segunda-feira, 11 de abril de 2016

Aproveite 10 alimentos que ajudam a controlar a gastrite

Você já sentiu queimação no estômago ou já se pegou aos resmungos por causa daquela dor incômoda no alto da barriga? Esses são alguns dos sintomas da gastrite, que também incluem enjoos, acompanhados ou não de vômito. Inflamação na mucosa do estômago, a gastrite atinge muitas pessoas que, ao receberem o diagnóstico, precisam adotar algumas restrições alimentares - e com razão: segundo Carla Fiorillo, nutricionista da Equillibrium Consultoria, quem tem a inflamação deve evitar alimentos ácidos e gordurosos, entre eles frutas ácidas (mexerica, laranja exceto lima, abacaxi etc.), vinagre, café e frituras. 

No entanto, nem só de restrições na dieta vive quem tem gastrite. Veja quais hábitos são bem-vindos e quais alimentos não agridem o seu sistema digestivo e ainda controlam a doença - alguns, inclusive, ajudam a recuperar a ferida na parede do estômago.  



Bolacha água e sal - Getty Images

Hábitos na mesa

A nutricionista Carla Fiorillo indica que sejam feitas de quatro a cinco refeições por dia - com calma, em poucas quantidades. Outra dica, da nutricionista Andréia Ceschin de Avelar, é comer bolachas de água e sal ou maisena (nada de bolachas recheadas, pois são muito gordurosas) e frutas nos intervalos das refeições, para evitar que o estômago fique vazio (já que, quando vazio, o suco gástrico corroerá suas paredes, agravando a ferida).  

Hortelã e alecrim

Os chás dessas ervas são poderosos aliados da boa digestão. A nutricionista Carla Fiorillo conta que eles também são calmantes digestivos, já que diminuem a acidez do estômago. Com isso, eles atenuam azias, gases e cólicas. Para um efeito mais satisfatório, o ideal é que eles sejam tomados 30 minutos antes das refeições. 

Frutas não ácidas

Laranja lima, banana, maçã, pêra, goiaba e mamão estão na lista de frutas liberadas, já que não agridem o estômago. Os seus sucos também podem ser ingeridos sem medo. A quantidade indicada pela nutricionista Andréia Ceschin de Avelar é de quatro a cinco porções por dia no café da manhã, no meio da manhã, como sobremesa do almoço, entre almoço e jantar e outra no jantar, sendo cada porção uma fruta ou uma fatia. 

Suco de Aloe Vera

Segundo a nutricionista Fernanda Granja, o suco de aloe vera, erva também conhecida como babosa, tem poder cicatrizante. Ou seja, além de não ser prejudicial, ainda contribui na cura da ferida estomacal. O suco já é vendido pronto e 50ml ingeridos em jejum ou antes de dormir diariamente são suficientes. 

Lactobacilos

"Às vezes, a gastrite mata as bactérias boas do estômago e, e sem elas, o tecido não se recupera", explica a nutricionista Fernanda Granja. Por isso, a reposição dos lactobacilos é importante para povoar o estômago com bactérias benéficas e, assim, para a cura da gastrite. Lactobacilos são encontrados em iogurtes e, até mesmo, vendidos em pó. 

Biomassa de banana verde

Quando cozida, a banana verde apresenta um amido resistente, definido como prébiótico. Essa substância funciona como alimento dos lactobacilos, mantendo-os vivos. Quando uma pessoa desenvolve gastrite, seu estômago é povoado com bactérias más, ocasionando déficit de bactérias boas. Ao ingerir a biomassa, os lactobacilos permanecem vivos, auxiliando na recuperação do tecido, como explica a nutricionista Fernanda Granja. 

Para preparar a biomassa de banana verde, lave as bananas verdes, coloque-as com casca dentro de uma panela de pressão, cubra-as com água e cozinhe por 20 minutos ao todo, sendo que oito deles serão no fogo e os restantes apenas na pressão. Não force o escape da pressão! Terminando de cozer, aos poucos, tire a casca da poupa, que deve ser passada imediatamente no processador. Você obterá uma massa espessa que, se não for consumida imediatamente, pode ser congelada em sacos plásticos ou mesmo cubinhos por até quatro meses, mas exigirá um reprocessamento. A biomassa de banana verde também é ótima aliada da digestão! 

Peixe e frango com pouca gordura

Você não precisa cortar a carne de seu cardápio por causa da gordura. Carnes de frango cozido, refogado ou grelhado; peixes não muito gordurosos, como pescada e merluza - ao forno ou grelhados - e carnes vermelhas menos gordurosas - o que inclui patinho, coxão mole e lagarto - estão liberadas, segundo a nutricionista Andréia Ceschin de Avelar. Mas nada de frituras!

Suco verde

Segundo a nutricionista Fernanda Granja, o suco de salsinha e couve é rico em clorofila, uma substância energizante e cheia de zinco e antioxidantes, itens necessários para a recuperação do estômago, além de vitamina C e magnésio. Para o preparo, bata os ingredientes verdes com suco de uma fruta, água e linhaça germinada. Para germinar a linhaça, basta colocar uma colher de sopa em um copo com água. Depois de quatro horas, a semente estará pronta para ser adicionada no suco verde.

Legumes ou verduras refogadas

Consuma legumes e verduras - tanto no almoço quanto no jantar - mas lembre-se de refogá-los, já que folhas muito duras podem incomodar as paredes de seu estômago. Por isso, a nutricionista Andréia Ceschin de Avelar aconselha que o consumo in natura de verduras como repolho, couve crua, escarola, alface e agrião seja evitado, pelo menos no começo.  

