terça-feira, 31 de maio de 2016

Entenda o que é a deficiência de G6PD

O que é a deficiência G6PD


Muito confundida com uma alergia alimentar, a deficiência de G6PD (Glicose-6-Fosfato Desidrogenase) ainda provoca bastante dúvida entre os pais e familiares de crianças diagnosticadas com o problema. É grave? Tem cura? O que pode e o que não pode? Tantos questionamentos não são à toa, já que o assunto não é tão fácil de entender e nem é divulgado como deveria. Por isso, conversamos com especialistas e explicamos a doença item por item para você saber como lidar com ela da melhor forma possível.
1. O que é G6PD e qual a sua importância?
Publicidade
A Glicose-6-Fosfato Desidrogenase, mais conhecida como G6PD, é uma enzima presente em todas as células do nosso corpo, auxiliando na produção de substâncias que as protegem de fatores oxidantes. No caso das hemácias (os glóbulos vermelhos que levam oxigênio para os tecidos e que são, portanto, o principal combustível dos nossos órgãos), a G6PD é essencial, pois é a única responsável por essa proteção.
2. E como é a deficiência de G6PD?
Como a própria expressão sugere, trata-se da carência dessa enzima - seja por não tê-la em quantidade suficiente, seja porque ela não funciona como deveria. Quando há essa deficiência, os glóbulos vermelhos ficam "desprotegidos" e, consequentemente, tornam-se suscetíveis à oxidação, o que pode afetar estruturas vitais como a hemoglobina, por exemplo. A pior reação, porém, é a indução da hemólise - nome dado à destruição prematura das hemácias, levando ao desenvolvimento de anemia.
3. Como ela se desenvolve?
Inicialmente, é importante dizer que a deficiência de G6PD é um tipo de Anemia Hemolítica Hereditária, um grupo de distúrbios que provocam a ruptura das hemácias, desencadeando um quadro anêmico. "Por fazer parte desse grupo, a deficiência tem transmissão genética (é passada de pais para filhos) e está ligada ao cromossomo X, mas acomete ambos os sexos", conta a hematologista do Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio), Carolina Abrantes. Estima-se que 400 milhões de pessoas no mundo sofrem com esse problema, prevalecendo em áreas endêmicas como África, Oriente Médio, Mediterrâneo e Nova Guiné.
Não se trata, portanto, de uma alteração da imunidade ou de um processo alérgico, como muitos costumam pensar. Entretanto, cabe ressaltar que existem os chamados fatores precipitantes ou agentes agressores, que funcionam como uma espécie de gatilho, acelerando a oxidação e o rompimento das hemácias. Podem ser medicamentos (listados ao final da matéria), bolas de naftalina,corantes - que devem ser mantidos bem longe dos portadores dessa deficiência - e até mesmo infecções bacterianas ou virais.
4. Quais são os sintomas e como a doença é detectada?
"A icterícia (caracterizada por olhos, pele e mucosas amarelados) que demora mais para passar, diferenciando-se da icterícia neonatal, além de palidez e urina escura, são sintomas que podem indicar a existência do problema", diz a especialista do Hemorio. O diagnóstico pode ser feito logo após o nascimento, por meio do teste do pezinho ampliado (que não está disponível na rede pública de saúde) ou ao longo da vida, através da dosagem de G6PD. "A gravidade da doença será proporcional à deficiência da enzima", destaca Carolina.
Clery Bernardi Gallacci, pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, lembra ainda que é importante que as mães não se desesperem caso o filho apresente icterícia: "Quando esse quadro é acentuado e as causas mais comuns são descartadas, investiga-se se há a possibilidade de haver deficiência de G6PD, mas esses são casos muito mais raros".
5. O que fazer quando o diagnóstico for confirmado?
"O pediatra pode seguir observando as condições da criança, mas, geralmente, nós recomendamos também o acompanhamento de um hematologista", afirma Clery. Afinal, estes são os especialistas que tratam as doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos - aqueles onde se formam as células sanguíneas. Portanto, os hematologistas é que poderão avaliar a saúde dos portadores da deficiência de G6PD, principalmente nos casos mais graves. 
"Se houver um grau de anemia, é importante que ele seja verificado periodicamente por meio de um hemograma. Além disso, é preciso avaliar a hemólise com marcadores simples LDH (lactato desidrogenase), bilirrubina total e frações, além de ficar sempre atento às possíveis infecções, que devem ser diagnosticadas e tratadas o quanto antes", acrescenta Carolina Abrantes.
Vale ressaltar que se o diagnóstico for feito enquanto o bebê ainda é amamentado pela mãe, ela será orientada a não entrar em contato com os agentes agressores. Isso porque as substâncias podem ser passadas para o filho pelo leite materno, afetando a sua condição e podendo levá-lo à hemólise prematura. 
6. Existe cura ou tratamento?
Não há um tratamento específico ou cura para a doença. A baixa quantidade da enzima G6PD irá acompanhar seu portador por toda a vida. O que deve ser feito, na verdade, é "evitar as drogas oxidantes, infecções e alimentos como fava e corantes, por exemplo. Também é importante manter o calendário de vacinas em dia, comunicar os médicos sobre a deficiência e portar uma lista com a relação de remédios que não devem ser administrados, como paracetamol e dipirona", esclarece Carolina. Outra dica é deixar um cartão de aviso sobre a enfermidade junto dos documentos de identificação e objetos pessoais, caso aconteça algum atendimento de emergência. Se as instruções forem seguidas e as restrições respeitadas, a qualidade de vida da criança não deverá ser afetada. 
7. E quais são os riscos?
Caso o acompanhamento médico não seja feito da forma recomendada e o paciente continue sendo exposto aos agentes que aceleram a oxidação dos glóbulos vermelhos e levam a criança a hemolisar, pode-se correr um sério perigo, pois as hemácias cumprem uma função vital em nosso corpo. Palidez, cansaço extremo e sonolência são alguns indícios de que o pequeno está hemolisando, assim como a urina escura e o aspecto amarelado da pele. Quando se observa alguns desses sinais (principalmente os dois últimos), é fundamental procurar um atendimento médico.
É importante lembrar que a velocidade com que essas reações acontecem pode variar de acordo com o nível de carência da enzina que a pessoa apresenta, bem como o fator precipitante com o qual ela entrou em contato - o feijão de fava, por exemplo, tende a ser mais perigoso. "Dependendo do grau de deficiência de G6PD, se não houver um pronto atendimento com transfusão sanguínea e tratamento da causa, pode haver risco de vida", alerta Carolina. No entanto, isso acontece apenas em casos mais graves.
De qualquer forma, não é porque a criança não apresentou nenhum sintoma a curto prazo com determinada substância, que ela pode seguir consumindo. Aos poucos, isso pode sobrecarregar o organismo dela.
8. Como lidar com essa condição?
A pediatra do Santa Joana enfatiza que a deficiência de G6PD demanda, sim, uma atenção aos elementos com os quais a criança entra em contato, mas que não deve ser motivo de extrema preocupação. "É importante que as mães não se assustem com isso e tenham sempre na bolsa uma lista com todos os agentes capazes de desencadear hemólise. Ela pode plastificá-la e tê-la sempre à mão, principalmente durante as compras, por exemplo, já que precisa observar os rótulos dos produtos. Mas, de modo geral, a criança deverá ter uma vida normal", finaliza.
Analgésicos e antipiréticos
Devem ser evitados: Acetanilida, metamizol, fluotante, ácido para aminosalicílico
Podem ser usados com cuidado: acetaminofeno, acetofenatidina, ácidoacetilsalicílico, aminopirina, antipirina, fenacetina, paracetamol
Antiarrítmicos
Deve ser evitado: quinidina
Podem ser usados com cuidado: procainamida
Anti-helmínticos
Deve ser evitado: piperazina
Anti-hipertensivos
Devem ser evitados: captopril, enalapril (maleato), hidralazina (cloridrato)
Anti-maláricos
Devem ser evitados: hidoxicloroquina, mefloquina, pamaquina, pentaquina, primaquina, quinocida
Podem ser usados com cuidado: cloroquina, pirimetamina, quinacrina, quinino
Antianginosos
Devem ser evitados: mononitrato de isossorbida, dinitrato de isossorbida, nitroglicerina (trinitrina)
Antibacterianos
Devem ser evitados: ácido nalidíxico, cloranfenicol, ciprofloxacino, dapsona, fenazopiridina, furaltodona, furmetonol, nitrofurantoína, nitrofurazona, nofrfloxacino, ofloxacino, Co-trimoxazol, furmetonol, neoarsfenamina
Podem ser usados com cuidado: ácido p-aminobenzóico, isoniazida, trimetropina estreptomicina
Antiepiléticos
Pode ser usado com cuidado: fenitoína
Antiparkinsoniano
Pode ser usado com cuidado: L-Dopa
Antiprotozoários
Devem ser evitados: furazolidona
Antissépticos
Deve ser evitado: azul de metileno
AntitóxicosDeve ser evitado: dimercaprol (BAL)
Anti-inflamatório
Deve ser evitado: probenicide
Anti-histamínicos
Podem ser usados com cuidado: astemizol, azatadina, bronfeniramina, cetirizina, clorfeniramina, ciproeptadina, difenidramina, dexclorfeniramina, difenidramina, elastina, hidroxizina, loratadina, mequitazina, oxatomida, terfenadina
Citostáticos
Pode ser usado com cuidado: doxorrubicina (cloridato)
Contrastes
Deve ser evitado: azul de toluidina
Estrogênio
Deve ser evitado: mestranol
Sulfonamidas e sulfonas
Devem ser evitados: sulfacetamida, sulfametoxazol, sulfametoxipirimidina, sulfapiridina, sulfassalazina, diaminodifenilsulfona (DDS), dapsona, sulfanilamida, sulfamerazina, sulfatiazole, sulfoxone, tiazolsufona, N-acetilsufanilamida, sulfatizaol
Podem ser usados: sulfisoxazole, sulfadiazina, sulfametoxipiridazina
Vitaminas
Devem ser evitadas: vitamina K1 e vitamina K3
Pode ser usada com cuidado: vitamina C (ácido ascórbico)
Alimentos e uso doméstico
Devem ser evitados: corantes, grão de fava e naftaleno


