quinta-feira, 10 de março de 2016

Sinusite pode ser causada por problemas dentários?


Para explicar esta questão é preciso entender um pouco sobre a anatomia da região. Existe um contato muito próximo entre os dentes e os seios da face. Os dentes superiores apoiam-se em um osso chamado osso maxilar. Logo acima das raízes dos dentes, fica uma porção do osso maxilar chamada de seio maxilar. O seio maxilar é uma cavidade aerada dentro do próprio osso maxilar, revestida por uma camada de células dita mucosa, que é a mesma cobertura que existe no interior do nariz.
O seio maxilar é como uma extensão da cavidade nasal, produz muco que serve para limpeza da cavidade. Este muco carrega bactérias e partículas nocivas, e deve ser eliminado por meio de uma comunicação para dentro do nariz. Se houver uma comunicação entre as raízes dos dentes e o seio maxilar, o conteúdo da cavidade oral, rico em bactérias e restos de alimentos, pode entrar no seio maxilar, o que leva a uma inflamação da mucosa do seio, que caracteriza uma sinusite de origem dentária (ou odontogênica). A presença de raízes dos dentes no interior do seio maxilar já pode criar um trajeto para contaminação do seio. Esse processo se agrava quando há infecção nos tecidos próximos, por exemplo gengivite e periodontite, ou mesmo nas raízes dos dentes (periodontite apical).
A inflamação crônica pode levar à retração dos tecidos, como gengiva, próximos à raiz dos dentes, formando uma comunicação entre a boca e cavidade nasal chamada de fístula. A fístula passa a ser um trajeto maior por onde passa conteúdo oral para dentro da cavidade nasal, perpetuando a sinusite. Os dentes que mais causam sinusite odontogênica são os posteriores, ditos molares.
A dentição por si só não é responsável por sinusites. Mesmo que a raiz dentária esteja em contato com o seio maxilar, se os dentes estiverem em bom estado e as raízes saudáveis, nada acontece. A sinusite odontogência ocorre quando os dentes se encontram em mau estado de higiene. Em geral também estão presentes a gengivite, inflamação da gengiva ao redor do dente, e periodontite, inflamação de outras estruturas próximas ao dente, como pequenos ligamentos. Esta inflamação leva à maior presença de bactérias próximas à raiz dentária, que se propagam para dentro dos seios maxilares.
Procedimentos dentários como a extração de um dente, ou que manipulem a raiz do dente ou tecidos próximos podem também desencadear um quadro de sinusite.

Tratamentos

Para todos os casos, a higiene dental é fundamental.
Os procedimentos serão direcionados aos problemas dentários, como limpeza, remoção de cáries e tratamento de canal dentário. Pode ser necessário até mesmo remoção de um dente muito comprometido. A extração dentária pode levar a uma fístula oro-nasal, e se ela persistir precisará ser fechada.
Quando a sinusite se torna crônica, ou seja, dura mais de três meses, pode ser necessária uma cirurgia por via nasal, para remoção de secreções acumuladas. Bloqueios e espessamentos da mucosa nasal, vistos por tomografia, são indicativos de provável necessidade de cirurgia para restabelecer a função do seio maxilar.

Prevenção

A melhor prevenção sem dúvida é a higiene bucal. A avaliação com um profissional otorrinolaringologista pode esclarecer possíveis causas e apontar para a hipótese de origem dentária. O próximo passo será um exame odontológico, avaliando possíveis focos de infecção e a qualidade dos dentes.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