Caldo de feijão

A nutricionista Andréia Ceschin de Avelar conta que, embora o grão do feijão deva ser evitado por causa da fermentação que provoca, o seu caldo pode ser aproveitado. Além de ele ser facilmente digerido, você pode aproveitar os nutrientes que o feijão oferece e ainda matar a vontade, já que o gosto do caldo não se modifica quando separado do grão. Sopas de legumes e canjas também estão liberadas. 

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/alimentacao

Boldo é aliado do fígado e da digestão



Boldo é um arbusto da região central do Chile e Peru. As folhas do arbusto do boldo têm uma longa história de uso na medicina popular. Podendo ser consumido na forma de chá para uma variedade de fins de promoção da saúde. Tal como acontece com qualquer produto à base de plantas, no entanto, é importante ter cautela e orientação de um especialista.

Tipos de boldo

Várias pessoas acreditam erroneamente que têm no quintal o boldo-do-chile (Peumus boldus), entretanto, essa planta é raríssima no Brasil. O que acontece é que em nosso país outras plantas também são chamadas de boldo, principalmente o boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus) e o boldo-baiano (Vernonia condensata). Também existe o boldo-português (ou boldo-miúdo) e o boldo chinês, raros no Brasil. O boldo do chile é o mais conhecido, mas o boldo baiano é o mais seguro.

Boldo-do-chile (Peumus boldus)


Planta originária do Chile, é considerada uma árvore, pois quando adulta atinge de 12 a 15 metros de altura. Apresenta propriedades estomacais, diuréticas e hepáticas.


Efeitos colaterais: pode ser abortivo e provocar hemorragias internas. Deve ser usado com cautela. Quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica. No Brasil, é possível encontrar o boldo-do-chile, um produto importado, em farmácias.



Boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus)



Arbusto originário da África, atinge de 1 a 2 metros de altura, apresenta folhas aveludadas e produz flores azuladas. Indicado como analgésico, estimulante da digestão e combate azias.


Efeitos colaterais: Quando usado por longos períodos, pode causar irritação gástrica.

Boldo-baiano (Vernonia condensata)


Arbusto também originário da África, chega a alcançar de 2 a 5 metros de altura. Apresenta efeito carminativo e alivia os sintomas de úlcera e gastrite.


Efeitos colaterais: ainda não foram verificados.

Nutrientes do boldo

O boldo conta com lactona, uma substância de gosto amargo e muito eficaz na digestão de gorduras. As folhas do Boldo contêm numerosos fitoquímicos, incluindo boldina, cânfora, limoneno, beta-pineno e cumarina (uma lactona). Os fitoquímicos são compostos antioxidantes potentes encontrados naturalmente em plantas, que ajudam a prevenir e tratar doenças em humanos.


Além disso, as folhas do boldo têm efeito diurético, laxante, antibióticos e anti-inflamatório, mas o mecanismo de ação exato de boldo é desconhecido. O boldo ainda apresenta uma substância denominada ascaridol que é um vermífugo natural. No entanto, é uma substância tóxica quando consumido durante um período prolongado.

Benefícios do boldo

Ajuda na digestão: A boldina, um alcalóide presente no boldo, é conhecida por apresentar propriedades que estimulam o fluxo de bile pelo fígado. A bile tem um papel importante na digestão e absorção de gorduras porque os ácidos biliares contidos na nela ajudam a reduzir as partículas de gordura nos alimentos em muitas partículas diminutas, cujas superfícies são atacadas pelas lipases. Além disso, a bile também serve como meio de excreção de diversos produtos do sangue.


Bom em casos de ressaca: O boldo possui boldina que é hepatoprotetora, desintoxica e ajuda a estimular o fluxo de bile. Ou seja, protege as células do fígado que estão sobrecarregas após o excesso de bebida alcoólica.


Aliado do fígado: O boldo bom para a saúde do fígado devido a sua capacidade de estimular a produção de bile e ser hepatoprotetor.


Reduz os gases: O boldo ajuda a reduzir os gases porque facilita o processo de digestão, diminuindo a quantidade de resíduos alimentares não digeridos para o intestino que seriam fermentados pelas bactérias.


Diminui a prisão de ventre: O boldo é usado como um laxante suave. Contudo, deve ser consumido com moderação, pois em grandes quantidades e por longos períodos, pode causar irritação gástrica.


Ação diurética: As substancias toxicas absorvidas pelo intestino chegam ao fígado pela via linfática. No fígado são metabolizadas e neutralizadas, sendo posteriormente eliminadas. Estudos têm demonstrado que boldo pode ajudar a facilitar a remoção de resíduos e toxinas do fígado antes que eles sejam acumulados, protegendo desta forma as células do fígado.


Bom para a imunidade: O boldo possui ação antimicrobiana que ajuda o sistema imunológico a eliminar agentes infecciosos no corpo.

Quantidade recomendada

Estudos sugerem uma dose de 2,5 g de folhas secas de boldo por dia. Isso equivale a 3 colheres de chá diluídas em 3 xícaras.

Como consumir

A maneira correta de ingerir o boldo é na forma de chá. Despeje 1 xícara de água fervente sobre uma colher de chá de folhas secas.

Cuidados ao consumir


Ao ingerir o chá de boldo, não o consuma em excesso e nem por um período de tempo prolongado. Gestantes não podem ingerir o boldo devido aos seus efeitos abortivos.

Riscos do consumo em excesso

O consumo em excesso pode causar irritação gástrica.



