sábado, 2 de julho de 2016

Seu corpo pede fibra

A substância baixa a pressão, controla o açúcar no sangue, ajuda a emagrecer e muito mais.


As fibras, ingredientes naturais de frutas, hortaliças e cereais – hoje também adicionadas pela indústria a alguns produtos – melhora a vida em diversos aspectos e bate de frente com uma penca de doenças. Quer um futuro saudável? Então você tem que comer mais. Veja os motivos:
Para dormir bem
A conexão entre a ingestão de fibras e a maior facilidade de pregar os olhos é tão nova quanto intrigante. Ela veio à tona depois que cientistas da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, convidaram 26 homens e mulheres para dormir cinco noites no laboratório de pesquisa. Nos primeiros quatro dias, os voluntários seguiram uma dieta planejada por nutricionistas (e recheada de fibras). Nas últimas 24 horas, porém, eles próprios escolheram sua comida – e aí os itens fibrosos perderam a vez para os lotados de gordura. Ao analisar os exames da turma, os estudiosos concluíram que no único dia de dieta desequilibrada a qualidade do sono sofreu abalo – houve maior demora para desligar e mais despertares. Já o alto consumo de fibras contribuiu para um sono de ondas lentas. "E esse é o mais restaurador", traduz a médica Luciana Palombini, do Instituto do Sono, em São Paulo. As explicações para o achado ainda ficam no campo das hipóteses. "Esse efeito pode ter relação com a liberação de alguns neurotransmissores", diz a nutricionista Marie-Pierre St-Onge, coautora da investigação. Quem arrisca outra teoria é a nutricionista Maria Fernanda Naufel, da Universidade Federal de São Paulo: "Temos evidências de que um desequilíbrio na flora intestinal favorece a insônia. E as fibras têm tudo a ver com a melhora da flora".
Para respirar melhor
O que uma coisa tem a ver com a outra? Respire fundo que a gente conta. Pesquisadores da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, avaliaram o estado dos pulmões e o consumo de fibras de 1 921 pessoas com idade entre 40 e 79 anos. "Descobrimos que, entre os voluntários com ingestão elevada, havia uma maior porcentagem de indivíduos com a função pulmonar normal", relata a nutricionista Corrine Hanson. Os números falam por si: só 14,8% dos que seguiam uma dieta mais fibrosa apresentavam alguma restrição nas vias aéreas, ante 29,8% dos que mal consumiam a substância. Na prática, isso significa que os apreciadores de fibra corriam menor risco de enfrentar bronquite, asma e por aí vai. E não pense que é preciso engolir um caminhão de vegetais e cereais para o ar fluir desimpedido. No estudo, os donos de pulmões saudáveis ingeriam pelo menos 17,5 gramas – quantia nem tão penosa de alcançar. "As fibras têm propriedades anti-inflamatórias", justifica Corrine. Ao que tudo indica, isso ajuda a minimizar agressões às vias respiratórias típicas de quadros como bronquite, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. "Há indícios de que as fibras protegem contra várias doenças decorrentes do tabagismo, caso da DPOC", nota o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Para controlar a pressão
Maneirar no sal é a principal mudança alimentar sugerida para domar a hipertensão, um dos estopins para infartos e derrames. Mas essa não é a única medida que tem eficiência garantida. Experts da Universidade Tulane, nos Estados Unidos, se debruçaram sobre 25 estudos e constataram que a ingestão de fibras tem papel expressivo no controle da pressão. Na Holanda, mais especificamente na Universidade Wageningen, outra revisão robusta também deu a essas substâncias o posto de parceira das artérias. Segundo a nutricionista Marcia Gowdak, diretora científica da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), a resposta para o benefício recai na insulina. "É que esse hormônio funciona melhor na presença das fibras. Quando isso ocorre, há um estímulo à produção de óxido nítrico", descreve. Essa molécula, por sua vez, mantém os vasos relaxados. Daí a pressão não tende a subir, e o sangue trafega numa boa. Outra explicação diz respeito à capacidade de certas fibras – popularmente conhecidas como solúveis – formarem um gel viscoso, que diminui a velocidade do bolo alimentar lá no trato gastrointestinal. "Quanto mais tempo ali, maior a absorção de nutrientes", raciocina Marcia. Entre outros elementos, o organismo acaba ganhando mais magnésio e potássio, cruciais para o controle da pressão arterial.
Para baixar o colesterol
Existe mais uma bela razão para chamar as fibras de tutoras do coração: elas ajudam a manter as taxas de colesterol em um patamar seguro, vantagem já sinalizada por diversas pesquisas mundo afora. É que essas substâncias incitam a eliminação de ácidos biliares, que são constituídos por uma boa dose de moléculas gordurosas. "Portanto, para formar mais ácido biliar, o organismo precisa recrutar o colesterol circulante no sangue", explica a nutricionista Eliana Giuntini, do Centro de Pesquisa em Alimentos, vinculado à Universidade de São Paulo e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FoRC - USP/Fapesp). A história é ótima e, o melhor, não termina aí. Lá pros lados do intestino grosso, as fibras alimentares são fermentadas por bactérias, dando origem a compostos batizados de ácidos graxos de cadeia curta. Um deles é o propionato. Esse elemento de nome esquisito teria a capacidade de reduzir a produção de colesterol no fígado. De novo, não precisa ficar bitolado e levar a feira inteira para casa. Um excelente plano é colocar uma fonte de fibra em cada refeição. E isso pode acontecer aos poucos, sem afobamento. Há estimativas de que, para cada acréscimo de 1 grama de fibra na alimentação – especialmente a proveniente de frutas, leguminosas e aveia –, o colesterol LDL, dito ruim, já caia 2 mg/dl. "Isso representa uma redução de mais ou menos 4% no risco cardiovascular", calcula Marcia, da Socesp.