Exercício excessivo faz mal ao coração? Conheça os perigos do overtraining


O coração de atleta é um termo usado em cardiologia para descrever de forma abrangente todas as modificações na forma e funcionamento do coração de atletas bem treinados. 
 Quando uma pessoa é submetida a qualquer atividade repetitiva acontecem duas coisas: desgaste e adaptação. O desgaste pode ser observado mais facilmente por dores articulares em joelhos de corredores ou cotovelos de tenistas e golfistas. Isso pode ser prevenido evitando abusos e utilizando proteção adequada dos membros. A adaptação é mais facilmente observada na hipertrofia muscular em halterofilistas e no rearranjo das traves fibrosas ósseas para suportar melhor impacto durante o crescimento. 
O coração, como o músculo que é, também sofre adaptação quando é submetido a estresse repetido. 
As mudanças mais comuns são:
 - Redução da frequência cardíaca: sinais de que o sistema nervoso autônomo parassimpático já se acostumou com a sobrecarga de adrenalina e aprendeu a balancear a frequência do coração e seus efeitos deletérios;Hipertrofia do miocárdio: o músculo aumenta sua massa para melhorar a performance e se adaptar ao alto fluxo durante o esporte;Sopros: podem ser causados pela hipertrofia, mais raramente, ou pelo fluxo aumentado. Devem ser avaliados com cuidado, pois sua presença pode não ser benigna;Arritmias cardíacas: aqui a adaptação já começa a se tornar desgaste. O coração sob estresse intenso pode não tolerar mais o esforço e criar batimentos prematuros ou arritmias mais graves. Esses devem ser sinais de alerta para o descondicionamento ou investigação adicional.
A preocupação com o coração do atleta vem das características em comum entre este e uma doença grave chamada miocardiopatia hipertrófica, que é um distúrbio genético que faz com que o músculo hipertrofie mesmo sem necessidade. É uma doença relativamente comum na população geral, e os portadores desta apresentam alto risco de morte se submetidos à atividade física extenuante. Acredita-se que a maioria dos atletas que morrem subitamente durante a atividade física tem alguma doença genética (como miocardiopatia hipertrófica ou síndrome do QT longo), que talvez pudesse ter sido identificada em exames de rotina, como ECG ou ecocardiograma. 
É possível (e necessário) afastar a doença cardíaca antes de começar a praticar atividades de alta performance. A consulta médica é um tempo gasto que pode poupar muito transtorno no futuro!

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/fitness

11 coisas que acontecem com o corpo da mulher na gestação

Corpo da mulher durante a gestação


1. Pele

Em 90% das gestantes surgem manchas pelo corpo. É que o hormônio melanotrófico age nas células da pigmentação e acelera a síntese de melanina. Calma, isso some em até um ano após o parto. Uma boa notícia? A oleosidade cai e a acne desaparece.

2. Olfato e paladar

O gosto e o cheiro ficam apuradíssimos. Uma hipótese é o aumento da vascularização na boca e no nariz. Outra é que se trataria de um mecanismo de defesa da mãe, antenada nas necessidades do feto.

3. Cabelos

Talvez eles nunca tenham sido tão lindos. A superprodução de estrógeno faz baixar a testosterona, hormônio que afina o fio, facilitando seu desprendimento. Desse modo, dificilmente há queda. Depois do parto, aí, sim, os fios a mais caem bruscamente.

4. Mamas

Elas podem aumentar três vezes de tamanho porque as glândulas mamárias se proliferam, há maior acúmulo de gordura e a prolactina prepara tudo para a produção de leite, que começa depois do parto. Se o bebê pesa 3 kg, consumirá 450 ml de leite por dia.

5. Coluna

Para sustentar o peso extra, o eixo de equilíbrio se desloca e as grávidas mudam a postura naturalmente. A partir do terceiro trimestre, há uma acentuação da lordose. Os ombros são jogados para trás e as pernas ficam mais afastadas.

6. Estrias
Quando o volume de gordura sob a pele aumenta demais, as fibras da derme distendem e podem se romper. Para recuperar a lesão, vasos sanguíneos se formam. Daí as manchas vermelhas que vão cicatrizando e embranquecem.

7. Fluxo sanguíneo

O volume de sangue pode aumentar até 50%, passando de 4,5 para 6,7 litros. É um esforço hercúleo para se adaptar às novas condições e o coração bate mais rápido.

8. Útero

Aqui os números impressionam mesmo: o volume do órgão passa de 90 para 1 000 cm3 perto do parto. E seu peso original aumenta cerca de 20 vezes. A quantidade de tecido se multiplica, deixando a região bem molinha para acomodar o embrião.

9. Sistema digestivo

As paredes do intestino, estômago e bexiga amolecem por causa da progesterona. Isso favorece o acúmulo de líquidos nos tecidos.
Estômago - A pressão do útero sobre o órgão faz com que ele fique comprimido, dificultando a digestão. Ela também é retardada pela secreção de hormônios que causam o enjoo.
Intestino - A retenção hídrica atrasa a passagem do alimento por esse órgão, levando à prisão de ventre.
Bexiga - Mais apertada, explica por que as grávidas fazem xixi com frequência. Sem contar que os rins fabricam mais urina para filtrar o volume extra de sangue.

10. Varizes

A culpa é da progesterona e do estrógeno, que relaxam as paredes das veias e aumentam o risco de dilatação. Quando os vasos se dilatam, suas válvulas ficam abertas e o sangue tende a ficar estancado.

