sábado, 11 de julho de 2015

Implante de silicone nos seios: cirurgia plástica dá volume e simetria

O que é implante de silicone nas mamas

O implante de silicone, também chamado de mamoplastia de aumento, é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo aumentar o volume das mamas e proporcionar um melhor contorno, firmeza e simetria para os seios através da inclusão de prótese de silicone.

Outros nomes

Implante mamário, mamoplastia de aumento.                                                                                                                           

Para quem é indicado

A cirurgia é indicada para pacientes que desejam aumentar o tamanho das mamas. O implante de silicone também é recomendado para casos em que houve o comprometimento da sustentação e firmeza das mamas, como as mulheres cuja perda de peso ou gravidez alteraram o formato dos seios. Mulheres que tenham assimetria entre as mamas também podem ser beneficiadas por esta cirurgia.

Pré-requisitos para a cirurgia

Para a realização do implante de silicone nas mamas são necessários alguns pré-requisitos: 

- Não existe uma restrição de idade mínima para realizar a cirurgia, mas, se a paciente for jovem, o desenvolvimento das suas mamas deve estar completo;

- A paciente deve ser emocionalmente madura e possuir um claro entendimento das razões que a motivaram a procurar pela cirurgia. É importante estar segura da decisão, pois uma cirurgia plástica provoca transformações no corpo que muitas vezes são irreversíveis; 

- As expectativas devem ser realistas: o procedimento pode melhorar significativamente a sua aparência, mas não é capaz de atingir a perfeição.

Possíveis contraindicações

Em geral, a cirurgia de implante de silicone nas mamas não é recomendada para mulheres com histórico familiar direto de câncer de mama (mãe e avó acometidas), pois ainda não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem, como a mamografia, em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. 

Doenças imunológicas como artrite reumatoide, esclerodermia, lúpus ou doenças clínicas graves podem contraindicar a execução do procedimento. Isto porque o estresse cirúrgico pode aumentar a chance de piora da doença de base. 

A presença vírus HIV apresenta uma contraindicação relativa, já que deve-se evitar qualquer evento capaz de descompensar o sistema imunológico.

Critérios de escolha da prótese de silicone

As medidas do tórax da paciente, o gosto do paciente, além do posicionamento e formato da prótese influenciam na escolha do tamanho do implante de silicone. Assim, tórax grandes suportam maiores volumes, enquanto grandes volumes podem comprometer a estabilidade e alinhamento corporal de tórax pequenos. 

Um teste que pode ser feito para determinar o tamanho da prótese é provar diferentes próteses com sutiã ou lançar mão de programas simuladores de imagem. Neste caso, são tiradas fotos do paciente e, com recursos de imagem, é possível simular o resultado visual de diferentes próteses.  
Posição do implante de silicone nas mamas
A técnica cirúrgica empregada depende fundamentalmente de uma discussão cuidadosa entre médico e paciente. Além do tipo de prótese de silicone, devem ser definidos a loja anatômica - local onde ficará alojada a prótese nas mamas - e o local da incisão - local por onde será inserida a prótese e ficará a cicatriz. 
A prótese de silicone pode ser posicionada em três regiões diferentes: entre o tecido mamário e o músculo peitoral (submamária ou subglandular), entre a fáscia do músculo peitoral e o músculo peitoral (posição subfascial), que são regiões mais superficiais, ou entre o músculo peitoral e a parede torácica (posição submuscular), que posiciona a prótese numa região mais profunda.
A escolha da posição dependerá da espessura da pele e da quantidade de tecido mamário disponível para cobrir o implante, além da opinião da paciente em termos dos benefícios e riscos de cada abordagem. 
Na hora de decisão pelo local em que será posicionada a prótese - que pode ser entre o tecido mamário e o músculo peitoral, por baixo da glândula mamária, ou entre a fáscia do músculo peitoral e o músculo peitoral - os principais prós e contras apresentados ao paciente são:
Posições submamária e subfascial Há menos chance de distorção da mama, pois não ocorre o deslocamento do implante com a contração muscular, ou seja, as chances de um resultado estético satisfatório aumentam significativamente. O pós-operatório pode ser mais confortável e com retorno mais rápido à rotina normal, porque o trauma muscular provocado pela manipulação cirúrgica é muito menor. Porém, é necessário ter pele suficiente para cobrir o implante, já que, caso contrário, as bordas podem ficar visíveis e/ou palpáveis.
Posição submuscular As bordas da prótese ficam menos aparentes, embora isto não seja garantido. Quando comparado ao posicionamento submamário, o risco de contratura capsular - uma complicação comum deste tipo de cirurgia - é menor. A realização da mamografia é menos dolorosa pois o implante está protegido pelo músculo peitoral. Por não estarem em contato direto com a glândula, as próteses submusculares produzem pouca influência na amamentação. As próteses sofrem menos ação da gravidade e com o passar do tento terão menor queda.

