?
O álcool, por exemplo, tem a propriedade de relaxar o músculo da faringe. Medicamentos à base de diazepínicos também relaxam a musculatura. Daí, o paciente vai ao médico que lhe prescreve um desses medicamentos para que durma melhor e o quadro se agrava, porque a faringe já relaxa naturalmente à noite.
A obesidade é outro fator a considerar. Infelizmente, essa região em que podem concentrar-se vários problemas (relaxamento da musculatura, amídalas grandes, recuo da base da língua agravado pela posição do queixo, respiração bucal) também é passível de infiltração gordurosa que aumenta a obstrução da faringe. A natureza não preparou o ser humano para ser obeso. O excesso de peso interfere negativamente sobre o ronco.
Além desses, o refluxo gastroesofágico, que ocorre mais facilmente à noite, o tabagismo e o álcool podem irritar a faringe, provocar inchaço e, consequentemente, aumentar a incidência de ronco.

Fonte:
http://drauziovarella.com.br/letras/r/ronco-2/

FESTAS JUNINAS: CUIDADO COM AS QUEIMADURAS


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Em época de festas juninas, em que são comuns fogueiras, balões e fogos de artifício, aumenta o número de casos de queimaduras.
Por esse motivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou um alerta para os riscos de queimaduras, com dicas de primeiros socorros.
Queimaduras são lesões na pele provocadas geralmente pelo calor, mas também podem ser causadas pelo frio, determinados produtos químicos, radiações, eletricidade e até fricções. Podem atingir apenas a camada mais superficial da pele ou a mais profunda, comprometendo também músculos e ossos.
A seguir, veja como identificar e tratar os tipos de queimaduras:
 Queimaduras de 1°  grau:
Atingem a cama mais superficial da pele. A lesão em geral apresenta rubor (aspecto avermelhado), calor e é dolorosa.
Faça compressas frias nas primeiras horas após sua ocorrência. Não coloque pasta de dente ou manteiga em nenhuma hipótese. Use óleo mineral ou vaselina líquida para manter a queimadura hidrata; tome analgésico se necessário e use filtro solar.
Queimaduras de 2° grau superficiais:
Geram bolhas e muita dor. As bolhas devem ser drenadas, mas não retiradas, pois servem como curativos biológicos. O procedimento deve, de preferência, ser realizado por um médico.
Após o rompimento das bolhas, o curativo deve ser feito com sulfadiazina de prata ou nitrato de cério. Limpe o local com água corrente e clorexitina. Após a cicatrização, use filtro solar para evitar manchas.
Queimaduras de 2° grau profundas:
São menos dolorosas. As bolhas são brancas e secas.
O tratamento é semelhante ao da queimadura de 3° grau.
Queimaduras de 3° grau:
Apesar de acometerem todas as camadas da pele, são indolores. Podem atingir os músculos e causar deformidades graves.
Na maioria das vezes, há necessidade de internação hospitalar, pois em geral causam manifestações sistêmicas, como desequilíbrio dos níveis de sódio, potássio e/ou cálcio e desidratação; muitas vezes é preciso retirar os tecidos necrosados e realizar limpeza e enxertos.
Se acometerem regiões como rosto, mãos, genitália, pés e vias aéreas superiores ou forem causadas por fontes elétricas, procure imediatamente um serviço de emergência hospitalar.
Para evitar as queimaduras, tenha cuidado ao acender a fogueira e evite brincadeiras próximas a ela. Utilize apenas fogos de artifícios comprados em locais autorizados e tenha cuidado ao manuseá-los. Mantenha as crianças longe do fogo e de materiais inflamáveis.