11. Inchaço
A progesterona facilita a retenção de água, enquanto o crescimento uterino comprime a veia cava, no lado direito do corpo. A circulação desacelera e o sangue se acumula nas pernas, pés e tornozelos.
     
Os hormônios da gravidez 
Estrógeno
Produzido nos ovários e na placenta, é o responsável pelas características femininas.
Progesterona
Produzida nos ovários e na placenta, prepara o útero para receber o embrião.
Gonodotrofina coriônica (HCG)
Oriunda da placenta, estimula a progesterona e o estrógeno.
Melanotrófico
Aumenta a pigmentação de partes do corpo.
Prolactina
Estimula o leite.
Ocitocina
Contrai o útero para a expulsão do bebê na hora do parto e provoca a ejeção do leite na sequência.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Enxaqueca: soluções naturais para acabar com a doença

Enxaqueca e dor de cabeça


Se você costuma sentir fortes dores de cabeça. pode ser sinal de enxaqueca. Mas saiba que essa crise pode ser amenizada com simples soluções naturais, como mexer na dieta, beber um chá quentinho e até pedir uma massagem.

A dor vira enxaqueca quando...

  • A crise dura de 4 a 72 horas
  • A cabeça lateja
  • Dá náuseas
  • Aumenta a sensibilidade à luz ou sons
  • Piora com movimentos bruscos

1. Acorde sempre no mesmo horário

Mudanças na rotina de despertar são um gatilho para a dor: levantar-se mais cedo ou mais tarde do que o normal causa enxaqueca em 7 a cada 10 pessoas.

Dê um basta: Não importa se é dia de semana, sábado ou domingo - ajuste o despertador para tocar sempre no mesmo horário. A rotina diminui os riscos de você ter tanto enxaqueca quanto dor de cabeça de origem muscular.

2. Não corte todo o café

A culpa não é do café em si, mas de mudanças bruscas no consumo. Segundo um estudo com 50 mil pacientes, quem bebe cinco xícaras e quem ingere só uma têm quase o mesmo risco de sofrer de enxaqueca.

Dê um basta: Diminua a quantidade de café aos poucos, cortando uma xícara por semana. Quando chegar ao mínimo possível, mantenha o consumo - até nas férias.

3. Escreva um blog

Medo, raiva, culpa, irritação - junte todos esses ingredientes e está feita a fórmula de uma das maiores causadoras de enxaqueca: as emoções negativas.

Dê um basta: Converse com amigos, parentes ou um terapeuta e fale sobre o que a aflige. Cientistas garantem que até mesmo escrever em um blog pode cortar pela metade o risco de ter uma crise de enxaqueca causada por emoções negativas.

4. Relaxe mais durante a semana

Ter enxaqueca no meio das férias ou num fim de semana ensolarado não é boicote. Isso acontece por causa da queda brusca na taxa de hormônios ligados ao estresse.

Dê um basta: Não precisa trabalhar até no domingo, basta desestressar durante a semana, evitando um "degrau" na produção de hormônios entre dias úteis e de descanso. Dedicar 20 minutos a um hobby já corta o risco pela metade.

5. Suplemento de melatonina

A nova aposta da medicina contra a enxaqueca é a melatonina, um hormônio natural que ajuda a induzir o sono. Pacientes que tomaram 3 mg dessa substância meia hora antes de dormir diminuíram as crises pela metade. Atenção: a melatonina deve ser receitada por um médico.

6. Faça uma massagem

Estudos mostram que o estresse pode provocar até sete crises de enxaqueca por mês. Ao se acalmar você diminui essas crises. Apenas 20 minutos de massagem já reduzem a produção dos hormônios que nos causam excitação emocional.

Alimentos que ajudam

Coma amêndoas
Elas possuem o mesmo efeito analgésico de duas aspirinas, pois têm salicilato, substância que reduz inflamações.Como a semente oleaginosa contém vitaminas, também acalma o sistema nervoso, diminui a tensão e aumenta a circulação sanguínea no couro cabeludo.
Consuma mais frutas e verduras
Uma xícara de frutas no café da manhã e um prato de sobremesa de verduras no almoço e no jantar afastam as crises em poucas semanas.Isso porque as vitaminas, minerais e antioxidantes presentes nesses alimentos trabalham juntos para amenizar a enxaqueca.
Beba um chazinho
Ervas como o ginseng têm o poder de aumentar os níveis de estrogênio no organismo, também conhecido como hormônio feminino. Quando a mulher está para menstruar, a baixa produção de estrogênio dilata os vasos sanguíneos, ocasionando enxaqueca.