Para evitar a prisão de ventre
Uma das funções clássicas das fibras é aumentar a frequência de visitas ao banheiro. Isso porque elas são responsáveis por dar peso e consistência ao bolo fecal. Ao reter líquido, ainda conferem maciez às fezes, facilitando sua eliminação. Mas para que elas realmente cumpram esse papel é primordial se hidratar direito. "Se não tomar água, as fibras promovem o efeito inverso, isto é, prendem o intestino", alerta a nutricionista Giovanna Müller, da Nutrindo Assessoria e Consultoria Nutricional, em São Paulo.
Para combater o câncer de intestino
Ao agirem nas bandas do intestino, as fibras não nos livram apenas da constipação. Tê-las circulando por ali espanta uma baita ameaça, o câncer. Em uma revisão de 25 estudos, publicada no renomado British Medical Journal, cientistas chegaram até a definir a porção ideal para evitar um tumor na área que abrange todo o intestino grosso, incluindo o cólon e o reto. Segundo eles, adicionar 10 gramas de fibras à rotina diminui em 10% a probabilidade de encarar a doença. "É significativo, considerando que se trata de um câncer muito incidente", analisa o cirurgião oncológico Samuel Aguiar Júnior, diretor do Núcleo de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Lembra que as fibras estimulam o funcionamento do intestino? "Pois isso reduz o tempo de contato de substâncias que causam câncer com as paredes do órgão", esclarece a nutricionista Thainá Alves Malhão, do Instituto Nacional de Câncer, o Inca. Mas essa não deve ser a única justificativa. "Se fosse assim, pessoas constipadas teriam maior risco de tumor colorretal. E não é o caso", pondera Aguiar Júnior. Logo, há outras explanações no ar, como a de que as fibras auxiliam na menor produção de ácidos biliares secundários. "Eles possuem ação tóxica sobre a mucosa do cólon, contribuindo para a proliferação de células anormais", aponta Thainá.
Para proteger contra mais tumores
Escalar as fibras na dieta ajuda a espantar outros tipos de câncer. Em um levantamento da Universidade Harvard com mais de 90 mil americanas, aquelas que caprichavam em itens fibrosos exibiam menor risco de câncer de mama. "Isso é recente, mas acredito que possa ter a ver com a flora intestinal", arrisca Eliana. "Uma dieta cheia de fibras altera a sua composição, o que interfere no funcionamento do sistema imunológico", concorda Jeremy Nicholson, professor do Imperial College London, na Inglaterra. E células de defesa mais espertas seriam capazes de podar o mal logo pela raiz.
Para perder peso
Ninguém precisa se submeter a uma série de restrições à mesa para emagrecer. Hábitos simples, como respeitar as orientações para o consumo de fibras, são bem-vindos à cintura. Em uma experiência da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, 240 pessoas foram divididas em dois grupos. Um recebeu incentivo para colocar 30 gramas diários de fibras na rotina. O outro seguiu um esquema mais complexo, com recomendações como escolher proteínas magras, reduzir a ingestão de sal e açúcar e beber pouco ou nada de álcool, entre outras. Veja só: as duas turmas secaram de forma parecida. Para a autora da pesquisa, Barbara Olendzki, isso evidencia que privilegiar as fibras pode ser um jeito mais simples de estimular a perda de peso. "Elas propiciam sensação de saciedade", justifica. Isso ocorre porque tornam a digestão mais lenta, o que faz o açúcar ser liberado de forma gradual no sangue. Quando a insulina (que permite o uso da glicose) não dispara nem fica sobrando na circulação, a fome demora a dar as caras.
Para manter as taxas de açúcar em ordem
Como as fibras ajudam a disponibilizar glicose para a circulação em ritmo vagaroso, também cai o risco de o diabete tomar conta da área. Ora, se o açúcar sobe rápido demais, é preciso uma enxurrada de insulina para colocar a casa em ordem. "Só que chega uma hora em que o pâncreas não consegue produzir esse hormônio na quantidade necessária", informa Eliana. Pior é que, nesse cenário, a pobre insulina nem consegue trabalhar direito. Olha o diabete chegando. Mas a fibra tem outra carta na manga contra a doença. A endocrinologista Ticiana da Costa Rodrigues, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, conta que pessoas com diabete tipo 1 (versão autoimune da encrenca) sofrem com uma atividade inflamatória exacerbada, o que as expõe a um maior risco cardíaco. "Só que indivíduos que comem mais fibras apresentam maior controle sobre a inflamação", afirma. Eis um presente da dieta para blindar o coração – sobretudo de quem tem diabete.
Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/saude/saude-e-vital/seu-corpo-pede-fibra