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Saiba o que pode causar a vermelhidão no rosto

Fisiogel


Quando a barreira hidrolipídica, responsável por proteger a pele, está comprometida, ficamos vulneráveis às agressões do ambiente. Em algumas pessoas, essa sensibilização pode causar o aparecimento de vermelhidão excessiva, principalmente na região da testa, do nariz, das bochechas e do pescoço. Há diversos sinais de que você pode estar com esse problema: 

1. Você fica frequentemente ruborizada 

Ficar levemente corada depois de um elogio ou em uma situação estressante é uma reação normal do corpo, provocada pelo maior fluxo de sangue no rosto, pescoço e colo. Se os episódios forem frequentes, no entanto, os vasos sanguíneos acabam danificados – e aí a vermelhidão pode se tornar permanente.

2. Você já tem pele sensível

Esse tipo de pele reage de forma mais intensa aos fatores externos, e os fatores desencadeantes variam de pessoa para pessoa. A vermelhidão excessiva é comum em peles sensíveis influenciadas por problemas hormonais, estresse, oscilações de temperatura, poluição e contato com agentes químicos.

3. Você sofre de alergias
 
Poeira, substâncias químicas, metais e até intolerância a certos alimentos podem causar uma reação no organismo que, entre outras coisas, provoca a vermelhidão facial.

Cuidando da pele sensível

A vermelhidão do rosto pode ser um sinal de que a sua pele é sensível e, portanto, precisa de cuidados especiais – e um reforço na hidratação diária pode ajudar você a melhorar esse quadro. Para ajudar nessa tarefa, a Stiefel criou a linha Fisiogel®, com cremes hidratantes e restauradores recomendados por dermatologistas em todo o mundo. Disponíveis nas versões A.I. Ação Calmante e Terapia de Hidratação Diária, os produtos têm a tecnologia BioMimic, que age naturalmente para restaurar a barreira hidrolipídica da pele seca e sensível, deixando-a mais hidratada e saudável. 


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/beleza

Tudo o que você precisa saber sobre a visão na gravidez

Grávida usando óculos


Além de sofrerem grandes mudanças físicas e emocionais, muitas grávidas também estão sujeitas a alterações oculares. Não é sempre que elas acontecem, mas o turbilhão de hormônios característico dos nove meses de gestação podem provocar olho seco, visão embaçada e até mesmo aumento (ou diminuição) no grau da lente. A boa notícia é que, em geral, esses sintomas não devem ser motivo para preocupação.
De acordo com o ginecologista e obstetra Paulo Nowak, membro do Conselho Editorial da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), os incômodos se justificam pela alta concentração de hormônios femininos no organismo e pelo aumento do volume de sangue circulando no corpo da futura mãe. "Na grande maioria dos casos, essas manifestações são transitórias", afirma Célia Nakanami, oftalmologista e professora da Unifesp. "E, muitas vezes, passam despercebidas", afirma a médica.
Para ajudar (e tranquilizar!) quem está encarando essas transformações, reunimos as respostas para as dúvidas mais comuns:

1. Estou sentindo que meu olho está mais seco. Este é um sintoma relacionado à gravidez?

Sim. Esta é uma consequência da maior concentração de estrógeno no corpo da gestante, segundo Célia Nakanami. "Pode haver um ardor e uma sensação de que existe um corpo estranho nos olhos", descreve. E, por mais estranho que pareça, é comum que ocorra maior lacrimejamento, "justamente porque a falta de lágrima estimula sua produção", esclarece a oftalmologista. Ela fala, ainda, na possibilidade da grávida passar a ter maior sensibilidade à luz em razão da falta de lubrificação da córnea.