Procure ajuda se...

- Você tem seis ou mais crises fortes de dor de cabeça num mês.
- A dor afeta sua vida pessoal ou profissional.
- A enxaqueca tem vindo cada vez mais forte ou com mais frequência.
- Tem fraqueza, dormência e problemas de visão.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

HIV/Aids: enfim, o autoteste

Ele será vendido em farmácias e acusa o vírus por meio de um material coletado na boca. Não se acanhe: essa nova ferramenta vem somar pontos no combate à epidemia de aids.

Enfim, o autoteste


"O que os olhos não veem o coração não sente" é um provérbio que não devia ser seguido à risca em matéria de saúde. Até porque todo o corpo vai sentir mais tarde os efeitos de uma doença inicialmente silenciosa. Pense no HIV, que ataca de forma sorrateira o organismo: se escolhemos ignorar sua possível presença, as consequências serão bem mais perturbadoras que a angústia de um eventual resultado positivo. Essa é uma questão, aliás, que ultrapassa o foro pessoal. Segundo a Unaids, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o combate à aids, aumentar o número de testes e diagnósticos é uma estratégia decisiva para vencer a epidemia, que ainda faz 35 milhões de vítimas pelo planeta.
"Acontece que, por mais que tenhamos por aqui uma boa rede de testagem, ainda existe muita gente que não faz o exame por tabu ou por medo da resposta", argumenta o infectologista Ricardo Vasconcelos, do Hospital das Clínicas de São Paulo. E é no intuito de derrubar essas barreiras que foi desenvolvido o autoteste para HIV, que será comercializado em farmácias no primeiro semestre deste ano. Trata-se de um exame rápido que depende de uma amostra de fluido oral.
A nova técnica permite que o sujeito compre o kit e realize o exame sozinho. Devido à privacidade e ao resultado em 20 minutos, a Organização Pan-Americana de Saúde projeta que o método irá atrair um grande número de pessoas. Algo tremendamente importante, se considerarmos que mais da metade dos infectados pelo mundo não está ciente de que carrega esse vírus capaz de desestruturar o sistema imunológico e deixar o organismo vulnerável a doenças oportunistas.

Para entender melhor por que muita gente ainda foge da testagem, cientistas da Universidade de Londres, na Inglaterra, realizaram uma revisão de estudos sobre as restrições psicológicas à realização dos exames. E constataram que, sim, o medo do desfecho positivo ainda é um dos maiores empecilhos.
É um erro fugir do diagnóstico. Felizmente, graças aos avanços terapêuticos,hoje em dia estar infectado com o HIV deixou de ser uma sentença de morte. "As pessoas não devem ter receio de se testar, porque o melhor que um soropositivo pode fazer por sua vida é descobrir o quadro precocemente e começar o tratamento", afirma Vasconcelos. O psicólogo Michael Evangeli, responsável pela revisão inglesa, concorda. "Há evidências de que menos estigma e mais conhecimento sobre o vírus resultam em um número maior de exames", conclui.

Delação premiada

O autoteste está disponível há dois anos nos Estados Unidos e já foi liberado para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele é classificado como um exame de triagem. Ou seja, o resultado positivo não é definitivo – precisa ser confirmado em um posto de saúde ou laboratório de análises clínicas. Já se der negativo, é sinal de que o HIV não está no pedaço. "O teste identifica os anticorpos, e não o vírus em si. Por isso, pode ter uma janela imunológica de até três meses", avisa o infectologista Ralcyon Teixeira, supervisor do Pronto-Socorro do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo. A tal janela imunológica é o tempo que o organismo precisa para produzir os anticorpos contra o invasor em quantidades suficientes e detectáveis pelo exame. E isso pode variar de 30 a 90 dias, de acordo com o fabricante do kit.
"Se esse período for respeitado, o autoteste é seguro", afirma a biomédica Miriam Franchini, chefe da Coordenação Geral de Laboratório do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Ah, falamos de uma técnica que se vale de fluido oral, certo? Só não se engane: o HIV não fica na saliva, portanto não é transmitido por beijos ou compartilhamento de copos e talheres. No entanto, com a nova opção nas farmácias, a boca tem tudo para virar um baita delator desse inimigo.

