quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Você pode ter zika sem saber: só 1 em cada 5 pessoas manifesta sintomas

A confirmação de que o vírus zika está relacionado com a microcefalia (má-formação do cérebro) em bebês e pode aumentar as chances de doenças neurológicas em adultos vem causando preocupação na população. 
O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite também os vírus da dengue e da febre chikungunya, e tem também sintomas parecidos com o da dengue, mas intensidades diferentes. No entanto, apenas 20% dos infectados apresentam os sintomas. 
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já confirmou ao menos 404 casos de microcefalia em 9 Estados este ano, além de investigar outros 3.670 casos suspeitos.
Não há dados exatos do total de casos de zika no país, já que a doença não apresenta sintomas na maioria dos casos. Mas estima-se que ao menos 500 mil pessoas foram infectadas com o vírus no país em 2015.
"Apesar de ser transmitido pelo Aedes aegypti e ter reações parecidas com o vírus da dengue, o zika vírus é diferente na sua estrutura biológica e por isso é possível que haja comportamento diferente no organismo para que cause a má-formação", afirma Arruda.

Diagnóstico 

Ainda não há kits de diagnóstico para o zika no sistema público. A Anvisa liberou no início de fevereiro o registro de dois testes de laboratório que possibilitam a detecção dos vírus da dengue, chikungunya e zika com apenas um exame, e um terceiro que pode verificar a presença do vírus em amostras biológicas em estudo.
O governo brasileiro pretende distribuir esses testes para 29 laboratórios credenciados a partir do final de fevereiro, conforme informou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.
Por enquanto, o diagnóstico é feito normalmente pelos sintomas (clínico). O método, no entanto, é impreciso visto que dengue, zika e chikungunya têm sintomas muito parecidos. Para confirmar, é possível realizar o exame que identifica o material genético do vírus no sangue dos pacientes. Contudo, esse exame é caro, demorado e restrito, pois só é capaz de detectar o vírus até o 5° dia de sintomas.

Saiba mais sobre zika e microcefalia


Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

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O que é o vírus da zika?

A zika é um vírus da família Flaviviridae, do gênero Flavivirus, transmitido pela picada no mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite os vírus da dengue e do chikungunya. Há duas linhagens da zika, uma de origem africana e outra de origem asiática, a última predominante no Brasil

Getty Images

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Quais são os sintomas da zika?

Apenas um em cada cinco pessoas contaminadas apresentam sintomas, e quando eles surgem são praticamente os mesmos que os da dengue: febre, dores e manchas pelo corpo, olhos vermelhos e diminuição no número de plaquetas no sangue. Na zika, a vermelhidão e as manchas no corpo são mais acentuadas, na dengue as dores no corpo costumam ser mais fortes e no chikungunya há fortes dores articulares

Getty Images

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A zika é passada pelo sexo? 

A transmissão principal do vírus é pela picada do mosquito Aedes aegypti. Mas, houve não só a identificação do vírus no sêmen como os EUA registraram um caso de uma possível transmissão por relação sexual por uma pessoa que contraiu o vírus em viagem à Venezuela. Estudos estão sendo feitos para comprovar esse tipo de transmissão, mas, enquanto não há provas cientificas os EUA pediram o uso de preservativos ou a abstinência sexual às pessoas que vivem ou tenham viajado recentemente para regiões com circulação do vírus

Marco Antonio Teixeira / UOL

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Zika é transmitida pela urina e saliva?

Um estudo feito pela Fiocruz detectou a presença do vírus ativo, ou seja, com potencial de infecção, na saliva e urina em dois pacientes com sintomas compatíveis com a doença. A transmissão, no entanto, ainda não foi confirmada. A pesquisa sugere que outras formas de transmissão precisam ser investigadas.

iStock

5

Tem tratamento para a zika?