2. É possível aliviar esses incômodos característicos do olho seco?

Não permanecer muito tempo em ambientes com ar condicionado com certeza ajuda, assim como evitar a aplicação de soro fisiológico, que tende a irritar os olhos devido à presença do sal. Mas nada é mais eficaz do que as lágrimas artificiais (lubrificantes oculares). No entanto, vale ficar atenta ao tipo de colírio utilizado, especialmente se a grávida tiver glaucoma. "Alguns produtos disponíveis no mercado possuem componentes vasoconstritores, que podem causar danos aos olhos da mãe e do bebê", alerta Célia. Por isso, sempre consulte um especialista antes de pensar em passar na farmácia e se automedicar.

3. Durante a gestação, posso usar lentes de contato?

Sim, mas algumas grávidas adquirem intolerância às lentes devido ao aumento da espessura e da curvatura da córnea. "Visão embaçada, perda de nitidez, dificuldade para ler e dirigir e dor de cabeça podem ser indícios de uma variação no grau da lente", informa João Alberto Holanda de Freitas, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Para Paulo Nowak, da Sogesp, o melhor a fazer é esperar a chegada do bebê, "quando essas e outras tantas alterações costumam desaparecer", ressalta. "A não ser que isso esteja ocasionando dor de cabeça e enjoos. Nesse caso, é bom verificar com o médico a possibilidade de usar óculos temporários", acrescenta.

4. É verdade que a miopia se agrava na gravidez?

Pode acontecer. "Existe a possibilidade de alteração do grau tanto da miopia quanto do astigmatismo", atesta Freitas, em razão das mudanças hormonais e vasculares características da gravidez. No entanto, o especialista não recomenda que a gestante chegue a substituir a lente dos óculos ao notar a visão embaçada, pois tudo tende a voltar ao normal com o nascimento do bebê. Célia Nakanami concorda, mas destaca que, se o incômodo for muito grande, vale conversar com o médico para verificar a possibilidade de troca.

5. A mulher pode fazer a cirurgia de correção da miopia durante a gravidez?

Não se deve fazer esse tipo de procedimento durante a gestação, que é um estado que demanda cuidados extras. Além disso, como existe essa possibilidade de o grau ser alterado ao longo dos nove meses - e retornar aos mesmos patamares após o parto - a recomendação dos especialistas é a de não intervir nesse momento.

6. O inchaço das pálpebras está relacionado à gestação?

Não é uma manifestação comum, mas segundo Paulo Nowak, pode ser uma das consequências da elevação das taxas de progesterona. "O sangue circula mais, então tanto a córnea como a pálpebra podem apresentar inchaço. E a retenção de líquido típica da gravidez também colabora para o quadro", explica. 

7. Pontos brilhantes na visão são motivos para preocupação?

Mantenha seu médico sempre informado, pois este é um dos sinais da pré-eclâmpsia, um quadro de hipertensão arterial que pode acontecer após a vigésima semana de gestação. Além desses pontinhos, outros efeitos são os flashes de luz e as chamadas moscas volantes (pequenas manchas que se movimentam no campo de visão). "Dor de cabeça intensa e dor forte na região mais alta do abdômen também podem ser sintomas da pré-eclâmpsia", complementa Nowak. O especialista pondera: "Com o tratamento adequado, a pré-eclâmpsia tende a regredir. Mas, sem a devida atenção, poderá haver sangramento na retina, o que pode levar a lesões sérias e irreversíveis nos olhos, além de comprometer outros órgãos". Por isso, mulheres que têm pressão alta devem alertar o obstetra assim que engravidam, pois a condição exige cuidados extras. "Fazer um bom pré-natal e controlar a pressão durante toda a gravidez é essencial", resume o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

8. Mulheres diabéticas estão mais sujeitas a problemas de visão na gravidez?

"O que pode acontecer de diferente com elas vai depender muito do acompanhamento médico", afirma Paulo Nowak. É importante fazer um exame de fundo de olho e controlar as taxas de glicemia, além de evitar o açúcar. "Apesar de as alterações vasculares do diabetes serem diferentes daquelas observadas em quem apresenta quadro hipertensivo, na região da retina os efeitos são semelhantes. Em situações extremas, pode haver perda parcial ou total da visão", informa o obstetra. O profissional explica, ainda, que esta é uma doença que está relacionada à exposição frequente a níveis altos de açúcar no sangue. Então, no caso do diabetes gestacional, que costuma se desenvolver apenas no final do segundo trimestre da gravidez, os riscos para a visão são menores, já que o tempo de exposição aos altos níveis de glicose é relativamente curto - geralmente, o quadro regride depois do parto. "Mas é claro que a situação também demanda todo cuidado", reforça.

9. Quem já possui alterações na visão, como ceratocone ou glaucoma, deve ter algum cuidado especial durante a gestação?

Nestes casos, é fundamental procurar um oftalmologista antes mesmo de engravidar, pois alguns procedimentos podem ser feitos para minimizar eventuais complicações - a alta retenção de líquidos da gravidez pode levar a um agravamento do quadro de ceratocone. Além disso, o uso indiscriminado de colírios antiglaucoma também pode ser prejudicial ao feto. Algumas drogas são consideradas mais seguras, mas é imprescindível que a gestante com glaucomautilize somente o colírio liberado pelo especialista da área.

10. Os colírios muitas vezes são considerados inofensivos. No entanto, eles podem representar algum risco para a formação bebê?

Mulheres que têm o costume de usar colírio ou que sintam essa necessidade durante a gestação precisam consultar-se com o oftalmologista para ter certeza de que a droga utilizada é mesmo segura. De acordo com Célia Nakanami, as lágrimas artificiais que contêm conservantes podem ser tóxicas, por isso a grávida não deve usar mais do que quatro vezes ao dia. Já as fórmulas que não levam conservantes em sua composição podem ser usadas conforme a necessidade da gestante, pois não oferecem riscos.

11. Os desconfortos notados durante a gravidez costumam passar quanto tempo após o parto? O que fazer caso eles persistam?

Em geral, as alterações regridem em um ou dois meses, embora em alguns casos as mudanças possam permanecer. De todo modo, passadas essas semanas iniciais após a chegada do bebê, os especialistas recomendam o retorno da mãe ao oftalmologista para que ele possa reavaliar a paciente.