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Descubra oito motivos para incluir o feijão na dieta

O grão é aliado do emagrecimento e age até na prevenção do câncer

Ele faz falta no prato dos brasileiros e é o primeiro a despertar saudade no caso de quem visita um país do exterior. Não bastante o sabor delicioso e a variedade de combinações possíveis no preparo, o feijão ainda é muito bem visto por especialistas da saúde. No relatório do Sistema Vigitel do Ministério da Saúde, o feijão aparece na lista de fatores de proteção contra câncer e outras doenças crônicas. Já o Guia Alimentar para a População Brasileira (BRASIL, 2005) recomenda a ingestão de, pelo menos, uma porção diária de feijão ou outra leguminosa, como ervilha seca, lentilha e soja. A boa reputação deve-se à grande quantidade de nutrientes que o alimento possui, resultando em benefícios para a dieta e para o corpo todo. Quer saber o que seu corpo ganha a cada porção? Os especialistas contam com detalhes.

Fonte de proteínas

As proteínas vegetais que o feijão fornece são formadas por aminoácidos chamados lisinas. "Como o corpo humano não consegue produzir esse tipo de proteína sozinho, é preciso incluir o feijão e outros alimentos na dieta que forneçam esse nutriente", afirma a nutricionista Juliana Menezes, de São Paulo. Ela conta que as proteínas são essenciais para a saúde dos tecidos do corpo (osso, pele, órgãos e músculos). 

No entanto, a nutróloga e reumatologista Sylvana Braga, de São Paulo, lembra que o feijão não pode ser a única fonte de proteínas da dieta. "As melhores fontes do nutriente são carnes em geral e laticínios", afirma. De acordo com a Tabela de Composição Química dos Alimentos da Unifesp, 100 gramas de feijão cozido apresentam 8,6 gramas de proteína. Já 100 gramas de peito de frango cozido possuem 31 gramas ? uma diferença e tanto!

Ajuda a prevenir cáries

O casamento de arroz e feijão proporciona uma dose diária de flúor que pode ajudar no controle de cáries nos dentes, segundo um estudo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (SP). Os pesquisadores acreditam que esses alimentos absorvem o flúor presente na água tratada que costumamos utilizar para o preparo. Esse mineral fica concentrado na saliva de quem consome o arroz e o feijão, aumentando a proteção dos dentes.

Controle do peso

Inserir o feijão em uma dieta balanceada pode ajudar no emagrecimento. É preciso moderação no consumo, já que o alimento é rico em carboidratos e pode engordar - 100 gramas apresentam 22 gramas do nutriente, semelhante à quantidade encontrada no arroz (28 gramas). Mas o feijão leva vantagem por ter boas quantidades de fibras: 6,4 gramas na mesma porção. "Depois de ingeridas, essas fibras formam um gel e permanecem mais tempo no estômago, aumentando a sensação de saciedade", explica Juliana Menezes. Dessa forma, você vai demorar mais para sentir fome.

Contra o intestino preso

As fibras são famosas por aumentarem o volume das fezes, dando um empurrãozinho para o intestino funcionar melhor. A nutricionista Juliana ainda traz mais um benefício: as fibras solúveis presentes no feijão servem de base para a formação de substâncias chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). "Eles fornecem energia para que as células do intestino desempenhem bem as suas funções", afirma.

Diabetes

Esta é mais uma vantagem das fibras do feijão: fazer com que a glicose presente nos alimentos seja absorvida aos poucos. "Dessa forma, não há picos de hiperglicemia e o paciente de diabetes consegue manter a glicemia estável por mais tempo", explica Juliana Menezes.

Previne câncer e doenças degenerativas

"O feijão é fonte de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes que ajudam a reduzir o risco de alguns tipos de câncer, doenças degenerativas e problemas cardiovasculares", afirma a nutricionista Mariana Exel, do Hospital Samaritano de São Paulo. Ela também conta que as fibras do feijão ajudam a combater a obesidade e controlar os níveis de colesterol e de glicemia do sangue - problemas que aumentam as chances de doenças crônicas.

Fonte de minerais

Por ser rico em ferro, o feijão é uma das principais armas do combate à anemia ferropriva, que é a diminuição do número de células vermelhas (hemoglobina) do sangue causada pela falta do mineral. "Sem hemoglobinas, o sangue não consegue transportar oxigênio para que as células do corpo produzam energia", afirma Mariana Exel. O grão também contém boas quantidades de zinco e magnésio. O primeiro é importante para inúmeras reações químicas que ocorrem no organismo e a sua falta pode causar desde problemas de memória e até convulsões. "Já o magnésio é fundamental para a saúde dos ossos, músculos, cérebro e sistema nervoso", conta a nutricionista do Hospital Samaritano.

Vitaminas do complexo B

Entre as vitaminas presentes no feijão, há destaque para o folato, também chamado de ácido fólico e vitamina B9. "Esse nutriente é muito importante durante a gestação para evitar deformidades no feto", afirma Mariana Exel. Segundo a nutricionista, a falta dessa vitamina pode causar alterações de humor e até anemia, com sintomas parecidos ao da anemia ferropriva, como cansaço e fraqueza. Uma porção de 100 gramas de feijão contém aproximadamente 130 microgramas de ácido fólico.
Fonte: http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/15282-descubra-oito-motivos-para-incluir-o-feijao-na-dieta/#carousel-galeria

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Cinco dicas para controlar a ansiedade

Se livre deste incômodo tomando algumas atitudes no dia a dia


ansiedade é um estado caracterizado por medo, apreensão, mal-estar, desconforto, insegurança, estranheza do ambiente ou de si mesmo e, muito freqüentemente, pela sensação de que algo desagradável está para acontecer. Além dos medicamentos convencionais, existem algumas alternativas naturais que podem nos ajudar a controlar a ansiedade. É sobre elas que vamos falar. 