Fonte:

http://www.minhavida.com.br/alimentacao

Oito vacinas que os adultos precisam tomar


Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.

As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp. 

Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.



Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano

A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração. 

A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano. 

A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado. 

Vacina Tríplice-viral - para sarampo, caxumba e rubéola

Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem. 

Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas. 

Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento. 

O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente. 

Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.  

Vacina contra a hepatite B

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon. 

De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser transmitida através da relação sexual e as pessoas não tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar cuidado com essa doença. 

Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares. 

Pneumo 23 - Pneumonia

O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon. 

A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa vacina sempre que há uma campanha de vacinação. 

Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp.

Vacina contra a febre amarela

A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista. 

Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. 

Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos", explica o infectologista Paulo Olzon. 

Vacina contra o influenza (gripe)

A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam." 

A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon.

HPV

A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e previne os quatros principais tipos do Papilomavírus Humano - o HPV. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos de HPV são registrados por ano no Brasil. O vírus, transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele. 

Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16 e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os tipos 6 e 11 e também serve para os homens. "A quadrivalente deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30 dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda", afirma o ginecologista Amadeu Carvalho Júnior, da Amhpla Cooperativa de Assistência Médica. 

A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. "O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles", explica o ginecologista Amadeu.  

Vacina para Herpes Zóster

Herpes zoster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. É causado pelo vírus varicela-zoster - o mesmo agente da catapora - e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes zóster.

Embora não seja uma condição de risco de vida, o herpes zóster pode ser muito doloroso. Um estudo realizado no Brasil revelou que aproximadamente 95% dos adultos já foram expostos ao vírus do herpes zóster. Como o vírus fica latente durante muitos anos, a doença é mais comum em idosos e pessoas acima dos 50 anos. 

A vacina é administrada em esquema de dose única, via subcutânea, preferencialmente no braço. "A vacina é indicada para pessoas a partir de 50 anos de idade na prevenção não só da doença, mas também da neuralgia pós-herpética", afirma Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A neuralgia pós-herpética se caracteriza por uma dor e queimação no local em que o herpes zóster ocorreu, sendo a complicação mais comum da doença. De acordo com Renato, a vacina também ajuda na redução da dor aguda e crônica associada ao Zóster.

A vacina ainda não é distribuída em postos de saúde. Se você tem mais de 50 anos e já foi exposto ao vírus da varicela, converse com seu médico ou médica para entender a necessidade de se vacinar para herpes zóster.


Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

sábado, 9 de abril de 2016

Existe um mínimo necessário de gordura no corpo?


Ela é o carrasco das dietas, e uma das maiores preocupações para quem quer ter o corpo saudável: a temida porcentagem de gordura corporal. Mas, será que ela é tão ruim assim?
A porcentagem de gordura corporal é a quantidade de gordura que temos no nosso corpo, que inclui a gordura "essencial" e a gordura "de estoque" - nossa reserva de energia. Esta gordura essencial é uma parte da gordura que vem da nossa alimentação e tem a função de manter o nosso organismo funcionando de forma equilibrada.
Algumas funções da gordura essencial incluem a formação de membranas das células do nosso corpo (que são estruturas importantes para o funcionamento dos órgãos) e a produção dos chamados hormônios esteroidais, entre eles os hormônios sexuais (testosterona nos homens e estrógenos nas mulheres). Também é junto com a gordura da alimentação que são absorvidas as vitaminas A, D, E e K, vitaminas importantes para a regulação de processos-chave no nosso metabolismo, como controle do cálcio no corpo e da coagulação.

De olho no excesso!

Do outro lado está a gordura de estoque, aquela que é acumulada quando nosso corpo ingere calorias em excesso. Esta gordura fica estocada em células chamadas de adipócitos, e quando requisitada, é usada para gerar energia. Nos últimos anos, muito tem se estudado sobre os danos que o excesso de gordura estocada causa no funcionamento do organismo. Quando acumulada dentro do abdome (entre os órgãos) ou na região subcutânea, os efeitos podem ser diferentes no metabolismo. Sabe-se que, por exemplo, o aumento da gordura abdominal determina aumento do risco de diabetes tipo 2 em adultos.
A porcentagem de gordura saudável vai variar de idade para idade, e inclui a gordura essencial e uma pequena quantidade de gordura de estoque. Assim como para altura e peso, existem tabelas de referência para os valores do percentual de gordura corporal. Nos homens jovens valores entre 15 a 20% são considerados desejáveis. Já entre as mulheres jovens, entre 20 a 25% em média.
O ponto é: reduzir a gordura estocada, pois é ela que irá causar os maiores riscos à saúde - mas sem ir ao extremo de afetar o funcionamento do corpo. Infelizmente não existe fórmula mágica, a redução da gordura estocada vai acontecer com a melhora dos hábitos alimentares, restringindo o consumo de gorduras ruins (gorduras saturadas e trans) aliando a isso a prática de exercícios físicos de forma regular.