É recomendada para mulheres que têm pouco tecido glandular e são muito magras e em casos de risco de doença da mama, pois facilita o exame de biópsia. A contração do músculo peitoral no período pós operatório pode deslocar o implante para os lados, distorcendo a aparência da mama de forma imprevisível. A dor no período pós-operatório pode ser mais intensa por causa da distensão dos músculos que é provocada pela cirurgia. O tempo de cirurgia é mais extenso e a recuperação da cirurgia é mais lenta, e com mais restrições no tempo de retorno para as atividades físicas.
Mamoplastia de aumento - foto: Getty Images
Mamoplastia de aumento
Tipo de incisão 
A colocação do implante de silicone pode ser realizada basicamente através de três vias de acesso: por uma pequena incisão no sulco abaixo das mamas, pela junção entre a aréola e a pele da mama ou pela axila. Cada uma destas vias de acesso tem suas vantagens e desvantagens, que devem ser discutidas cuidadosamente entre médico e paciente. 

Via axilar: o silicone é colocado através de incisão na região das axilas. É indicada para pessoas que têm problemas de cicatrização e propensão à queloide. "Isso porque nessa área a propensão ao aparecimento de cicatrizes é menor e, caso elas ocorram, ficam mais escondidas", afirma o cirurgião Plástico Antônio Graziosi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ele enfatiza ainda que não há como saber qual será o tamanho das cicatrizes após a cirurgia. Queloides podem aparecer, mesmo no implante via axilas. 

Implante periareolar: a incisão feita na junção entre a aréola e a pele da mama.  

Implante inframamário: a incisão é realizada no sulco abaixo das mamas. a manipulação cirúrgica é menor em relação aos outros implantes. 

A escolha final dependerá da preferência da paciente, do formato das mamas e da recomendação do cirurgião. Independente da técnica, procura-se posicionar as incisões estrategicamente, visando tornar as cicatrizes finais praticamente imperceptíveis.
Material da prótese de silicone 
O material de que é feito a prótese de silicone também interfere nos resultados da cirurgia. "Recomendamos a utilização de um implante de gel de silicone coesivo ou altamente coesivo, material que confere naturalidade ao resultado final por ter consistência muito parecida com o tecido mamário", explica o cirurgião plástico Erick Oliveira. 

Existem ainda as próteses feitas com solução salina, no entanto, a recomendação desse tipo de implante é menor devido à maior incidência de vazamentos. 

Os implantes de silicone podem apresentar superfície texturizada, lisa, ou de poliuretano. Em geral, os implantes com superfície de poliuretano ou texturizada possuem menor incidência de contratura capsular. A superfície texturizada ajuda a manter o implante na posição correta, dentro da loja confeccionada durante a cirurgia. 

Fique atento: a cirurgia de implante feita com silicone industrial não é uma prática médica segura e regulamentada, podendo provocar diversos danos à saúde e levar à morte. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza testes rigorosos que validam as próteses de silicone. Verifique, junto com o seu médico, o prazo de validade e o registro do produto na Anvisa.
Formato da prótese de silicone 
Dependendo do perfil estrutural da mama, é possível optar por implantes de formato redondo ou anatômico (em forma de gota ou lágrima), oferecendo um melhor controle do formato da mama a longo prazo, especialmente em relação ao polo superior da mama (a porção mais alta da mama). 

Formato anatômico: confere mais naturalidade às mamas e menos volume no alto (não aparecerá tanto no decote, por exemplo); 

Formato redondo: preenche a mama totalmente. 

Dentre as próteses de formato redondo, existem ainda os perfis: 

- Perfil alto: irá projetar o polo superior da mama; 

- Perfil moderado: com volume moderado no polo superior da mama; 

- Perfil baixo: com menos volume que os outros perfis, mais ainda assim maior que da prótese anatômica. 

A base da prótese também merece atenção, pois é ela que vai conferir estética ao seio mamário - o espaço entre uma mama e outra. Essa distância deve ser calculada pelo seu cirurgião - respeitando o espaço entre as suas mamas e a porção lateral do seu tórax. O contorno lateral ideal das mamas deve ser sempre realçado, discretamente se projetando para a lateral do tórax, mas nunca extrapolando este espaço. 

Para um melhor preenchimento das laterais das mamas de cada paciente, a prótese pode ter sua base redonda ou oval. A escolha depende do corpo de cada pessoa e deve ser feita por cirurgião e paciente em conjunto.

Tempo da cirurgia

A cirurgia de implante de silicone nas mamas demora em média três horas, podendo sempre haver variações de tempo, e é utilizada a anestesia geral, local com sedação ou peridural.  

Recuperação após a cirurgia

Os cuidados após a cirurgia de implante de silicone são: 

- A paciente deve dormir de barriga para cima, nunca de bruços ou de lado, utilizando um ou dois travesseiros para elevar o tórax discretamente. Só será permitido dormir de lado e de bruços após seis semanas e três meses, respectivamente.