Não. Assim como na dengue, os sintomas são tratados com remédios para dor e para diminuir a febre, já que os sintomas somem em sete dias, em média

Venilton Kuchler/ANPr/Divulgação

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Como prevenir a zika? 

Elimine focos de água parada em casa e no trabalho, onde as larvas do "Aedes aegypti" crescem e viram mosquitos. Use mosquiteiros, calças e mangas compridas em locais com muitos mosquitos e permita a entrada de agentes da vigilância sanitária para destruir focos com inseticidas e larvicidas

Moacyr Lopes Júnior/Folhapress

7

Já tive dengue. Tenho menos chance de ter zika?

Por serem vírus diferentes, há relatos de pessoas que contraíram tanto a dengue como a zika. Até o momento, os cientistas acreditam que o humano não fica imune à zika depois de contrair dengue. Ainda não se sabe se a pessoa se torna imune ao vírus após contrair a doença uma vez

Edson Silva/ Folha Imagem

8

Existe uma vacina contra a zika?

Por enquanto não. O processo para a criação de uma vacina é muito longo e pode levar anos. Brasil e Estados Unidos fecharam um acordo para acelerar a produção de uma vacina conjunta contra o vírus da zika. Mas, no cenário mais otimista, o produto estará no mercado somente em três anos.

Thinsktock

9

Crianças e adultos com zika podem sofrer sequelas neurológicas? 

Ainda não se sabe. Já foi comprovada que a infecção pela zika em gestantes tem associação com casos de microcefalia. Cientistas suspeitam que o vírus possa atingir o sistema neurológico, aumentando o risco de doenças autoimunes como a síndrome de Guillain-Barré

Shutterstock

10

Há exames que comprovam a zika? 

O exame mais utilizado para diagnosticar a zika é o PCR (Reação de cadeia de polimerase), usado para detectar dengue no material genético e que pode indicar zika por exclusão. Neste exame, a zika só é detectada em até cinco dias após a contaminação. O teste no entanto é caro e restrito. A Anvisa liberou em fevereiro o registro de dois exames que permitem detectar com apenas um teste os vírus dengue, chikungunya e zika

Reprodução/Ministério da Saúde

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Os casos de microcefalia estão relacionados com vacinas? 

Boato. De acordo com a Sociedade de Pediatria de São Paulo, as vacinas de rubéola nunca são aplicadas em gestantes. Nenhuma vacina aplicada em gestantes contém vírus ou agentes vivos, segundo o Ministério da Saúde

Guga Matos/ JC Imagem/ AE

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O aumento de casos de microcefalia no Brasil é causado pelo vírus da zika?

O Ministério da Saúde confirmou a associação entre o vírus da zika e o surto de microcefalia na região Nordeste, após resultado de exame de um bebê cearense, que nasceu com microcefalia e outras más-formações congênitas, ter apresentado o vírus em amostras de sangue e tecidos. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez

Getty Images

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Quais as causas da microcefalia?

A má-formação congênita pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como uso de substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação durante a gravidez

Thinkstock

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Como as grávidas podem se prevenir contra a zika?

Use repelentes, roupas de manga comprida e evite acumular água parada em casa ou no trabalho. Não use remédios sem prescrição e faça um pré-natal qualificado, com todos os exames previstos. Procure um médico se sentir qualquer um dos sintomas apontados e se pretende viajar para áreas endêmicas

Getty Images

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Qual período da gestação é mais suscetível à ação do vírus?

As gestantes cujos bebês desenvolveram a microcefalia tiveram sintomas do vírus da zika no primeiro trimestre da gravidez. Mas o cuidado para não entrar em contato com o mosquito Aedes aegypti é para todo o período da gestação

Shutterstock

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Qual o tratamento para a microcefalia?