Fonte:
http://drauziovarella.com.br/noticias/festas-juninas-cuidado-com-as-queimaduras/

DOENÇA DE PARKINSON

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Em 1817, James Parkinson descreveu pela primeira vez uma doença neurológica que compromete os movimentos e que acabou sendo conhecida pelo nome de doença de Parkinson. Apesar de já fazer muito tempo que isso aconteceu, os leigos continuam associando essa enfermidade apenas à imagem de pessoas de mais idade que tremem muito. No entanto, além de tremores, a pessoa com Parkinson apresenta outros sintomas como lentificação dos movimentos, rigidez muscular e alterações na fala e na escrita.
A evolução natural da doença que ocorria antigamente sem que nada se pudesse fazer para interferir no processo, hoje não faz mais sentido. Tratamentos modernos aliviam os sintomas, controlam a evolução da doença e permitem manter os doentes em atividade, gozando de boa qualidade de vida.
PRINCIPAIS SINTOMAS
Os sintomas da doença de Parkinson não são iguais em todos os pacientes. Em geral, no início, eles se apresentam de maneira lenta e insidiosa, quase tão imperceptível que fica difícil para o portador da doença, quando vai ao médico, precisar a época em que os sintomas apareceram pela primeira vez.
Entre todos, porém, o tremor é o sinal mais frequente e que mais chama a atenção. O curioso é que, embora seja o mais evidente, é o menos incapacitante. Às vezes, examinando uma pessoa com tremor intenso, verificamos que ela ainda é capaz de fazer muitas coisas na vida.
O tremor da doença de Parkinson tem certas características. É o tremor de repouso que aparece, por exemplo, quando o paciente está com os braços parados, lendo jornal, e pode desaparecer rapidamente quando realiza um movimento voluntário qualquer.
Quer dizer que o tremor aparece quando a pessoa está quieta e distraída e desaparece quando ela faz um movimento ou executa um trabalho?
 É isso mesmo, mas o tremor volta assim que ela termina o trabalho. É interessante notar que certos pacientes apresentam tremor nas mãos enquanto estão conversando conosco. Se lhe pedimos, porém, que tomem nota de alguma coisa, param de tremer, pegam lentamente a caneta e escrevem, às vezes, com letra um pouco tremida, mas escrevem. No entanto, finda essa atividade motora, o tremor retorna.
ALTERAÇÕES NA GRAFIA
 A micrografia, ou seja, a redução do volume da letra, do tamanho da caligrafia, é um dos principais sintomas da doença de Parkinson. Em certos casos, os pacientes têm problemas com o banco que não aceita mais seus cheques, porque estranha a assinatura, e eles precisam explicar que estão doentes e registrar nova assinatura para terem os cheques regularmente compensados.
O intrigante é que o paciente sabe que está escrevendo com letra pequena. Por que não consegue escrever com letra maior?
Assim como os passos que ficam menores e a voz que se torna monótona, a micrografia decorre do segundo principal sintoma da doença de Parkinson: a acinesia. Essa palavra vem do grego e significa ausência, falta ou pobreza de movimentos físicos.
Por um distúrbio bioquímico, no parkinsoniano alguns circuitos motores passam a trabalhar de forma mais lenta e não conseguem acompanhar o ritmo da pessoa normal. Pacientes com Parkinson perdem a amplitude do movimento, a extensão de cada gesto. Isso vale também para a escrita. O A maiúsculo, por exemplo, que deveria quase alcançar a linha de cima, chega só até a metade do caminho e volta para a de baixo.
PERCEPÇÃO DOS SINTOMAS
São os familiares que percebem primeiro os sintomas. O tremor nem tanto, mas a lentidão ou pobreza dos movimentos é a família que nota antes. Às vezes, a pessoa está andando ou, no caso de um atleta, correndo e mexe mais um braço do que o outro, contrariando o movimento de balanço automático próprio dos braços durante a marcha. Como Parkinson é uma doença que começa geralmente em um lado do corpo e só depois passa para o outro, é comum familiares e amigos notarem que o paciente balança só um dos braços e deixa o outro imóvel durante a caminhada ou a corrida.
 Às vezes, ele dá um passo maior com uma perna do que dá com a outra.