- Logo após a cirurgia a mulher deve utilizar por duas semanas de forma contínua (24 horas por dia), até mesmo para dormir. Ele não deve ficar exageradamente apertado e deve ser removido apenas na hora do banho. 

- Ao tomar banho, remova cuidadosamente os curativos que estão em torno da cicatriz. Não retire o esparadrapo poroso colocadas sobre a cicatriz. Lave a região da incisão delicadamente com água e sabonete líquido neutro, seque-a e coloque uma gaze seca entre as incisões e o sutiã antes de recolocá-lo. 

- Após duas semanas da cirurgia, o uso do sutiã é liberado para uso apenas durante o dia. Esse cuidado deve permanecer por mais duas semanas. "A compressão pode favorecer a cicatrização dos tecidos, minimizar a ocorrência de complicações e resultar numa cicatriz menos perceptível no futuro", explica Erick Oliveira. 

- Não eleve os braços acima do nível dos ombros por duas semanas. Isso pode romper os pontos da cirurgia, deslocar a prótese e prejudicar o resultado final do implante. 

- O retorno ao trabalho e viagens são permitidos após aproximadamente seis dias. - Evite dirigir ou manter relações sexuais por pelo menos duas semanas. 

- Em geral, deve ser evitado ao máximo o uso dos braços e ombros durante os dois primeiros meses, o que ajuda a impedir alterações no posicionamento dos implantes.  

Inchaço e dor 

A dor após o implante de silicone é esperada, principalmente se a colocação do silicone for submuscular. A intensidade da dor vai depender da recuperação de cada pessoa. Para amenizá-la, seu médico irá receitar medicamentos específicos para essa finalidade. O inchaço, que acontece em função da manipulação cirúrgica, está sempre presente e costuma melhorar um mês após a cirurgia. 

Exercícios físicos 

Os exercícios físicos estão liberados após duas semanas, desde que não exijam movimentos bruscos dos braços e tórax. A bicicleta ergométrica pode ser utilizada duas semanas após a cirurgia, contanto que o tórax e os braços fiquem relativamente imóveis. Qualquer exercício que utilize os braços de forma intensa - como natação, levantamento de peso, corrida, tênis, e outros esportes com bola - são permitidos após dois meses. 

"É indicado o uso um sutiã tipo "top esportivo" sempre durante a realização de atividades esportivas que causam deslocamento significativo das mamas", explica o cirurgião Erick Oliveira. "Essa atitude positiva pode ajudar a aumentar a longevidade do resultado em relação à posição dos implantes". 

Possíveis complicações da cirurgia

Além das complicações comuns a qualquer cirurgia, como sangramento, infecção, trombose venosa, tromboembolismo pulmonar e óbito, também existem riscos específicos da mamoplastia de aumento. São eles:
Contratura capsular Durante o procedimento, o cirurgião cria um espaço ligeiramente maior do que o implante para alojá-lo. Idealmente, este espaço manterá as suas dimensões originais e o implante descansará naturalmente no seu interior. Com o passar do tempo, a reação natural do corpo é formar uma membrana fibrosa chamada cápsula ao redor do implante. Em geral, esta membrana permanece fina e em repouso.
Em algumas pacientes este tecido pode contrair, levando a mama a ficar mais arredondada, firme, com bordas marcadas e aparência pouco natural, além de possivelmente gerar dor. Isto pode ocorrer logo após a cirurgia ou após alguns anos e a intensidade desta resposta é variável e imprevisível.
Esta complicação ocorre em menos de 4% das pacientes e é mais frequente com o passar do tempo, ou seja, o seu risco aumenta de forma progressiva."Vale lembrar que a incidência deste fenômeno diminuiu bastante ao longo dos últimos anos devido à modernização do material utilizado na fabricação dos implantes", explica Erick Oliveira. A contratura capsular pode ocorrer em apenas uma mama ou em ambas.
O tratamento geralmente inclui a retirada do tecido que está cicatrizando e a remoção ou troca do implante. Este tratamento não elimina a possibilidade da contratura capsular ocorrer novamente. 
Rompimento da prótese A prótese estoura em aproximadamente 10% dos casos. Caso isso ocorra, a viscosidade típica do silicone impede que ele se espalhe pelo organismo e o gel acaba retido na prótese. O risco de rompimento, de acordo com o cirurgião Antonio Graziosi, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, aumenta em três situações: durante a própria cirurgia, devido a algum trauma ou durante a realização da mamografia, exame em que é exercida pressão contra a mama.  
Abertura da incisão cirúrgica Em alguns casos, pode ocorrer a abertura da ferida operatória. O cirurgião plástico André Eyler, também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, associa o problema a três fatores, especialmente: surgimento de infecção, ausência de alimentação balanceada ou subnutrição e tensão exagerada sobre a ferida (provocada por excesso de esforço ou falta de repouso, por exemplo).
Queloides "Pessoas que têm problemas de cicatrização e propensão à queloides devem optar pela cirurgia via axilar, em que o silicone é colocado através de incisão nesta região. Isso porque essa área forma menos cicatrizes e, caso elas ocorram, ficam mais escondidas", afirma Antônio Graziosi. Ele enfatiza ainda que não há como saber qual será o tamanho das cicatrizes após a cirurgia.
Flacidez e estrias Caso a qualidade da pele na região dos seios esteja comprometida (mamas caídas ou com muitas estrias), pode surgir flacidez após a cirurgia - a pele não sustenta o volume enxertado com a prótese e cede. "Há risco de surgimento de novas estrias, inclusive", afirma o cirurgião André Eyler. "Numa situação como esta, a inserção da prótese no plano submuscular, que retira o peso do implante a ser suportado pela mama, é mais indicada", afirma o especialista.
Alteração da sensibilidade Antônio explica que a falta ou o excesso de sensibilidade na região da incisão pode acontecer. "O procedimento cirúrgico consiste na abertura da pele para colocação da prótese. Nesse momento, pode haver a ruptura de nervos e alteração na sensibilidade. Mas, na maioria dos casos, essa condição tende a regredir e a sensibilidade volta ao normal", afirma o cirurgião plástico Antonio Graziosi. A sensibilidade volta ao normal cerca de dois meses após a cirurgia mas, em casos mais raros, ela pode permanecer.