Não há tratamento específico. Existem ações de suporte que podem auxiliar no desenvolvimento do bebê e da criança. Como cada criança desenvolve complicações diferentes --entre elas respiratórias, neurológicas e motoras-- o acompanhamento por diferentes especialistas vai depender de suas funções que ficarem comprometidas. No SUS (Sistema Único de Saúde) estão disponíveis serviços de atenção básica e de reabilitação, além de exames e colocação de órteses e próteses

Reprodução/Daily Mail

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É possível detectar a microcefalia apenas com ultrassonografia?

Sim. No entanto, somente o médico que está acompanhando a grávida poderá indicar o método de imagem mais adequado
Reprodução/Stuffyoushouldknow

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Quantas pessoas que têm zika desenvolvem Guillain-Barré?

Segundo a Fiocruz, em áreas onde se tem documentado epidemia de zika (como na Polinésia Francesa e no Brasil), houve um aumento de pessoas com a Síndrome de Guillain-Barré. No entanto, ainda não foi estabelecida uma relação causal direta entre a infecção com o vírus e SGB. Há outros fatores, como a infecção prévia por dengue ou fatores genéticos, que poderiam contribuir ou influenciar o aumento de casos de Guillain-Barré

Reprodução/Youtube

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Como é feito o diagnóstico da microcefalia?

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. Por isso, é importante que os profissionais de saúde fiquem sensíveis para notificar os casos de microcefalia no registro da doença no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc). A má-formação pode, ainda, ser confirmada com exame de tomografia

Thinkstock

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A microcefalia pode matar ou deixar sequelas no bebê?

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.



Fonte:
http://noticias.uol.com.br/saude

Biotina é boa para os cabelos, pele e unhas

O amendoim possui boas quantidades de biotina - Foto: Getty Images

A biotina é uma vitamina do complexo B. Ela também é conhecida como vitamina B7 e vitamina H. Trata-se de uma vitamina hidrossolúvel produzida no intestino pelas bactérias e obtida por meio da alimentação. 
Assim como outras vitaminas do complexo B, a biotina está relacionado ao metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas. Ela também é essencial para a saúde da pele, unhas e cabelos. 

Benefícios comprovados

Bom para a pele: A biotina é muito benéfica para a pele, isto porque ela ajuda no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras o que acaba melhorando a saúde da pele. A ausência da biotina pode fazer com que a pele fique seca, escamosa e com vermelhidão em volta da boca e nariz. 
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Bom para o cabelo: A ausência da biotina pode causar a queda de cabelos e também fazer com que os fios fiquem enfraquecidos. Ainda não é certa a relação entre o nutriente e os cabelos, mas alguns especialistas acreditam que a biotina tem relação com a produção de queratina, proteína que compõe o cabelo. 
Bom para as unhas: A falta de biotina pode enfraquecer as unhas. Alguns especialistas acreditam que isto ocorre porque o nutriente tem relação com a produção de queratina, proteína que compõe as unhas. 
Ajuda na absorção correta dos nutrientes: A biotina, juntamente com outras vitaminas do complexo B, contribui para o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, fazendo com que o corpo os absorva da melhor maneira. 

Benefícios em estudo

Bom para quem tem diabetes: Como a biotina ajuda a metabolizar melhor os carboidratos, alguns estudos apontam que a biotina pode ser interessante para diabéticos. Contudo, ainda são necessárias mais pesquisas para se comprovar este benefício. 

Deficiência de biotina

A deficiência de biotina é extremamente incomum porque este nutriente está muito presente na alimentação. Contudo, quando acontece os sintomas da ausência do nutriente são: fraqueza nas unhas e cabelos, calvície, pele seca e escamosa e vermelhidão em volta do nariz e da boca. Outras complicações que podem ocorrer são conjuntivite, dermatite exfoliativa, dores musculares e lassidão, acompanhada de aumento da glicemia. 

Combinações da biotina

Para proporcionar os benefícios mencionados, a biotina precisa ser ingerida com as outras vitaminas do complexo B. Além disso, é importante que ela faça parte de uma dieta balanceada. 

