sexta-feira, 10 de abril de 2015

Saiba um pouco mais sobre Dietas

Nenhum programa ou série de treinamento obterá sucesso se não for acompanhado por uma boa nutrição e uma adequada suplementação. Ingerir quantidades insuficientes de calorias  leva ao “over training”; ou seja, ao desgaste muscular e ao catabolismo.Já excessivas quantidades de calorias podem levar ao crescimento não só muscular, más também aumentando muito o tecido adiposo (gordura).

Existem dietas que difundem o alto consumo de proteína e gordura e o baixo consumo de carboidrato nos dias de semana, aumentando este, apenas nos finais de semana. Esta dieta é baseada na afirmação que na falta de carboidrato a gordura consumida se transforma em energia; reduzindo assim, o tecido adiposo, porém esse tipo de dieta pode ser agressiva para diabéticos, hipertensos e portadores de outras patologias cardíacas.
Entretanto, parece que uma dieta reduzida em gordura, e alta em carboidrato e proteína, é hoje a mais seguida e a que apresenta melhores resultados para um espectro maior de pessoas. Contudo o alto consumo de carboidrato deve ser corretamente manipulado quanto ao tempo, quantidade e qualidade.
Em relação ao tempo, se indica consumi-los em maior quantidade no início do dia, diminuindo no decorrer deste.
Quanto a quantidade, a indicação vai depender do metabolismo basal da pessoa e suas atividades diárias.
Na qualidade, deve-se buscar o consumo regular de carbos complexos evitando os carbos simples. A suplementação de outros tipos deve ser acompanhada por um Nutricionista, para evitar um consumo desregulado.
Cientificamente, CALORIA é  definida como :
- A quantidade de calor necessária para elevar em 1ºC à temperatura de 1 Litro de água .

Tabela de valores calóricos dos principais macronutrientes.

Macronutrientes
Calorias
Alimentos
Carboidratos
4 a cada um grama
Complexos – Pães, massas, grãos e cereais
Simples – doces, açúcar, frutas, mel
Proteína
4 a cada um grama
Carnes, derivados do leite, ovos
Gordura
9 a cada um grama
Vegetal – óleos (oliva amendoim, girassol, canola) EFA’s (Omega 3 e omega 6)
Animal – derivados do leite e gordura das carnes
Portanto o X da questão está em ingerir a quantidade adequada de calorias por dia, segundo seu metabolismo basal.
Mulheres em geral de 2500 a 2800 kcal/dia
Homens em geral de 3000 a 3500 kcal/dia.
O segundo ponto importante está no consumo adequado de proteínas, que deve ficar em torno de 1,5 gramas por quilo corporal, por tanto um pessoa que pesa 70 Kg, deverá consumir em torno de 105 gramas por dia.

Portanto, uma alimentação nutricional balanceada deve seguir a seguinte recomendação:

NUTRIENTES
RECOMENDAÇÕES
   Carboidratos
55,0 à 65,0%
   Proteínas
15,0 à 18,0%
   Lipídios
20,0 à 25,0%
   Vitamina C
60,0 à 200,0 mg
   Vitamina E
12,0 mg
   Cálcio
1200,0 mg
   Potássio
2000,0 mg
   Sódio
1600,0 à 3300,0 mg
   Ferro
12,0 à 15,0 mg

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Saiba tudo o que você precisa para emagrecer com saúde.

O controle de peso corporal constitui importante preocupação para a sociedade atual. Estudos recentes apontam que, de cada três pessoas adultas, uma apresenta sobrepeso ou é considerada obesa. Obviamente, esse número não vem aumentando nos últimos tempos porque se está, de maneira consciente, procurando ganhar peso corporal. Pelo contrário, proporção significativa da população vem tentando manter o peso corporal nos limites desejáveis, seja com finalidade estética ou com objetivo de manutenção e promoção a saúde.
Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que a prevalência do sobrepeso e da obesidade aumenta, mais se procura programas de controle do peso corporal. A falta de informações tem levado muitas pessoas a se deixarem enganar por produtos e métodos inovadores que prometem emagrecimento rápido, acompanhado por facilidades bastante convidativas e, por vezes, assegurando vantagens à saúde sem o equivalente respaldo do conhecimento científico.
Quanto mais se intensificar a indústria do controle do peso corporal com a comercialização de produtos como “pílulas para emagrecimento” adoçantes artificiais, bebidas e alimentos dietéticos, livros e publicações sobre dietas e exercícios físicos de efeito imediato, além de serviços como massagem para “queima de gordura localizada” , “ginástica sem esforço”, etc., menor número de pessoas tem conseguido reduzir o peso corporal para níveis esperados, e, aquelas que conseguem, não os mantêm por mais que algumas semanas. Desde que se continue a optar por assumir estilo de vida onde prevaleçam modelos de hábitos alimentares de elevado aporte calórico e de exercitar-se de maneira insuficiente, o combate ao excesso de peso corporal não deverá se tornar tarefa fácil.
O mais coerente é, consultar-se com uma nutricionista buscando um cardápio ideal diário, com uma dieta balanceada; executar atividade aeróbia, mantendo sua freqüência cardíaca entre 70 e 75% da máxima (para este cálculo utilize a fórmula = 220-idade), e tirar da cabeça os mitos de que abdômen perde barriga, ginástica localizada perde gordura localizada, de que correr envolvido em saco plástico perde barriga e etc.
Obesidade é coisa séria e deve ser tratado, o melhor remédio sempre foi e sempre será atividade física.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Diabetes: novidades para o tratamento são apresentadas em congressos