Implante de silicone e diagnóstico de câncer de mama

Em maio de 2013, o periódico científico British Medical Journal publicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia e a ultrassonografia. 

Não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. É preciso que mais estudos sejam realizados para que haja uma resolução definitiva. Por hora, é recomendado apenas que pacientes com alto risco para o desenvolvimento do câncer de mama - como as que têm casos próximos da doença na família -evitem a colocação das próteses.

Cheque antes da consulta

  • O médico que você irá consultar deve ter registro no Conselho Federal de Medicina (CFM), é possível fazer essa checagem no site da instituição
  • O profissional deve, obrigatoriamente, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Outras instituições não avaliam a formação e experiência do profissional desta área
  • A cirurgia deve ser feita em hospital que tenha acreditação para realizar cirurgias de médio porte. Entre em contato com o hospital para checar
  • Converse com alguém que já fez a cirurgia com o mesmo médico e informe-se sobre o procedimento e os resultados
  • Se a escolha for de anestesia local e não houver complicações no pós-operatório, é possível voltar para casa no mesmo dia. O recomendado é que a paciente fique pelo menos seis horas em observação depois da cirurgia.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/beleza/tudo-sobre/16574-implante-de-silicone-nos-seios-cirurgia-plastica-da-volume-e-simetria

Remédios surgem como solução para tratar acne mais grave


Pele com acne - foto: Getty Images

O uso de remédios para acabar com a acne aparece como solução nos casos mais graves do problema, quando há dor, cicatrizes profundas na pele e inflamações que se espalham por todo o rosto. Nesses casos, normalmente, o tratamento combina limpeza com loções e sabonetes específicos, além de remédio de uso oral e tópico. "As fórmulas são usadas para bloquear o surgimento de mais bactérias na pele, intensificando uma inflamação que passa despercebida no caso da maioria das pessoas", afirma o dermatologista Adilson Costa, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
 As espinhas se formam porque há o entupimento do ducto que drena para a superfície da pele o sebo produzido pela glândula sebácea. Existem diferentes graus de acne: no grau I, a pele fica repleta de cravos; no grau II já aparecem pontos avermelhados; a ação das bactérias intensifica o processo inflamatório no grau III; o grau IV combina cravos, pontos avermelhados e amarelados. Para todos eles os medicamentos podem ser usados, mas sempre com a dosagem ajustada. A seguir, mostramos as opções mais comuns para você discutir junto ao dermatologista a melhor solução.

Isotretinoína

 A isotretinoína é um dos medicamentos mais comuns no tratamento da acne. Conhecido por Roacutan, esse retinoide de uso oral, aparece como alternativa principalmente nos casos em que não há resposta aos antibióticos orais. Essa substância age diretamente na glândula sebácea, diminuindo seu tamanho e a secreção de sebo e, consequentemente, reduzindo consistentemente a colonização de bactérias na pele.
Medicamentos - foto: Getty Images
Medicamentos
 O tratamento dura meses e o acompanhamento médico deve ser feito mensalmente, pois a medicação pode causar alterações hepáticas, já que a sua metabolização é feita no fígado, e elevação do colesterol, pois há mudança na metabolização das gorduras, elevando o colesterol LDL (o colesterol ruim). O cuidado com a dieta é parte fundamental do tratamento com Roacutan e as bebidas alcoólicas estão proibidas, porque podem sobrecarregar ainda mais o fígado. "Também é importante usar filtro solar diariamente no corpo todo e não apenas no rosto, já que a medicação deixa a pele do corpo todo mais sensível aos raios solares e podem surgir manchas", afirma a dermatologista Marcela Studart, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Ela ainda lembra que, nos primeiros meses, sentir um efeito rebote ao uso da medicação, piorando o aspecto da acne. "Nesse caso o médico pode associar o uso de um antibiótico para melhorar a situação, mas é importante lembrar que se trata de uma situação passageira e, se possível, vale esperar um pouco em vez de associar duas fórmulas simultaneamente".