 Isso também faz parte do quadro, mas à medida que o processo progride, os dois passos ficam igualmente pequenos. Essa marcha a pequenos passos, que os franceses gostavam de chamar marche a petit pas, é uma característica da doença de Parkinson importante para o diagnóstico. Além disso, à medida que os passos vão ficando mais curtos e menores, o paciente curva a cabeça e o tronco e joga o corpo para a frente. Essa flexão excessiva acaba gerando deslocamento do centro de gravidade e desequilíbrio. Por conta disso, as quedas são frequentes.
SUBSTÂNCIA NEGRA E PRODUÇÃO DE DOPAMINA
  Existem dentro do tronco encefálico, região posterior do cérebro, dois pequenos núcleos muito segmentados, do tamanho de um caroço de azeitona, chamados de substância negra. Há décadas se conhece essa substância, que contém muita melanina – o mesmo pigmento que escurece a pele -, mas não se sabia direito qual era sua função.
No começo do século XX, um cientista percebeu que nos pacientes com Parkinson a substância negra se encontrava atrófica. Ficava com pigmentação mais clara e esmaecida, pois perdia a cor natural, quase preta dada pela melanina. Pondo algumas dessas células no microscópio, pôde verificar que elas estavam passando por um processo de degeneração. Embora essa tenha sido a primeira observação científica sobre o mecanismo da doença de Parkinson, não se sabia ainda qual era a função dessas células. Foram necessários mais 40 anos para concluir que elas fabricam dopamina, uma substância química que funciona como neurotransmissor.
Qual a importância desse neurotransmissor, a dopamina, na doença de Parkinson?
 Neurotransmissor é uma substância química responsável pela transmissão de sinais na cadeia de circuitos nervosos. A mensagem que cada célula passa para a seguinte depende de mecanismos neurotransmissores e de substâncias como a dopamina. A falta dessa substância nos parkinsonianos foi identificada por Arvid Carlsoon et al., que receberam o prêmio Nobel de Medicina em 2000. Essa descoberta deu início à fase bioquímica da doença de Parkinson.
Recompondo os passos, então, no começo do século XX foi feita a constatação anatômica de que, nos pacientes com Parkinson, a substância negra estava comprometida por falta de dopamina. Quarenta anos depois, descobriu-se que dois pequenos núcleos, um de cada lado da parte posterior do cérebro, têm papel fundamental na manutenção do circuito motor subcortical que controla uma série de atividades automáticas, enquanto o circuito motor cortical controla as atividades conscientes. Por exemplo, se quiser pegar um lápis que está em cima da mesa, mando uma ordem consciente e realizo o que desejo utilizando o circuito motor cortical. Se quiser conversar enquanto caminho sem prestar atenção na mudança de passos, digitar um texto sem ter de procurar cada letra isoladamente, dirigir um automóvel sem pensar em cada pisada na embreagem ou troca de marcha, dependerei dos circuitos motores subcorticais.
No entanto, se faltar dopamina, a motricidade automática é interrompida e a pessoa tem grande dificuldade para realizar movimentos simultâneos. Não consegue andar e conversar ao mesmo tempo nem realizar um movimento com a mão direita e outro com a esquerda. Perdidos esses automatismos, para andar precisa pensar isoladamente em cada passo e, enquanto ocupa o cérebro com isso, não consegue fazer mais nada.
Portanto, um dos resultados clínicos dessa alteração bioquímica cerebral é a perda da capacidade de realizar movimentos automáticos.
FAIXA ETÁRIA VULNERÁVEL
 Quanto maior a faixa etária, maior a incidência da doença de Parkinson. De acordo com as estatísticas, na grande maioria dos pacientes, ela surge a partir dos 55, 60 anos e sua prevalência aumenta aos 70, 75 anos. Se considerarmos a população de uma cidade grande, desde a infância até os idosos, veremos que existem de 150 a 200 doentes com Parkinson em cada 100 mil habitantes, ou seja, um em cada mil habitantes tem a doença.