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

sexta-feira, 27 de maio de 2016

29 ativos da natureza que servem como tranquilizantes, energizantes e purificantes

Ativos naturais chás


1. Alcachofra - Calmante
É rica em rutina, um tipo de flavonoide, com efeito calmante e sedativo. De quebra, a flor traz compostos fenólicos e enzimas, que combatem os radicais livres.
Publicidade
2. Alecrim - Energizante
O óleo essencial extraído dessa erva é um poderoso estimulante da memória, do humor e da concentração. Estudos indicam ainda que seu aroma favorece o aprendizado.
3. Argila - Calmante
Reduz a insônia e a fadiga muscular graças à presença de minerais, como cobre e zinco. Mais: absorve o excesso de gordura e revitaliza a pele.
4. Arroz - Purificante
Do grão, é retirada uma substância sólida, branca e translúcida, conhecida como seda, que esfolia a pele e remove as células mortas. O principal componente é o óxido de silício orgânico.
5. Aveia branca - Calmante
Contém apigenina, flavonoide com propriedade ansiolítica, e ácido pantotênico, conhecido como "vitamina anti-stress", que atua na produção de anticorpos.
6. Bergamota - Purificante
O trio hesperidina, pectina e vitamina C preserva a integridade das células e auxilia na eliminação dos radicais livres.
7. Brassica napus - Calmante
Da semente dessa planta, é obtido o óleo de canola, que possui vitamina E, poderoso agente anti-irritante da pele.
8. Café - Energizante
Combina cafeína, polifenóis e taninos, que estimulam as funções celulares e o sistema nervoso central. Resultado: maior concentração e resistência ao cansaço.
9. Camomila - Calmante
A flor tem efeito sedativo e pode ser usada para diminuir a ansiedade, relaxar a musculatura, espantar tensões e induzir ao sono.
10. Camu-camu - Energizante
Excelente fonte de vitamina C, é antioxidante e ativa o sistema imunológico.
11. Canela - Energizante
O óleo essencial tirado do caule contém eugenol, que estimula o sistema nervoso central por meio do olfato.
12. Castanha-da-índia - Purificante
Composta de vitaminas C, D e do complexo B, aumenta as trocas gasosas e a nutrição dos tecidos, melhora a circulação e diminui o inchaço e o cansaço nas pernas.
13. Centella - Purificante
Com ácido cafeoilquínico, auxilia no combate à formação de placas de gordura nas artérias e veias. Com isso, diminui a ocorrência de problemas circulatórios.
14. Chá verde - Energizante
A associação de catequinas e cafeína preserva as células responsáveis pela produção de energia no corpo.
15. Cidreira - Calmante
A erva libera um perfume com ação calmante e relaxante que traz a sensação de conforto.
16. Gengibre - Energizante
O óleo essencial extraído da raiz é outro estimulante do sistema nervoso central por meio da ativação do sistema límbico.
17. Gingko - Purificante
O extrato da planta tem ação vasodilatadora, o que aumenta a oferta de oxigênio para as células, especialmente as do cérebro - por isso, favorece a memória.
18. Guaraná - Energizante
O fruto brasileiríssimo contém metilxantina, alcaloide com alto poder estimulante.
19. Hibisco - Calmante
A flor originária da Ásia tem efeito diurético e digestivo. É também antioxidante e hidratante.
20. Himanthalia elongata - Energizante
Essa alga associa vários sais minerais, entre eles o magnésio, que acelera o metabolismo celular.
21. Illipe - Calmante
O fruto dessa planta típica do sudeste asiático produz uma manteiga rica em ácidos graxos, que favorecem a restauração do manto hidrolipídico e, assim, acalmam a pele.
22. Lavanda - Calmante
A fragrância da flor tem a capacidade de diminuir a síntese do cortisol, o hormônio do stress, por isso é tão relaxante.
23. Margarida - Purificante
As saponinas encontradas na flor inibem a formação de triglicérides. Dessa forma, o sangue fica mais fluido, o que ajuda na eliminação de toxinas.
24. Passiflora - Calmante
Mais conhecida como maracujá, tem ação sedativa, sendo usada nos casos de agitação, insônia e irritação.
25. Perilla - Calmante
Da semente da planta, usada em larga escala pela medicina chinesa, é retirado um óleo rico em ácidos graxos poli-insaturados com efeito calmante e anti-irritante.
26. Rosa - Purificante
Graças aos flavonoides encontrados nas pétalas, tem ação adstringente, anti- inflamatória, antioxidante e protetora das paredes dos vasos sanguíneos entre outros benefícios.
27. Tapioca - Calmante
O amido presente na mandioca é capaz de aumentar os níveis de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e de relaxamento.
28. Tephrosia purpurea - Calmante
Flor exótica da Índia, acalma a pele e libera neurotransmissores que ajudam a reduzir as tensões.
29. Turmalina - Energizante
O pó da pedra preciosa é indicado para estimular a circulação e melhorar o tônus e a vitalidade da pele. Diminui a ocorrência de problemas circulatórios.


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Crianças também sofrem com doenças da tireoide

Menino sendo examinado

Disfunções na tireoide são problemas de gente grande, certo? Não é bem por aí. Engana-se quem pensa que falhas no funcionamento dessa glândula só se tornam uma preocupação quando ficamos mais velhos. É verdade que elas acometem os adultos (em especial as mulheres) com mais frequência, mas os pequenos também podem sofrer com as doenças tireoidianas. E muitas pessoas não sabem disso.
É o que aponta uma pesquisa encomendada pela farmacêutica alemã Merck para a 8a Semana Internacional da Tireoide, que acontece entre os dias 23 e 29 de maio de 2016. Participaram do levantamento 1 600 mulheres de 16 países, incluindo o Brasil, todas com mais de 18 anos e mães de crianças e adolescentes com idades entre 0 e 15 anos. As participantes responderam a questionários online sobre o conhecimento que tinham a cerca dos problemas da tireoide nos pequenos.
Os resultados globais se mostraram preocupantes: 63% das entrevistadas disseram que seu filho nunca havia sido examinado para descartar distúrbios da tireoide. Entre aquelas que não tinham histórico familiar dessas complicações, esse número subiu para 85%. Quando perguntadas se já haviam conversado com um médico sobre essas disfunções em seus pequenos, 58% responderam que nunca bateram esse papo com um especialista. Nas famílias que não contavam com esses casos, o índice foi de 84%.
Por aqui, as mamães se mostraram mais bem-informadas: 90% afirmaram saber que as crianças podem sofrer com falhas no funcionamento da tireoide. Além disso, 65% das brasileiras declararam já ter recebido orientações de profissionais sobre esse assunto, e 66% dos pequenos do nosso país foram submetidos alguma vez a exames para diagnosticar problemas na glândula.
Se você não está no time daquelas que já receberam informações sobre distúrbios da tireoide em crianças, não se preocupe. A seguir, explicamos tudo sobre as disfunções mais comuns no público infantil, baseado em um uma cartilha elaborada pela Merck em parceria com a Thyroid Federation International, uma organização global de apoio a pacientes que enfrentam complicações tireoidianas.  