Pílula anticoncepcional

 A mulher que tem a Síndrome do Ovário Policístico (problema caracterizado por um desequilíbrio nos hormônios sexuais femininos) sofre com alterações no ciclo menstrual e na oleosidade da pele, o que pode dar origem a muita acne. "Como a origem do problema, neste caso, está ligada a uma disfunção hormonal, o uso da pílula serve como alternativa", afirma o dermatologista Adilson Costa. A pílula anticoncepcional ajuda a regular o hormônio testosterona, causador da acne e do aumento dos pelos, e com isso também mantém a doença controlada. Mas nada de comprar a mesma cartela que sua amiga usa sem antes consultar um médico (dermatologista ou ginecologista) e perguntar qual a melhor composição hormonal para o seu caso. Escolhendo a fórmula ideal, você evita problemas como o aumento de peso e o inchaço. Não só a pílula, mas outros anticoncepcionais de base hormonal podem ser recursos eficazes no combate às espinhas, desde que eles tragam etinilestradiol na fórmula -esse composto diminui, na circulação sanguínea, a quantidade da enzima que realiza a transformação da testosterona livre em dihitestosterona, que dá origem à acne.

Antibióticos orais

 Os antibióticos mais usados no combate à acne são a tetraciclina, a azitromicina e a lineciclina tanto em fórmulas orais (prescrição comum na adolescência) quanto em cremes ou pomadas. "O uso de antibióticos orais está recomendado em casos de acne muito inflamatória, ou seja, em estágios mais avançados", afirma a dermatologista Marcela Studart.
Acne grave - foto: Getty Images
Acne grave
 O tratamento com antibióticos orais pode ser feito em períodos intervalados ou durar até seis meses. Nos casos de tratamento prolongado, o organismo pode reclamar apresentando irritação gástrica e resistência à substância antibiótica, ou seja, deixando de surtir efeito. Existem medicamentos tópicos, comumente em gel, com o mesmo fim, mas eles só são mais eficientes em casos de acne mais leve. Podem gerar irritação ou dermatite de contato no local de uso. Nesses casos o paciente pode, com orientação médica, alternar o uso, com o tempo a pele se acostuma.

Corticoides

 Eles são pouco usados no tratamento da acne, até porque um de seus efeitos é causar espinhas. Mas quando as inflamações formam cistos endurecidos e inflamados, a aplicação com agulha e seringa desse anti-inflamatório diretamente na lesão pode ajudar. Mas a recomendação só é indicada em casos extremos por causa dos efeitos colaterais das fórmulas à base de corticoides: elevação do colesterol, diabetes, pancreatite, hipertensão e acúmulo de gordura no fígado. A prescrição de comprimidos de corticoide não é recomendada, justamente para evitar mais acne.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude/materias/15664-remedios-surgem-como-solucao-para-tratar-acne-mais-grave

Cigarro eletrônico: conheça os prós e contras desse dispositivo para parar de fumar


O que é o cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico é um dispositivo que converte em vapor a nicotina diluída em líquidos específicos (como o propilenoglicol, por exemplo). A nicotina é a substância responsável pelo vício causado pelo cigarro, por isso mesmo o cigarro eletrônico vem sendo largamente vendido como uma forma de deixar essa dependência para trás, apesar de especialistas discordarem dessa afirmação e não considerarem o cigarro eletrônico como uma técnica para parar de fumar. 
Ele foi inventado em 2003 por um farmacêutico chinês chamado Hon Lik, sob alegação de ser uma forma menos nociva de consumir a nicotina, sem que o tabaco fosse queimado, evitando assim e eliminação das outras mais de 4.700 substâncias produzidas nessa queima. Porém, especialistas hoje afirmam não haver certeza sobre a exposição em longo prazo à nicotina sozinha. 
O aparelho funciona com o uso de refis, e eles nem sempre precisam conter nicotina em sua solução. Alguns desses refis têm sabores como chocolate, menta e morango, o que os ajuda a se tornarem mais palatáveis. 


Como funciona o cigarro eletrônico

A ideia principal do cigarro eletrônico é simular a sensação de um cigarro normal, mas usando apenas a nicotina, que é o elemento viciante do tabaco. Assim, o cigarro eletrônico se diz livre das outras mais de 4.700 substâncias que são fruto da queima do tabaco, sendo que várias são nocivas à saúde, causando câncer de pulmão, entre outras doenças. 