Fontes da biotina

As principais fontes de biotina são o amendoim, as nozes, o tomate, a gema do ovo, a cebola, a cenoura, alface, couve-flor e amêndoa. A carne vermelha, o leite, as frutas e as sementes também contam com o nutriente.  

O uso do suplemento de biotina

O suplemento de biotina só é orientado quando a pessoa manifesta sintomas da ausência deste nutriente. A suplementação só pode ser realizada por um nutricionista ou médico nutrólogo. 

O excesso de biotina

O tomate conta com biotina - Foto: Getty Images
O tomate conta com biotina



O consumo excessivo de biotina só ocorre por meio da suplementação e não tem grandes complicações, pois o nutriente é excretado pela urina. 







Fonte:
http://www.minhavida.com.br/alimentacao

Entenda as diferenças entre parto natural e parto normal


O parto normal afastou-se completamente do seu REAL significado em consequência da prática rotineira de procedimentos inúteis ou até mesmo prejudiciais ao processo da parturição e realizadas sistematicamente, haja ou não necessidade, como numa produção industrial em série.
Eu não estaria cometendo nenhum exagero em dizer que se transformou a singela experiência de "dar à luz a um bebê num parto normal", em algo associado à uma complicada manobra médica.
Em matéria de minha autoria publicada neste mesmo Portal (novembro/2015), tive oportunidade de abordar mais detalhadamente os conceitos de "parto normal" e "parto humanizado". Destaco estar havendo uma miscelânea de expressões, rotulando condições semelhantes como se fossem totalmente diversas.
Objetivamente, todas estas expressões (parto vaginal, normal, natural, humanizado) significam primeiramente o "ato de parir por via vaginal". As diferenças vão ocorrer quando o tradicional parto normal (submetido à tantas intervenções e limitações) passa a ser conduzido como se fosse um "parto anormal", muitas vezes com maior sofrimento e repercussões desfavoráveis à mãe e ao bebê. Talvez seja esta a explicação porque tantas mulheres tenham medo de parto normal.
Creio que foram esses aspectos que propiciaram a abertura para o conceito de "parto natural" (hoje complementado) com assistência humanizada.
A parturiente liberta, respeitada em suas expectativas e temores, empoderada e reassegurada consegue, sim , dar à luz como antigamente, passando a ser a protagonista principal daquela vivência tão especial. Compete à equipe médica, no seu papel coadjuvante, estar ao lado, atenta e eficiente, para só agir de acordo com as REAIS necessidades determinadas pela moderna medicina baseada em evidências, com melhores resultados tanto para a mãe, como para o recém-nascido.
Foram as distorções na conduta sobre o "parto normal" (aquele parto vaginal que requeria o mínimo de intervenções) que estimularam o surgimento do conceito de "parto natural" que envolve também , sem dúvida, os princípios que definem o "Nascimento sem Violência" preconizado por Frederick Leboyer²: resgatar a naturalidade no ato de nascer. Resgatar a experiência do gerar e do parir em todos os seus aspectos, preparando a mulher emocionalmente para assumir o seu novo papel, respeitando e obedecendo a fisiologia do trabalho de parto e salvaguardando a segurança que o momento requer, sem quebrar o encanto daquela cerimônia ímpar.
É isso que entendo como "parto natural com assistência humanizada", para que se complete o círculo virtuoso da chegada de um novo ser em nosso planeta. Os benefícios do "parto natural" são inegáveis para o binômio mãe-bebê.
A mãe vivencia intensamente os tempos do parto, com mais segurança, serenidade e com significativa redução de queixas dolorosas, já que tem uma expectativa positiva de acolher o bebê em seus braços. A liberdade para caminhar e buscar a melhor posição para cada momento do trabalho de parto dá mais conforto, além de facilitar e agilizar o processo.
Para o recém-nascido, dentre os benefícios, podemos citar: a ligadura do cordão umbilical só após a parada de sua pulsatilidade (dando "um tempo" para que este aprenda a respirar pelos seus próprios pulmões), a melhoria dos índices de vitalidade nos primeiros minutos (Índice de APGAR), a redução de manobras como aspiração respiratória com sonda, o menor risco de doenças respiratórias e de bronco aspiração, o aconchego e amamentação no seio da mãe logo após o nascimento (que tanto facilita o vínculo afetivo entre mãe e filho, permite alimenta-lo mais precocemente, hidrata-lo e transmitir-lhe anticorpos que previnem a diarreia e a desidratação).
Para que uma gestante alcance seu objetivo de dar à luz através de um parto natural é importante que ela tenha um bom suporte na assistência ao pré-natal. Sempre que possível, o casal deve planejar, pensando em todas as etapas, não só da gestação, mas também sobre o parto e de como criar um filho. O casal deve adequar-se ao novo contexto físico, emocional, familiar, profissional e econômico que a gestação contempla. É etapa essencial para o amadurecimento pleno da mulher e da relação com seu companheiro.
O novo assusta! É o encontro com o desconhecido! É papel da equipe obstétrica conduzir o processo, desmistificando a gravidez e o parto como doença, como um estado anormal, mas ao contrário, reforçando-o como momento fisiológico que faz parte vital da condição humana. As informações antecipatórias sobre as mudanças e novidades farão com que as dificuldades sejam vividas e vencidas com muito mais facilidade, tanto durante a gestação quanto durante o trabalho de parto. Informada, utilizando seu poder de escolha e agora mais segura, a gestante/parturiente poderá viver amorosamente e com intensidade todas as fases, desde o saber-se grávida até o momento em que este amor se torna concreto, ao receber e conhecer seu bebê.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/familia