Como o teste é feito

Os detalhes vêm na bula de cada kit, mas há um passo a passo em comum
 
1. Coleta
Passe o coletor na mucosa entre a gengiva e a bochecha. Tanto na parte de cima como na de baixo.
2. Reação
Coloque-o dentro do tubo de ensaio contendo o líquido reagente que acompanha o kit.
3. Espera
Uma linha de controle deve aparecer, indicando que o teste está funcionando corretamente.
4. Resposta
Se depois de 20 minutos uma segunda linha aparecer, o resultado foi positivo, e deve ser confirmado.

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

quarta-feira, 9 de março de 2016

Câmara aprova projeto que libera uso e fabricação da 'pílula do câncer'

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (8) projeto que permite a fabricação, distribuição e o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”. O texto segue agora para análise do Senado antes de ir à sanção presidencial.
Desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) para o tratamento de tumor maligno, a substância é alardeada como cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecidos.
O projeto parte do pressuposto da autonomia humana, que considera o direito que cada indivíduo tem de fazer suas próprias escolhas e assumir a responsabilidade por elas.

Fonte:
http://noticias.r7.com

Cientistas testam vacina capaz de tratar câncer terminal


Cientistas do Surrey Cancer Research Institute (SCRI), da Universidade de Surrey, em Londres, vão testar a eficácia e segurança de uma vacina que tem o objetivo de destruir tumores, caso o tratamento convencional não funcione. Portanto, é uma vacina usada no tratamento, e não na prevenção como as outras.
A droga funcionaria assemelhando-se às respostas imunológicas naturais geradas pelo organismo diante de infecções bacterianas e virais. Acredita-se que qualquer paciente com um tumor sólido possa se beneficiar da técnica.
O objetivo do estudo é identificar os benefícios do programa de vacinação e os efeitos secundários do tratamento sobre a qualidade de vida do paciente. Os cientistas esperam que os resultados possam ajudá-los a avançarem no desenvolvimento de uma terapia eficaz no tratamento do câncer.
De acordo com os pesquisadores, as vacinas contém substâncias capazes de estimular o organismo a produzir anticorpos para atacar às células cancerígenas. "Sabemos que o sistema imunológico em pacientes com câncer avançado é suprimido, por isso é incapaz de reconhecer e matar as chamadas cancerígenas. Neste ensaio estamos a investigar uma forma de imunoterapia concebida para ativar o sistema imunitário do corpo por administração de uma vacina com base em fragmentos de uma proteína chave câncer", explica o Hardev Pandha, cientista e professor da Universidade de Surrey.
Até o momento o medicamento foi testado em dois pacientes e estima-se que cerca de 30 pacientes estejam esperando para fazer parte do estudo nos próximos dois anos. Para um primeiro momento, a vacina foi aplicada em combinação com pequenas doses de quimioterapia, a fim de estimular o sistema imunológico.

Fonte:
http://r7.minhavida.com.br/saude

terça-feira, 8 de março de 2016

Espanhol cria lente que freia progressão de miopia em 43%

Pessoa com miopia

 Cientistas da Faculdade de Óptica e Optometria de Tarrasa (FOOT) da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) desenvolveram uma inovadora lente de contato que freia a progressão da miopia em 43%
A lente de contato foi desenvolvida por Jaume Pauné, médico da UPC, que apresentou o novo produto em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira em dita Universidade.
A diferença entre as lentes de contato convencionais e a nova é que as usadas habitualmente corrigem somente a visão central do olho e não as laterais, o que provoca o crescimento do olho e da miopia, enquanto a lente de Pauné evita este aumento ao cobrir também a visão lateral.
"A miopia começa entre os nove e os 13 anos de idade, progride fortemente até os 16 e se desacelera só a partir de então, e o fato de frear em 43% sua progressão permite poder ter uma mudança no final deste processo de entre três e cinco dioptrias menos", afirmou Pauné.
Neste sentido, Pauné garantiu que a partir das cinco dioptrias, o risco de sofrer uma patologia ocular aumenta entre 20 e 50 vezes em comparação com uma pessoa sem problemas visuais, e apontou que a miopia é a causadora de uma quinta parte da cegueira no mundo todo.
Além disso, Pauné estimou que cerca de 25% das crianças de 13 anos sofrem com miopia, um dado que aumenta até 45% entre a população universitária, número que o doutor da UPC calculou que aumentará nos estudos realizados entre a nova geração tecnológica.
A nova lente foi verificada através de estudos clínicos que se desenvolveram entre uma centena de pacientes que a usaram durante dois anos no FOOT, no Centro Médico Teknon de Barcelona e na Universidade do Minho de Portugal.
A nova lente, que já está sendo comercializada, é única no mundo que freia o progresso da miopia, embora exista um tipo de lente fabricada em Hong Kong com características parecidas, mas com uma efetividade "relativa", de acordo com Pauné.
O doutor da UPC garantiu que a lente chinesa é "especialmente beneficente" para as crianças porque controla a progressão da miopia em uma idade na qual o avanço desta patologia é "feroz", manifestou Pauné, enquanto a nova lente pode ser utilizada também na idade adulta.
A lente de contato já está no mercado e tem um preço médio de 400 euros anuais por pessoa. 