A tireoide

Essa glândula endócrina está localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo do pomo de Adão. Em formato de borboleta, a tireoide desempenha funções vitais no organismo: além de controlar o metabolismo, ela produz hormônios essenciais (o T3 e o T4) para que tecidos e órgãos funcionem adequadamente e na velocidade certa. Nos pequenos, ela é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento cerebral.
Para exercer todos esses papeis com maestria, a tireoide precisa trabalhar no ritmo certo. Porém, às vezes, ela pode passar a funcionar mais lentamente ou de forma acelerada - quando a velocidade cai, dá-se o nome de hipotireoidismo; quando sobe, trata-se do hipertireoidismo. Ambos os distúrbios podem acometer a criançada e causar problemas sérios.
Hipotireoidismo
Crianças cuja tireoide produz pouco hormônio e que não recebem diagnóstico e tratamento precoces podem ter prejuízos no processo de aprendizagem e no crescimento de ossos e dentes. Os sintomas mais comuns são cansaço e sonolência constantes, constipação e problemas na alimentação, como dificuldade de deglutição.
Causas
O hipotireoidismo pode estar presente desde o nascimento. Esses casos são chamados de hipotireoidismo congênito e ocorrem em cerca de 1 a cada 2 000 a 4 000 recém-nascidos. Eles acontecem quando a glândula tireoide do bebê não se desenvolve adequadamente ainda no útero. Na maioria das vezes, isso se dá por uma falha no processo de formação do embrião, mas outros fatores podem contribuir para que esse problema apareça: além do histórico familiar, a falta de iodo na alimentação da gestante também pode impedir que a tireoide do bebê se forme corretamente (daí a importância da suplementação nutricional durante a gravidez).
Outra possível causa da baixa atividade tireoidiana é a chamada Tireoidite de Hashimoto, que costuma aparecer em crianças maiores. Essa condição é marcada por um ataque do próprio sistema imunológico à glândula, afetando a produção de T3 e T4.
Diagnóstico e tratamento
Embora o hipotireoidismo congênito possa ser identificado durante a gravidez, o mais comum é que ele seja detectado por meio do teste do pezinho, realizado geralmente no terceiro dia após o parto. Quando o bebê que acabou de chegar ao mundo é diagnosticado com a doença, a recomendação é que ele já receba a reposição dos hormônios tireoidianos. O tratamento deverá ser seguido pelo resto da vida, ajustando apenas a dosagem, de acordo com a idade e a necessidade da criança.
Nos casos do hipotireoidismo tardio, a descoberta é feita por exames de sangue que avaliam o funcionamento da glândula. A terapia também é à base de suplementação hormonal.
Hipertireoidismo
Quando a tireoide produz hormônios além da conta, todas as funções do corpo e os processos metabólicos trabalham mais rápido do que o normal. Como consequência, o pequeno apresenta falta de concentração, irritabilidade, temperamento emotivo, diarreia e mãos trêmulas, por exemplo. Essa disfunção é mais rara: atinge 1 em cada 1 milhão de crianças menores de 4 anos de idade.
Causas
O que mais provoca hipertireoidismo em meninos e meninas é uma condição chamada doença de Graves. Essa enfermidade autoimune leva o organismo a produzir anticorpos que estimulam a tireoide a fabricar hormônios em excesso. Os baixinhos que sofrem com essa alteração têm sintomas como inchaço do pescoço e olhos saltados.
Diagnóstico e tratamento
A identificação de um quadro de hipertireoidismo pode ser feita tanto com base em sinais clínicos quanto em testes sanguíneos. Há várias opções de tratamento: radioterapia, betabloqueadores para frear o ritmo cardíaco e a agitação da criança, medicamentos antitireoidianos para controlar a produção hormonal excessiva e até cirurgia para retirar parte da glândula. Se o seu filho for diagnosticado com esse distúrbio, converse com o pediatra ou um endocrinologista para saber qual dessas opções é a mais indicada.


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Por que há tanta tireoide lenta por aí

Por que há tanta tireoide lenta por aí

A presença de borboletas no estômago é um dos sinais clássicos da paixão. Os poetas encontraram no farfalhar de asas a metáfora perfeita para aquele rebuliço abdominal comum ao bater os olhos na pessoa amada. Mas, se fôssemos mais precisos (e um pouco menos literários) em matéria de corpo humano, teríamos de dizer que uma borboleta pousaria mesmo em outro órgão. Lá na região da garganta. É ali que fica a tireoide, glândula com o formato do inseto que orquestra o funcionamento do organismo — e influencia, inclusive, nossas emoções.
Foi pensando em resguardar a tireoide que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, mandou reduzir o teor de iodo do sal de cozinha. As taxas, que antes ficavam entre 20 e 60 miligramas por quilo, precisaram se adaptar à faixa, de 15 a 45 miligramas. O corte, segundo a entidade, teve a ver com o aumento de casos de hipotireoidismo, distúrbio que prejudica a produção dos hormônios pela glândula. "A doença desacelera o metabolismo, gerando fadiga, sonolência, depressão e raciocínio vagaroso. E o iodo em excesso é um gatilho para o seu surgimento", diz a endocrinologista Roberta Frota, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. A Anvisa resolveu agir com base em estatísticas preocupantes: o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal todos os dias. "É um exagero se considerarmos a recomendação da Organização Mundial da Saúde, de apenas 5 gramas", contextualiza Paula Bernadete Ferreira, especialista em regulação e vigilância sanitária da agência.
O abuso do condimento nas refeições elevou, por sua vez, a porção de iodo no prato dos cidadãos. "A iodação do sal foi calculada pensando em uma dieta de 9 gramas diárias de sal e está, portanto, defasada. Essa resolução da Anvisa não poderia ter sido mais adequada", elogia o endocrinologista Geraldo Medeiros, professor sênior da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Na época de sua aprovação, a medida, porém, dividiu opiniões. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia criticou a regra. "O foco deveria estar na quantidade de sal que o brasileiro ingere", analisa a endocrinologista Gisah Amaral, vice-presidente do Departamento de Tireoide da sociedade. "Ainda nos causa mais preocupação a falta de iodo, que pode trazer complicações, principalmente na gestação e nos primeiros anos de vida", justifica.
Nem só o iodo deixa a tireoide lenta. Os cientistas possuem uma lista de suspeitos envolvidos nessa história. "Ainda não está totalmente demonstrada a relação entre hábitos e componentes químicos com o hipotireoidismo", ressalva Medeiros. Mas não faltam estudos procurando evidências sobre seu papel no colapso da glândula. Uma investigação, por exemplo, procurou estabelecer o impacto da poluição na tireoide. A pesquisa, da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo, acompanhou mais de 6 mil pessoas durante 15 anos. Elas foram divididas em dois grupos. O primeiro morava perto de um parque industrial petroquímico, enquanto o segundo habitava uma área residencial menos poluída. Em 1992, cerca de 2% dos indivíduos que viviam nas cercanias das fábricas — e travavam contato com poluentes — tinham hipotireoidismo. Em 2001, a quantidade de pessoas com a mesma doença nessa região subiu para 57%. Já na área com menos sujeira no ar, as taxas não tiveram modificações tão gritantes. "É como se a tireoide não soubesse se proteger dos agentes químicos e, ao tentar reagir, prejudicasse a si mesma", ensina a neuroendocrinologista Maria Angela Zaccarelli, autora do trabalho.
Se poluentes disparariam distúrbios na glândula em pessoas predispostas, o que dizer de remédios e produtos de limpeza? "Alguns medicamentos, como xaropes expectorantes, contêm iodo. E o mesmo vale para certos desinfetantes que, em contato com a pele, podem passar o mineral para o organismo", alerta a endocrinologista Tania Furlanetto, da Universidade Federal do Rio Grande o Sul. Nesses casos, a saída é consultar o médico e, na hora de limpar a casa, investir em luvas.
Potes plásticos e panelas antiaderentes também geram polêmica. "Existe uma suspeita de que esses utensílios soltariam compostos tóxicos que atingem a tireoide", desconfia o endocrinologista Luciano Giacaglia, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. Outro inimigo em potencial se esconde sob a vida conturbada das grandes cidades. "Toda vez que o corpo passa por um estresse, há uma resposta do sistema imune, que pode afetar a glândula", especula Giacaglia. Enquanto a ciência levanta dados para bater o martelo, convém relaxar e, como sugerem pesquisas recentes, tentar escapar da poluição e maneirar no sal. Tudo para a borboleta continuar na ativa, isto é, fabricando seus hormônios.