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Novo método detecta Zika vírus em sangue de transfusão


Um projeto da Fundação Pró-Sangue/Hemocentro de São Paulo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), conseguiu desenvolver um método que detecta a presença do Zika vírus no sangue usado em transfusões.
De acordo com José Eduardo Levi, chefe do Departamento de Biologia Molecular da Fundação Pró-Sangue e coordenador da pesquisa, a ideia é usar esse método na triagem de bolsas de sangue que serão usadas em gestantes ou transfusões intrauterinas (ou seja, em que o sangue é transferido direto para o feto). A medida é preventiva, já que não se sabe se a transmissão por transfusão pode causar risco ao feto.
"Achamos que não seria boa ideia, nesses casos, usar sangue com risco de ter o vírus. Nossa proposta foi fazer um teste para ser usado em um pequeno número de bolsas de sangue ? 0,16% do estoque do banco de sangue ? destinado a esse público-alvo. Pretendemos começar a aplicar o teste no Hemocentro de São Paulo logo após o Carnaval?, afirmou o pesquisador à Agência FAPESP.
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Por enquanto, dois casos de transmissão via transfusão de sangue do Zika vírus foram confirmados no Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas nenhum dos pacientes apresentou sintomas. O maior medo é que o vírus seja passado para gestantes através dessa via de contágio, pois há grandes suspeitas de que esse meio de transmissão também possa levar ao desenvolvimento da microcefalia.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Por que mosquitos picam algumas pessoas mais que outras?