1) A forma mais comum de tratar a ansiedade é a prática de exercícios físicos. Praticar exercícios físicos ajuda a lidar com estados de ansiedade porque eleva a produção de serotonina, substância que aumenta a sensação de prazer. Essa alternativa costuma funcionar dependendo da disposição da pessoa, uma vez que nem todo mundo gosta de praticar exercícios. 
Caminhar três vezes por semana, por pelo menos meia hora, já pode ajudar a lidar com a ansiedade. O momento da caminhada, além de ser um exercício para o corpo, também pode ser aproveitado para trabalhar a mente, sob a forma da meditação ativa. Quando você anda, pensa. A caminhada de meia hora é um movimento repetitivo e você acaba pensando nos pontos geradores de ansiedade que precisa trabalhar; 

2) Pessoas com tendência a ansiedade precisam reduzir o seu estresse diário. Para as que ficam estressadas com mais facilidade recomendo sessões de massagem e acupuntura regulares, além de ioga e meditação. Muitos pacientes com ansiedade se beneficiam também de tratamentos alternativos como a homeopatia e o uso de florais de Bach. A ioga oferece ao praticante a possibilidade de aprender a controlar sua mente e seu corpo. Este controle, que é obtido através de uma combinação de técnicas respiratórias, corporais e de meditação. Tem como resultados o aumento da flexibilidade, fortalecimento dos músculos, aumento de vitalidade e maior controle sobre o estresse. Além da ioga, outra alternativa de controle da ansiedade são as massagens. Se tiverem uma abordagem mais oriental, buscando o equilíbrio emocional, melhor; 

3) Para reduzir as reações do sistema nervoso autônomo, devemos fazer o controle da respiração. Isto pode ser feito compassando a respiração e inspirando lentamente pelo nariz, com a boca fechada. Ao inspirar deixar o abdome expandir-se, ou seja, estufar a barriga e não o peito. Depois, expirar lentamente, expelindo o ar pela boca. Isto pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora. Além disso, quando você estiver em um ambiente silencioso e com possibilidade de ficar deitado, use uma técnica de relaxamento. O relaxamento combinado com a respiração diafragmática, certamente, reduzirá a respiração ofegante, a taquicardia e o tremor; 

4) Em situações de ansiedade que se estendem por longos períodos, recomenda-se que a pessoa evite os pensamentos negativos ou catastróficos. Deve-se tentar dimensionar a gravidade da situação, questionando a si mesmo se existe uma forma alternativa de análise, se estamos superestimando o grau de responsabilidade que temos nos fatos ou se estamos subestimando o grau de controle que podemos ter. Uma vez avaliada a situação, devemos substituir os pensamentos sobre o evento temido, principalmente, os negativos por outros pensamentos. Sempre que um pensamento negativo se iniciar, devesse substituí-lo por outro pensamento qualquer, preferencialmente, agradável. Isto certamente não é fácil de ser feito, mas é possível e trata-se de um aspecto importante, pois os pensamentos e as falas negativas agravam a situação, intensificando as respostas autonômicas, como o mal-estar e o descontrole respiratório;

 5) Para controlar a ansiedade, podemos ingerir alimentos que sejam fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, como a banana e o chocolate, de forma moderada, para não ganhar peso. Outra possibilidade é ingerir o triptofano em cápsulas, junto com vitamina B6 e magnésio. Outros aminoácidos que podem ajudar são a taurina e a glutamina. Eles aumentam a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. Eles também podem ser ingeridos em cápsulas, mas apenas com a orientação de um médico especialista. Existem ainda os chás. A maioria possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana. 

Adriana de Araújo é psicóloga clínica e hipnoterapeuta ericksoniana. 

Fonte:http://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/4327-cinco-dicas-para-controlar-a-ansiedade

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Você está dormindo o suficiente? 6 benefícios incríveis que dormir traz para você.


Como professora universitária, vivo cercada por jovens que não dormem o suficiente e que às vezes se orgulham de sua condição crônica de privados de sono, trocando figurinhas para ver quem dormiu menos antes de um exame importante.
Mas a verdade é que deixar de dormir o suficiente é contraproducente, quer você fique acordado para estudar para um exame ou ?queime a vela nas duas pontas? (ou seja, acorde cedo e durma tarde) por outras razões. Pesquisas já mostraram claramente que dormir o suficiente nos ajuda a ter um desempenho melhor em tarefas mentais e também quando se trata de memorizar informações.
Veja seis outras razões por que ir para a cama cedo deve ser uma prioridade.
1. Evita resfriados 
Um estudo publicado em abril no periódico JAMA Internal Medicine concluiu que as pessoas que dormem cinco horas ou menos por noite têm mais chances de ter tido um resfriado ou outra infecção nos últimos 30 dias.
Essa informação confirma os resultados de estudos anteriores, incluindo um em que o vírus do resfriado foi dado propositalmente aos participantes para ver quais deles adoeceriam. Os participantes que dormiam menos horas tiveram probabilidade quase três vezes maior de contrair um resfriado, comparados aos que dormiram oito horas ou mais.
2. Nós nos exercitamos melhor
Já foi comprovado que o exercício físico melhora nossa capacidade de dormir bem, e o inverso também é verdade: dormir bem melhora nossa performance quando malhamos. Por outro lado, pesquisas revelam que quando você não dorme o suficiente, é mais difícil se exercitar, de modo que seu treino será mais curto ou menos intenso.
Estudos feitos com atletas indicam que a performance em esportes pode ser prejudicada quando a pessoa não dorme o suficiente e que a recuperação após a prática do exercício leva mais tempo.
3. Controla os hormônios do apetite
Nosso corpo tem hormônios que estão sempre ativos, criando sensações de fome ou saciedade. Estudos de laboratório feitos com humanos mostram que os hormônios da fome ? glerinaaleptina e insulina ? deixam de atuar corretamente quando o sono é interrompido antes da hora.
Além disso, os estudos constataram que a sensação de fome aumenta quando as pessoas não dormem o suficiente e que as pessoas que não dormiram o suficiente tendem a escolher alimentos ?reconfortantes?, com teor calórico mais alto.
4. Ajuda a prevenir enxaqueca
Em estudo sul-coreano, pessoas que sofrem de enxaqueca usaram um diário em seus Smartphone para anotar suas dores de cabeça e tentar identificar os gatilhos comuns das enxaquecas.
Os três gatilhos principais identificados foram sono insuficiente, fadiga e estresse. Outro estudo publicado no periódico Head ache demonstrou uma redução nas enxaquecas quando as mulheres que tendem a apresentá-las dormiam mais.
O sono fomenta o controle do nível de glicose no sangue.
5. Melhora o controle de açúcar no sangue
Quando rapazes saudáveis passaram três noites seguidas sem dormir o suficiente, dentro de um estudo publicado no periódico Diabetologia, eles acabaram em condições pré-diabéticas. O teor de ácidos graxos livres em seu sangue subiu, dificultando o trabalho da insulina de reduzir o açúcar no sangue. Outro estudo feito com quase 15 mil adultos coreanos encontrou um vínculo entre privação de sono por menos tempo e nível mais alto de glicose no sangue, especialmente em homens.
6. Ajuda no combate à obesidade
Muitos estudos observacionais já apontaram uma ligação entre obesidade e sono inadequado, em crianças e adultos. Isso provavelmente se deve a uma série de fatores. Para começar, pessoas sonolentas têm menos chances de se exercitar e tendem a fazer decisões alimentares piores.
Mas há outros fatores que também entram em jogo, como o índice metabólico mais baixo e a intensificação dos desejos alimentares. Um estudo publicado na revista Obesity mostrou que o índice metabólico matinal é mais baixo quando as pessoas não dormiram o suficiente.
Outro estudo, este da Universidade da Pensilvânia, demonstrou que ocorre mais ganho de peso em pessoas que seguiram um programa de privação de sono, comparadas às pessoas que puderam dormir o suficiente.
Como dormir o suficiente?
Comece adotando uma rotina e um horário regular para ir para a cama, acrescente a prática de exercícios físicos durante o dia, reduza o consumo de cafeína depois do meio-dia, limite sua ingestão de nicotina e álcool, deixe seu quarto escuro, fresco e silencioso, e, se for preciso, consulte um especialista em sono.
Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/voce-esta-dormindo-o-suficiente-6-beneficios-incriveis-que-dormir-traz-para-voce