No entanto, se estratificarmos as faixas etárias, a conclusão será que 80% dos casos ocorrem entre os 65 e 75 anos e que 10% deles aparecem antes dos 45 anos. Portanto, Parkinson não é uma doença exclusivamente dos velhos. Por outro lado, se lembrarmos que não só no nosso país, mas no mundo inteiro as pessoas estão vivendo mais, é grande a probabilidade de aumentar a incidência dessa doença e de outras doenças degenerativas.
OPÇÕES DE TRATAMENTO
 Esse é um dos pontos mais polêmicos atualmente. Durante todo o transcorrer do estudo da doença de Parkinson, passamos por várias fases. No começo do século XX, descobriu -se que a substância negra estava comprometida. Mais ou menos 50 anos depois, Arvid Carlsson constatou que isso se devia à perda das células dopaminérgicas e foi dada ênfase ao tratamento farmacológico. Se estava faltando dopamina, vamos encontrar um meio de repô-la, e a via oral mostrou-se mais eficaz do que as outras nesse sentido.
Aí, surgiram alguns problemas técnicos. A dopamina por via oral não passa do estômago para a corrente sanguínea e, por via endovenosa, não atravessa a barreira endoencefálica, que separa o sangue do líquor. A solução foi utilizar um precursor da dopamina, a levodopa ou L-Dopa, que consegue entrar no cérebro e transformar-se em dopamina.
Repor a dopamina a partir de um precursor dessa substância representou um tratamento farmacológico que visava única e exclusivamente à neutralização dos sintomas, mas não interferia na evolução natural da doença. Isso revolucionou o tratamento da doença de Parkinson, mas não esclareceu o motivo pelo qual as células dopaminérgicas continuavam degenerando. Por conta disso, o tratamento convencional e sintomático não bastava, pois quanto mais as células degeneram, mais difícil fica a reposição medicamentosa da dopamina. Provam isso os pacientes que na fase inicial respondem muito bem ao tratamento, mas depois de cinco ou dez anos, apresentam alterações graves na resposta. Ou seja, trocam os sintomas parkinsonianos pelos da síndrome de Coreia caracterizada por movimentos involuntários anormais. O problema é maior quando se pensa que a margem de manobra na prescrição do medicamento é muito estreita. Se diminuirmos um pouquinho a dose, o paciente fica acinético, imóvel; se aumentarmos um pouco, aparecem movimentos parasitas que atrapalham o quadro.
Era necessário, então, encontrar um tratamento neuroprotetor que fizesse com que as células parassem de degenerar ou reduzisse a taxa de degeneração.
Atualmente existem dezenas, senão centenas, de drogas que já foram ou estão sendo estudadas com efeito potencialmente neuroprotetor. Para que elas funcionem, precisam ser administradas no início da doença, porque não adianta tomar o medicamento numa fase tardia, quando praticamente todas as células foram destruídas.
Como já mencionei, os primeiros sintomas da doença de Parkinson custam a aparecer. O início da doença é insidioso e, quando o paciente procura o médico, existem evidências de que pelo menos metade das células estão perdidas, pois é bem comum o cérebro compensar essa perda progressiva de dopamina por meio de outros mecanismos. Portanto, é muito importante identificar essa degeneração celular antes que os sintomas apareçam para tentar interromper o processo com a droga neuroprotetora. No entanto, embora existam centenas de candidatas a neuroprotetoras, nenhuma delas tem esse efeito cientificamente comprovado.
EVOLUÇÃO DA DOENÇA
O início da doença é imperceptível, tanto que nem o paciente nem os familiares conseguem dizer exatamente quando surgiram os primeiros sinais. Em geral, o que chama primeiro a atenção é um tremor leve e/ou uma perda do balanço de um dos braços durante a marcha. É importante ressaltar que, no começo, os sintomas não são simétricos. Quase sempre ocorrem num só lado do corpo e, com o decorrer dos meses, às vezes dos anos, atingem o outro lado.