Genes que controlam o odor corporal poderiam atrair mosquitos, segundo pesquisa

Os casos de zika e microcefalia no Brasil aumentaram a preocupação com a picada do mosquito Aedes aegypti, que já era temido por causa da dengue.
Desde outubro, foram notificados 4.180 casos suspeitos de microcefalia no país - 270 já foram confirmados, 462 descartados e os outros seguem em investigação. Como não existe vacina ou tratamento para a zika, o conselho, principalmente para as grávidas, é tomar medidas para se proteger da picada do mosquito.
Mas por que mosquitos picam algumas pessoas mais do que outras?
Segundo um estudo, publicado no ano passado no periódico Plos One, isso pode estar ligado aos genes que controlam o odor corporal. Cientistas da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos agruparam 19 gêmeos não idênticos e 18 gêmeos idênticos para testar a atração a mosquitos.
Eles descobriram que gêmeos idênticos atraíam a mesma quantidade de picadas, sugerindo a influência de fatores genéticos nesse processo.
Em uma série de testes, cada gêmeo colocou uma mão no final de um túnel de vento em formato de "Y". Então, bombeou-se ar para dentro do túnel, levando consigo odor. Depois, enxames de mosquitos foram liberados, movendo-se para longe ou perto de cada mão.
No caso dos gêmeos idênticos - que compartilham grande parte do material genético - houve uma distribuição uniforme dos mosquitos. Isso sugere que os insetos não tinham preferência pelo cheiro de uma mão ou outra.
Por outro lado, resultados com testes em gêmeos não idênticos - que dividem menos genes - foram mais variados.
Pesquisadores acreditam que a atratividade a mosquitos pode estar relacionada a genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais genes específicos estariam envolvidos. Novas pesquisas já estão sendo realizadas.
"Se entendermos a base genética para a variação entre indivíduos, será possível desenvolver maneiras sob medida para controlar melhor os mosquitos, e desenvolver novas maneiras de repeli-los", disse James Logan, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, principal autor do estudo.

'Intrigante'

Comentando a pesquisa, o professor David Weetman, da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, disse que o resultado é "intrigante".
"É a primeira vez que uma base genética foi demonstrada", disse. "Mas mosquitos não são atraídos apenas pelo cheiro - fatores como o dióxido de carbono também desempenham um papel. Estudos maiores deverão ajudar a avaliar o grau de relevância dessas descobertas fora do laboratório, onde outros fatores podem ser importantes".

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ciencia

Ministério da Saúde torna obrigatória a notificação de casos de Zika vírus


Agência Brasil - O registro de casos de infecção pelo Zika vírus terá notificação obrigatória no Brasil. O anúncio foi feito no dia 1º de fevereiro pelo Ministério da Saúde, que deve anunciar os detalhes da medida na próxima semana.
Atualmente, a pasta não contabiliza o número de pacientes que tiveram a doença, e as secretarias não são obrigadas a registrar todos os casos, já que a capacidade de diagnóstico laboratorial do Brasil ainda é baixa e também porque em 80% das ocorrências não aparecem sintomas.
Há duas semanas, o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, informou que a pasta está aumentando a capacidade de diagnóstico laboratorial e que, com isso, a notificação dos casos seria reavaliada. Na ocasião, Maierovitch disse que a pasta aumentaria de mil para 20 mil a capacidade mensal de diagnósticos de Zika vírus no país.
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Atualmente, o método de diagnóstico do Zika vírus é o sentinela, pelo qual alguns casos de uma região são comprovados laboratorialmente e os seguintes, pelos sintomas. Em novembro, o governo brasileiro confirmou que a infecção pelo Zika vírus em gestantes pode causar microcefalia no feto, porém, nem toda gestante que for afetada pela doença terá o bebê com a malformação.
A microcefalia tem outros fatores causadores, como infecções pelo citomegalovírus, por toxoplasmose e por rubéola.

Estado de emergência internacional

O Ministério da Saúde também divulgou, em nota, que considera de ?fundamental importância" a declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) intitulada de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional que enfoca o Zika vírus e sua possível associação com a microcefalia e síndromes neurológicas.
A declaração da OMS foi feita pela diretora-geral da organização, Margaret Chan. A decisão foi recomendada pelo Comitê de Emergência da OMS, com base em informações técnicas sobre fortes indícios de que a infecção por Zika, em grávidas, pode causar microcefalia em bebês.
O Brasil decretou Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em novembro do ano passado pelo mesmo motivo.
O Comitê de Emergência da OMS não viu necessidade para restrição de viagens ou comércio com países que têm o vírus Zika. Margaret Chan aconselha, porém, que as gestantes evitem viagens para essas regiões. A recomendação do comitê é de que as pessoas com viagens às áreas com presença do vírus Zika tomem medidas adequadas para evitar picadas do mosquito, tais como como usar repelentes confiáveis e roupas compridas.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conheça 9 maneiras de se proteger contra o zika vírus