Para tanto, a nicotina é diluída em uma substância, normalmente o composto propilenoglicol. Essa mistura é comparada em refis, que são armazenados em um reservatório dentro do dispositivo. Esse reservatório é ligado a um vaporizador, que transforma o líquido em fumaça. Na ponta que corresponderia ao filtro, o usuário pode tragar esse vapor, como se estivesse fumando um cigarro comum. 

Cigarro eletrônico - Foto: Getty Images
Alguns cigarros eletrônicos se assemelham fisicamente ao cigarro comum
Alguns cigarros eletrônicos tem uma luz de LED na outra ponta, que se acende quando o vaporizador está funcionando, fazendo com que o dispositivo se assemelhe mais ainda a um cigarro convencional. 

Porém, nem sempre os líquidos dos refis são isentos de outras substâncias tóxicas, apesar de as conterem em quantidades bem menores do que o cigarro, por exemplo. 

Polêmicas sobre o cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico não é considerado pelos especialistas como uma técnica para parar de fumar, o que muitas vezes é confundido pelo grande público. Sua venda é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde 2009, justamente por não haverem provas consistentes de seu uso ser seguro. Mesmo assim, muitos brasileiros o utilizam, pois ele pode ser facilmente obtido em outros países em que sua venda é autorizada, como os Estados Unidos. 
Não há comprovação científica de que o cigarro eletrônico seja menos danoso que o cigarro comum. A alegação de ele só conter nicotina não é satisfatória, pois alguns dos refis contêm outras substâncias tóxicas do tabaco, mesmo que em muito menor quantidade. 
Além disso, estudos recentes têm mostrado a relação entre a nicotina e o câncer. Um estudo publicado na revista científica PLoS One, em 2013 mostrou que a substância pode alterar a expressão dos genes da células, tornando mais provável o aparecimento da doença. Essas descobertas podem mudar as medidas de recomendação para esse tipo de terapia. 
Diferente da terapia de reposição de nicotina (como o chiclete de nicotina e o adesivo de nicotina), nem sempre o usuário do cigarro eletrônico reduz gradualmente a quantidade dessa substância que ele está ingerindo. Como o cigarro eletrônico se diz inócuo, o usuário tende a continuar com a mesma quantidade de nicotina anterior. Ou seja, ele na verdade está trocando uma dependência por outra. Um dos problemas disso é que não existem estudos que mostrem as consequências à exposição à nicotina em longo prazo. Além disso, o fumante usa o vício como escudo para enfrentar situações de seu dia, e com o cigarro eletrônico ele continua tendo esse tipo de atitude. 
Outro fator importante é a qualidade do refil ou do próprio aparelho. Hoje não há uma regulamentação para o cigarro eletrônico na maior parte dos países. Por isso mesmo, é comum que os usuários relatem sintomas como dores de garganta ou falta de ar ao usarem alguns tipos desse dispositivo. Não se sabe também se a fumaça emitida por esses aparelho é segura para quem está em volta. Por isso mesmo, a Anvisa o considera um dispositivo que libera substâncias derivadas do tabaco, e o cigarro eletrônico está sujeito às mesmas restrições que o cigarro comum em ambientes públicos. 
A FDA, órgão regulamentador de drogas e alimentos nos Estados Unidos, começou a desenhar o protocolo para esses produtos ainda esse ano, e suas novas práticas pretendem tornar ainda mais rígido o controle desses produtos. Por exemplo, as marcas serão obrigadas a descrever a lista de ingredientes de seus produtos, para serem estudados pela agência. Além disso, eles não permitirão que as marcas aleguem que o cigarro eletrônico é mais saudável do que o cigarro convencional, a não ser que apresentem estudos científicos comprovando essa relação. 
Outro medo dos especialistas em parar de fumar é que o cigarro eletrônico volte a fazer com que o número de tabagistas suba. Como existem refiz que tem sabores e não contém nicotina, ele pode ser usado por jovens, por exemplo. Para os pesquisadores, isso pode ser uma porta de entrada para o uso dos filtros com nicotina e à exposição ao vício. Além disso, ele pode ser uma porta de entrada para o uso do cigarro convencional e até mesmo para outras substâncias aditivas, como o álcool. 

Restrições ao uso do cigarro eletrônico

Como a Anvisa considera o cigarro eletrônico um produto que libera fumaça de derivados do tabaco, as restrições e leis contra o cigarro normal também valem para ele. 