Há 30 anos, quando a levedopa não estava disponível, os médicos assistiam à inexorável progressão da doença. A cada ano, os sintomas se agravavam: o tremor e a rigidez muscular aumentavam, a postura ficava mais curvada, o tamanho dos passos diminuía, os hábitos intestinais se alteravam e crescia a dificuldade para realizar pequenas atividades diárias como cortar carne ou tomar banho. Nas fases mais avançadas, o comprometimento da postura era um sintoma muito incapacitante. A marcha ficava mais difícil e quedas ocorriam com frequência. Na fase extrema, o paciente ficava restrito ao uso da cadeira de rodas.
Atualmente, isso não mais acontece porque os pacientes são tratados e podem permanecer dez, quinze, vinte anos com a doença controlada, levando vida social ativa e alguns mantendo até a atividade profissional. Além disso, a sobrevida dos parkinsonianos aumentou muito e está se aproximando do índice de sobrevida das pessoas sem a doença.
ESTILO DE VIDA

Em geral, eles chegam muito preocupados com o futuro. Querem saber como estarão dali a dois ou três anos. Procuro tranquilizá-los, porque a evolução nem sempre é ruim e, com o advento de novas drogas, o controle da doença é mais eficaz. Mesmo as complicações da levodopa podem ser contornadas com mais facilidade e segurança.
A primeira recomendação é que levem vida o mais saudável possível. Devem continuar trabalhando, se têm habilidade intelectual para isso, e fazer atividade física. Dependendo do caso, podem frequentar uma academia onde farão os exercícios com os outros alunos. Casos mais avançados, porém, são encaminhados para a fisioterapia, porque exigem exercícios específicos.
Manter o otimismo e a vontade de continuar levando vida normal ajuda muito a controlar a evolução dos sintomas.
Existe alguma restrição de dieta alimentar para os pacientes com Parkinson?
Não existe nada cientificamente comprovado de que qualquer restrição dietética faça bem a esses pacientes. Entretanto, é preciso tomar cuidado com a associação de alguns medicamentos e com a ingestão simultânea de alimentos altamente protéicos e levodopa, porque eles podem interferir na absorção dessa droga. Por isso, a medicação deve ser tomada pelo menos meia hora antes das refeições.
PERSPECTIVAS OTIMISTAS DE TRATAMENTO
Do ponto de vista farmacológico para o controle dos sintomas, houve alguns avanços significativos. Conhecer melhor a maneira de administrar os remédios no início do tratamento é determinante para a evolução da doença no longo prazo.
Existe a reposição pulsátil feita de forma meio aleatória. O paciente toma doses elevadas da droga com intervalos grandes de tempo entre uma e outra. Isso provoca picos dessas medicações na concentração plasmática que entram em desacordo com a maneira fisiológica, contínua, sem altos e baixos, de ativar tonicamente os circuitos nervosos. Por isso, a tendência atual é mimetizar a fisiologia. Doses mais baixas ajudam a transformar essa curva de sobe e desce numa linha mais plana simulando a estimulação dopaminérgica natural. Com isso se tem reduzido o número de complicações, entre elas, a presença de movimentos involuntários anormais.
Outro aspecto importante diz respeito ao estudo dos tratamentos de neuroproteção. Até pouco tempo, não tínhamos como impedir a degeneração progressiva das células dopaminérgicas. Simplesmente, repúnhamos a substância que estava faltando e íamos aumentando as doses conforme se fizessem necessárias. A tendência atual é buscar uma maneira de interferir na evolução da doença, tentando entender melhor os mecanismos envolvidos na morte celular para bloqueá-los em algum ponto do processo. Embora várias drogas estejam sendo utilizadas com esse objetivo, nenhuma mostrou efeito convincente como agente neuroprotetor. No entanto, acredito que não estamos distantes de conseguir uma que realmente produza esse efeito.

Fonte:
http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/doenca-de-parkinson-2/