terça-feira, 28 de junho de 2016

Cãibras: O que são, porque acontecem, como prevenir ou tratar


Uma cãibra não é mais do que uma contração muscular duradoura, forte e involuntária. Infelizmente, estes acontecimentos são acompanhados de dor mais ou menos intensa.

Como acontecem as cãibras?

As cãibras são um fenômeno bastante comum, especialmente entre a comunidade de atletas ou praticantes assíduos de atividade física intensa. Contudo, e por estranho que pareça, em pleno século XXI, não se sabe muito bem o motivo pelo qual acontecem ou, pelo menos, não existem certezas. Clinicamente, são caracterizadas por dor na forma aguda, podendo a zona afetada ficar dorida durante alguns dias, e/ou “inchada”.
Este tipo de condição pode ocorrer devido a patologias no neurônio motor, a desordens do tipo metabólico, ou no seguimento de uma depleção do volume extracelular. Até aqui, tudo bem. Mas não podia ser tão simples, pois não? Acontece que, nalgumas pessoas, as cãibras se verificam sem qualquer razão aparente.
Pois, é o caso das cãibras relacionadas com o exercício físico, uma vez que, de um modo geral, os atletas são saudáveis (pode ou não acontecer, mas geralmente são), e não sofrem deste tipo de patologias. Por isto mesmo, e apesar de existirem vários tipos de cãibras (Para fisiológicas, Idiopáticas e Sintomáticas), vou fixar-me nas para fisiológicas, mais concretamente nas “cãibras musculares associadas com o exercício físico (EAMC)”, as quais são esporádicas e decorrentes de condições como… a prática de exercício.

Razão das cãibras musculares

Este tipo de cãibras é definido, como não podia deixar de ser, como uma contração muscular, dolorosa e involuntária, que ocorre durante ou imediatamente após a prática de exercício físico. Têm sido propostas, ao longo do tempo, várias causas possíveis, desde as desordens metabólicas hereditárias, até aos distúrbios electrolíticos, passando pela prática desportiva em condições ambientais extremas.
Mais uma vez, a literatura não tem suportado nenhuma delas (isoladamente) como a causa deste fenômeno. Algo que me surpreendeu, pelo menos antes de pensar bem no caso, foi o facto de alguns autores adiantarem causas psicológicas como um dos factores a ter em conta.
Não se pode ter a certeza, até porque não se conseguiu provar através de investigação, mas a depleção de magnésio e hiperventilação, associados com ataques de pânico e ansiedade, podem contribuir e muito. Como diz uma psicóloga que conheço muito bem, “ A ansiedade justifica quase tudo”, e não podia concordar mais.
Como é óbvio e extensamente documentado, a prática desportiva em condições ambientais extremas é um fator importantíssimo e que está muito associado ao aumento da frequência da ocorrência de cãibras musculares. Tal facto está bem suportado por literatura e por observação. De facto, este fenômeno aumenta durante os treino da pré-época (especialmente se os treinadores ainda insistirem em violentos volumes e intensidades de treino, como método para “carregar baterias” para toda a época, mas isso é outro tema…) e quando se treina/joga sob temperaturas muito altas.
Mais uma vez, tem sido documentado que quanto mais alta a intensidade e duração do esforço, maior a prevalência deste tipo deste tipo de contração muscular. Por curiosidade, digo-vos que a maior prevalência ocorre em praticantes de triatlo. Estranho? Não, e apenas confirma tudo o que escrevi acima.
Aparte as razões médicas (diabetes, hipotiroidismo, etc…), acerca das quais não tenho competência nem conhecimento para escrever, e as que acima referi, existem ainda outras que importa considerar:
– Níveis baixos de cálcio e/ou potássio;
– Níveis baixos de sódio;
– Desidratação rápida;
Níveis baixos de magnésio e cálcio provocam cãibras severas, tetania, que podem ser atribuídas a uma despolarização axonal instável. Este tipo de cãibras pode ser tratado com uma solução salina hipertônica ou dextrose.
Níveis baixos de sódio induzem algumas alterações neurológicas graves, as quais incluem cãibras musculares.
A desidratação rápida, seja por utilização de diuréticos, seja por situações de vômito ou outras, pode levar também à ocorrência de cãibras musculares. As cãibras que ocorrem aquando da prática desportiva em ambientes muito quentes e úmidos são, provavelmente, decorrentes desta mesma desidratação, através da transpiração.
A creatina tem sido também referida como podendo levar á ocorrência deste tipo de contração muscular involuntária. Contudo, a investigação, curiosamente realizada em jogadores de futebol, não encontrou justificação para tal ideia. A creatina é muito utilizada, não só por futebolistas, mas por atletas das mais variadas modalidades, especialmente naquelas que implicam contrações musculares fortes e manifestações de força explosiva, e não há qualquer razão para deixar de o ser.
Pode existir o problema da retenção de fluidos, mas tem que ser passado contra a melhoria na performance que tem sido verificada desde há anos a esta parte.
Pensavam que estava tudo esclarecido? Longe disso! Recentemente, e dado que a investigação científica tem dificuldades em apontar causas para as cãibras, foi formulada uma nova hipótese: A alteração do controlo neuromuscular, decorrente da fadiga. Esta hipótese tem sido suportada por estudos recentes.