Se hoje é farto, ontem faltava

A deficiência de iodo foi um grave problema de saúde pública no século 20. A carência do mineral estava por trás do bócio, um inchaço na região da garganta, e até retardo mental em bebês. Embora a iodação do sal no Brasil para mudar esse panorama tenha começado nos anos 1950, a primeira lei nacional sobre o assunto é de 1995. E os resultados são incontestes: os casos de bócio em crianças caíram de 20,7% em 1955 para 1,4% em 2000.

Nas asas do equilíbrio

A dosagem correta de iodo é um dos fatores mais importantes para manter uma tireoide saudável
Nem demais...
A tireoide usa o iodo para produzir os hormônios T3 e T4. Se a substância está em excesso, o órgão sofre um processo de inflamação. O sistema imunológico manda anticorpos para a região, que acabam atacando a própria glândula.
...Nem de menos
Se o iodo escasseia, a tireoide não tem matéria-prima para fabricar a dupla hormonal. Na tentativa de compensar a baixa produção, ela cresce de tamanho. A deficiência está relacionada a casos de bócio e problemas de desenvolvimento na infância.

Nódulo de tireoide na ponta da agulha

Novo método, ainda em fase de testes, elimina essas formações sem deixar cicatriz no pescoço
O surgimento de massas tumorais na glândula costuma incomodar, seja por questões estéticas, seja por problemas funcionais. Para retirar esses nódulos hoje, é preciso passar por uma cirurgia que deixa uma cicatriz na garganta. Mas um equipamento ainda sob estudos no Brasil promete resolver o problema com mais comodidade. "Introduzimos uma agulha bem fina na região do pescoço. Ela é guiada por ultrassom e emite um raio laser sobre os nódulos", explica o radiologista intervencionista Rodrigo Gobbo, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, pioneiro no uso da técnica. Esse laser queima a formação defeituosa, que então diminui e é eliminada pelo organismo.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Acne tardia: tratamentos para deixar as espinhas no passado de vez

Espinha acne tardia

Mochila da escola, aparelho nos dentes e... espinhas. Se só nesse combo o surgimento delas lhe parece razoável, saiba que as coisas também podem ficar espinhosas aos 20, 30, 40 e até aos 50 anos. A acne adulta, como o problema é chamado, afeta 54% das mulheres acima de 25 anos, segundo a Academia Americana de Dermatologia. Por aqui, um levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia ,em parceria com a marca de dermocosméticos Theraskin, apontou que esse é o motivo que mais leva pacientes dessas faixas etárias aos consultórios dermatológicos.
Mesmo que nunca tenha se manifestado (nem mesmo na adolescência) ou tenha permanecido dormente por alguns anos, a acne pode ser desencadeada por alguns fatores, como stress, cosméticos e maquiagem inadequados para o tipo de pele, poluição ou até alimentação. Por essência, todos eles estão na base da cadeia que provoca o entupimento dos folículos pilosos e bloqueia a saída do sebo – produzido pelas glândulas sebáceas, ele tem a função de proteger a pele. O poro, tampado e preenchido por óleo, dá origem ao comedão (vulgarmente, um cravo). Em alguns casos, a presença de bactérias ainda causa um processo inflamatório, a espinha. “Esse tipo de lesão, dolorida ou não, concentra-se principalmente na parte inferior do rosto, na região das mandíbulas”, explica a dermatologista Claudia Marçal, de Campinas (SP). Da adolescência à idade adulta, o que muda são os gatilhos. “Se a oscilação hormonal ligada à puberdade é o fator determinante da acne em adolescentes, mais tarde ela pode ser resultado de diversos fatores combinados”, diz a dermatologista Bianca Wiedemann, do Rio de Janeiro. Identificá-los é essencial para buscar o tratamento adequado.
De olho no rótulo
 
Protetor solar, anti-idade, hidratante, base, BB cream... A mistura e o uso frequente de maquiagem e cosméticos dificultam o diagnóstico de acne na mulher adulta. “É importante usar produtos específicos para cada tipo de pele”, diz a dermatologista Karla Assed, do Rio de Janeiro. Quem tem pele oleosa ou com tendência a acne deve evitar cosméticos à base de óleo e cremes muito densos, dando preferência a versões em gel ou sérum, mais fluidas. Falta de hidratação também pode levar a pele a produzir mais sebo como forma de compensação. Portanto, nada de pular essa etapa no ritual diário de cuidados.
Muita calma nesta hora
 
O stress é apontado como um dos principais vilões da pele da mulher adulta. As aflições do cotidiano ou perturbações pontuais fazem os níveis do cortisol (chamado de hormônio do stress) subir às alturas. De acordo com um estudo feito pela Academia Americana de Dermatologia, esse aumento tem como consequência uma produção exagerada de óleo pelas glândulas sebáceas. É por isso que mesmo quem não costuma ter acne às vezes enfrenta o problema em momentos de tensão. “Além disso, o cortisol enfraquece a barreira protetora natural do rosto, deixando-o mais suscetível a inflamações e infecções”, explica Bianca.
Limpeza criteriosa
 