Encarando o risco

Para saber seu percentual de gordura corporal existem alguns métodos, como a realização do exame de bioimpedânciometria. É um exame simples, rápido e indolor, que mede os percentuais de gordura e massa muscular, permitindo uma melhor avaliação da composição corporal. Além de saber seu percentual ideal de gordura, é importante uma avaliação médica e nutricional para poder atingir os objetivos de forma correta e sem trazer riscos à saúde e ao equilíbrio do organismo.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

Diabetes: 10 mudanças de hábitos essenciais para conviver bem

Muitas pessoas que recebem o diagnóstico de diabetes, seja o tipo 1 ou 2, se preocupam em como conviver melhor com essa doença que é crônica, ou seja, requer cuidados para o resto da vida. No entanto, adotar hábitos simples, e que são válidos para quem não é portador dessa condição, já evitam diversas complicações. Veja a seguir os melhores hábitos para evitar complicações comuns do diabetes:

Hipoglicemia

Glicosímetro e alimentos - Foto: Getty Images
Medir a glicemia antes e após as refeições ajuda a controlar o diabetes
A hipoglicemia é muito comum na vida de quem tem diabetes. "Ela algo inerente ao tratamento de quem usa insulina ou mesmo alguns remédios orais específicos", explica o endocrinologista Marcio Krakauer, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e membro do Conselho Consultivo da Associação Nacional de Assistência aos Diabéticos (ANAD).
No entanto, para evita-la é muito importante seguir hábitos saudáveis e ter bastante controle sob o tratamento, monitorado adequadamente a glicemia, alimentando-se de três em três horas e ajustando a alimentação à atividade física. Mudar o medicamento por conta própria é um hábito perigoso e que pode aumentar a chance de quedas glicêmicas ocorrerem.

E se você tem muitas crises de hipoglicemia, vale moderar a quantidade de álcool que você ingere. " Nos pacientes diabéticos que estão tomando medicamentos que aumentam a quantidade de insulina no sangue ou mesmo naqueles que aplicam insulina, ao beber álcool, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta", explica a endocrinologista Andressa Heimbecher, médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Isso leva a um agravamento das crises de baixa de glicose.

Ganho de peso

Mulher temperando salada - Foto: Getty Images
Alimentação balanceada é a chave para não ganhar peso quando se tem diabetes
Muitos diabéticos estão mais propensos ao ganho de peso. "Isso ocorre devido ao tratamento, tanto a insulina quanto alguns outros medicamentos usados para regular a glicose", explica Krakauer. No entanto, o especialista ressalta que pessoas com diabetes tendem a estar mesmo acima do peso (é o caso de 80% dos diabéticos tipo 2), e o único jeito de evitar os quilos a mais é seguindo uma dieta equilibrada. Consumir carboidratos com baixo índice glicêmico, como os integrais, e fazer refeições com baixas calorias são a melhor opção, além de fazer atividade física adequada e com supervisão do seu endocrinologista.

Excesso de fome

Mulher escolhendo entre fruta e doce - Foto: Getty Images
A fome e a vontade por doces podem ser remediadas com os hábitos certos
A glicose está altamente relacionada à fome, e como a diabetes desequilibra suas quantidades no organismo, é muito comum o diabético sentir mais fome do que o normal, principalmente a vontade por doces. "Isso ocorre quando há um descontrole do quadro: quando a quantidade de açúcar no sangue sobe, ele costuma ocupar as células responsáveis por causar mais fome e não as que desestimulam o apetite", considera Krakauer.
O ideal nesse cenário é fazer o possível para controlar os níveis de glicose no sangue, com o monitoramento da glicemia, uma alimentação equilibrada e com grande quantidade de fibras e atividade física.
Além disso, é muito importante comer de três em três horas. "Ficar muito tempo sem se alimentar pode dar uma vontade exagerada de comer doces ou algum alimento que sacie a fome mais rapidamente", lembra a endocrinologista Lilian Kanda Morimitsu, do Hospital Santa Cruz.

Fadiga e sono

Mulher cochilando no sofá - Foto: Getty Images
Fadiga em diabéticos é resultado do mal controle da condição
O diabetes mal controlado pode causar fadiga. " Existe a deficiência relativa ou absoluta de insulina, então o metabolismo de nutrição não é feito de maneira adequada. Assim, há perda de liquido e desidratação", explica o endocrinologista César Hayashida, do Hospital Santa Cruz. Esse desarranjo é o grande responsável pela fadiga em portadores do distúrbio.
Para Krakauer, outro fator importante é que as pessoas hoje levam uma vida muito agitada, o que piora o estresse e o cansaço. De acordo com o especialista, hábitos de higiene do sono são essenciais para evitar esse tipo de problema, não só em quem tem diabetes, como para qualquer pessoa.

Problemas circulatórios

As altas taxas de glicose no sangue trazem diversos danos aos vasos sanguíneos, já que esse fator faz com que as paredes do vaso sofram mais com os processos de oxidação, o que faz com que as gorduras se acumulem mais nesses locais, trazendo problemas como hipertensão.
Normalmente esses problemas são decorrentes do mau controle ou de complicações do diabetes. "Além da prevenção comum, que envolve o controle das taxas de glicemia e da alimentação, é muito importante reduzir o excesso de peso, evitar o cigarro e beber menos álcool, para evitar esse tipo de complicação", explica Krakauer.
Reduzir o sal também é importante, já que ele também está ligado à hipertensão arterial, devido à retenção de líquidos. Por isso, maneirar no sal como tempero, em alimentos industrializados, enlatados, molhos e temperos prontos, queijos salgados (como gorgonzola, muçarela e parmesão), molho de soja, mel, doces no geral, carboidratos simples, alimentos de alto índice glicêmico e gorduras saturadas são os primeiros passos para manter a hipertensão e o diabetes.
Além disso, evitar esses problemas circulatórios é muito importante para os homens, já que eles podem propiciar a disfunção erétil, que é um processo que depende principalmente da vascularização, já que na ereção é preciso que mais sangue preencha os chamados corpos cavernosos. Portanto, é mais comum que homens com diabetes, principalmente descontrolado, tenham problemas de ereção.