A epidemia de zika já atingiu pelo menos 20 Estados brasileiros e tem se espalhado pela América Latina de maneira rápida e alarmante. O vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, está sendo relacionado aos cerca de 3,4 mil casos suspeitos de microcefalia sendo investigados no Brasil (no momento, 270 casos foram confirmados) e, por isso, o governo federal anunciou até uma força tarefa para combater o mosquito envolvendo uma megaoperação do Exército.

"É uma pandemia em andamento", disse Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

Não há vacinas ainda para prevenir o zika, mas é possível fazer algumas coisas para "fugir" do vírus.

As duas principais formas de prevenção ao zika - e às outras doenças causadas pelo Aedes aegypti, como dengue e chikungunya - são acabar com os focos do mosquito (locais de água parada) e usar repelente para evitar a picada.

A seguir, dicas de como se prevenir da doença:

1) Elimine todos os focos de água parada

As autoridades brasileiras têm afirmado que a principal forma de combater o zika é acabar com o mosquito que transmite o vírus. Para fazer isso, é necessário eliminar todos os possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti.

O mosquito precisa da água parada para colocar seus ovos, então qualquer lugar que possa acumular o mínimo de água pode virar um foco da doença.

Isso inclui vasos de plantas, que às vezes ficam com água acumulada no prato, potes de água de animais domésticos, garrafas - elas devem sempre ser mantidas para baixo, assim como baldes -, e até poças de água da chuva no quintal ou na calçada. Privadas sem tampa também podem ajudar a proliferar o mosquito - é sempre preferível deixá-las com a tampa abaixada.

Os ovos do Aedes aegypti podem ficar até um ano em local seco apenas à espera de um pouco de água para que as larvas possam sair e virar mosquitos. Por isso, é preciso cuidado para não deixar a água acumular em nenhum lugar da casa.

É recomendável também limpar calhas várias vezes por semana e cobrir os reservatórios de água e piscinas, a não ser que eles sejam devidamente clorados (o cloro impede a reprodução dos mosquitos).

2) Use repelente

Para evitar ser picado pelo mosquito, a melhor estratégia é passar repelente em todas as partes expostas do corpo.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomenda a utilização de repelentes à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) ou icaridina.

A orientação é que se aplique o repelente regularmente, seguindo as instruções na própria embalagem. Caso se utilize também o filtro solar, é importante passar o repelente depois porque o protetor pode "mascarar" seus efeitos.

Mulheres grávidas também podem utilizar o repelente - mas é sempre bom conversar com o médico para ver qual seria o mais adequado. Por conta do risco de microcefalia, é importante que as grávidas em especial façam muito uso do repelente para evitar a picada do mosquito.

3) Use roupas compridas

A orientação dos especialistas - principalmente para mulheres grávidas - é que utilizem roupas que deixem poucas partes do corpo expostas ao mosquito. Calças, blusas de manga comprida e roupas grossas para evitar que ao picada por cima delas - o que pode ser um desafio em meio ao verão de altas temperaturas no Brasil.

Há também algumas roupas especiais que contêm permetrina, um inseticida sintético incorporado ao tecido, mas isso só está disponível para comprar em alguns países.

4) Casa "à prova de mosquito"

Sempre que possível, especialistas recomendam dormir atrás de "barreiras físicas", como portas fechadas, janelas vedadas e telas de mosquito.

Durante a noite, um mosquiteiro pode oferecer uma proteção extra. Mas é bom lembrar que o Aedes aegypti costuma agir mais durante o dia, então o cuidado deve ser permanente.