Se a causa não for hormonal nem estiver ligada à alimentação, o problema talvez seja simplesmente a
falta de limpeza adequada. Resquícios de cosméticos ou excesso de sujeira tapam os poros e entopem os folículos – um prato cheio para o surgimento da acne. Daí a importância de retirar bem a maquiagem antes de dormir. O ritual básico de cuidados inclui limpeza, tonificação e hidratação do rosto pela manhã e à noite. “Para controle da inflamação, use sabonetes à base de extratos calmantes e anti-inflamatórios, como ácido salicílico e peróxido de benzoíla, que diminuem a produção de sebo”, diz Karla.
Hormônios a mil
 
Alterações no sistema endócrino têm relação direta com o surgimento de acne adulta. “O quadro geralmente está ligado ao estímulo inadequado dos receptores masculinos, a problemas na tireoide ou disfunções em geral”, afirma Claudia. A acne também pode ser um importante sintoma da síndrome dos ovários micropolicísticos, doença que gera desequilíbrio nos hormônios femininos.
Dieta da pele
E lá vem aquela história do chocolate... A antiga polêmica que gira em torno dessa e de outras iguarias tem fundamento, segundo os especialistas. “O consumo exagerado de alimentos com alto índice glicêmico – assim como daqueles que contêm gorduras trans e saturadas – pode potencializar a inflamação e a resistência à cicatrização dos comedões”, afirma Claudia Marçal. Fazem parte da lista todos os carboidratos que liberam açúcar no sangue rapidamente (para ser usado pelo corpo como energia), como pães, massas e doces em geral. De acordo com um estudo conduzido pelo departamento de nutrição da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, a explicação estaria justamente no pico de açúcar no sangue, que influenciaria outros hormônios e desencadearia a produção excessiva de sebo. O mesmo estudo apontou, ainda, outros vilões: o leite e seus derivados, por carregarem hormônios em sua composição.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Exames para diagnosticar o câncer que salvam vidas

exames que salvam vidas


Georgios Papanicolaou (1883-1962) era um péssimo vendedor de tapetes no centro de Nova York. Médico formado na Grécia, ele emigrou para os Estados Unidos em 1913. Após alguns meses e poucas oportunidades, o jovem doutor recebeu uma carta que mudou sua vida: tinha sido admitido como pesquisador da Universidade Cornell. Sua missão no laboratório era estudar o ciclo menstrual de porquinhas-da-índia. Foi lá que o cientista aprendeu a coletar e observar as células do útero das cobaias. Nos anos seguintes, ele expandiu a experiência para mulheres e percebeu que a análise do material obtido era capaz de indicar a presença de unidades defeituosas, o embrião de um tumor maligno. Surgia, assim, o papanicolau, teste empregado até hoje para flagrar a doença no colo uterino e o primeiro método de rastreamento frente ao câncer.
Papanicolaou, e a técnica que leva seu nome, inaugurava uma nova fase na oncologia: a chamada prevenção secundária. "Ela envolve a realização desse e de outros exames, como a mamografia e a colonoscopia, em um grande número de pessoas saudáveis, com o objetivo de revelar um câncer numa fase precoce", resume Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Tal checkup, normalmente anual, é um complemento à prevenção primária, ou seja, a adoção de hábitos que minimizam o risco de um tumor aparecer - como praticar exercícios, comer direito e não fumar.
Mas o que justifica fazer um teste em sujeitos sem queixas e aparentemente numa boa? Primeira razão: a doença costuma ser silenciosa, mal ou nunca dá sintomas no início. "Em segundo lugar, a detecção precoce faz subir a chance de cura", diz o radio-oncologista Rubens Chojniak, do A.C.Camargo Cancer Center, na capital paulista. As estatísticas falam por si: 90% das mulheres com câncer de mama inicial sobrevivem, ante 15% daquelas que o descobrem em fase avançada. Dados similares figuram entre os tumores de próstata, intestino, pulmão...
Apesar de as vantagens do diagnóstico precoce parecerem incontestáveis, exames de rotina para surpreender o câncer são motivo de uma controvérsia entre experts em saúde pública. Um artigo recente do periódico British Medical Journal causou polêmica ao criticar os esquemas de rastreamento atuais. O texto manifesta a ideia de que não é possível cravar que esses checkups salvam mesmo vidas. "Não existem provas claras de que eles melhorem os números da mortalidade por câncer", diz o oncologista Vinay Prasad, um dos autores do documento. Professor da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, nos Estados Unidos, ele acredita que seria mais sensato procurar o médico e passar por testes quando pintar algo errado.
O mesmo artigo ainda chama a atenção para os perigos em potencial do rastreamento. "O povo precisa estar ciente de que existem riscos, como a exposição a muita radiação ou casos de falso positivo, quando o resultado conclui de forma equivocada a presença de um tumor, o que tem um impacto psicológico", diz o médico Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Não é à toa que, antes de serem liberados, os métodos de detecção passam por estudos envolvendo milhares de pessoas. Só assim é possível atestar que os ganhos de descobrir o problema mais cedo superam possíveis danos da maratona de exames.
A tecnologia evoluiu tanto que atualmente se avistam massas cancerosas cada vez menores e mais escondidas. "Daí, às vezes se trata de maneira contundente um tumor que talvez nem se desenvolveria", conta Chojniak. Isso significa submeter alguém saudável a cirurgias ou a doses pesadas de quimio e radioterapia. Buscando uma abordagem mais racional, hoje especialistas já acompanham a progressão de alguns tipos de câncer, como o de próstata, sem iniciar, de fato, o contra-ataque terapêutico. "Estamos conseguindo avaliar cada caso e adaptar a recomendação segundo o perfil do paciente e a agressividade da doença", destaca Chojniak.
A tendência atual é individualizar as recomendações de rastreamento e restringir a prescrição dos exames a um grupo específico de pacientes, que apresentam uma probabilidade elevada de propagação da doença. É o caso, por exemplo, da tomografia anual para o câncer de pulmão, indicada a fumantes com mais de 55 anos, ou a avaliação da próstata, que começa cedo em afrodescendentes, etnia com incidência elevada da enfermidade. "Essa racionalização é essencial a fim de minimizar os danos à população e alocar os recursos financeiros de forma eficiente", analisa Hoff.
Embora se fale muito sobre a idade inicial para a rotina de testes, ainda não está claro quando eles deveriam parar de ser indicados. "Nos mais velhos, são diagnosticados tumores de crescimento lento, em que aumenta o risco de morrer por outras causas, como infarto ou derrame", explica o epidemiologista Arn Migowski, da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do Inca. Ou seja: o sujeito não teria sintomas e morreria com o tumor, mas não em decorrência dele. Geralmente, os especialistas ponderam a situação e, se concluírem que a expectativa de vida da pessoa é inferior a dez anos, não há sentido em continuar pedindo mamografia e companhia ilimitada.
O ideal é que médico e paciente compartilhem impressões e decidam, juntos, quando e como fazer o checkup. "Até porque o exame é apenas um pedaço de papel que não trata ninguém", diz Fernandes. É preciso colocar na balança histórico familiar, fatores de risco e as vantagens e desvantagens de um eventual tratamento de acordo com a situação. "A chave está em criar um vínculo com o paciente e, a partir daí, estabelecer um programa de cuidados com a saúde, que pode incluir um rastreamento", completa. Desde a invenção do grego Papanicolaou, a mira para flagrar o câncer ficou, sem dúvida, mais certeira. Mas é o uso consciente dessa arma (e a escolha dos alvos) que tornará a guerra contra o câncer mais inteligente e efetiva.