Tratamentos para as cãibras

Cãibras do tipo agudo ou esporádico:
– Alongamento passivo da zona ou grupos musculares afetados;
– Arrefecimento da superfície;
– Hidratação oral;
– Massagem com gelo, nos grupos musculares afetados;
– Se forem acompanhadas de confusão e/ou alterações no estado de consciência, devem receber atenção médica, imediatamente.
Cãibras recorrentes:
– Devem visitar um bom médico!

Prevenção de cãibras

A literatura apresenta, como forma de prevenção, o seguinte:
– Prevenir a ocorrência de fadiga muscular prematura, durante o exercício;
– Estar em boa condição física para a tarefa, seja de lazer ou competição;
– Realizar exercícios de alongamento, especialmente para os grupos musculares mais afetados;
– Manter uma dieta equilibrada, com hidratos de carbono e electrólitos;
– Evitar a fadiga;
– Reduzir a intensidade e/ou a duração do exercício, se necessário.

Conclusão

É muito complicado definir causas concretas para a ocorrência de cãibras musculares, mas podemos, no mínimo, traçar factores de risco e controlar algumas variáveis, quer de treino, quer de nutrição, para as minimizar ou controlar.
Em termos de treino, podemos ter a certeza que a pessoa está em condições para participar num qualquer evento (as cãibras ocorrem muitas vezes a pessoas que, quando foram questionadas, reponderam que estavam a tentar uma performance (ou a conseguir) superior àquela para a qual tinham treinado (por exemplo, triatletas a correrem mais rápido do que aquilo que tinham preparado nos treinos).
Pode parecer que isto só se aplica à população de atletas, mas estas recomendações devem estar presentes para todos aqueles que praticam exercício físico intenso, com especial ênfase em atividades de longa duração.
Fonte: http://tafitness.net/caibras-o-que-sao-porque-acontecem-como-prevenir-tratar/

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Proteção planejada

PARA GARANTIR A SAÚDE DA MÃE E DO BEBÊ, É IMPORTANTE QUE A MULHER SEJA IMUNIZADA ANTES E, EM ALGUNS CASOS, DURANTE A GESTAÇÃO.


Existem vários calendários de vacinação, como do prematuro, da criança, do adolescente, da mulher, do homem, do idoso e até o ocupacional, que depende da profissão. “A vacinação evoluiu muito e é importante cobrar dos médicos orientações sobre as vacinas”, afirma Antônio de Pádua Andrade Biscotto, pai de Mariana, Isabela e Gustavo, imunologista da Unimed Juiz de Fora.
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Quando se trata da imunização para as mulheres, a importância varia de acordo com o período da vida em que ela se encontra. Antes da gestação, é preciso estar com o calendário em dia para evitar contrair e propagar as doenças. Já na gravidez, a proteção é contra as doenças que têm a gestante como grupo de risco.
Se você está planejando engravidar em breve, uma das primeiras preocupações é ver se sua carteira de vacinação está em dia. É necessário estar imunizada contra rubéola, sarampo, caxumba e catapora. “Se a mulher teve catapora quando criança, não necessita dessa vacina, mas, se não teve, deve tomar antes da gravidez, nunca durante”, alerta o médico.
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Além disso, Antônio afirma que o ideal é estar vacinada pelo menos três meses antes de engravidar. “Se a mãe pegar rubéola na gravidez, por exemplo, o bebê pode ter rubéola congênita”, diz o especialista. Vale lembrar que a primeira vacina do calendário específico para a mulher é contra o HPV, indicada antes do início das atividades sexuais.
Sob avaliação
A Tríplice bacteriana protege contra difteria, tétano e coqueluche. Ela é importante porque evita que a mulher contraia esta terceira doença citada e protege o bebê nos primeiros meses de vida. A proteção é passada da mãe para o filho, prevenindo contra a coqueluche, que em recém-nascidos é muito grave. Preferencialmente, deve ser tomada antes da gravidez, mas, em casos específicos, pode ocorrer durante a gestação.
As doses contra as hepatites A e B também devem ser aplicadas antes do período de gestação, mas, em situações de risco e exposição ao vírus, não são contraindicadas para grávidas. O mesmo acontece nos casos das vacinas contra meningite.
Tem que tomar!
Segundo o imunologista, a vacina contra a influenza (gripe) é recomendada em todos os períodos, inclusive na gravidez, já que gestantes estão no grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus causador da doença. A dose é única e anual, portanto, se a vacina foi tomada no mesmo ano antes da mulher engravidar, não é necessário tomar de novo.
Fonte: http://www.paisefilhos.com.br/especiais/esperar-pra-que/protecao-planejada/

sábado, 25 de junho de 2016

Quais os efeitos da cafeína no organismo?