Há também os sistemas de repelentes ligados na tomada e de nebulização de mosquito, com bicos que borrifam inseticida - que são amplamente utilizados apesar de serem polêmicos, já que podem afetar abelhas, borboletas e outros insetos.

5) Lixo

O lixo doméstico também pode se tornar um terreno fértil para os mosquitos - porque é fácil acumular água nele.

Especialistas alertam para que pessoas em áreas de risco tomem precauções extras ao manusear o lixo. É importante mantê-lo em sacos plásticos sempre fechados.

Pneus velhos e materiais de construção devem ser removidos de quintais - eles são um foco muito comum das larvas do mosquito.

6) Fumacê

A técnica do "fumacê" tem sido bastante utilizada em algumas das regiões mais afetadas do país. Ela consiste em levar caminhonetes com "mangueirões" que soltam jatos de inseticidas em casas ou edifícios para matar os mosquitos adultos.
Essa é uma das medidas de emergência que estão sendo consideradas para acabar com o mosquito nos locais de competições olímpicas no Rio de Janeiro.

7) Estratégias de controle do mosquito

Uma das estratégias adotadas para controlar a proliferação do Aedes aegypti foi desenvolver um mosquito macho geneticamente modificado com a proteína TTA.
A transmissão da dengue, da zika e da chikungunya é feita pela fêmea. E os mosquitos que nascerem dos cruzamentos com esses transgênicos irão morrer antes de chegar à vida adulta.

Jacobina, no interior na Bahia, chegou a utilizar essa estratégia e conseguiu reduzir as ocorrências de dengue em 90%. Piracicaba (SP) adotou a mesma medida no ano passado.

Outros tentaram soluções mais inesperadas, como fez a cidade de Itapetim, em Pernambuco. Eles criaram um "exército natural" de peixes de pequeno porte de água doce e colocá-lo em caixas d'água e cisternas que abrigam larvas do mosquito. O peixe come os ovos e os impede de se desenvolver.

8) Evitar viagens

Para os que vivem fora das áreas mais afetadas, é aconselhável evitar ir para regiões com maior incidência do mosquito e da doença - Pernambuco, Paraíba e Bahia são os Estados brasileiros mais afetados por enquanto, com mais casos de microcefalia reportados.

Alguns governos chegaram até a recomendar que a população não viaje para os países que estão sofrendo mais com o problema. Nos Estados Unidos, por exemplo, a CDC pediu às mulheres grávidas que evitem viajar para a América Latina e para o Caribe por enquanto.
"Até que se saiba mais a respeito da doença, mulheres grávidas devem considerar adiar viagens para quaisquer áreas onde a transmissão do zika vírus está endêmica", afirmou um dos representantes do CDC.

A Organização Mundial da Saúde, porém, não adotou a mesma recomendação. "Baseado em evidências concretas, a OMS não está recomendando nenhuma restrição de viagem ou de negócios relacionada ao zika vírus. Como medida de precaução, alguns governos podem fazer recomendações de saúde pública para a população local baseados em suas avaliações próprias."

9) Impedir a propagação

Se uma pessoa está infectada, precauções extras deveriam ser tomadas para evitar a propagação ainda maior da doença para outras pessoas. Isso porque o vírus fica no sangue e pode ser passado para os outros por meio de picadas.

Sendo assim, mesmo que a pessoa já tenha tido a confirmação de que está com zika, ela deve seguir passando repelente principalmente na primeira semana e tomar os devidos cuidados para evitar outras picadas - que poderão contaminar outras pessoas por intermédio do mosquito picador.

Além disso, apesar de não haver nenhuma confirmação oficial de que há risco de transmissão sexual do zika (e de isso estar sendo estudado), alguns especialistas recomendam o uso de camisinha pelo menos por duas semanas durante a recuperação da doença.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/saude