Fonte:
http://exame.abril.com.br/tecnologia

Queda dos dentes de leite: entenda os cuidados necessários nessa fase


As crianças possuem 20 decíduos, ou os chamados dentes de leite. São dez na arcada superior e dez na arcada inferior. Esses dentes são formados por coroa, raiz e tecido pulpar na parte interna, conhecida como canal ou polpa do dente, sendo assim, compostos por estruturas semelhantes aos dentes permanentes, mas diferentes no tamanho e formato anatômico. 
O início da troca dentária ocorre em média na faixa dos cinco aos sete anos de idade com os incisivos centrais inferiores e é uma fase que envolve grande ansiedade por parte dos pais e das próprias crianças, devido à medo, dúvidas e insegurança. Além do fator envolvendo uma nova fase de maturidade, já que a queda dos primeiros dentes acaba sendo para os mais novos uma prova de que estão crescendo e que já não são meras crianças. E aos olhos dos pais também, pode ser de difícil aceitação o fato de que seus filhos não são mais "bebês". 
Muitas crianças se sentem orgulhosas e ansiosas quando estão prestes a perder um dentinho, mas outras podem se sentir envergonhadas de ficarem "banguelas". Os pais devem ajudar agindo naturalmente e incentivar a criança dizendo que irá cair um dentinho para nascer um "novo e bem bonito" no lugar deste, explicando que é um processo natural, que seus amiguinhos da escola também estão trocando os dentes e também ganharão uma "janelinha". Outra ideia que pode ser usada como opção, é a mãe tirar fotos do novo sorriso para colocar no álbum de fotos, e assim, fazer com que a criança entenda que ela está evoluindo. 
É importante evitar que a criança fique colocando a mão suja na boca tentando amolecer o dente, porque isso acaba levando mais microrganismos e deixando a região inflamada. O ideal é que o dente caia naturalmente, caso contrário, precisará de avaliação de um profissional. 
Geralmente, os primeiros dentes a cair são os anteriores, seguidos pelos caninos e depois os posteriores, mas pode existir alterações nessa ordem. É importante salientar que os primeiros molares permanentes nascem aos seis anos de idade, atrás do último dentinho de leite (segundo molar decíduo), sem que haja a troca. Porém algumas mães ficam surpresas quando vão ao consultório e ficam sabendo que estes são dentes permanentes. 
Normalmente o que faz o dente de leite cair é a pressão exercida pelo seu sucessor permanente, sendo que ele poderá aparecer logo em seguida ou em até um mês depois. Nos casos mais demorados, pode estar ocorrendo por falta de espaço para o dente que está nascendo ou devido a gengivas muito fibrosas, e então, deve ser acompanhado de perto por um profissional especializado, pois podem ter outros fatores impedindo os dentes de erupcionar corretamente. 
O processo da perda dos dentes de leite ocorre naturalmente e de maneira fisiológica por meio de reabsorção da sua raiz pelo dente permanente que irá erupcionar em seu lugar. Muitas vezes eles caem durante a alimentação, escovação ou até mesmo sozinho. Se os dentes estiverem em sua correta posição e com espaço adequado na arcada, o dente permanente segue um determinado caminho de erupção de encontro à raiz do dente de leite de modo que vai gradualmente estimulando sua reabsorção, até que toda a raiz que está inserida no osso seja perdida. Assim o dente decíduo vai tendo sua mobilidade aumentada até que acaba permanecendo somente a coroa inserida na gengiva. 
É comum, portanto, ter um leve desconforto gengival acompanhado de um pequeno sangramento na região que envolve o dente que está prestes a cair ou após a perda dentária. Neste último caso, pode ser feita um bolinha de algodão ou gaze para que a criança fique mordendo por 5 minutos até que cesse o sangramento. É muito importante que os pais entendam que é um processo natural e mantenham a calma e a serenidade para que a criança não fique nervosa ou apreensiva. 
Em alguns casos, os dentes podem encontrar alguma dificuldade para cair e isso pode estar relacionado a diversos motivos, entre eles: 
  • Perda do caminho de erupção do dente permanente, que acaba por não reabsorver por completo a raiz do dente decíduo
  • Arcada muito pequena e/ou estreita, em que os dentes não tenham seu devido espaço
  • Falta de estimulo mastigatório do dente em questão
  • Forte inserção de fibras gengivais.
O estímulo do dente através da mastigação de alimentos duros e fibrosos auxilia esse processo e é importante para que tudo ocorra na sua correta cronologia. Em algumas situações pode ser necessário a intervenção de um odontopediatra para auxiliar nesse processo e com um exame clínico e/ou radiográfico irá avaliar a indicação de fazer a remoção dentária com o uso de anestésicos. 