Os efeitos da cafeína dentro do nosso organismo já são hoje melhor compreendidos pela ciência. Os benefícios ou prejuízos vão depender de um detalhe:a dose. Dependo da quantidade pode ser um santo remédio, ou então um veneno.
A cafeína é um composto químico classificada como alcaloide; é uma substância principalmente extraída das plantas e pertence ao grupo das xantinas.
A cafeína pode ser classificada como sendo uma substância lipossolúvel, que tem como característica ser de rápida absorção pelo trato gastrointestinal, com 100% de biodisponibilidade para o organismo.

Benefícios da Cafeína

  • Melhora o cansaço físico
  • Melhora concentração e estado de alerta
  • Diminui a fadiga mental
  • Pode funcionar como um leve antidepressivo
  • Melhora o desempenho nas atividades físicas
  • Possui efeito termogênico, ou seja, acelera o metabolismo (transforma a gordura em fonte de energia)
  • Melhora o humor
  • Atua no controle do peso
  • Pode ajudar no tratamento de diabetes
A cafeína também pode ser especialmente benéfica para pele e cabelos; confira o post Benefícios da Cafeína para a Beleza.

Como a cafeína age no corpo?

Após ser absorvida e metabolizada no fígado, a substância percorre todo o corpo e atua sobre todos os sistemas do organismo por um período de tempo que varia entre 4 e 6 horas. Ligando-se às células nervosas, ela age sobre o sistema nervoso central, estimulando a concentração, melhorando o humor e diminuindo a sensação de fadiga após a atividade física e mental.
Ao estimular o sistema nervoso, faz algumas funções do organismo, como o metabolismo basal, por exemplo, ficarem aceleradas. Essa aceleração aumenta a produção de suco gástrico e facilita a digestão. Também faz as glândulas suprarrenais produzirem mais adrenalina que, quando despejada na corrente sanguínea, deixa o corpo todo em estado de alerta.
Com essa ação sobre o sistema nervoso central, a cafeína inibe e bloqueia os efeitos da adenosina. Desta maneira, a força dos músculos esqueléticos é acentuada, há melhora do estado de alerta e diminuição da sensação de fadiga. É uma substância de alto potencial ergogênico, que aumenta consideravelmente o potencial para a prática esportiva ou física.
Com a cafeína, aumenta também a concentração de beta-endorfinas. Com isso, pode diminuir a sensação de dor. Isso faz com que exercícios mais intensos e extenuantes possam ser feitos por mais tempo.

Quanto consumir de cafeína por dia?

A sugestão de estudos é que não devemos ingerir mais de 300 mg por dia (alguns estudos sugerem no máximo 200 mg/dia). Por exemplo: de 2 a 3 xícaras de café, ou 5 a 6 latas de refrigerantes cafeinados.
Em excesso, a cafeína pode causar agitação, irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, insônia e problemas gastrointestinais. Também causa a contração das veias e artérias o que dificulta a circulação sanguínea e acelera os batimentos cardíacos.
Existem casos de intoxicação, que pode causar: vômito, diarreia, letargia – diminuição da atividade das funções intelectuais, acompanhada de uma sensação de desorientação. Nos casos mais extremos, a agência adverte que a overdose pode provocar a morte.

Onde encontramos a cafeína?

A cafeína é encontrada em certas plantas e utilizada para o consumo em bebidas, na forma de infusão e como estimulante. É extremamente solúvel em água quente, não tem cheiro e apresenta sabor amargo. Encontramos a cafeína no café, chá preto, chá mate, chá verde, bebidas a base de cola, guaraná, cacau e chocolate.

Suplementação de Cafeína

Quando o assunto é suplemento alimentar, o uso da cafeína foi liberada pela Anvisa em 2010. Como curiosidade, ela era proibida pelos comitês de anti-dopping no mundo todo, mas isto foi revisto e hoje ela possui dosagens permitidas para praticamente todos os esportes. Ou seja: quem pratica esportes profissionalmente pode beber café, porém em pouca quantidade.
A cafeína é um dos principais componentes dos termogênicos, que prometem dar mais pique na hora de treinar além de acelerar o emagrecimento. Também é vendida de forma concentrada em cápsulas. A suplementação só é indicada em casos específicos, é preciso consultar um médico para avaliar seu caso.

Quem deve evitar o uso da cafeína?

Pessoas que tem sensibilidade a dor de cabeça, que são estressadas e irritadas, que tem gastrite, arritmias cardíacas, hipertensão arterial e problemas com insônia, devem evitar o uso da substância. Também é restrita a idosos, crianças, gestantes e mães que estão amamentando.

Cafeína e Analgésicos

Você já se perguntou por que os medicamentos analgésicos colocam cafeína na composição? A substância é classificada como uma xantina natural, e age inibindo a ação de uma enzima chamada fosfodiesterase, envolvida no processo doloroso. Assim, é necessário um estímulo maior para que a pessoa sinta dor.
Os efeitos analgésicos da cafeína são ainda mais intensos quando se trata de dor de cabeça. Isso porque, além da ação sobre a fosfodiesterase, a substância tem também um efeito vasoconstritor. E, no geral, as cefaleias estão associadas à dilatação dos vasos que ficam ao redor do cérebro. A substância ajuda a tratar a cefaleia associada à tensão, com resultados ainda melhores se for tomada com ibuprofeno. Para que seus efeitos sejam potencializados, é melhor adicioná-la à fórmula do medicamento, em vez de consumi-la como bebida.
Fonte: http://belezaesaude.com/cafeina/

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Quatro maneiras simples de manter seu cérebro jovem.