Resultados esperados

Os estudos se dividem quando o assunto é a colaboração do cigarro eletrônico para a cessação do vício ao cigarro comum. 
Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia (Estados Unidos) comparou fumantes que estão tentando parar sozinhos com aqueles que usavam o cigarro eletrônico. O primeiro grupo continha 861 voluntários e 13,8% deles tiveram sucesso em deixar o tabagismo. Já o segundo grupo, que recorria ao cigarro eletrônico, era composto de 88 voluntários, e 10,2% deles conseguiriam êxito em parar com o cigarro comum. 
Já outro estudo, feito na Nova Zelândia, comparou o cigarro eletrônico com o adesivo de nicotina. Após seis meses, 5,8% do grupo que usava o adesivo parou de fumar, contra 7,3% do grupo que estava com o cigarro eletrônico. 
Porém, uma revisão de 44 estudos publicada em maio de 2014 pelo Centro de Produtos do Tabaco da FDA concluiu que falta material que mostre o real impacto do cigarro eletrônico na saúde de seus usuários. 

Efeitos colaterais do cigarro eletrônico

Ainda não existem estudos que mostrem as consequências à exposição à nicotina em longo prazo. Por isso mesmo, não se sabe ao certo quais podem ser os efeitos colaterais do uso do cigarro eletrônico, nem mesmo se ele é contraindicado a alguma pessoa. Porém, é comum que os usuários relatem sintomas como dores de garganta ou falta de ar ao usarem algumas marcas desse dispositivo. Um estudo conduzido na Grécia com 30 voluntários mostrou que apenas cinco minutos fumando um desses dispositivos já reduz o fluxo de ar dos pulmões. Isso se deve ao fato de ainda estarem desenvolvendo regulamentos para a fabricação desses produtos e também a composição de seus refis nos países em que sua venda é autorizada, como os Estados Unidos. 

Quem pode receitar

A venda do cigarro eletrônico é proibida no Brasil. Por isso mesmo, seu uso não pode ser indicado por qualquer profissional de saúde em território brasileiro. 
Fonte:
http://www.minhavida.com.br/bem-estar/tudo-sobre/17668-cigarro-eletronico-conheca-os-pros-e-contras-desse-dispositivo-para-parar-de-fumar

Sintomas de gravidez: conheça os principais e saiba por que eles aparecem

Resultado de imagem para gravidez

Gravidez é algo tão comum que achamos que já conhecemos todos os sintomas de gravidez decor e salteados, certo? Mas nem sempre isso ocorre. Por isso, separo os principais sintomas e a seguir, e explico como cada um deles afeta a mulher e por que eles ocorrem. 

Fim da menstruação

O endométrio, camada interna do útero se descama quando naquele mês não houve gestação, o que causa a menstruação. Se a mulher engravida, é no endométrio que o embrião irá se implantar e se desenvolver, portanto não ocorre esse sangramento mensal. Portanto, não menstruar é o primeiro e mais clássico sintoma de gravidez.
Qualquer sangramento durante a gestação é considerado anormal inicialmente e deverá ser investigado, pois pode ser uma ameaça de aborto nos primeiros meses da gravidez, lesões no colo do útero, descolamento de placenta, entre outros. Em algumas mulheres acontece um pequeno sangramento no momento da implantação do embrião, mas sempre que a mulher tiver qualquer sangramento deverá procurar o médico. 

Enjoos

São esperados no início da gestação e na maioria das vezes, acontecem alguns episódios de vômitos. Os enjoos deixam de ser normais quando a gestante não consegue ao menos se alimentar, o que pode causar desidratação e desnutrição, que claro, prejudicam a gravidez e o bebê. Alguns casos é necessário até a internação da paciente para tratamento. 
O normal é que o sintoma de gravidez dure apenas durante o primeiro trimestre, ou no comecinho ou as 12 primeiras semanas. Se passar desse período, são casos mais graves que chamamos de hiperemese gravídica, que é a condição quando os enjoos e vômitos saem do controle, e que ainda é desconhecida. As teorias relacionam o problema às altas taxas hormonais, fatores psicológicos e atividades do estômago e intestino anormais nessas pacientes, entre outras. 
O tratamento irá depender da gravidade dos sintomas. A prevenção se dá através de um pré-natal com boa orientação sobre uma dieta fracionada, mais seca e pouco condimentada nos primeiros meses. Também é recomendado o uso de medicações para os enjoos e internação com medicações endovenosas em casos extremos, sob orientação médica. 

Dores e aumento nas mamas

No início da gestação começam a acontecer diversas mudanças em nosso organismo com o objetivo de adaptar o bebê que está crescendo em nossa barriga. Essas mudanças são causadas por aumento da taxa de hormônios femininos que desencadeiam uma série de reações em todos os órgãos do corpo. O principal hormônio da gestação é a progesterona, que provoca retenção de líquido e desconforto nas mamas, provocando seu aumento. Normalmente as mamas doendo serão um sintoma de gravidez no ínicio e depois no final mais perto do final, pois já pode iniciar a produção de leite.