  Aproximadamente 13 milhões de brasileiros sofrem de diabetes, cujo dia mundial é lembrado nesta sexta-feira. Até sábado, médicos de todo o mundo estarão reunidos no 1º Congresso Regional de Diabetes do Rio de Janeiro, no Royal Tulip, em São Conrado, para debater os avanços e as últimas novidades relacionadas ao tratamento da doença. Entre os destaques, estão uma insulina de longa duração, hipoglicemiantes orais que auxiliam na perda de peso e um creme que ajuda na cicatrização de feridas em diabéticos.
Segundo a endocrinologista Anna Gabriela Fuks, a nova insulina, recém-chegada ao mercado brasileiro, tem maior durabilidade e ação contínua. Assim, o paciente pode fazer apenas uma aplicação por dia, com total flexibilidade de horários, com riscos comprovadamente mais baixos de ter uma hipoglicemia (queda de glicose no sangue). Até então, as insulinas tinham duração menor, o que obrigava várias aplicações diárias em horários rigorosos.
  Já o hipoglicemiante (medicamento que baixa a glicose no sangue) apresentado no congresso é o primeiro com ação renal. A droga induz a excreção de açúcar pela urina e ainda ajuda na perda de peso.

   Outros hipoglicemiantes aumentam a tendência ao ganho de peso, o que é ruim, já que a obesidade está associada ao diabetes — diz Anna Gabriela , presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes do Rio, que promove o congresso.
   Outra novidade é um creme à base de insulina que acelera a cicatrização em diabéticos. O produto desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já foi negociado para ser produzido para o mercado. A dificuldade de cicatrizar expõe o diabético a infecções e amputações.
  O creme deve ser aplicado sobre a ferida, uma vez ao dia. O diabético passa a cicatrizar como uma pessoa normal — explica o endocrinologista Mario Saad, professor e pesquisador da Unicamp. 

O QUE É A DIABETES?

 Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).
  Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:

 a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina;

  b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;

 c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;

REFLEXÕES SOBRE A SAÚDE

  Saúde não é apenas a vida sem doença. O conceito de doença não é simples como parece, porque faz parte de um contexto social em que os médicos criam teorias, descrevem sinais e sintomas e métodos de tratamento; os pacientes procuram explicações e soluções para os males dos quais padecem; e as autoridades estudam políticas para reduzir o impacto na economia e na saúde pública.
  A história da medicina mostra que a intersecção desses interesses tem-se alterado no decorrer dos séculos.
  Numa análise das publicações dos primeiros números da revista The New England Journal of Medicine, um grupo de Harvard reuniu artigos publicados há 200 anos sobre entidades estranhas como: apoplexia, neurastenia, cegueira e fraturas ósseas em pessoas que receberam o impacto do vento de balas de canhão que explodiram longe delas. Há descrições de morte por combustão espontânea em bebedores de conhaque, por ingestão de água gelada ou por febres de vários tipos em pessoas que nunca tiveram febre.
  Em 1912, um editorial da revista defende a eugenia: “Talvez em 1993, quando todas as doenças passíveis de prevenção tiverem sido erradicadas, quando a natureza e a cura do câncer tiverem sido descobertas e, quando medidas eugênicas tiverem colaborado com a evolução para eliminar os incapazes, nossos sucessores olharão para estas páginas com ar de superioridade”.
  Ainda em 1912, a revista publicou as primeiras preocupações com o surgimento de “pessoas com hábitos de vida extremamente indolentes, que não andam mais do que os passos necessários para ir do escritório ao elevador, do elevador para a sala de jantar ou para o quarto e de volta para o automóvel”.
  Durante o século 20, enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes e outras condições crônicas se tornaram prevalentes, embora ainda emergissem enfermidades infecciosas: encefalite equina, kuru, ebola, Aids.
  Em 2005, foi levantada a hipótese de que a epidemia de obesidade prevista em 1912 reduzirá a expectativa de vida da população americana, pela primeira vez, nos últimos cem anos.
  Qualquer tentativa de definir doença precisa levar em conta a complexidade.
  Doenças afetam determinados grupos, estão associadas a fatores de risco e provocam sinais e sintomas característicos. Elas geram interesses que envolvem pacientes, profissionais de saúde e as instituições em que trabalham e as fontes pagadoras.
  Mais do que um problema pessoal, doença é um processo antes de tudo social.
  Enfermidades novas estão associadas a causas novas (acidentes de moto, poluição), novos comportamentos (fumo, abuso de drogas) e mesmo à alteração da história natural por meio do tratamento (diabetes, aids, infarto).
  Mudanças sociais e ambientais aumentaram a prevalência de enfermidades raras no passado: infarto do miocárdio, câncer de pulmão, obesidade grave.
  Novos critérios e métodos de diagnóstico permitiram evidenciar outras, que não eram identificadas: depressão, síndrome metabólica.
  Transformações na sociedade redefinem o que é doença. Homossexualidade e masturbação deixaram de sê-lo. Fibromialgia e síndrome da fadiga crônica passaram a ser consideradas, graças à pressão das associações de pacientes.
  Apesar dessas modificações, uma característica se mantém desde os primórdios da humanidade: a influência nefasta das disparidades sociais no acesso aos serviços de saúde, fenômeno ubíquo em todas as sociedades.
  Doenças são processos dinâmicos que coevoluem com a medicina. Quando as vacinas e os antibióticos começaram a combater as infecções, aumentou a incidência de ataques cardíacos, derrames cerebrais e diabetes.
  Assim que tivermos sucesso no controle dessas enfermidades, haverá aumento na prevalência dos transtornos neuropsiquiátricos, desafio que a medicina está despreparada para enfrentar.
  Infelizmente, os sistemas de saúde estão mais preparados para as doenças do passado, não para lidar com aquelas do presente ou do futuro.
Fontes:http://drauziovarella.com.br/