Problemas com a pele

Mulher colocando creme hidratante nas mãos - Foto: Getty Images
A pele do diabético tende a ser mais ressecada do que o normal
Quando a pessoa que tem diabetes tem uma complicação chamada neuropatia diabética, que afeta os nervos de diversas partes do corpo. "Se afetar os nervos do sistema nervoso autonômico - que controlam a produção de suor e de sebo - a pele vai progressivamente ficando mais seca", diz a endocrinologista Andressa. Com isso, ocorre uma ruptura da linearidade das células da pele e as rachaduras podem ocorrer. Por isso, é fundamental que o diabético hidrate bem sua pele, principalmente nos membros inferiores, mais propensos a este problema no sistema nervoso.
A cicatrização também é mais difícil nos diabéticos. "É comprovado que a pele do diabético tem uma cicatrização pior, demorando mais para o fechamento de feridas e também é mais suscetível a infecções", considera a dermatologista Denise Steiner, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). No entanto, não é indicado o uso de pomadas, a não ser que ela seja prescrita por um especialista. As pomadas com cortisona, por exemplo, podem prejudicar o diabético.

Doença periodontal

A saúde bucal do diabético também merece atenção especial. Antes da doença ser diagnosticada, por exemplo, um odontologista experiente pode percebê-la. "O hálito cetônico (semelhante ao cheiro de maçã velha) é característico no diabético e a doença periodontal costuma estar presente. Esses sinais podem aparecer antes de outros sintomas, por isso, uma consulta de rotina e uma boa anamnese podem levar o dentista a encaminhar o paciente ao médico e assim chegar ao diagnóstico precoce da diabetes", considera a odontologista Eliana Avelãs.
De acordo com o endocrinologista Krakauer, isso ocorre devido ao excesso de glicose, que propicia o aparecimento de bactérias e que formam a placa bacteriana, principalmente responsável pela gengivite e periodontite. A melhor forma de evitar isso, além de controlar bem o diabetes, é cuidando da higiene bucal, com escovação de duas a três vezes ao dia, fio dental diariamente e bochechos sem álcool.

Problemas oculares

Os olhos do diabético também estão em perigo. Isso ocorre porque os danos que a glicose causa nos vasos sanguíneos também pode afetar a circulação nos olhos, o que causa a retinopatia diabética. "O mais importante para prevenir esse problema também é o controle das taxas de glicemia. No entanto, quem tem diabetes precisa ir frequentemente ao oftalmologista, para fazer prevenção com exames. Parar de fumar e evitar beber muito também é uma atitude importante", ressaltar Krakauer.

Infecções em geral

Vacinas coloridas - Foto: Getty Images
Vacinação em dia é ainda mais importante para quem tem diabetes
Pessoas com diabetes e sem controle da doença também tendem a ter mais infecções, já que a doença pode afetar o sistema imunológico, tornando-o mais deficiente. Por isso, a vacinação é ainda mais importante para quem tem essa doença crônica. "Vacina como a da gripe, pneumonia, entre outras, devem ser tomadas em todas as campanhas, e estão disponíveis na rede pública para quem tem diabetes", reforça Márcio Krakauer.
Outro ponto importante é cuidar da pele, para evitar a criação de novas portas de entrada para bactérias no corpo: as feridas. É importante cuidar principalmente da pele dos pés, que são muito mais propensos a machucados que demoram a cicatrizar.

Pé diabético

Pessoa analisando pé de um diabético - Foto: Getty Images
O cuidado com os membros inferiores, como os pés, deve ser redobrado em quem tem diabetes
Como já foi reforçado, o pé do diabético é muito mais sensível a feridas e machucados. Inclusive, o diabetes costuma ser uma das maiores causas de amputação dos pés, ganhando até mesmo de acidentes automobilísticos, de acordo com Krakauer.
Para o especialista, o mais importante é cuidar melhor da saúde dos pés. "Evite machucados, vá à podóloga a cada dois a três meses, prefera sapatos adequados e meias de algodão e sem costuras", resume o especialista. O corte das unhas também é importante, pois deve ser feito de modo que evite machucados.
Andressa tem uma boa dica: "Tenha no banheiro um pequeno espelho, que possa ser usado para ver a sola dos pés e entre os dedos, todos os dias após o banho. Caso apareçam micoses ou pequenas lesões, o médico precisará ser avisado", alerta a endocrinologista.


Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

Exercícios além da caminhada para deixar o sedentarismo


Deixar de lado o sedentarismo não é fácil. Para muitas pessoas, isto pode significar uma mudança significativa em suas vidas. 
O primeiro passo é motivar-se. Faça algo que lhe proporcione ânimo para começar. Logo vem a mente caminhar, mas não é só a caminhada que podemos usar para sair do sedentarismo. Podemos experimentar várias atividades e esportes, antes que escolhermos aquela que mais nos identificamos. É importante que você dê este "start". Uma vez animado, será mais fácil obter sucesso em seus objetivos. 
Antes de começar, primeiro cheque com seu médico se você pode realizar alguma atividade que não gere riscos a você e qual se adéqua melhor ao seu perfil. Exercícios de alto impacto, ao invés de ajudar, podem acarretar sérios problemas para sua saúde como ataques cardíacos, caso você tenha um coração comprometido. Após realizar um check-up, escolha algum esporte ou atividade que utilize movimentos contínuos como corrida, ciclismo, natação, patinação, remo ou dança, e, claro, que seja divertido para você. Vale a pena experimentar exercícios em casa, como dançar. Coloque uma música bacana e comece a se mexer no ritmo da música. Exercícios em casa com auxílio de cadeiras e com o próprio peso corporal trarão muitos resultados. 
Durante os primeiros dias ou semanas você deve se exercitar apenas por alguns minutos. Inicie de forma lenta até que seus músculos sintam-se cansados e então pare. Caso se sinta muito estafado no dia seguinte, retome a atividade apenas no próximo. Aumente a duração do treino gradualmente até que possa realizá-lo de forma tranquila durante 30 minutos por dia sem sentir dor. Quando isto acontecer, você já estará pronto para praticar exercícios que exijam mais do seu corpo. Tente aumentar a intensidade uma vez por semana. Inicie em ritmo lento para aquecer e depois, vá aumentando até que sua respiração fique ofegante. Quando isto acontecer, diminua o ritmo. Marque de 30 segundos a um minuto para se recuperar, dependendo do nível de cansaço e então, retome lentamente. Repita a atividade durante um minuto e pare quando se sentir exausto. Tente praticá-la de duas a três vezes por semana em ritmo intenso e, quando se sentir bem, aumente a frequência para mais dias, sem esquecer do descanso. 
Mas por que é tão importante aumentar a intensidade do seu exercício? Porque agindo assim, você estará fortalecendo os músculos do seu corpo e a única maneira de isto acontecer é exercitando-se de maneira regular. O coração é um músculo. Quando nosso corpo é submetido a algum esforço, os músculos esqueléticos contraem e relaxam de maneira alternada. Este movimento faz com que as veias bombeiem o sangue em direção ao coração, tornando-o mais forte pelo aumento do fluxo sanguíneo. À medida que o fluxo aumenta no interior dos vasos, o coração fica mais "elástico" e resistente e então, ele se torna mais forte. 
Porém, a atividade não terá nenhum efeito se for realizada com uma frequência muito baixa ou se ela for muito leve. Sair e correr 10km por semana lentamente não fortalecerá seu coração. É como se você levantasse um peso muito leve mil vezes num só dia. Isto não lhe tornará mais resistente. O correto é que você treine com um peso que possa gerar um certo desconforto, em dias alternados e seguindo uma planilha de exercícios. Só assim você irá adquirir uma resistência melhor, um corpo mais saudável e obter sucesso em seus treinos. 
Vale ressaltar que antes de qualquer atividade, você deve consultar seu médico e a planilha de treinamento deve ser feita por um professor de educação física para que você possa executá-la com segurança.  

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/fitness

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sinais de autismo podem ser detectados por contato visual

olhos de uma criança


Pessoas persuasivas e boas oradoras sabem que olhar nos olhos é uma importante estratégia de comunicação. Manter contato visual facilita a compreensão do que o outro fala, passa a impressão de que se está atento, seguro e é uma arma de convencimento bastante eficaz. Cientes disso, pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, analisaram o olhar de crianças com, e sem, autismo, para reconhecer sinais do transtorno.
Os cientistas conversaram por Skype com 37 crianças entre 6 e 12 anos - 18 delas autistas. Eles utilizaram um detector de movimentação do olhar chamado Mirametrix S2 que identifica a localização das posições oculares através de luzes infravermelhas. A conversa começou com temas práticos, como gostos e rotina. Em seguida, para testar se outros assuntos mudavam a direção do olhar, o papo evoluiu para aspectos emocionais, como o que deixa a criança feliz, assustada ou triste.
Na primeira parte do experimento, as crianças responderam olhando nos olhos do entrevistador. Mas quando precisaram contar como se sentiam, os autistas focaram na boca de quem estava falando e não mais no olhar. A autora do estudo, Tiffany Hutchins, afirma que as conversas emocionais demandam mais das funções cognitivas. Por isso, quando perguntadas sobre medos, os autistas, já sobrecarregados, fugiram com o olhar para um ponto mais neutro, com menos informações para processar que a região dos olhos.
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
As crianças autistas dão muita importância ao que se fala. Com a mudança de foco ocular, elas perdem a chance de entender os significados das expressões faciais e não captam informações subjetivas relevantes transmitidas pelo olhar.
A equipe responsável pela pesquisa espera que essas descobertas alterem a forma como os terapeutas tratam estudantes autistas. "Alguns programas de desenvolvimento de habilidades sociais sugerem que as crianças mantenham contato visual durante a interação, mas essa prática pode ser contraproducente e deixá-las nervosas, dispersas e ansiosas", afirma Hutchins.