Cólicas

As cólicas podem acontecer em graus variados de acordo com o limiar de dor de cada paciente e podem ser normais, devido ao crescimento do útero. Mas sempre que a mulher sentir cólicas ou dores pélvicas deve avisar seu médico, pois pode ser sinal de infecção de urina, por exemplo, entre outros problemas. Elas podem ocorrer a gravidez toda, mas o terceiro trimestre costuma ser mais intenso.

Tonturas e sonolência

Esses sintomas de gravidez podem acontecer devido às mudanças naturais que acontecem em todo o sistema cardiovascular da mulher. Apesar de mais comuns no começo da gestação, tanto a sonolência quanto as tonturas também podem aparecer no terceiro trimestre.
As principais alterações no sangue induzidas pela gravidez incluem um aumento no trabalho do coração, retenção de sódio e água (levando a expansão do volume de sangue) e diminuição da pressão arterial sistêmica. Essas mudanças começam no início da gravidez, atingindo o seu auge durante o segundo trimestre, e, em seguida, mantem-se relativamente constantes até o parto. Elas contribuem para o crescimento ideal e desenvolvimento do feto e ajudar a proteger a mãe contra os riscos de parto, tais como hemorragia. Mas podem causar alguns inconvenientes como tontura, mal estar, cansaço, sono, principalmente no primeiro trimestre. 
Acho importante que sempre sejam notificadas ao seu obstetra, pois no caso de não melhorarem ou forem intensas, o ideal é fazer uma investigação para detectar outros tipos de problemas mais graves, como labirintite e outros. 

Azia e prisão de ventre

O funcionamento do trato gastrointestinal durante a gestação também se modifica para se adaptar ao bebê. Em geral, o transito intestinal ficará mais lento, e pode acontecer azia, sintomas de refluxo e também é comum o intestino preso. Esses sintomas podem incomodar e causar complicações a depender da sua intensidade. Então é sempre importante avisar seu obstetra para orientação quanto a dieta fracionada, variada, rica em fibras e ingestão abundante de líquidos. E se necessário o uso de medicações para alivio dos sintomas. Eles aparecem no começo, mas são maiores no final, quando o sistema digestivo começa a ser comprimido pelo útero.

Fome toda hora

Por conta das mudanças no funcionamento do trato gastrointestinal, a gestante não deve ingerir grandes quantidades de comida, até porque, irá se sentir desconfortável se abusar. O ideal é que coma pequenas porções a cada 3 horas pelo menos, pensando sempre na alimentação balanceada e saudável. 
Não há comprovação científica da relação dos desejos alimentares (um dos mais famosos sintomas de gravidez), no entanto, se forem desejos que não prejudiquem a mulher nem o bebê, podem ser atendidos com moderação. O normal é que a mulher comece a sentir mais fome depois que os enjoos passarem.
Alimentos ácidos como limão, laranja, abacaxi, aliviam os enjoos, então é comum nessa fase a predileção por esses alimentos. 

Mudança no bico dos seios

A mama como um todo irá ficar mais volumosa ao longo da gestação e o bico crescerá também mais perto do final da gravidez, mas tudo isso faz parte da adaptação e preparo para a amamentação. O importante nesse tópico é saber que independentemente do tipo de bico, inclusive os invertidos, a mulher poderá amamentar normalmente se receber a orientação adequada. 

Inchaço no corpo (edemas)

Um pouco de inchaço é normal e ele vai aumentando progressivamente com o passar da gestação. A circulação do organismo como um todo está mudada e o retorno de sangue das pernas para o coração é dificultado pela compressão feita pelo próprio útero nas principais veias do organismo.
Muitas vezes um inchaço maior e excessivo pode ser sinal de pré-eclâmpsia, por exemplo. Mas isso deve ser averiguado e detectado pelo seu médico, ao fazer a consulta de pré-natal. 

Vontade de fazer xixi

No começo a mulher sentirá que quer urinar um pouco mais que o normal. Com o tempo, o útero irá comprimir a bexiga e a capacidade de armazenamento de urina se torna menor a cada mês. Portanto, a mulher grávida precisará ir ao banheiro mais frequentemente. A progesterona também provoca alterações no funcionamento do trato urinário. 
O aumento da frequência de micções pode ser sinal de infecção de urina também, que é uma das infecções mais frequentes na gestante, então sempre avise seu médico. E fique atenta a outros sintomas como dor para urinar, febre, entre outros. 

Cloasma

Além das mudanças internas no corpo, acontecem mudanças externas também, causadas pelo aumento das taxas hormonais. Entre elas temos algumas mudanças na pele, que podem ser ou o aumento da pigmentação em algumas áreas do corpo, ou o surgimento de manchas nas maçãs do rosto, o chamado cloasmagravídico. Esse último sintoma tende a regredir após a gravidez, mas se for intenso pode deixar manchas. A recomendação é proteção solar intensa.

Fonte:
 http://www.minhavida.com.br/familia/materias/17411-sintomas-de-gravidez-conheca-os-principais-e-saiba-por-que-eles-aparecem