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Tudo o que você sabia sobre a transmissão da doença de Chagas está errado

Barbeiro inseto

Você deve se lembrar das aulas de biologia no colégio, quando a professora explicava os detalhes da doença de Chagas, causada pelo protozoárioTrypanosoma cruzi. Uma das particularidades da enfermidade é sua forma de transmissão: o mosquito barbeiro (Triatoma brasiliensis), que você vê na imagem aí em cima, pica a pele de uma pessoa. Na mesma região, deposita suas fezes. Ao sugar o sangue, o inseto provoca uma coceira e, quando o indivíduo toca a região, o cocô -- cheio de seres microscópicos -- cai na corrente sanguínea. A moléstia tem suas primeiras manifestações dentro de duas semanas, com o aparecimento de febre e mal estar. Daí, ela some do mapa e só vai causar encrencas por volta de duas décadas depois, quando uma parcela dos infectados começa a apresentar graves sintomas cardíacos ou intestinais.
Pois saiba que o tal do barbeiro não é mais o vilão principal dessa história, segundo dados recentes. O médico Abílio Augusto Fragata Filho, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, na capital paulista, mostrou que as aulas de ciências precisarão de uma revisão em breve. Em uma palestra do Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, na tarde de hoje, o especialista apresentou estudos que indicam o papel crescente de outras transmissões oportunistas da doença. A forma de contágio mais importante atualmente é a ingestão de açaí e cana-de-açúcar. Isso mesmo: as plantações desses dois produtos são o habitat do inseto. Em locais sem uma higiene adequada, ele acaba triturado junto com o fruto arroxeado ou os gomos doces.
Cerca de 70% dos casos de Chagas no Brasil já são transmitidos desta maneira. O problema está concentrado na região Norte do país, que soma 91% dos relatos da doença, com especial destaque para o estado do Pará. Portanto, nada de alarmismo: o número de afetados não é tão aburdo e os surtos não chegam a atingir uma centena de sujeitos. Também não precisa abolir de vez o açaí com granola e o caldo de cana de sua dieta -- apesar de os dois itens serem bastante calóricos e exigerem moderação. Para evitar chabus, compre produtos de origem confiável, que tenham registro nos órgãos de vigilância, como o Ministério da Agricultura. 
Outras formas de proliferação do Trypanosoma cruzi são transplantes de órgãos, transfusões de sangue e a gestação, caso a futura mamãe esteja infectada. Um bom controle das autoridades de saúde -- o que felizmente acontece no Brasil -- minimiza os riscos dessas situações. Por fim, vale notar que a doença, antes restrita à América Latina, se espalhou por todo o planeta. Com a globalização e o maior trânsito de pessoas, os Estados Unidos, a Europa, a Ásia e até a Oceania já notificaram casos da doença nos últimos tempos. 


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

terça-feira, 24 de maio de 2016

O perigo dos ataques cardíacos silenciosos

O perigo dos ataques cardíacos silenciosos


Quando uma pessoa sofre um infarto, tem sintomas como dor no peito, falta de ar e náuseas, certo? Errado. Cerca de metade dos infartos não dá sinais – e nem por isso são menos perigosos. Especialistas da clínica médica Wake Forest Baptist, nos Estados Unidos, analisaram os dados de 9 489 pessoas de meia idade. Durante nove anos, 386 indivíduos reportaram um ataque cardíaco precedido de sintomas clássicos, enquanto 317 tiveram o mesmo problema, mas de maneira silenciosa. Os cientistas descobriram que essa turma que não sentiu nada ao infartar – nem uma dorzinha – apresentava um risco três vezes maior de morrer por doenças cardíacas ao longo da vida. Sem falar que essas pessoas se mostraram 34% mais propensas a falecer por qualquer motivo. 

Publicidade
Segundo um dos autores do trabalho, quando os pacientes não sabem que estão passando por um ataque cardíaco, podem não receber os cuidados necessários para prevenir outro episódio. Para protegê-los de novas complicações, dizem os pesquisadores, os médicos deveriam estimulá-los a parar de fumar, perder peso, controlar o colesterol e a pressão, além de investir nos exercícios.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Médico brasileiro desenvolve tratamento que acaba com a rinite alérgica




Quem tem rinite alérgica sabe bem: basta ocorrer uma mudança de tempo que o nariz começa a coçar e escorrer, os olhos a lacrimejar e os espirros não dão um descanso. Mas um tratamento desenvolvido pelo doutor Edmir Américo Lourenço, professor de Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina de Jundiaí, em São Paulo, pode mudar isso.

Ao longo de dez anos o médico conduziu uma pesquisa para descobrir uma forma de melhorar a qualidade de vida para os pacientes que sofrem com a rinite alérgica. No resultado final do estudo, publicado em março no periódico Internacional Archives of Torhinolaryngology, Lourenço explica que conseguiu desenvolver um tratamento que, em seus testes, apresentou bons resultados em 80% dos pacientes.

O médico analisou as reações de 281 pacientes. Em um primeiro momento, foram realizados testes nas peles deles, de forma a verificar quais são as causas da alergia de cada um. A partir disso, vacinas específicas — são cerca de 30 doses aplicadas ao longo de um ano e dois meses — para cada paciente foram desenvolvidas em laboratório.

"As vacinas estimulam a formação de defesas próprias, de anticorpos específicos contra as causas de alergia", explicou Lourenço. Segundo ele, os pacientes não deixam de ser alérgicos, porém deixam de apresentar aqueles sintomas de sempre, o que já melhora consideravelmente a qualidade de suas vidas.

No momento o tratamento só está disponível em clínicas particulares por cerca de R$ 1,5 mil.




Fonte:

http://revistagalileu.globo.com/Ciencia