Fonte:
http://super.abril.com.br/ciencia

Rata infértil consegue dar à luz, graças a ovário feito em impressora 3D

Ratinha


Infertilidade feminina é uma questão que atinge milhões de mulheres ao redor do mundo. Para tentar combater esse problema, cientistas da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, olharam para a tecnologia das impressoras 3D. O resultado é um bom sinal para a medicina nos próximos anos: uma prótese de útero, impressa do zero, possibilitou que ratas inférteis pudessem ter filhotes saudáveis.
A ideia foi construir uma espécie de andaime. Os pesquisadores produziram uma estrutura de gelatina com diversos pontos de apoio para que as células pudessem se escorar. A armação, então, era forrada com folículos ovarianos (unidades esféricas que possuem o óvulo em seu estado mais imaturo, cercado por células hormonais que possibilitam seu desenvolvimento). Depois disso, implantavam a estrutura nas cobaias. De acordo com o estudo, as próteses conseguiram criar ligações com os vasos sanguíneos que as cercam; e as cobaias - que antes haviam tido seus úteros removidos - tiveram seus círculos hormonais restaurados, voltaram a ovular, e foram capazes de dar à luz. 
Para funcionar, a prótese precisava de uma consistência muito precisa. A estrutura não podia ser muito rígida, já que os óvulos teriam que ter liberdade espacial para se desenvolver na área, mas também não funcionaria se fosse mole demais, já que o novo útero teria que ficar intacto após a cirurgia.
 A ideia é que o procedimento um dia tenha seu paralelo na medicina humana, auxiliando mulheres que nasceram com deficiência em seus ovários, ou que acabaram desenvolvendo algum tipo de problema durante a vida. "Uma das principais preocupações por parte de pacientes diagnosticados com câncer, é como o tratamento pode afetar na sua fertilidade e saúde hormonal", diz, Monica M. Laronda, responsável pelo projeto. "Estamos desenvolvendo novos modos de restaurar a qualidade de vida dessas mulheres, ao projetar biopróteses", afirma. 

Fonte:
http://super.abril.com.br/ciencia

H1N1: crianças estão entre os maiores transmissores e as principais vítimas do vírus

Menina deitada com gripe

É entre os meses de maio e agosto que os vírus influenza - os causadores da gripe - costumam circular no país. Mas em 2016, um subtipo dessa família começou a causar estragos mais cedo: o H1N1. No fim de fevereiro, a região Sudeste, em especial o estado de São Paulo, já apresentava casos. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, até o dia 29 de março, foram notificados 372 episódios da infecção por esse vírus e 55 óbitos relacionados a ele no território paulista.
O motivo para a antecipação do surto ainda não está claro. Mesmo assim, é preciso se preocupar - especialmente quando se trata dos pequenos. Eles estão entre os principais alvos para propagar e sofrer as graves consequências do H1N1 e de outros subtipos da influenza. "As crianças fazem uma carga viral maior, então elas transmitem o vírus por mais tempo", revela o infectologista e pediatra Marco Aurélio Sáfadi, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Além disso, os baixinhos são mais suscetíveis às complicações de um quadro de gripe - principalmente aqueles menores de 2 anos de idade. Segundo Gustavo Johanson, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o sistema imunológico das crianças ainda não consegue ter uma resposta rápida à infecção.
A seguir, entenda como age o H1N1, os riscos que ele oferece e como proteger você e o seu filhote contra ele.

O perigo do vírus

O H1N1 é resultado da combinação de segmentos genéticos dos vírus das gripes aviária, suína e humana. Ele começou a circular no Brasil em 2009, quando houve a pandemia. De lá para cá, vem fazendo vítimas a cada ano. "Ele não é mais forte do que as outras cepas. O que acontece é que grande parte da população ainda não tem imunidade contra esse vírus", analisa Johanson.
A disseminação de uma pessoa para a outra se dá, principalmente, a partir de secreções respiratórias emitidas por meio de tosse ou espirro. Objetos contaminados também são focos de transmissão. No corpo, o H1N1 ataca o sistema respiratório, assim como outros vírus influenza. Os sintomas mais comuns são febre, dor de garganta, tosse, espirro, dores no corpo, fadiga, dor muscular e sintomas gastrointestinais, como enjoo e diarreia.
Tratamento
A gripe é uma das poucas infecções virais que conta com uma medicação: é o oseltamivir, comercialmente conhecido como Tamiflu. "Ele ajuda principalmente quando introduzido nas primeiras 48 horas dos sintomas", avisa Sáfadi. O medicamento é indicado para crianças a partir de 1 ano de idade e só deve ser usado com a orientação de um médico.
Na maior parte das vezes, no entanto, os quadros de gripe se curam sem o auxílio de remédios - até mesmo os causados pelo H1N1. "É raro que evoluam para internação ou mesmo óbito", diz Marco Aurélio Sáfadi, que também é professor na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. As recomendações são manter uma boa hidratação, comer bem, repousar e evitar o consumo de drogas à base de ácido acetilsalicílico. De acordo com o infectopediatra, elas podem desencadear a síndrome de Reye, que provoca inflamação do cérebro e do fígado, gerando dificuldades respiratórias. Embora seja raro, o problema pode levar à morte.
A importância da vacina
A imunização é a melhor arma contra a gripe. Em 2016, a campanha de vacinação do Ministério da Saúde começa no dia 30 de abril e vai até 20 de maio. O imunizante que será ofertado protege contra o H1N1 e as novas cepas dos vírus H3N2 e influenza B, todos da mesma família. Fazem parte do grupo prioritário crianças com idades entre 6 meses e 5 anos, idosos, profissionais de saúde, povos indígenas, pessoas com doenças crônicas ou que comprometem a imunidade e gestantes. Estas últimas, aliás, são um grupo importantíssimo. "A resposta imunológica do organismo da grávida é diferente. Ela tem riscos que outros não têm", destaca a médica Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
A rede pública disponibiliza a vacina trivalente, que protege contra os três principais tipos da doença; nas clínicas particulares é possível encontrar a tetravalente, que abrange mais uma versão do influenza B. "Mas ambas têm o mesmo formato e são igualmente seguras e eficazes", garante Isabella. As duas são recomendadas para crianças a partir de 6 meses.
Doses
O esquema de doses da vacina permanece o mesmo: uma vez ao ano para pessoas com mais de 9 anos de idade. Pacientes menores que isso recebem duas doses na primeira vez que tomam a medicação (com um mês de intervalo entre cada uma) e, no ano seguinte, apenas uma. "Isso é necessário porque, em geral, as crianças respondem pior ao imunizante", explica a presidente da SBIm. Nos pequenos que ainda não completaram 2 anos é aplicada apenas metade da dose.
Vacinação fora de época em SP
Com a chegada adiantada do surto de H1N1, o governo de São Paulo decidiu oferecer, a partir desta segunda-feira (4), a mesma vacina dada em 2015. Como o H1N1 não mudou de lá para cá, é possível repetir o imunizante. Nesta semana, o foco serão os profissionais de saúde. A partir do dia 11, a vacinação será ampliada para os demais grupos de risco.
Vale ressaltar, contudo, que mesmo quem tomar essa vacina também precisa ir ao posto de saúde quando começar a campanha nacional, no dia 30. É que essas pessoas não estarão protegidas contra as novas versões do H3N2 e do influenza B. E fiquem tranquilas, mamães e gravidinhas: "A vacina é segura, não há risco em tomar duas vezes", assegura Isabella Ballalai.