Adquirir novos conhecimentos, fazer exercícios físicos e até tocar um instrumento musical são formas simples de manter a vitalidade desse órgão essencial.
Em teoria, é fácil manter o corpo em boas condições: basta seguir uma dieta saudável e fazer exercícios.
Tais princípios básicos deveriam ajudar a manter o cérebro saudável também. Mas pesquisas científicas recentes revelam segredos sobre outras formas de manter o cérebro jovem por mais tempo. Veja abaixo algumas dicas.
1. Cérebro ativo
É fundamental manter seu cérebro trabalhando. Mas é bom esclarecer que ler um pouco ou fazer palavras cruzadas não é o bastante.
Aprender algo novo pode fazer uma diferença enorme, por exemplo. Pode até paralisar a deterioração do cérebro.
O programa da BBC How to Stay Young ("Como Permanecer Jovem", em tradução livre) reuniu um grupo de pessoas com mais de 60 anos para fazer aulas de tênis de mesa. O programa descobriu que o esporte teve um efeito poderoso em seus cérebros - para alguns deles o córtex cerebral ficou até maior.
Ao começar um novo hobby que testava seus reflexos e a coordenação entre mãos e olhos, eles conseguiram estimular o cérebro para criar novas conexões entre os neurônios.
Tocar um instrumento musical também pode ser útil, já que a tarefa envolve diferentes partes do cérebro - áreas responsáveis pela coordenação motora fina, audição e visão.
Pelo fato de tantas áreas diferentes trabalharem ao mesmo tempo, a parte do cérebro que conecta os dois hemisférios - o corpo caloso - também se exercita.
E vale lembrar que nunca é tarde demais para aprender a tocar um instrumento. Um estudo americano concluiu que aprender a tocar piano melhorou a memória e outras funções cognitivas de um grupo de pessoas com idades entre 60 e 85 anos.
Atividades físicas também são boas para o cérebro. Uma pessoa pode criar mais células na área cerebral que é importante para a memória - o hipocampo - se exercitando.
E não é preciso correr uma maratona ou levantar muito peso para obter estes benefícios.
O programa da BBC descobriu que uma caminhada vigorosa durante uma hora, duas vezes pode semana, pode liberar substâncias que estimulam o crescimento de novos neurônios no hipocampo.
2. Alimentação
A alimentação correta também pode ter um papel fundamental na juventude do cérebro.
Um exemplo é a ilha japonesa de Okinawa, um local onde há um número alto de pessoas que passaram dos cem anos de idade e as taxas de demência podem ser até 50% mais baixas do que nos países ocidentais.
Alguns cientistas acreditam que um dos alimentos preferidos dos moradores da ilha tem um papel muito importante para toda esta saúde: a batata-doce roxa (que tem essa cor em seu interior e não apenas na casca).
Cientistas afirmam que esses legumes ajudam os moradores da ilha a manter uma boa circulação sanguínea, o que faz com que seus cérebros recebam bastante oxigênio.
Levando em conta que deve ser muito difícil encontrar esse tipo de batata em qualquer supermercado, o que devemos comer para ter tanta saúde?
Existem outros alimentos com essa cor púrpura e que têm este mesmo ingrediente "mágico", as antocianinas, pigmentos vegetais com poder antioxidante que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas.
Todas as frutas e verduras frescas vão ajudar a manter a saúde, mas frutas roxas como a amora ou verduras roxas como a beringela podem trazer ainda mais benefícios.
Outro alimento a ser levado em conta - e muito popular na cozinha japonesa - é o peixe.
Alguns especialistas afirmam que o ômega 3, um ácido graxo encontrado em alguns peixes, pode proteger as pessoas contra demência.
A dieta mediterrânea também inclui os peixes que têm ômega 3 e a organização britânica especializada em pesquisa e tratamento do Alzheimer, a Alzheimer Society, recomenda uma dieta neste estilo como uma das formas de reduzir o risco de desenvolver demência.
Já os suplementos alimentares com ômega 3 são mais polêmicos. Alguns médicos afirmam que são necessárias mais pesquisas para provar que estes suplementos oferecem tantos benefícios como o consumo de peixes.
3. Progressos na medicina
O futuro parece promissor em termos de tratamentos para o cérebro.
Por exemplo: pesquisadores conseguiram melhorar a memória de ratos idosos injetando neles o sangue de ratos jovens. Esta pesquisa já está em fase de testes em humanos.
Cientistas da Força Aérea dos Estados Unidos afirmam que uma pequena carga elétrica aplicada no couro cabeludo parece fortalecer conexões entre os neurônios.
E, também nos Estados Unidos, pesquisadores trabalham na criação de um implante que seria colocado no cérebro para ajudar as pessoas com demência a formar novas memórias.
4. Socialização
Humanos são animais sociais; precisamos uns dos outros para sobreviver.
Atividades sociais estimulam o cérebro de uma forma parecida com a de atividades como ler e fazer palavras cruzadas.
Assim como aprender coisas novas ou ser fisicamente ativo, atividades sociais ajudam a desenvolver conexões entre os neurônios em diferentes áreas do cérebro.
E as pesquisas também sugerem que as pessoas solitárias têm o dobro de chances de desenvolver o mal de Alzheimer e outros tipos de demência.

Fonte:
http://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/bbc/2016/05/08/quatro-maneiras-simples-de-manter-seu-cerebro-jovem.htm