A higiene e os cuidados necessários

A importância da boa higiene mesmo nos dentes que estão com muita mobilidade e prestes a caírem também deve ser ressaltada. Isto é significativo para que a criança não fique incomodada devido a uma possível inflamação acompanhada de sangramento gengival no local e para proteção dos dentes permanentes contra cáries. Os dentes permanentes também devem receber cuidados especiais, porque são dentes que ficarão para a vida toda. 
Os dentes de leite podem cair antecipadamente, fora do período normal, por causa de algum trauma na região, por quedas, ou batidas na face ou até mesmo por lesões de cáries. Esses casos devem ser avaliados e acompanhados por um profissional, pois podem causar uma série de problemas como alteração na posição de língua atrapalhando a fala, mastigação e deglutição; perda do espaço ideal para o dente permanente, causando problemas nos encaixe das mordidas; acarretar em algum dano psicológico na criança por ficar sem os dentes antes da fase em que os amigos ficarão e muitas vezes ao se sentirem envergonhadas, ficam inibidas socialmente. 
Por isso, a minha dica fundamental é que a criança tenha um acompanhamento profissional desde os seus primeiros meses. 

Fonte: http://www.minhavida.com.br/familia

sexta-feira, 4 de março de 2016

Vacina capaz de curar câncer terminal está em fase de testes em Londres

Vacina contra câncer


Uma notícia que tem animado a comunidade médica internacional é o desenvolvimento de uma nova vacina com o objetivo de destruir tumores, em casos de falha de todos os outros tratamentos contra o câncer. O medicamento já foi testado em dois pacientes do Guy’s Hospital, em Londres. E estima-se que 30 pacientes já estejam esperando para fazer parte deste estudo que acontecerá nos próximos dois anos. 
O tratamento funciona de forma parecida aos outros utilizados na proteção de algumas infecções: agindo no sistema imunológico para atacar e destruir células cancerígenas. Geralmente, os componentes no nosso sistema de defesa – dentre eles os linfócitos T e os glóbulos brancos – são capazes de nos proteger contra o câncer, matando as células cancerígenas; mas alguns tumores ainda são capazes de escaparem ilesos à essa nossa defesa natural. 
Quando isso acontece, o câncer se desenvolve e atinge um estágio avançado, suprimindo o nosso organismo de desempenhar sua função. As causas para que isso aconteça podem variar desde a habilidade das células cancerígenas de danificar as nossas células de defesa, até uma redução da produção de glóbulos brancos a medida que o câncer se espalha em direção a medula óssea. 
As vacinas contêm antígenos que são injetados nos pacientes, que nada mais são que uma série de substâncias capazes provocar uma resposta imune e estimular o corpo a produzir anticorpos especializados em destruir esse corpo estranho. A habilidade em gerar esses anticorpos possui um tempo de resposta, isto é, o sistema imunológico pode prevenir casos futuros da mesma doença. 
A novidade é composta de pequenos fragmentos enzimáticos encontrados nas células cancerígenas. A telomerase humana transcritiva revers (hTERT) regula o comprimento das cápsulas protetoras nos cromossomos chamados telômeros, permitido que as células se dividam continuamente. A esperança dos pesquisadores está na possibilidade de estimular o sistema de defesa dos pacientes a produzir anticorpos capazes de criar uma memória imunológica dessa enzima, o que deixará as coisas mais fáceis na hora de destruir as células cancerígenas. 
Para dar um pontapé inicial no processo, a vacina foi aplicada em combinação com doses pequenas de quimioterapia, a fim de matar algumas células do tumor e desinibir o sistema imunológico. Os pesquisadores também acreditam que ela poderá ser eficiente para todos os tipos sólidos de tumores, e estão testando a segurança e a eficácia da substância em pacientes diagnosticados com câncer terminal. 
Kelly Potter, de 35 anos, é uma dessas pessoas, e foi diagnosticada com um câncer em estágio avançado no ano passado. Ela declarou estar animada com a pesquisa e assegurou que isso mudou a sua vida, além de acrescentar que “é fantástico fazer parte de algo que pode ser tão inovador.”

Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude

Caibrã: alguns ajustes na dieta, nos hábitos e no treino vão botar o incômodo para correr

alongamento




O treino ia bem. Você estava certa de que era o dia de melhorar seu tempo na corrida ou encarar aquele exercício mais avançado na aula de pilates. Até que a sua panturrilha resolveu protestar. Para tudo! Temos algumas medidas simples e efetivas para evitar que você tenha cãimbra:

BOTE COR NESSE PRATO 

Para realizar uma contração na musculatura – ficar com os pés em ponta, por exemplo –, precisamos que estímulos elétricos disparados pelo cérebro cheguem até o músculo que vai trabalhar. “Isso tudo depende de uma carga elétrica, que circula no corpo por meio de íons de minerais, como sódio, potássio, cálcio e magnésio”, diz Flávia. Se você não tem a proporção correta de todos os tipos de íons circulando no organismo, a contração e o relaxamento muscular são prejudicados. Ou seja, quem faz exercício precisa rechear o cardápio de frutas e legumes – só aquela banana, rica em potássio, não vai dar conta. “Invista em água de coco, abacate, damasco, semente de abóbora, castanhas em geral e folhas verdes que contenham esses minerais”, sugere Tamara Rocha, do Espaço CM Nutrição, do Rio de Janeiro.

NÃO SEJA INIMIGA DO CARBOIDRATO

A regra é clara: antes do treino, é importante você consumir alguma fonte desse nutriente. Os músculos gastam energia para contrair e relaxar. “Quando, falta combustível suficiente para o relaxamento, sentimos cãibra”, avisa Flávia. Aposte em pães e biscoitos integrais, tapioca, turbérculos (como batata-doce, cará, inhame e mandioquinha) e frutas. Só não deixe faltar gás para as fibras musculares, ok?

GRUDE NA GARRAFINHA DE ÁGUA 

O líquido facilita o relaxamento das fibras musculares e dos tendões. “Beba, em média, 2 litros de água por dia, fracionando o total em intervalos de duas a quatro horas”, recomenda Tamara. E durante o exercício físico mantenha a hidratação com pequenos goles a cada pausa.

...OU DE ISOTÔNICO 

Pense naquela aula de funcional ou na prova de 10K que você resolveu encarar. Quanto mais intensa a atividade física, mais você sua, certo? “Aí, além de água, há a perda de eletrólitos, que contêm íons de potássio, sódio, cloro e magnésio”, diz Flávia. Nesses casos, só a água não resolve – recorra também às bebidas isotônicas para repor os eletrólitos. Consulte um nutricionista esportivo para saber a dose certa para você – os isotônicos devem ser ingeridos conforme o peso, a altura, o exercício e a idade.

SUBA A TEMPERATURA 

Quando o corpo está frio, ele fica naturalmente mais contraído – por isso dormimos encolhidas no inverno. Para se soltar, ele precisa esquentar. “Reserve de cinco a dez minutos para fazer um aquecimento antes de todas as atividades que possam exigir muito dos músculos”, aconselha Flávia. Vá aumentando a intensidade do exercício aos poucos. É dia de treino de corrida? Comece com caminhada, trote e depois acelere. Vai jogar vôlei? Acorde os músculos com polichinelos.

ESTICA!

Quando a cãibra surgir, alongue o músculo que está em contração. “Também ajuda massagear a área afetada com movimentos circulares para relaxar a musculatura e aliviar a dor”, aconselha Flávia. Se as cãibras se manifestarem nas pernas, fique em pé e coloque o peso do corpo na perna dolorida, dobrando o joelho para a frente para esticar os músculos posteriores. Se não conseguir se manter em pé, sente-se, estique a perna e puxe os pés para trás com as mãos. Está doendo muito? Faça uma compressa quente, que aumenta a circulação sanguínea no local e relaxa.




Fonte:
http://mdemulher.abril.com.br/saude