Outras medidas preventivas

Nem de longe elas são tão eficazes quanto a vacina, mas algumas atitudes são importantes para impedir a transmissão do vírus da gripe - ainda mais quando se fala em crianças. "Elas convivem muito entre elas na escolinha, não lavam as mãos como os adultos, espirram e não limpam o nariz...", exemplifica Marco Aurélio Sáfadi.
Por isso, se o seu filhote já for capaz de absorver esse tipo de orientação, ensine a ele a forma correta de higienizar as mãos, a evitar compartilhar objetos (como garfos e copos) e a proteger a boca quando tossir - aliás, a forma correta de fazer isso, segundo os especialistas, é com o braço e não com a mão. Passar longe de aglomerações e evitar o contato com pessoas que estão infectadas também são boas pedidas. 


Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

terça-feira, 5 de abril de 2016

Veganismo pode salvar até 8 milhões de vidas

A dieta é mais importante do que você poderia imaginar. Calma, não estamos entrando naquela velha história de exclusão e de padronização que tanto faz mal. Mas da forma como você e boa parte do planeta se alimenta.
Uma pesquisa publicada pela Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America aponta que, ao contrário de alguns medos comuns que a desinformação pode causar, a dieta vegana pode ser muito boa para você - e, claro, para o planeta todo também.
Veganismo pode salvar até 8 milhões de vidas
Segundo o relatório divulgado pelos pesquisadores, se todas pessoas adotassem o veganismo - que exclui alimentos de origem animal, incluindo carne, ovos, leite e seus derivados -, 8,1 milhões de vidas seriam salvas até 2050. Ou seja: teríamos 8,1 milhões a menos de vítimas de doenças associadas a diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer, comumente ligadas com a dieta atual.
Se o mundo adotasse o vegetarianismo, por exemplo, 7,3 milhões de mortes seriam evitadas e US$ 1,06 trilhão por ano seriam economizados globalmente.
Mas na hipótese de que as pessoas passassem a adotar uma alimentação que inclui carne, mas atende às recomendações da Organização Mundial de Saúde, 5,1 milhões de vidas acabariam poupadas. E a economia global deixaria de gastar US$ 735 bilhões ao ano.
O principal vilão é a carne vermelha. Sem o item na dieta, 51% das mortes poderiam ser evitadas, segundo a pesquisa.

Fonte:
http://super.abril.com.br/ciencia

Bactérias intestinais podem ajudar a proteger o cérebro

Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, descobriram que bactérias intestinais podem proteger o cérebro de danos causados por AVCs. O estudo, que foi publicado na revista Nature, pode ajudar a ciência a entender melhor o derrame cerebral, que é a segunda principal causa de morte no mundo.
"Nossa experiência mostra uma nova relação entre o cérebro e o intestino", disse Josef Anrather, um dos autores da pesquisa, em um comunicado da Universidade Cornell. "[O estudo] irá impactar a maneira como a comunidade médica encara e define o risco do acidente vascular cerebral", explica.
Bactérias intestinais podem diminuir os danos causados por um derrame
Os resultados da pesquisa foram encontrados após os cientistas induzirem um derrame isquêmico - quando um vaso sanguíneo obstruído impede o sangue de chegar ao cérebro - em dois grupos de ratos. O primeiro, que foi tratado com antibióticos, teve danos 60% menores do que o segundo grupo, que não recebeu a medicação.
Segundo os cientistas, o ambiente microbiano do intestino influenciou as células do sistema imunológico a seguirem para a meninge, o revestimento externo do cérebro, onde elas se organizaram para diminuir o impacto do AVC. Desse modo, o derrame não atingiu os ratos com força total.
"Uma das descobertas mais surpreendentes foi a de que o sistema imunológico fez os derrames menores ao orquestrar a resposta de fora do cérebro, como um maestro que não desempenha um próprio instrumento, mas instrui os outros, criando a própria música", disse Costantino Iadecola, um dos autores do estudo.
A fase de testes clínicos em seres humanos ainda não tem data para começar. Se essa relação entre bactérias e o cérebro das pessoas se mostrar verdadeira, o estudo poderá ajudar na criação de tratamentos direcionados para proteger pacientes com alto risco de sofrer um AVC ou aumentar a defesa dos indivíduos contra danos cerebrais a partir de novas dietas.
"Dietas são mais fáceis de seguir do que o uso de drogas", disse Anrather. "A dieta tem o maior efeito na composição do ambiente microbiano e uma vez que espécies benéficas são identificadas, nós poderemos abordá-las com uma intervenção dietética", finaliza.

Fonte:
http://super.abril.com.br/ciencia